Resultados da busca
123 resultados encontrados com uma busca vazia
- Jogar emocional
O que é o “jogar emocional”? Em dias difíceis, ter uma vontade incontrolável de iniciar uma partida, passar horas jogando para evitar pensar em problemas e encontrar nas telas um alívio imediato: isso é o jogar emocional , também chamado de “ gameplay de fuga ”. “Eu jogo para desestressar” ou “preciso desligar o cérebro” são frases comuns expressadas por pessoas que apresentam o jogar emocional. A questão central do jogar emocional não reside nos jogos em si, mas sim na maneira como se lida com as emoções. O videogame assume o papel de um regulador emocional , uma espécie de cura de curto prazo para sentimentos e emoções desconfortáveis. Ansiedade , frustração profissional, solidão , tédio , pressão social e estresse podem levar a jogar por impulso , consciente ou inconscientemente. Mas essas emoções retornam quando o console é desligado, muitas vezes acompanhadas pelo fardo da culpa pelo tempo perdido, criando um ciclo vicioso de jogar ainda mais para atenuar esse mal-estar. 5 causas do Jogar Emocional Associação do jogo com controle: Diferente da vida real, onde as situações podem fugir do controle, no jogo a pessoa detém o domínio, o que serve como consolo em tempos de impotência pessoal. Recompensa e meritocracia: Após um dia de esforço não reconhecido ou fracasso, buscar no jogo as "conquistas", "troféus" e o subir de nível como um presente, pensando: "Aqui eu sou bom e sou valorizado". Distração (escapismo): Jogar se torna uma maneira de desviar a atenção de problemas financeiros, familiares ou amorosos , oferecendo um escape temporário da realidade emocional para um mundo de fantasia. Prazer químico: O sistema de recompensa dos jogos estimula a liberação de dopamina no cérebro, gerando uma sensação imediata de prazer e bem-estar que mascara a tristeza ou a ansiedade . Alexitimia e Socialização mascarada: Muitas pessoas possuem dificuldade em identificar sentimentos e usam o ambiente do jogo e as interações online para "estar perto" de pessoas sem precisar falar sobre suas emoções reais. Jogar emocional: muito além do lazer É comum que nos momentos do jogar emocional a preferência recaia sobre jogos repetitivos, competitivos ou de mundo aberto, pois não é apenas a diversão que está sendo buscada. São experiências buscadas pela sensação de competência e previsibilidade que proporcionam. Fortemente ligados ao alívio de tensões , esses jogos podem evocar a nostalgia da infância ou proporcionar um senso de comunidade (guildas, clãs) que a pessoa sente falta na vida " offline ". O ambiente virtual oferece a sensação de proteção e pertencimento que a realidade parece negar. O prazer da dopamina rápida é priorizado em relação ao descanso real ou às obrigações. São jogos projetados para serem altamente imersivos e viciantes , proporcionando uma experiência de consumo que bloqueia pensamentos intrusivos. Infelizmente, não é o cansaço físico que se busca saciar, mas a fome de significado e regulação . Como o apaziguamento das emoções dura apenas enquanto a tela está acesa, cria-se uma distância do autoconhecimento . A falta de ferramentas saudáveis para lidar com os problemas reais intensifica a dependência do mundo virtual, perpetuando o ciclo do jogar emocional. Consequências do Jogar Emocional Culpa: Arrependimento pelo tempo "desperdiçado" e pensamentos autodepreciativos após sessões longas. Procrastinação: O uso do jogo como fuga impede a resolução de problemas reais, acumulando tarefas e estresse. Irritabilidade: Quando impedido de jogar, o indivíduo apresenta baixa tolerância à frustração e agressividade. Privação de sono: O jogar emocional frequentemente invade a madrugada, gerando fadiga crônica e baixa produtividade. Isolamento social: Embora existam amigos online, os laços presenciais e o convívio familiar acabam negligenciados. Transtorno de Jogo : O comportamento pode evoluir para um vício reconhecido, onde o controle sobre a atividade é perdido. Sedentarismo e problemas de saúde: A imobilidade prolongada pode gerar dores musculares, problemas na visão e má alimentação. Jogar emocional: como tratar A maneira mais efetiva de tratar o jogar emocional é a psicoterapia , recebendo ajuda para compreender as emoções das quais você está tentando evitar e para construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia. Objetivos da terapia podem incluir: Desvendar a raiz psicológica do uso excessivo de jogos; Reconhecer e validar as emoções de frustração e insuficiência; Desenvolver habilidades de enfrentamento para o estresse do dia a dia; Reestruturar a rotina para incluir lazer sem fuga; Identificar traumas ou pressões sociais que alimentam o isolamento ; Melhorar a comunicação e os relacionamentos fora das telas. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia individual, vou propiciar um espaço de escuta para que o seu jogar emocional possa ser compreendido sem julgamentos . Expressar suas emoções te ajudará a identificar as causas e você poderá adquirir maneiras novas e mais produtivas de lidar com a realidade, retomando o controle da sua própria vida. Se você se identificou com este artigo e percebe que o videogame deixou de ser um prazer para se tornar uma muleta emocional, eu posso te ajudar com terapia online . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat . Como você se sentir mais confortável! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Dependência emocional em relacionamento amoroso
Uma necessidade extrema de aprovação e a sensação de que a própria felicidade ou identidade dependem exclusivamente do parceiro são marcas da dependência emocional. Neste artigo, vamos explorar o conceito de dependência emocional, entender suas causas e como ela se diferencia de um apego saudável , além de discutir como tratar o sofrimento que ela gera. O que é dependência emocional A dependência emocional, também compreendida como uma forma de vício afetivo , é um padrão de comportamento em que um dos parceiros deposita no outro a responsabilidade total pelo seu bem-estar emocional. Ela acontece quando há uma entrega excessiva e desequilibrada , onde a pessoa passa a viver em função das necessidades, desejos e humor do parceiro, negligenciando a si mesma. O dependente emocional costuma sentir forte medo de abandono ou de rejeição . Essa insegurança faz com que ele aceite situações desrespeitosas ou anule sua própria personalidade para manter o vínculo, pois acredita que não é capaz de ser feliz sozinho ou de sobreviver sem a presença do outro. Diferente de uma conexão profunda, esse tipo de relação gera sufocamento e ansiedade constante, prejudicando a saúde mental de ambos os envolvidos. Diferença entre dependência emocional e apego saudável As características que diferenciam a dependência emocional de um vínculo de apego saudável e seguro são: a autonomia, a segurança e o equilíbrio. À primeira vista, pode parecer que o dependente apenas "ama demais" , mas a dinâmica é bem distinta: Autonomia: No apego saudável, ambos preservam sua individualidade , têm seus próprios interesses, amigos e momentos a sós. Na dependência emocional, a autonomia é vista como ameaça , pois a pessoa sente-se incompleta ou ansiosa quando não está com o parceiro. Segurança: Relações saudáveis são baseadas na confiança . Já a dependência é marcada pela vigilância e pela necessidade constante de reafirmação de que é amado, gerando um ciclo de ciúme e controle. Equilíbrio: Em uma relação madura, a troca é mútua . Na dependência emocional, há uma concorrência desleal entre o "eu" e o "nós", onde os desejos do parceiro sempre atropelam os limites do dependente. 4 causas da dependência emocional As principais causas da dependência emocional são: baixa autoestima, carências da infância, medo da solidão e fatores de personalidade. Baixa autoestima: A pessoa não reconhece o próprio valor e acredita que só tem importância se for amada ou validada por alguém externo. Carências da infância: Históricos de abandono, negligência emocional ou pais excessivamente controladores podem criar um padrão de busca por proteção e segurança absoluta na vida adulta. Medo da solidão: A incapacidade de lidar com a própria companhia ( autofobia ) faz com que qualquer relacionamento, mesmo que tóxico , pareça melhor do que estar sozinho. Fatores pessoais: Traços de personalidade dependente , ansiedade de separação , estilos de apego inseguro-ansioso e experiências traumáticas em relacionamentos anteriores podem reforçar esse comportamento. Como tratar a dependência emocional Reconhecer que se está em uma dinâmica de dependência emocional é o primeiro e mais difícil passo. O sentimento de vazio e a angústia de "perder-se" no outro são exaustivos, mas é perfeitamente possível resgatar a autonomia e construir relações mais equilibradas. A dependência emocional, muitas vezes, é um sinal de que a relação com o "eu" está fragilizada. Tratar essa questão é essencial para evitar ciclos de relacionamentos traumáticos e para desenvolver uma inteligência emocional que permita amar sem se anular. Terapia de Casal: Indicada quando ambos percebem a dinâmica disfuncional e desejam estabelecer limites mais saudáveis, melhorando a comunicação e reduzindo comportamentos de controle ou sufocamento. Terapia Individual: É o tratamento mais indicado e fundamental para quem sofre de dependência emocional. Na terapia individual, o foco é: Fortalecer a autoestima e o autoconhecimento; Identificar e ressignificar gatilhos de abandono; Aprender a estabelecer limites saudáveis ; Desenvolver a autonomia emocional para que o parceiro seja uma escolha, e não uma necessidade vital. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos e em traumas , estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal , Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas . Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Fawning: a bajulação como resposta ao trauma
