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Psicóloga Ana Carolina Mainetti

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Autossabotagem no relacionamento amoroso

há 19 horas
7 min de leitura

Atualizado: há 2 horas

Autossabotagem no relacionamento amoroso auto sabotagem romântica

O que é a autossabotagem no relacionamento amoroso?


A autossabotagem no relacionamento amoroso é um processo inconsciente que leva a comportamentos destrutivos que atrapalham o sucesso da relação romântica. Não há uma intenção clara de arruinar a união, mas a autossabotagem leva a impulsos frequentes que boicotam o vínculo amoroso saudável ou levam ao término do relacionamento.


São comportamentos recorrentes que levam o parceiro afetado ao sofrimento e a se sentir forçado a escolher entre terminar ou tolerar as ações prejudiciais. Podem ser atitudes que não eram esperadas ou combinadas, como mentiras e quebra de acordos. Ou pode ser a falta de ações esperadas, como esquivar-se de oficializar a relação, de planejar o futuro do casal ou de resolver crises.


A autossabotagem arruína um relacionamento que teria potencial para ser positivo, podendo ser uma estratégia cognitiva inconsciente de autoproteção por parte de quem a pratica.


Como se manifesta a autossabotagem no relacionamento amoroso


A autossabotagem no relacionamento amoroso pode se manifestar de diferentes formas.


Algumas muito comuns são: distanciar-se emocionalmente, esquecer compromissos, não cumprir combinados, evitar conversas profundas, agir com frieza, não priorizar momentos a dois, não valorizar o parceiro, recusar-se a resolver conflitos, não prestar atenção nos pedidos ou necessidades do outro, ficar indisponível, negar carinho, ameaçar terminar, descuidar da higiene, cometer excessos, ter atitudes egoístas, desrespeitar, esconder emoções, resistir a fazer mudanças para melhor, ficar desatento nas conversas, fazer tratamento de silêncio, criar brigas por motivos insignificantes, fazer provocações constantes, ser infiel, manipular, ter segredos ou qualquer outra violência psicológica.


Quais as causas da autossabotagem no relacionamento amoroso?


As causas da autossabotagem romântica podem ser muito particulares, únicas e diversas, mas aqui estão listadas as 30 mais frequentes:


  1. Medo de intimidade: Dependendo das experiências de vida de uma pessoa, a intimidade pode causar desconforto. Traumas emocionais ocasionados por ex-parceiros, familiares ou pessoas significativas podem levar ao medo da intimidade (física, sexual e emocional). A pessoa desenvolve a crença de que aquele que deveria amar irá machucar algum dia. Portanto a sabotagem é um tipo de proteção inconsciente.


  2. Medo de abandono: Ter sofrido algum tipo de amor interrompido, seja a perda precoce de um ente familiar por falecimento, viagem ou afastamento deliberado, pode ocasionar uma ferida permanente que leva a pessoa, sem consciência clara disso, a não construir laços fortes com as pessoas para não ter o risco de ser novamente abandonada por alguém amado.


  3. Evitação de compromisso: Algumas vezes, a autossabotagem indica, simplesmente, que a pessoa, no fundo, não deseja se comprometer.


  4. Medo de perder a identidade: Dependendo da personalidade das duas pessoas do casal, aquela que sabota o relacionamento, pode desejar se libertar de qualquer tipo de autoridade ou controle, por medo de se perder de quem realmente é. Pode simplesmente haver uma dificuldade em dizer não, negociar ou expressar a própria vontade, levando a estragar o relacionamento para não se sentir mudado por outra pessoa.


  5. Medo de ser traído: A dificuldade em confiar ou a crença de que todo mundo trai (muitas vezes causadas por traições passadas ou traições familiares) pode levar alguém a autossabotar um romance promissor.


  6. Compulsão à repetição: Geralmente aparece em diversas áreas da vida da pessoa e não apenas no campo romântico. A pessoa frequentemente repete comportamentos que trazem malefícios para a vida dela.


  7. Altas expectativas: Ocorre quando há tendências perfeccionistas ou crenças pré-existentes de um relacionamento perfeito, como o de filmes ou contos de fadas, levando a pessoa a estragar relacionamentos que soem muito “comuns”.


  8. Ganho secundário: Às vezes, o que une a pessoa ao seu par não é um amor pleno, mas alguma conveniência, seja ela financeira, patrimonial, social, migratória, religiosa, parental, sexual, ou até mesmo um comodismo, onde um dos parceiros busca no outro uma figura cuidadora que assuma as responsabilidades da vida cotidiana.


  9. Falta de habilidade relacional: Ocorre com alguns parceiros devido à imaturidade, inexperiência, autismo, personalidade esquizoide, timidez, personalidade evitativa ou falta de responsabilidade afetiva.


  10. Alexitimia: Por não conseguir nomear os próprios sentimentos, a pessoa alexitímica tem reações inesperadas ou se afasta em vez de comunicar o que se passa em seu interior. Além disso, não consegue fazer a leitura do que o parceiro espera no relacionamento, o que leva a diversos desentendimentos.


  11. Ansiedade: Pessoas que tem a permanência de medo e até de expectativa de que o pior vai, inevitavelmente, acontecer, podem agir de forma a estragar a vida conjugal e ter a sensação de que tiveram controle no desfecho negativo. Acabar logo com o relacionamento alivia a ansiedade, de certa forma.


  12. Lealdade familiar: Para continuar se sentindo pertencente à família de origem, há quem se identifique tanto que precise viver as mesmas dores, como, por exemplo, dar errado no amor. A busca pela diferenciação despertaria sentimentos de culpa, medo de não ser amado ou sensação de não pertencimento.