A bajulação ou " fawning ", muitas vezes vista como uma característica pessoal de agradar aos outros, pode, na verdade, ser uma resposta complexa a um trauma do passado . Ao lado da luta, fuga e congelamento, a bajulação emerge como um mecanismo de defesa, uma tentativa inconsciente de evitar a dor e o sofrimento. Fawning: a bajulação pós trauma Este tipo de bajulação, também conhecido por "fawning", se origina, frequentemente, em experiências traumáticas na infância. Crianças expostas a abusos crônicos ou relacionamentos interpessoais disfuncionais aprendem que a melhor forma de sobreviver é agradando aos outros . Ao concordar com tudo, suprimir suas próprias necessidades e tolerar maus-tratos, a criança busca evitar conflitos e garantir sua segurança. Na vida adulta, seguem utilizando essa estratégia frente a relacionamentos com codependência ou abusivos , como, por exemplo em violência psicológica no casal , trauma bonding (vínculos traumáticos), parentalização amorosa , convivência com família narcisista , narcisista encoberto , relações profissionais injustas e em outros vínculos onde existe preconceito ou opressão. Fawning: características da bajulação pós-traumática Pisar em ovos: A constante preocupação com a reação dos outros limita a espontaneidade e a autenticidade. Adaptação às necessidades alheias: As próprias necessidades são constantemente ajustadas para se adequar ao humor e às expectativas dos outros. Generalização: Com o tempo, a bajulação se torna um padrão de comportamento, estendendo-se para todos os relacionamentos e não apenas os abusivos. Crença disfuncional: A crença de que a própria felicidade depende da aprovação dos outros se torna arraigada. Exaustão e ressentimento: A constante necessidade de agradar leva a sentimentos de esgotamento e raiva. Sentimentos de FOG : medo, obrigação e culpa são praticamente permanentes. Fawning: tratamento A bajulação ou "fawning", embora dolorosa, é um mecanismo de sobrevivência aprendido. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para a mudança . Com paciência e apoio, é possível: Quebrar o ciclo: A terapia pode ser uma ferramenta valiosa para identificar e desafiar crenças disfuncionais. Desenvolver habilidades de enfrentamento: Técnicas psicológicas podem ajudar a lidar com gatilhos e emoções desafiadoras. Cultivar o amor-próprio: Aprender a valorizar suas próprias necessidades e estabelecer limites saudáveis é fundamental. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia online , oferecerei recursos para o processo de autoconhecimento , a fim de superar a bajulação traumática e o medo de ser insignificante ou desagradar. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas e teorias, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Teoria do Apego e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz. Adicionalmente, também utilizo o Cuidado Informado sobre Trauma em minha prática profissional. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local . Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular ! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Problemas em relacionamentos amorosos
Quais os principais problemas em relacionamentos amorosos? Os problemas em relacionamentos amorosos podem afetar cada pessoa do casal de formas diferentes e até mesmo colocar em dúvida a continuidade da união. Os principais problemas de relacionamento enfrentados pelos casais são: 1. Comunicação e Conexão Problemas de comunicação: Dificuldade em expressar sentimentos, necessidades e expectativas. Mágoas acumuladas: Ressentimentos não resolvidos que afetam o relacionamento. Conflitos frequentes: Discussões constantes e dificuldade em encontrar soluções. Sentimentos ambivalentes: Dúvidas e sentimentos contraditórios em relação ao parceiro. Personalidade do parceiro: Dificuldades em lidar com os traços de personalidade do outro. Falta de intimidade emocional: Ausência de conexão profunda e compartilhamento de sentimentos. Problemas sexuais: Discrepância de preferências, baixa libido feminina ou masculina, dificuldade em falar sobre sexualidade. Pouca demonstração de afeto: O amor não é expresso através de palavras ou gestos. Dependência emocional: A falta de autonomia e o excesso de apego afetam a qualidade da relação. 2. Valores e Estilo de Vida Divergência de valores: Incompatibilidade nas crenças e princípios de vida. Estilo de vida incompatível: Rotinas e interesses muito diferentes. Vícios: Dependência de substâncias ou comportamentos viciantes que prejudicam o relacionamento. Falta de planejamento da relação: Ausência de objetivos e metas em comum. Questões referentes à paternidade e maternidade : Desacordos sobre ter filhos, educação dos filhos, etc. Diferenças de idade: Pode trazer desafios em relação a interesses, expectativas e experiências de vida. Diferenças culturais: Em relacionamentos interculturais, as diferenças de costumes podem atrapalhar. Desigualdade na renda ou padrão de vida: A discrepância financeira pode gerar diversas tensões e conflitos. 3. Dinâmica do Relacionamento Ciúmes: Sensação de posse e insegurança que prejudica a confiança. Egoísmo: Priorização dos próprios interesses em detrimento dos do casal. Acordos não cumpridos: Promessas e expectativas não atendidas. Falta de tempo: Pouco tempo de qualidade a dois. Confiança abalada: Dificuldade em confiar no parceiro após uma situação que gerou desconfiança. Monotonia: Rotina e falta de novidades na relação. Divisão de responsabilidades: Desequilíbrio nas tarefas domésticas e na administração da vida a dois. Codependência : Um depende e um cuida excessivamente do outro. 4. Fatores Externos Interferência de terceiros: Influência de familiares, amigos ou outras pessoas. Estresse: Pressões do trabalho, da família ou de outras áreas da vida que afetam o relacionamento. Mudanças de vida: Mudança de cidade, país ou emprego. Problemas financeiros: Dificuldades financeiras geram estresse e conflitos. Pressões sociais: Pressões para casar, ter filhos, um corpo perfeito, uma carreira de sucesso, um estilo de vida idealizado. Traumas : traumas de infância traumas de relacionamentos passados traumas atuais 5. Violência e Abuso Desonestidade: Mentiras ou omissões. Manipulação: Tentativas de controlar o parceiro e a relação. Ex: gaslighting e DARVO . Negligência: Descaso com o relacionamento ou o parceiro. Infidelidade : Traição emocional ou sexual que abala a confiança e a base do relacionamento. Violência: Episódios de violência psicológica , física, sexual, patrimonial, moral ou abuso reativo . Trauma Bonding Terminar ou continuar juntos? Dúvidas sobre o futuro do relacionamento podem surgir quando há um acúmulo de insatisfações ou quando um dos parceiros não se sente mais feliz ou realizado. Se o custo-benefício do relacionamento está prejudicado, é comum ter dúvidas a respeito da continuidade. Buscar apoio psicológico pode ser fundamental para ter mais clareza e tomar uma decisão que seja mais alinhada com as suas necessidades e valores. É importante reconhecer que todos os relacionamentos precisam de cuidados e que a ajuda de um profissional pode fazer toda a diferença. Muitas vezes, a continuidade da relação depende de algumas mudanças. A terapia de casal oferece um espaço seguro para que ambos os parceiros expressem seus sentimentos e necessidades , promovendo uma maior compreensão mútua e fortalecendo o vínculo. Através de técnicas e ferramentas específicas, o terapeuta pode ajudar o casal a solucionar os problemas e tornar a união mais sólida e satisfatória. Entretanto, é importante reconhecer que nem todos os relacionamentos são destinados a durar. A complexidade dos problemas de relacionamento pode levar ao fim de um ciclo . No entanto, mesmo diante de um possível término , fazer terapia de casal pode contribuir para um final mais amoroso e prevenção de TEPT de relacionamento . Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamento amoroso e em terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade , estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia online . Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos! Me conheça mais clicando aqui ! Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência com métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT) . Vocês podem agendar a sessão de casal diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Basta acessar meu perfil e escolher o horário que ficar melhor para vocês. Lá é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Pode ser pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular . É necessário preencher um cadastro rápido no nome de uma das pessoas do casal. O sistema me notificará quando vocês agendarem e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Saiba mais sobre terapia online de casal. Aguardo vocês! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Trauma Bonding: o que é