  13. Impossibilidade estrutural: Seja por não ter recursos financeiros suficientes, ter projetos futuros individuais para o dinheiro ou o uso do tempo, por questões geográficas ou por não ter uma estrutura de vida que permita formar uma nova família, como, por exemplo, ter pais dependentes.


  14. Incompatibilidade: Pode ser que, no fundo, a pessoa sinta que o casal não é compatível e por isso age de forma a não contribuir com o sucesso do relacionamento.


  15. Complementaridade: Aquele que boicota o relacionamento pode sentir, mesmo de forma inconsciente, que isso mantém o relacionamento equilibrado, caso o outro parceiro tenha necessidade de ser crítico, apontar defeitos e querer corrigir o “sabotador”. Nesse sentido, se ele parasse de sabotar o relacionamento, a outra pessoa da relação perderia a função e a união ficaria sem sentido.


  16. Dificuldade com escolhas: Algumas pessoas esperam encontrar uma opção melhor e adiam o momento de firmar uma decisão, inclusive em relação à escolha amorosa. No fundo, pensando que podem achar uma parceria mais apropriada, desinvestem no relacionamento atual, mesmo que ele seja promissor.


  17. Incapacidade de romper: A pessoa deseja encerrar o relacionamento, mas não externaliza isso de forma clara. Então, provoca o fim se tornando insuportável para forçar o outro a tomar a decisão de terminar, eximindo-se da responsabilidade e da culpa.


  18. Medo de ser feliz: O terror inconsciente de experimentar plenitude, estabilidade e felicidade amorosa acontece em alguns. A ideia de que "está bom demais para ser verdade" leva-os a estragar a relação para restaurar seu estado habitual de infelicidade, solidão ou neutralidade emocional.


  19. Apego inseguro: Os estilos de apego inseguro são caracterizados por ansiedade, evitação ou ambos e levam as pessoas a repetidamente sabotar relacionamentos que poderiam ser saudáveis.


  20. Segredos: Uma pessoa pode resistir a dar certo num relacionamento amoroso porque inevitavelmente chegará o momento de revelar alguma informação que tenta esconder ou o parceiro irá descobrir por si só. A autossabotagem é uma forma de evitar que esse dia chegue.


  21. Vício em adrenalina e dopamina: Pessoas acostumadas a dinâmicas caóticas na infância, ou em relacionamentos anteriores, costumam interpretar a paz de uma relação saudável como tédio. A autossabotagem surge para gerar drama e conflito, pois a briga provoca uma forte descarga de adrenalina e, em seguida, a reconciliação apaixonada ativa o sistema de recompensa, gerando um pico de dopamina.


  22. Autoconceito negativo: Quando as pessoas têm baixa autoestima, podem se autossabotar porque já acreditam que farão algo errado, e muitas vezes nem cuidam para evitar errar no relacionamento. Muitas vezes está associado à dificuldade em receber amor devido a vivências infantis difíceis ou traumas familiares.


  23. Sensação de não merecimento: Pode haver a impressão de que a outra pessoa é “muita areia para o meu caminhãozinho” seja porque há baixa autoestima, ou porque encobre partes de si que não seriam aceitas pelo parceiro.


  24. Crenças negativas sobre o amor romântico: Distorções cognitivas como acreditar que relacionamentos trazem problemas, que nunca vão dar certo, que tiram a liberdade, dentre outros, pode levar alguém a não investir emocionalmente o suficiente para que a união se fortaleça.


  25. Dificuldade em lidar com desafios da vida a dois: Pessoas que se autossabotam podem ter dificuldade de se autorregular quando surgem problemas de casal, por não compreenderem que certos desafios são uma parte normal dos relacionamentos.


  26. Vícios: A dependência de substâncias (álcool, drogas) ou comportamentos aditivos (jogos, pornografia) coloca o objeto do vício no topo das prioridades. O relacionamento passa a ser marcado por comportamentos sabotadores porque o relacionamento “concorre” com o vício.


  27. Transtorno da personalidade antissocial: A sabotagem é decorrente do uso utilitário do parceiro, tendência à mentira e irresponsabilidade, incapacidade de empatia e de vínculo afetivo profundo.


  28. Transtorno da personalidade narcisista: Devido à grandiosidade, pode ter dificuldade em expor vulnerabilidades e aceitar imperfeições. A baixa empatia e a arrogância prejudicam a conexão emocional intensa.


  29. Transtorno da personalidade borderline: A sabotagem pode ser movida pela instabilidade emocional, pela oscilação entre valorização e desvalorização do parceiro pela e hipersensibilidade à rejeição. A pessoa abandona primeiro para não ser abandonada.


  30. Transtorno da personalidade histriônica: A autossabotagem ocorre através da tendência a emoções superficiais, comportamentos dramáticos, sedução fora da relação ou criação deliberada de conflitos para atrair atenção.


Como parar de autossabotar meu relacionamento?


O segredo é descobrir as reais causas, pois a autossabotagem no relacionamento satisfaz alguma necessidade inconsciente que está desconhecida. O tratamento psicológico pode ser essencial para que o profissional possa desvendar os motivos e ajudar nas mudanças necessárias.


Uma vez decifradas as origens inconscientes da autossabotagem, a resolução poderá se dar apenas pela consciência delas. Mas para algumas serão necessários hábitos e comportamentos substitutos que tenham a mesma função, mas de uma maneira mais saudável e benéfica para a relação.


Para que mudanças consistentes aconteçam, geralmente é necessário um acompanhamento psicológico individual e/ou de casal até que o relacionamento se estabeleça e ambos os parceiros se sintam psicologicamente seguros.


Posso te ajudar


Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos, estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual.


Tenho experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal, Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas.


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Psicóloga Ana Carolina Mainetti

CRP 08/17342


 
 
Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
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