Trauma Bonding , Traumatic Bonding, Trauma Bond ou vínculo traumático são termos para se referir à forte ligação emocional desenvolvida a partir de um padrão de relacionamento abusivo. O "Trauma Bond" ocorre quando a vítima possui uma fixação emocional prejudicial que a mantém colada à pessoa que a machuca. O que é Trauma Bonding? O Trauma Bonding é um laço emocional disfuncional e traumático , criado a partir de um ciclo repetitivo de abuso, manipulação e reconciliação . A vítima, presa nesse padrão, estabelece um vínculo intenso com o agressor, dificultando a ruptura da relação. Os dois fatores principais que constituem o Trauma Bonding são: desequilíbrio de poder; recompensa e punição intermitentes. Isto é, a vítima está desfavorecida de alguma maneira nessa relação. E as fases agradáveis e recompensadoras são intercaladas com situações de desrespeito, punição ou sofrimento . A pessoa atingida pelo trauma permanece vinculada sem reconhecer que sofre maus-tratos porque a gentileza e o carinho demonstrados eventualmente pelo agressor são interpretados como amor ou consideração e geram esperança de mudança. Isso ocorre devido ao fenômeno cognitivo do viés de confirmação . Ou seja, a mente busca interpretar informações de maneira a confirmar uma crença, mesmo com evidências contrárias. Além disso, com a manipulação psicológica , a percepção da vítima é de ser a culpada pelos problemas. E, muitas vezes, há a sensação de que as consequências de um possível afastamento podem ser mais negativas do que a permanência na relação. O Trauma Bonding se torna um vício emocional, no qual a pessoa ferida busca incansavelmente reconhecimento ou afeto da pessoa que a machuca, tornando-se dependente dessas recompensas. Esse padrão de abuso intercalado com harmonia fortalece a conexão, impedindo o descolamento e o fim do ciclo da violência. 10 Sintomas do Trauma Bonding Não se retirar de relacionamentos que fazem mal à você; Confiar repetidamente em quem provou não ser confiável ; Aceitar ou se silenciar diante do abuso para evitar conflito ou exposição; Seguir sendo leal a quem te enganou; Querer ser compreendido por quem evidentemente não se importa ; Manter interesse, curiosidade ou obsessão por alguém que te causou dor, mesmo que já tenha se afastado; Se empenhar em ajudar pessoas que foram destrutivas; Ter sensações permanente de FOG (medo, obrigação e culpa) ; Se esforçar para que gostem de você, mesmo que estejam te usando; Desculpar, minimizar, racionalizar ou acobertar as ações prejudiciais do agressor. 4 Consequências do Trauma Bonding Um vínculo traumático (Trauma Bonding) pode ter várias consequências negativas no âmbito biopsicossocial: Problemas psicológicos , como: Depressão , Distimia , Ansiedade , TEPT: Transtorno do Estresse Pós-Traumático de relacionamento , Transtorno do Pânico , Transtorno da Personalidade Dependente , Insônia , Transtorno de Ansiedade de Separação , Compulsão Alimentar , baixa libido , irritabilidade , baixa autoestima, problemas de atenção e memória. Estresse contínuo com superprodução do hormônio cortisol, desencadeando problemas de saúde, como hipertensão arterial, diabetes, aumento de peso, imunidade baixa, inflamações e doenças psicossomáticas . Dependência emocional permanente de alguma figura de apego inconstante, obsessão amorosa , parentalização do parceiro amoroso ou codependência . Perpetuação do abuso nas futuras gerações. Como o conceito "Trauma Bonding" surgiu? O conceito 'Traumatic Bonding' foi usado pela primeira vez pelos psicólogos canadenses Donald Dutton e Susan Painter em um artigo de 1981, no periódico Victimology. Foi o resultado de pesquisas a respeito de laços emocionais complexos produzidos traumaticamente em esposas espancadas e em outros relacionamentos de abuso intermitente . A ideia central seguiu sendo estudada e reformulada por inúmeros outros autores até os dias de hoje. Por mais que o termo tenha se originado de mulheres sofredoras de violência física por parte dos parceiros íntimos, sabe-se que o fenômeno psicológico de conexão emocional forte com o abusador também acontece em outras situações . Tipos de Trauma Bonding: violência psicológica em casais , independente dos gêneros; filhos com pais negligentes, abusadores ou violentos; funcionários com patrões assediadores; famílias narcisistas ; amizades opressoras ou exploradoras; relação abusiva entre professor e aluno; refém e sequestrador; ambientes militares tiranos; algumas seitas ; atletas com treinadores perversos; entre vítimas e criminosos sexuais; cuidadores malévolos de crianças, deficientes, doentes ou idosos; muitas vezes, em convivência com pessoas com Transtornos da Personalidade do Eixo B: Antissocial , Narcisista (inclusive o encoberto) , Borderline e Histriônica . Se você quer saber mais sobre vínculos traumáticos , estes outros artigos meus podem te interessar: Síndrome de Estocolmo em relacionamentos amorosos Narcisismo e Conarcisismo Folie à Deux amorosa Fawning : a bajulação como resposta ao trauma DARVO no relacionamento Triângulo dramático Tratamento do Trauma Bonding O tratamento do Trauma Bonding demanda um processo terapêutico de longo prazo, focado em ajudar a vítima a reconhecer a natureza abusiva da relação, reconstruir sua autoestima e desenvolver habilidades para lidar com as sequelas emocionais. O Trauma Bonding é mais recorrente em quem sofreu os primeiros vínculos traumáticos durante a infância , não aprendendo o que é vivenciar um relacionamento saudável . Por isso, é necessário abordar traumas primitivos com o objetivo de curar a causa-raiz e prevenir outros relacionamentos danosos ou baseados em vínculos de apego inseguros . Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com o Trauma Bonding, a tratar esta vivência traumática através da psicoterapia online . Sendo uma psicóloga experiente em casos de Trauma Bonding , estou preparada para tratar as questões relacionadas aos vínculos traumáticos , sejam eles amorosos, familiares, profissionais ou de outra natureza. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas : Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Cuidado Informado sobre Trauma e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! T rabalharemos juntos para que você alcance uma vida mais livre, plena e feliz! Conheça mais sobre mim neste link . Acesse meu site ou meu consultório virtual para conferir o valor da sessão e agendar eletronicamente! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia para codependência em relacionamento
Como é a terapia para codependência em relacionamento? A terapia para tratar a codependência em um relacionamento, seja ela individual ou de casal , foca em identificar e desconstruir os padrões de comportamento que perpetuam a dependência e a codependência entre um par amoroso . Na terapia individual, o objetivo principal é que o codependente desenvolva autoconsciência sobre suas próprias necessidades , aprenda a estabelecer limites saudáveis e a construir uma identidade separada da do parceiro. São trabalhados tópicos, como: as origens da codependência, o desenvolvimento da autoestima , a tendência ao sacrifício e o medo de ficar só . Na terapia individual para o dependente, é necessário abordar as questões psicológicas e os vícios que o mantém em uma posição de depender dos cuidados de alguém. Na terapia para a codependência em relacionamento são usadas técnicas como a reestruturação cognitiva da Terapia Cognitivo-Comportamental , a exploração de fenômenos inconscientes da Psicanálise e a análise das relações amorosas e familiares da Terapia Sistêmica . Na terapia de casal , o foco é voltado para a dinâmica da relação , buscando identificar os papéis que cada parceiro desempenha e substituir o excesso de cuidado de um e a dependência do outro por autonomia e responsabilidade compartilhada . Como é a codependência em um relacionamento? Duas pessoas que se envolvem de forma prejudicialmente complementar , não conseguindo mais funcionar de forma independente, sendo uma delas extremamente cuidadora e a outra dependente de cuidados: essas são as características da codependência em um relacionamento . Embora a codependência possa existir em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, é muito frequente em relacionamentos amorosos em que um assume a postura de doador , salvador ou facilitador e o outro, de tomador . O doador (codependente) se preocupa e se sacrifica para atender as necessidades do tomador, em detrimento das suas próprias, permitindo ser afetado pelos comportamentos autodestrutivos do parceiro dependente (tomador), como: vícios , problemas de saúde mental, imaturidade, irresponsabilidade ou baixo desempenho. Por medo do abandono ou do término da relação, o codependente costuma ignorar questões importantes , ceder, agradar, facilitar , perdoar e se comportar de forma submissa, desejando “salvar” ou “consertar” o parceiro. O tomador costuma se beneficiar da tendência do parceiro em cuidar, proteger e atender às suas necessidades, muitas vezes sem retribuir ou assumir responsabilidades. Por ser um relacionamento desequilibrado e composto por questões psicológicas não tratadas , é necessário que façam terapia individual e terapia de casal para tratar a dependência e a codependência presentes no relacionamento . 8 características do codependente Sente-se responsável pelo bem-estar do parceiro, sempre presente e pronto para ajudar , cuidar, salvar, controlar ou consertar; Antecipa as necessidades do outro, fazendo por ele o que um adulto costuma conseguir fazer sozinho; Sente-se vazio, entediado ou culpado se não estiver resolvendo algo para o parceiro, pois tem a necessidade de ser necessário ; Negligencia seu próprio bem-estar ou responsabilidades por estar muito concentrado no cônjuge; Evita mostrar as verdadeiras emoções para não desagradar ou para evitar conflitos, mas às vezes guarda tanto que “ explode ” ; Tem dificuldade em colocar limites nas atitudes do outro, mesmo estando em sofrimento ou discordando; Seu estado emocional depende do parceiro, ficando bem se o parceiro está bem e ficando mal se ele está mal; Tem medo da relação acabar e ficar sozinho ou esquecido . Saiba mais: Codependentes Anônimos (CoDA) , um programa de mútua ajuda baseado nos Doze Passos com reuniões presenciais e online, tem uma lista de padrões e características dos codependentes que pode te interessar. Consequências da codependência em relacionamentos A dependência do tomador e a necessidade de cuidar do doador criam um ciclo vicioso difícil de quebrar. Quanto mais o doador cuida, menos o tomador se torna capaz ou disposto a cuidar de si mesmo, reforçando a necessidade do doador de continuar cuidando. Desse modo, ambos deixam de evoluir como adultos funcionais , um prejudicando a autonomia do outro. O parceiro dependente costuma não buscar terapia para tratar seus próprios problemas emocionais ou vícios, dependendo indefinidamente de alguém para dar conta de suas responsabilidades. Mantém-se no relacionamento por ter medo de perder o conforto e o suporte que recebe. Já o codependente, conectado ao parceiro por um vínculo traumático , sente um medo profundo de ficar sozinho , tolerando comportamentos prejudiciais para manter o relacionamento. Costuma sentir constantemente medo, obrigação e culpa , procurando ser gentil e agradar o parceiro, por vezes se sentindo entristecido ou com raiva por não receber a mesma dedicação em troca. Sem a busca por terapia para tratar a codependência, a tendência é adoecer física e psicologicamente. Quando encerra a relação, é frequente que se envolva de um modo muito similar com outro parceiro dependente . Ambos marcados por apego inseguro , vivem diversos problemas no relacionamento amoroso , como conflitos, violência psicológica , traição , problemas de intimidade, inconsistência do vínculo , dificuldade em fazer planos para o futuro, Síndrome de Estocolmo , raramente alcançando um amor pleno . Codependência e a relação com outros transtornos Embora a codependência não seja reconhecida como um psicodiagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ), ela é amplamente considerada uma dinâmica de relacionamento psicologicamente prejudicial para os dois membros do casal. Além da dependência em álcool ou drogas , é muito frequente que o codependente se relacione com alguém viciado em outras coisas, como: medicamentos, trabalho, comida, sexo, internet, compras, jogos , exercício, poder, redes sociais, pornografia, cigarro, telas e cafeína. Ou um parceiro com imaturidade ou transtornos psicológicos como: Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Narcisista , Transtorno da Personalidade Antissocial , Transtorno da Personalidade Evitativa , Transtorno Bipolar , Transtorno Psicótico , Narcisismo encoberto e Depressão . A pessoa codependente costuma apresentar Transtorno da Personalidade Dependente , Transtorno de Ansiedade de Separação , Transtorno de Ansiedade Generalizada , conarcisismo , Depressão , Distimia , comer emocional , estresse, doenças psicossomáticas e insônia . Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com a codependência em seu relacionamento atual ou traumas deixados por um relacionamento codependente antigo, eu tenho bastante experiência no tema e posso ajudar com terapia online individual . Também sou especialista em terapia de casal e ajudo casais a reformularem seu relacionamento codependente para um relacionamento com mais autonomia sem perder a conexão emocional sadia . Durante a terapia, utilizarei várias abordagens psicológicas , mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Para casais, gosto de usar também a Terapia Focada nas Emoções (EFT) , para tratar o ciclo negativo da codependência e o Método Gottman para formar uma base mais sólida e saudável na união . Como agendar comigo O agendamento das sessões (individual ou casal) é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Teoria do Apego em relacionamentos amorosos
A Teoria do Apego em relacionamentos amorosos explora como as experiências de vínculo com nossos primeiros cuidadores moldam a maneira como nos conectamos e nos comportamos em nossos relacionamentos íntimos na vida adulta. Esses padrões iniciais de apego influenciam a busca por proximidade, a confiança e a forma como lidamos com a intimidade e a dependência em nossos relacionamentos amorosos . O que é a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos? A Teoria do Apego, muito útil para compreender os relacionamentos amorosos, foi inicialmente desenvolvida pelo psicólogo britânico John Bowlby para descrever a importância dos laços emocionais iniciais entre bebês e seus cuidadores primários para a sobrevivência e o desenvolvimento saudável. Esses laços, baseados na necessidade infantil de segurança e proteção , são formados através da sensibilidade e da resposta consistente do cuidador às necessidades da criança. A qualidade da interação é mais crucial que a quantidade de tempo, permitindo que qualquer cuidador principal (mãe, pai ou outro responsável) que seja adequado e engajado desenvolva um vínculo de Apego Seguro , promovendo conforto e proteção para a criança em momentos de necessidade. As interações com os cuidadores moldam padrões de apego que internalizados, influenciam a forma como as pessoas se relacionam ao longo da vida, incluindo nos relacionamentos amorosos . 4 tipos de apego Há 4 tipos de apego segundo a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos, sendo um deles o: Apego Seguro e os outros três são Apegos Inseguros: Apego Ansioso-Preocupado Apego Evitativo-Desdenhoso Apego E vitativo-Medroso Apego Seguro Um Apego Seguro é desenvolvido em um adulto a partir de ter sido criado por um cuidador que demonstrou disponibilidade emocional e respondeu de forma apropriada às necessidades de conexão do filho, regulando suas emoções, tanto positivas quanto negativas. Torna-se um adulto que sente facilidade em se aproximar emocionalmente em relacionamentos românticos. Também lida bem com estar sozinho ou não se sentir aceito por alguém. Em relacionamentos amorosos, um adulto com estilo de Apego Seguro costuma apresentar estas características : Comunicação assertiva; Não tem receio de intimidade ou compromisso ; Visão positiva sobre relacionamentos; Cuida do parceiro da maneira que gostaria de ser cuidado; Flexibilidade para negociar e compreender o parceiro; Capacidade de resolver conflitos de forma respeitosa ; Encerra um relacionamento insatisfatório sem temer a solidão . Apego Ansioso-Preocupado Experiências passadas com cuidadores inconsistentes na infância podem gerar uma sensação de não ser digno de amor e afeto, contribuindo para se tornar um adulto com baixa autoestima e tendência de se sacrificar para manter o outro feliz e presente. Segundo a Teoria do Apego em relacionamentos, no amor, esse tipo de Apego Inseguro se traduz em uma busca intensa por proximidade , aprovação e atenção constante do parceiro, com alto risco para dependência emocional, codependência e ansiedade de separação . A ideia de ficar sozinho pode gerar desespero e um medo intenso de ser abandonado ou ser esquecido , levando a um estado de alerta, procurando por sinais de que a segurança da relação possa estar ameaçada. Algumas outras características comuns de adultos com estilo de Apego Ansioso-Preocupado em relacionamentos incluem: Ansiedade e preocupação excessiva com o relacionamento; Priorizar as necessidades do parceiro acima das suas próprias; Buscar aprovação, provas de amor e certeza da presença do parceiro; Medo intenso de afastamento ou término ; Ciúme , desconfiança e cobrança; Dificuldade em estabelecer limites saudáveis na relação; Desregulação emocional: explosões de raiva , alterações de humor , crises de ansiedade ou depressivas . Longa permanência em uma relação abusiva . Alguns comportamentos do parceiro amoroso podem servir de gatilho emocional para alguém com Apego Ansioso-Preocupado : Atrasos, esquecimentos , demora para responder mensagens ; Silêncio ou necessidade de tempo sozinho; Não compartilhar sentimentos ; Não demonstrar comprometimento no relacionamento ; Pouca demonstração de afeto; Destinar atenção a outras pessoas. O parceiro com estilo de Apego Ansioso-Preocupado , hipersensível a algum indício de rejeição, pode interpretar esses comportamentos como um sinal de que o relacionamento está ameaçado e que o abandono é iminente. Ao procurar restabelecer a conexão de forma intensa, ansiosa ou raivosa , pode afastar o parceiro , piorando ainda mais o medo de solidão . Saiba mais sobre esse ciclo negativo em casais, lendo outro artigo meu: Terapia de Casal Focada nas Emoções . Infelizmente, toda essa vulnerabilidade da pessoa com Apego Ansioso-Preocupado pode atrair pessoas que se aproveitam de tanta dedicação , gerando relacionamentos com violência psicológica , traição , TEPT de relacionamento , triângulo dramático , Síndrome de Estocolmo , Trauma Bonding , Folie a Deux e conarcisismo . Apego Evitativo-Desdenhoso Na infância, aprendeu que não podia contar com as pessoas mais próximas para apoio emocional e afeto. Como adulto, internalizou a crença de que não precisa de intimidade ou afeição, desativando seu sistema de apego. A formação de relacionamentos íntimos não é prioridade . Tende a valorizar a independência e a autonomia , preferindo não depender dos outros ou que outros dependam de si. Embora se envolva em relações, evita e desvaloriza a proximidade emocional, construindo barreiras para impedir conexões profundas ou sabotando a relação para que acabe. Algumas outras características do padrão de Apego Evitativo-Desdenhoso nos relacionamentos amorosos incluem: Evitação da proximidade emocional; Dificuldade em expressar pensamentos e sentimentos (ver: Alexitimia ); Parecer distante , indiferente ou frio; Agir com desdém em relação a um parceiro que expressa emoções; Preferir resolver conflitos sozinho ; Lidar com a rejeição se distanciando. Gatilhos em relacionamentos amorosos que causam desconforto ou afastamento para alguém com um estilo de Apego Evitativo-Desdenhoso : Quando o parceiro expressa muita necessidade de apoio emocional , atenção, toque ou se torna excessivamente dependente ; Conversas muito profundas e emocionais; Situações em que se sinta vulnerável a críticas ou a ser enganado; Quando o parceiro pressiona por um relacionamento mais sério muito cedo; Perda de espaço pessoal, liberdade ou autonomia. Apego Evitativo-Medroso O estilo de Apego E vitativo-Medroso se manifesta em alguém com uma visão instável ou confusa sobre si mesma e sobre os outros. Frequentemente associado a perdas ou traumas , experiências negativas e persistentes com familiares e abusos na infância, esse tipo de Apego Inseguro leva a sentimentos ambivalentes em relação à intimidade. Um adulto com Apego E vitativo-Medroso deseja ter relacionamentos próximos , mas sente dificuldade em confiar plenamente nos outros ou em depender deles, por medo de se machucar . Essa dualidade entre o desejo de conexão e o medo da intimidade gera uma instabilidade mental, que se traduz em desconfiança nos relacionamentos e em uma visão de si mesmo como não merecedor da receptividade dos outros. Alguém com Apego E vitativo-Medroso mescla características dos dois estilos de Apego Inseguro descritos anteriormente: Apego Ansioso-Preocupado e Apego Evitativo-Desdenhoso. Mudança de Estilo de Apego Embora os padrões de apego possam parecer permanentes, é importante saber que existe esperança para mudar e construir relacionamentos saudáveis, mesmo que você se identifique com algum dos Apegos Inseguros, pois é possível desenvolver o chamado Apego Seguro Adquirido . Pessoas com Apego Inseguro podem alcançar uma segurança aprendida ao se tornarem conscientes de seus pensamentos disfuncionais sobre si mesmos e seus relacionamentos amorosos . Ao questionar e modificar esses padrões de pensamento negativos, eles podem gradualmente transformar seu estilo de apego. Esse processo envolve reconhecer as próprias inseguranças, aprender a regular as emoções de forma mais eficaz e desenvolver maneiras mais saudáveis de se conectar com os outros. Buscar o apoio de uma psicóloga experiente em Teoria do Apego e em relacionamentos amorosos é a maneira mais eficaz de iniciar essa transformação. Em um espaço seguro para compreender a raiz de seus padrões de apego, será possível aprender estratégias concretas para alcançar o Apego Seguro Adquirido e construir relacionamentos mais seguros e gratificantes . Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com os efeitos dos estilos de apego da Teoria do Apego nos relacionamentos amorosos , através de terapia individual ou terapia de casal na modalidade online . Sendo uma psicóloga especialista em relacionamentos amorosos , traumas e terapia de casal estou preparada para tratar os problemas de relacionamento desencadeados pelos tipos de apego . Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente ou casal. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas : Psicanálise, Terapia Sistêmica, Cuidado Informado sobre Trauma , Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) . A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficiente! T rabalharemos juntos para que você (ou vocês) alcancem um relacionamento romântico mais equilibrado e saudável! Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Abuso reativo
O que é Abuso Reativo? Ser chamado de abusivo por reagir a um abuso, envolver-se em discussões intensas após ser constantemente provocado , explodir emocionalmente depois de repetidas humilhações, defender-se de forma enérgica contra acusações injustas e ser rotulado como o agressor : esse é um cenário que representa o chamado " abuso reativo ". Pessoas que vivenciam abuso contínuo, seja ele emocional, psicológico ou físico, podem chegar a um ponto onde reagem às agressões de maneiras que também são abusivas. Frequentemente, a pessoa que comete o abuso primário utiliza essas reações como " prova " de que a vítima é quem está sendo abusiva, invertendo os papéis e perpetuando um ciclo de manipulação, gaslighting e triângulo dramático . 4 características do Abuso Reativo: 1- Explosão emocional após intensa provocação; 2- Reação de defesa perante acusações ou ataques; 3- Sentimento de culpa ou confusão por ter "perdido o controle"; 4- Utilização da reação pela pessoa abusiva primária para manipular a situação. Em relações abusivas , a pessoa que abusa pode intencionalmente provocar a vítima até que ela reaja, muitas vezes de forma explosiva. Esse momento de reação é então usado pelo opressor para distorcer a realidade , fazendo com que a vítima se sinta culpada e os outros ao redor acreditem que ela é a pessoa problemática ou agressiva na relação. Como identificar o Abuso Reativo? É fundamental analisar o contexto e o histórico da situação para identificar o abuso reativo. O abuso reativo geralmente é precedido por um período de abuso (explícito ou sutil ) ou provocação contínua. É importante observar se existe um padrão de manipulação por parte da pessoa que inicialmente comete o abuso, utilizando a reação da vítima para se vitimizar e desviar a atenção de seu próprio comportamento, invertendo os papéis de vítima e agressor . É necessário diferenciar o abuso reativo do abuso primário , onde a agressão é iniciada sem provocação e com o objetivo de controlar, intimidar, enganar ou prejudicar a outra pessoa. Consequências do Abuso Reativo O abuso reativo pode trazer diversas consequências negativas para a vítima. Além do sofrimento emocional de estar em uma situação abusiva, a pessoa pode desenvolver sentimentos de culpa, vergonha e confusão por suas próprias reações. A manipulação sofrida pode levar à perda de autoconfiança e à dificuldade em confiar no próprio julgamento. Podem surgir quadros depressivos , ansiosos , problemas alimentares, no sono, baixa autoestima, doenças psicossomáticas e outras questões de ordem emocional. Em relacionamentos românticos , o abuso reativo pode intensificar os conflitos e levar a uma naturalização da violência psicológica , inclusive prejudicando o desenvolvimento infantil quando têm filhos. Quando o casal está unido por um vínculo traumático , apego inseguro ou codependência cria-se um ciclo vicioso negativo difícil de quebrar. No caso do término do relacionamento, é comum o desencadeamento do TEPT de relacionamento ou o ingresso em outro relacionamento com uma dinâmica violenta similar. O ciclo do Abuso Reativo O ciclo do abuso reativo geralmente começa com a pessoa abusiva exercendo algum tipo de poder ou controle sobre a vítima, seja através de palavras, ações ou manipulação emocional. Essa conduta provoca uma reação na vítima, que pode variar de um afastamento a uma explosão emocional . A pessoa abusiva, então, se aproveita dessa reação para reafirmar seu papel de vítima ou para justificar seu comportamento abusivo, perpetuando o ciclo . A pessoa abusiva primária geralmente apresenta questões psicológicas prévias e não tratadas, como transtorno disruptivo de humor , transtorno explosivo , transtorno por uso de substância, vícios e transtornos da personalidade: narcisista , narcisista encoberto , antissocial ou borderline . A busca por apoio psicológico é fundamental para as duas partes. A psicóloga pode ajudar a identificar os padrões abusivos, a compreender as próprias reações e a desenvolver estratégias para lidar com a situação de forma segura e saudável. Um alerta importante : se você está sendo vítima de violência por parte de um parceiro íntimo , conheça seus direitos e como a lei pode te proteger! Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga e terapeuta de casal, com terapia online individual ou de casal . O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá é possível verificar o preço da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Será uma satisfação destinar minha experiência em relacionamentos amorosos e meu conhecimento em saúde mental para ajudar ! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Triângulo Dramático
O Triângulo Dramático, também conhecido por Triângulo do Drama de Karpman , é composto por três papéis destrutivos e mutáveis que as pessoas desempenham em relações conflituosas: Vítima , Salvador e Perseguidor . Ao assumir qualquer um desses papéis, os relacionamentos ficam marcados por comportamentos prejudicialmente complementares . Reconhecer esses papéis e como eles se manifestam é essencial para a libertação do ciclo do drama . Origem do Triângulo Dramático O Triângulo Dramático foi citado pela primeira vez em um artigo publicado pelo médico, professor e psicoterapeuta norte-americano Stephen B. Karpman , na década de 60. Ele descreveu que o modelo de interação comumente visto em dramas de conto de fadas e filmes ocorre também em situações de conflito na vida real. As pessoas representam inconscientemente os papéis de Vítima, Salvador e Perseguidor de forma alternada, perpetuando um ciclo de drama e insatisfação em suas vidas. Embora seja o papel mais poderoso, a vítima é retratada na parte de baixo do triângulo invertido pela aparente situação de inferioridade em relação aos outros dois papeis supostamente superiores e bem resolvidos: salvador e perseguidor. Triângulo Dramático e os 3 papéis Os participantes de um conflito geralmente tendem a ter um papel predominante : vítima, salvador ou perseguidor. O triângulo dramático inicia com uma pessoa assumindo o papel de vítima ou de vilão (perseguidor), convocando os outros papéis para entrarem no conflito . Durante o embate onde um é o vilão e o outro é a vítima, um salvador é encorajado a entrar no drama para salvar a vítima, completando os 3 papéis. Esses papéis não são fixos e, por isso, diversos desdobramentos são possíveis. A vítima, por exemplo, pode se virar contra o salvador, fazendo com que ele assuma a posição de vilão (perseguidor). Embora, inicialmente, pareça que o drama necessite de três participantes , apenas duas pessoas são suficientes. Isso se deve ao fato de que os papéis se revezam , sendo necessário apenas que as duplas vítima-perseguidor ou vítima-salvador estejam ativas , e não a presença dos três ao mesmo tempo. O papel da vítima no Triângulo Dramático O papel da vítima é caracterizado por uma postura de "Coitada de mim!" , onde a pessoa atribui a responsabilidade pela sua situação a fatores externos , transformando pessoas ou circunstâncias em um vilão ( perseguidor ). Sentindo-se oprimida, desamparada e impotente , a vítima manifesta incapacidade de tomar decisões ou resolver problemas. Essa postura evita mudanças reais e o confronto com os próprios problemas, proporcionando um conforto temporário ao esquivar-se de responsabilidades . Para sustentar esse estado, a vítima busca um salvador, que, ao tentar ajudar, perpetua a sensação de desamparo e a dependência da vítima. Essa dinâmica além de sobrecarregar o salvador , pode alimentar nele uma posição de superioridade . Uma pessoa no papel de vítima, durante um conflito, pode não chamar a atenção para a manipulação emocional exercida para obter apoio e facilitações. A permanência no papel de vítima não é saudável, afeta negativamente a autoeficácia , limitando o crescimento pessoal e a capacidade de enfrentar desafios de forma assertiva e independente . O papel do salvador no Triângulo Dramático No Triângulo Dramático, o salvador é aquele que atua em resposta à fragilidade da vítima, incorporando a postura de "Eu posso ajudar!" . Tenta reparar o conflito, sendo prestativo, consertando ela ou a situação, muitas vezes assumindo responsabilidades que não são suas. Pensa estar ajudando, mas, involuntariamente, está adicionando energia ao drama . Impulsionado pela necessidade de se sentir útil , necessário, importante e valorizado como "herói" , o salvador liga sua autoestima à capacidade de resgatar os outros. No entanto, essa dinâmica é codependente e tóxica. O ato de salvar, na verdade, mantém a vítima dependente e incapaz de enfrentar as consequências de suas escolhas, perpetuando o ciclo de vitimização . Embora suas ações pareçam nobres e altruístas, o salvador frequentemente busca recompensas veladas como reconhecimento, elogios, subserviência da vítima ou outros benefícios. O interesse primordial do salvador não está apenas em ajudar, mas também em evitar seus próprios problemas . Ao focar a energia na vítima, ele desvia a atenção de si. O papel do perseguidor no Triângulo Dramático O perseguidor , também conhecido como vilão , se manifesta no Triângulo Dramático com falas, como: "A culpa é sua!" , assumindo uma conduta controladora , rígida e de superioridade. Ele é o crítico e culpabilizador que atribui à vítima a responsabilidade pela situação. Menospreza-a, fazendo-a sentir-se inútil, envergonhada, inadequada e vítima de acusações e tratamento injustos. Sua motivação oculta é a negação da própria insegurança . Ao culpar o outro, o perseguidor evita confrontar seus problemas internos e sua necessidade de mudança . O ciclo do drama no Triângulo Dramático A dinâmica no Triângulo Dramático é extremamente variável e leva à alternância de papéis , como nos exemplos a seguir: O salvador pode ficar furioso quando sua ajuda não alcança a mudança imaginada na vítima e passar a cobrá-la e acusá-la, ocupando o papel de perseguidor . A vítima oprimida pode reagir ou se vingar e assumir a posição de perseguidor. O perseguidor , ao perceber seu comportamento autoritário, pode sentir culpa e se vitimizar. O salvador quando não se sente devidamente valorizado ou recompensado pelo seu esforço em salvar a vítima, pode se vitimizar . O perseguidor pode tentar reverter seu mau comportamento encontrando um meio para se vitimizar e suavizar seus atos. No cerne dessa dinâmica disfuncional , cada participante satisfaz necessidades egoístas e inconscientes , mantendo o ciclo do drama em vez de buscar uma solução madura e resolutiva . Essa "recompensa" psicológica impede que os envolvidos reconheçam o dano causado pela situação. O Triângulo Dramático nos Transtornos da Personalidade A manifestação dos papéis do Triângulo Dramático de Karpman está fortemente ligada a características centrais de alguns Transtornos da Personalidade. 1.Transtorno da Personalidade Borderline Uma pessoa com Transtorno da Personalidade Borderline frequentemente alterna rapidamente entre os três papéis devido à instabilidade afetiva. Em um momento, se apresenta como uma vítima desamparada, incapaz ou sob risco de vida. Em seguida, pode ter uma reação extrema e se tornar o perseguidor raivoso e acusatório. E depois, assumir o papel de salvador que tenta desesperadamente consertar a situação para evitar a solidão e o abandono. Além disso, por alternar entre idealização e desvalorização , pode idealizar a outra pessoa como o salvador perfeito e, rapidamente, desvalorizá-la e colocá-la no papel de perseguidor quando não atende às expectativas. 2.Transtorno da Personalidade Narcisista A postura mais comum da pessoa com Transtorno da Personalidade Narcisista é a de perseguidor. Por sentir-se superior , é crítico e exigente, mantendo a vítima em uma posição inferior para afirmar seu próprio poder ou perfeição. Também pode adotar o papel de salvador para buscar admiração, validação e bajulação. Sentindo-se o "único" capaz de ajudar, alimenta sua grandiosidade . O papel de vítima pode ser usado para obter a simpatia, desviar a culpa ou fugir da responsabilidade , especialmente no Narcisismo encoberto . 3.Transtorno da Personalidade Dependente A necessidade excessiva de ser cuidado e a dificuldade em tomar decisões faz com que a pessoa com Transtorno da Personalidade Dependente se ancore no papel de vítima , buscando e mantendo um salvador . Isso permite que ela evite responsabilidades e reforce a crença de ser incapaz de funcionar sozinha. 4.Transtorno da Personalidade Antissocial Quem apresenta o Transtorno da Personalidade Antissocial tende a ocupar o papel de perseguidor de forma crônica por ser controlador, agressivo e crítico. Ele insiste que "É tudo culpa sua" e atribui a responsabilidade de seus próprios atos aos outros. Pode encenar os outros dois papéis, não por uma necessidade emocional autêntica, mas como uma estratégia manipulativa para atingir seus objetivos. Pode usar a máscara de vítima para desviar a culpa ou para atrair um salvador com o intuito obter algum recurso ou para evitar consequências. Também pode se posicionar como salvador para ganhar a confiança de alguém ou para se colocar em uma posição de poder sobre a vítima. Ao "ajudar", ele cria uma dívida emocional ou dependência, que será explorada mais tarde. Como desmanchar o Triângulo Dramático Todos os três papéis (perseguidor, salvador e vítima) têm suas raízes em uma mentalidade orientada para problemas, padrões reativos e relações dramáticas em vez de soluções, padrões proativos e conexões sadias. O autor norte-americano David Emerald , através da metodologia TED : The Empowerment Dynamic, criou um " antídoto " alternativo ao Triângulo Dramático através de papéis mais empoderadores : Criador : é a resposta positiva ao papel de Vítima . Em vez de se sentir impotente e paralisado, ele adota uma mentalidade proativa , transformando problemas em desafios e oportunidades para o crescimento. Seu foco é encontrar soluções criativas, recusando-se a lamentar-se, transferir responsabilidades ou esperar que o Salvador resolva seus problemas. Desafiador : é o papel positivo no lugar do Perseguidor. Longe de ser crítico ou impositivo, se dedica a instigar a pessoa (anteriormente a Vítima) e a si mesmo a superar os obstáculos, com respeito e sem recorrer à humilhação ou à culpabilização. Proporciona insights construtivos que estimulam a ação e não o drama. Treinador : é alternativa saudável ao Salvador . Ele transforma sua vontade de ajudar em escuta profunda para apoiar o Criador na descoberta do que é melhor para ele, sem dar o caminho pronto e sem solucionar as coisas como fazia com a Vítima. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para sair do Triângulo Vítima-Perseguidor-Salvador , sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online individual , terapia de casal e terapia familiar. O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Ficarei feliz em ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Narcisismo encoberto
O narcisismo é geralmente associado à alguém extrovertido e arrogante, que precisa de admiração. Mas há um subtipo de narcisismo mais sutil e difícil de identificar: o Narcisismo encoberto , também conhecido como Narcisismo vulnerável . O que é o Narcisismo encoberto? O narcisismo encoberto combina o egocentrismo fundamental do Transtorno da Personalidade Narcisista com uma postura mais introvertida, vitimista, modesta, melancólica e hipersensível . O psicólogo Paul Wink dividiu o narcisismo em dois tipos: grandioso e encoberto. Enquanto o narcisista grandioso exibe abertamente sua superioridade, no narcisismo encoberto a grandiosidade é mantida no mundo interior , dominado por fantasias de sucesso, reconhecimento e necessidade de ser visto como especial , mesmo não buscando ser o centro das atenções. Quando a frágil autoestima do narcisista encoberto é ameaçada ou quando ele se sente incompreendido, a reação pode ser: Retraimento emocional: ficar no isolamento, silêncio, inibição ou na defensiva; Mau humor prolongado; Desregulação emocional : não gerenciando a intensidade e a duração das próprias emoções. Características do Narcisismo encoberto Os sinais do narcisismo encoberto são mais sutis do que os traços do narcisismo grandioso, exigindo uma observação mais atenta. Egocentrismo persistente : Assim como todos os tipos de narcisistas, há um elevado senso de autoimportância . Tem dificuldade em desenvolver empatia, priorizando consistentemente suas próprias queixas, desejos e necessidades , muitas vezes deixando a outra pessoa se sentindo ignorada ou desvalorizada. Desejo intenso por validação : Apesar da baixa autoconfiança, tem fantasias de sucesso e reconhecimento. Pode se gabar sutilmente ou direcionar a conversa para suas conquistas na esperança de obter admiração. Postura introvertida: Pode parecer reservado, tímido, desfavorecido e humilde , diferentemente do narcisista grandioso. Atitudes passivo-agressivas: não comunica de forma clara a raiva ou o ressentimento, agindo de forma aparentemente passiva , mas evidentemente agressiva , com o propósito de retaliar, punir ou resistir a exigências. Por exemplo: procrastinação, sarcasmo, teimosia , sabotagem, resistência, vitimização ou " esquecimento " conveniente. Autoestima frágil: Luta internamente contra sentimentos de inadequação . Quando a validação esperada não chega, sua autoestima pode desmoronar. Instabilidade e negatividade: Apresenta um grau mais elevado de instabilidade emocional e uma tendência a vivenciar emoções negativas, resultando em uma atitude e perspectiva mais pessimistas em geral. Vitimismo: Alega que é injustiçado, incompreendido ou pouco valorizado. Essa postura defensiva leva a esquivar-se da responsabilidade por seus atos, reforçando sua autopercepção de inocência. "As pessoas nunca percebem como sou inteligente" (em vez de "Vejam como sou inteligente!" típica do narcisista grandioso). Manipulação: Se mostra descontente ou contrariado para atrair atenção e elogios. A transferência de culpa é um mecanismo usado para evitar assumir a responsabilidade e proteger a autoimagem de perfeição . DARVO e gaslighting também são estratégias de manipulação comuns. Narcisismo encoberto e relacionamento Conviver com alguém com narcisismo encoberto lembra a ideia de "pisar em ovos" . Devido à sua hipersensibilidade à crítica e à sua autoestima frágil, qualquer feedback ou tentativa de diálogo pode ser recebido com defensividade , retraimento emocional ou comportamento passivo-agressivo . A longo prazo, a relação se torna exaustiva, abusiva e desequilibrada por: Falta de reciprocidade Negatividade constante Manipulação discreta O narcisista encoberto geralmente tem medo de rejeição ou abandono devido ao estilo de apego inseguro . Assim como o narcisista grandioso, pode ter dificuldade em manter relacionamentos profundos e saudáveis, vivenciando muitos problemas de relacionamento . Quem se relaciona amorosamente com pessoas com narcisismo encoberto tem mais probabilidade de apresentar fawning , abuso reativo , trauma bonding , conarcisismo e codependência . Pode sentir desgaste emocional por estar sempre confortando , resolvendo crises e tentando " salvar " o parceiro que parece nunca se estabilizar . Ao se colocar como vulnerável, o narcisista encoberto paradoxalmente exerce controle. Se ele é frágil, você se sente obrigada a cuidar , relevar, sustentar e proteger, perdendo sua própria autonomia e projetos, deixando ele no centro de tudo. Narcisismo encoberto: será que eu tenho? Responda as perguntas a seguir para uma autoavaliação : Hipersensibilidade e Reatividade Reação à crítica : Quando você recebe um feedback ou crítica (mesmo que construtiva) no trabalho ou em casa, você costuma se sentir profundamente humilhado, envergonhado ou atacado, mesmo que a crítica tenha sido suave? Rancor: Você tem dificuldade em esquecer pequenos desrespeitos ou o que percebe como ofensa e tende a remoer esses sentimentos por muito tempo? Defensividade: Sua reação imediata a um erro ou falha é geralmente se defender ou culpar fatores externos ou outras pessoas, em vez de assumir a responsabilidade? Egocentrismo e necessidade de validação Foco da conversa: Durante as conversas, você se pega frequentemente redirecionando o tópico para suas próprias experiências, queixas ou conquistas, mesmo que o outro estivesse falando sobre algo importante para ele? Fantasia interna: Você passa muito tempo fantasiando sobre um sucesso futuro ou sobre um reconhecimento que o mundo ainda não lhe deu, sentindo que você é especial e injustiçado por não ser reconhecido? Sentimento de merecimento: Você sente que, devido à sua inteligência, sensibilidade ou sofrimento, você merece um tratamento especial, privilégios ou que as regras normais não se aplicam a você? Vitimização e comportamento passivo-agressivo Expressão da raiva: Quando você está chateado ou com raiva de alguém, você tende a se vingar por meio de ações indiretas, como procrastinar uma tarefa importante para essa pessoa, ser sarcástico ou "esquecer" algo intencionalmente? Mentalidade de vítima: Você descreve frequentemente sua vida ou seus problemas como resultado de ter sido maltratado ou incompreendido pelas circunstâncias ou por outras pessoas? Fechamento emocional: Você tende a se retrair ou se fechar emocionalmente após um conflito ou desapontamento, usando o silêncio para punir ou manipular o outro a vir atrás de você? Autoestima e instabilidade emocional Insegurança oculta: Apesar de desejar ser visto como superior ou perfeito, você luta secretamente contra sentimentos persistentes de inadequação ou inutilidade? Ansiedade social: Você se sente profundamente ansioso ou nervoso em situações sociais, mas sente que precisa esconder essa insegurança para manter uma imagem de competência? Se muitas dessas perguntas combinaram com você, pode ser útil buscar a ajuda psicológica para compreender e modificar suas tendências narcísicas encobertas. Narcisismo encoberto: possíveis causas O psiquiatra norte-americano James F. Masterson refere que a origem do Narcisismo encoberto está em falhas no desenvolvimento infantil , onde a tentativa da criança de se separar-individuar não foi apoiada pelos cuidadores, que exigiam que a criança satisfizesse suas próprias necessidades narcisistas, algo comum em famílias narcisistas . Esse histórico leva à formação de um self falso e à dor subjacente conhecida como depressão de abandono , uma intensa sensação de inadequação e inutilidade que surge quando a autonomia é buscada. O narcisista encoberto mantém seu senso de valor através da fusão com um objeto idealizado, ou seja, se definindo pela proximidade com o "outro especial" ou admirado. Tratamento para o Narcisismo encoberto Lidar com o narcisismo encoberto , seja em si mesmo ou em um relacionamento, exige compreensão profunda e ferramentas de regulação emocional . Aqui estão listadas algumas abordagens e técnicas psicológicas com bons resultados para o tratamento psicológico do Narcisismo encoberto: 1) A Abordagem Masterson tem como objetivo terapêutico central ajudar o paciente a: Confrontar a depressão de abandono . Ativar o self real capaz de tolerar frustrações e manter relações saudáveis e recíprocas, abandonando o medo de ser um self separado. 2) A Terapia Baseada na Mentalização (TBM) aprimora a capacidade de compreender e refletir sobre os próprios estados mentais e os dos outros , especialmente quando há alexitimia . Alcança-se um melhor controle comportamental, um aumento da regulação emocional e, consequentemente, relacionamentos mais íntimos e gratificantes . 3) Na Psicanálise clássica , o tratamento busca, através da associação livre e da interpretação da transferência e das resistências , desfazer a supervalorização do ego, diminuindo a necessidade de defesas como a vitimização e a agressividade passiva. 4) A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) identifica e modifica os padrões de pensamento desadaptativos (como as crenças de inferioridade, as fantasias de grandiosidade não expressas e a hipersensibilidade à crítica) e ensina habilidades concretas de regulação emocional e de comunicação assertiva . 5) A Terapia do Esquema trata o narcisismo encoberto focando na identificação e modificação dos esquemas iniciais desadaptativos (como Privação Emocional e Defeito/Vergonha) que levam à adoção do Modo Criança Solitária/Vulnerável e do Modo de Autograndecimento/Supercompensador , ensinando o paciente a satisfazer suas necessidades emocionais de forma saudável. 6) Terapia de casal : ajuda nos casos de narcisismo encoberto ao focar na restauração da reciprocidade , ensinando o parceiro narcisista a expressar vulnerabilidade sem defensividade e o parceiro não-narcisista a estabelecer limites saudáveis . Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com o Narcisismo encoberto em você ou em alguém com quem você se relaciona ou convive, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você individualmente com terapia online ou você e seu parceiro com terapia de casal online . Agende uma sessão de terapia comigo para iniciar uma mudança em direção à compreensão, ao crescimento e ao equilíbrio emocional. O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga especialista em Terapia de Casal
Ana Carolina Mainetti, psicóloga especialista em Terapia de Casal online Olá! Sou a Ana Carolina Mainetti , psicóloga especialista em Terapia de Casal, relacionamentos amorosos e atendimento de casais. Com mais de 18 anos de experiência, ajudei milhares de pessoas a encontrar mais felicidade e equilíbrio em suas vidas amorosas . Ao longo da minha jornada, me especializei em Terapia de Casal, utilizando teorias e abordagens como a Psicanálise, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Sistêmica, a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) , Terapia Sexual , Método Gottman , Teoria da Troca Social em relacionamentos , Teoria do Apego e Teoria Triangular do Amor . Meu objetivo é oferecer um espaço seguro e acolhedor para que cada casal possa explorar seus sentimentos, desafios e buscar soluções personalizadas para os problemas em seu relacionamento. Se vocês estão enfrentando dificuldades como: Problemas de comunicação Dificuldades na Resolução de Conflitos Desafios de Intimidade Infidelidade e Quebra de Confiança Necessidades Não Atendidas Codependência Pressões Externas Traição Emocional Desrespeito e Desvalorização Ciclos de términos e reconciliações Violência psicológica Relacionamento abusivo e abuso reativo Parentalização do parceiro amoroso Outros problemas de relacionamento amoroso Eu posso ajudar! Agendem uma sessão online e descubram como a Terapia de Casal pode transformar o relacionamento amoroso em uma fonte de paz e felicidade. Aqui no meu site você pode saber mais sobre mim e saber o passo a passo para agendar; No meu consultório virtual , você pode verificar o valor da sessão e agendar diretamente no sistema; E aqui, deixo um vídeo para me conhecerem melhor: Um compromisso social com relacionamentos amorosos saudáveis Acredito que a construção de uma sociedade mais justa e feliz passa pela saúde dos relacionamentos, sejam relacionamentos entre ficantes , namorados ou casados. Por isso, além de atender meus pacientes individualmente e em casal , dedico meu tempo a compartilhar meu conhecimento escrevendo artigos, textos e capítulos de livros sobre o tema. Ao compartilhar meu conhecimento, espero contribuir para que mais pessoas possam evitar sofrimentos desnecessários e construir relacionamentos que tragam paz e alegria . Acredito que a evolução profissional é um compromisso que tenho com meus pacientes. Por isso, dedico parte do meu tempo ao estudo e à participação em cursos e congressos . Ao me manter atualizada, consigo oferecer um atendimento mais completo e abrangente. Essa busca incessante por conhecimento me permite retribuir a confiança que meus pacientes depositam em mim. Aqui você pode conhecer meu currículo completo . Terapia de Casal online São mais de 18 anos de experiência em Psicologia , com tantos atendimentos presenciais individuais, de casal e de grupos, que perdi as contas de quantas pessoas já ajudei! No entanto, a plataforma Zenklub , que adotei como ferramenta de trabalho para atendimento online desde 2017 , me permitiu registrar mais de 12 mil atendimentos virtuais ! É um marco que demonstra a eficácia e a praticidade da terapia online para a saúde mental. A terapia online me permite construir pontes e promover a inclusão, oferecendo um cuidado psicológico de qualidade para brasileiros e lusófonos de todas as partes do mundo . Uma das grandes vantagens da terapia online é a flexibilidade para os pacientes. Com apenas um computador ou celular conectados à internet, é possível realizar sessões a qualquer hora e lugar, sem a necessidade de se deslocar. Mesmo com as facilidades para agendar comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual , deixo aqui o meu Whats App , caso não tenham encontrado alguma informação que vocês precisem esclarecer antes de iniciar. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Parentalização no relacionamento amoroso
O que é parentalização do parceiro no relacionamento amoroso? A parentalização do parceiro no relacionamento amoroso ocorre quando um assume, consciente ou inconscientemente, o papel de pai ou mãe , cuidando, gerenciando, repreendendo e ensinando o outro, que adota o papel de filho ou filha , precisando de orientações ou cuidados constantes. Nos casos de parentalização no relacionamento, um dos dois sente que em vez de ter um parceiro, tem um filho adulto , assumindo papéis excessivos de cuidado emocional e instrumental, como gerenciar seu bem-estar, pertences, compromissos, finanças ou sentimentos. A parceria desigual do relacionamento com parentalização é prejudicial àquele que exerce o cuidado, pois acaba por negligenciar suas próprias necessidades, enquanto o parceiro-filho se torna dependente e não evolui para a autonomia. 9 sinais de parentalização no relacionamento Responsabilidades desiguais: Um dos parceiros é responsável pela maioria das tarefas do casal e também pelas do outro parceiro. Passividade crônica: a falta de pró-atividade e consistência com as responsabilidades é um padrão constante do parceiro-filho. Autonegligência: O parceiro-cuidador acaba por não ter tempo, energia e dinheiro suficientes para seu próprio autocuidado, planos e necessidades. Falta de reciprocidade: O parceiro que cuida sente que o outro não retribui e não coloca esforços para que o relacionamento se equilibre. Relação hierárquica: um está em uma posição superior de controle e cuidado, enquanto o outro, em uma posição de subordinação. Sacrifício contínuo: o parceiro prestativo sente que o parceiro-filho não evolui para se tornar um adulto funcional, necessitando se sacrificar para cuidar dele indefinidamente. Autonomia prejudicada: quando o parceiro-filho tenta ter autonomia é barrado pelo outro com críticas e invalidações. Estresse: aquele membro do casal que atua como pai ou mãe, estando mais sobrecarregado, apresenta sinais de estresse, como cansaço, depressão , ansiedade e irritabilidade . Dependência: o parceiro-filho passa a depender do outro para tomar decisões, cumprir compromissos, lembrar dos afazeres e até para cuidar de si. Consequências da parentalização no relacionamento A parentalização no relacionamento, se não for impedida, leva a consequências emocionais e estruturais definitivas. Dependendo da personalidade do cônjuge que se comporta como filho , ele desenvolve insegurança e baixa autoestima, pois se sente impotente e desencorajado a desenvolver autonomia adulta. Mas, pode lutar para manter a desigualdade de responsabilidades para se beneficiar , especialmente quando tem traços narcisistas , antissociais ou vícios. A pessoa da relação que assume o papel de pai ou mãe pode se sentir útil e necessária cuidando do outro, mantendo-o no papel de filho, mesmo de forma inconsciente. Se há tendência ao papel de salvadora , codependente , conarcisista ou tem medo de ficar sozinha , pode ter dificuldade em mudar essa realidade. O resultado é um relacionamento não-saudável , com alto risco de conflitos, queda na libido , afastamento emocional e ressentimentos mútuos. Quando não há conflitos, o casal tende a desenvolver um amor fraternal ou vazio . Parentalização no relacionamento: como é na prática O parceiro-pai ou a parceira-mãe se torna responsável por gerenciar a agenda social, as finanças, os compromissos, os afazeres da casa e, muitas vezes, até por lembrar o parceiro-filho de tarefas básicas , como pagar contas, manter a higiene, tomar remédio, e acordar a tempo. É comum que o parceiro infantilizado não se preocupe em marcar compromissos (médicos, odontológicos, consertos) e lembrar datas importantes (aniversários, festas de família). Frequentemente, a comunicação com terceiros (escola de filhos, familiares, prestadores de serviço) é assumida integralmente pela pessoa da relação que exerce o cuidado. O “filho” não apenas não faz, esquece ou faz mal feito , ele requisita ser direcionado ao demonstrar que é incapaz ou ineficiente sempre que fica sendo o encarregado por algo. Ele se torna passivo , esperando que seus problemas sejam resolvidos. Hesita em tomar decisões por medo de errar ou para não ter trabalho e espera que o outro assuma o risco e a responsabilidade pelo resultado da escolha. Embora a parentalização no relacionamento pareça ter como centro do problema o parceiro infantilizado, é relativamente comum que o parceiro-cuidador sinta a necessidade de cuidar ou controlar . Controlar tarefas pequenas e grandes do parceiro-filho (o que vestir, como gastar o dinheiro pessoal, como interagir com os outros) sob o pretexto de estar ajudando ou garantindo que seja bem feito. Quando o parceiro-filho tenta assumir uma tarefa, o parceiro-cuidador critica o resultado , focando na imperfeição e não no esforço. Isso transmite a mensagem de que ele não é competente ou capaz de fazer sozinho. Se o cônjuge-pai (ou cônjuge-mãe) faz tudo do seu jeito, só resta ao outro ocupar o papel de filho, que acata , aceita e obedece. Muitas pessoas no papel de mãe ou pai no relacionamento amoroso carregam uma missão de salvador ou uma necessidade profunda de se sentir essencial. A dinâmica se sustenta porque ambos os papéis são complementares . Causas da parentalização no relacionamento • Padrão de apego inseguro: um pode ter um apego evitativo , evitando a intimidade e a responsabilidade. E o outro pode ter um apego ansioso , usando o cuidado excessivo para não ser abandonado. • Histórico familiar: um ou ambos podem estar repetindo padrões aprendidos na infância. • Imaturidade: a dificuldade do parceiro em lidar com a responsabilidade da vida adulta o leva a encontrar no outro um refúgio. • Necessidade de controlar, consertar ou salvar: o parceiro que domina sabota as tentativas do outro de se tornar mais autônomo. • Personalidade: se há transtorno da personalidade narcisista , borderline ou antissocial a parentalização no relacionamento pode ser apenas um detalhe de vários outros problemas no relacionamento . Como lidar com a parentalização no relacionamento Para modificar a parentalização no relacionamento é necessário que: Percebam: ambos precisam concordar que a dinâmica de casal está adoecida; Aceitem mudar: é necessário que desejem sair da díade mãe (pai)-filho e mudar para uma relação de par; Refaçam os combinados: as responsabilidades precisam ser divididas de forma equilibrada com esforços compartilhados; Valorizem a autonomia: ambos precisam desenvolver autonomia, abandonando a relação de dependência que havia; Assumam os novos papeis: cada um deve se manter apenas no papel de cônjuge, cuidando para não recair nos velhos papeis de pai (mãe) e filho. Tratamento para a parentalização no relacionamento amoroso Reconhecer a parentalização no relacionamento é o primeiro passo, mas o caminho da mudança exige ajuda psicológica profissional . Para o casal, a terapia de casal oferece um espaço seguro para compreender as causas e estabelecer novos combinados , permitindo que ambos curem suas feridas passadas e finalmente se encontrem como cônjuges maduros e iguais . A terapia individual para o “pai” ou “mãe” é importante para entender a necessidade de controle, de ser indispensável e a dificuldade em estabelecer limites, e para o "filho", desenvolver a autonomia e a responsabilidade que ainda não emergiram. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos e terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia de casal online . Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos ! Por estar familiarizada com casos de parentalização no relacionamento, posso ajudar qualquer um dos parceiros também em terapia individual online . Para o parceiro que tende a ser o cuidador , iremos explorar as raízes dessa tendência, bem como estabelecer as mudanças necessárias para tornar o relacionamento mais equilibrado. E o parceiro que se comporta como filho receberá ajuda para compreender os motivos mais profundos dessa postura e os meios para poder se empoderar . Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa e cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT) . É possível agendar a sessão comigo de forma totalmente eletrônica, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Como agendar Você(s) pode(m) consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. O pagamento e a sessão por videochamada também acontecem na plataforma Zenklub, de forma prática e segura. Tudo isso usando apenas um computador ou celular . Qualquer dúvida, consulte o passo a passo de como agendar no meu site ou entre em contato! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











