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  • Parentalização no relacionamento amoroso

    O que é parentalização do parceiro no relacionamento amoroso? A parentalização do parceiro no relacionamento amoroso ocorre quando um assume, consciente ou inconscientemente, o papel de pai ou mãe, cuidando, gerenciando, repreendendo e ensinando o outro, que adota o papel de filho ou filha, precisando de orientações ou cuidados constantes. Nos casos de parentalização no relacionamento, um dos dois sente que em vez de ter um parceiro, tem um filho adulto, assumindo papéis excessivos de cuidado emocional e instrumental, como gerenciar seu bem-estar, pertences, compromissos, finanças ou sentimentos. A parceria desigual do relacionamento com parentalização é prejudicial àquele que exerce o cuidado, pois acaba por negligenciar suas próprias necessidades, enquanto o parceiro-filho se torna dependente e não evolui para a autonomia. 9 sinais de parentalização no relacionamento Responsabilidades desiguais: Um dos parceiros é responsável pela maioria das tarefas do casal e também pelas do outro parceiro. Passividade crônica: a falta de pró-atividade e consistência com as responsabilidades é um padrão constante do parceiro-filho. Autonegligência: O parceiro-cuidador acaba por não ter tempo, energia e dinheiro suficientes para seu próprio autocuidado, planos e necessidades. Falta de reciprocidade: O parceiro que cuida sente que o outro não retribui e não coloca esforços para que o relacionamento se equilibre. Relação hierárquica: um está em uma posição superior de controle e cuidado, enquanto o outro, em uma posição de subordinação. Sacrifício contínuo: o parceiro prestativo sente que o parceiro-filho não evolui para se tornar um adulto funcional, necessitando se sacrificar para cuidar dele indefinidamente. Autonomia prejudicada: quando o parceiro-filho tenta ter autonomia é barrado pelo outro com críticas e invalidações. Estresse: aquele membro do casal que atua como pai ou mãe, estando mais sobrecarregado, apresenta sinais de estresse, como cansaço, depressão, ansiedade e irritabilidade. Dependência: o parceiro-filho passa a depender do outro para tomar decisões, cumprir compromissos, lembrar dos afazeres e até para cuidar de si. Consequências da parentalização no relacionamento A parentalização no relacionamento, se não for impedida, leva a consequências emocionais e estruturais definitivas. Dependendo da personalidade do cônjuge que se comporta como filho, ele desenvolve insegurança e baixa autoestima, pois se sente impotente e desencorajado a desenvolver autonomia adulta. Mas, pode lutar para manter a desigualdade de responsabilidades para se beneficiar, especialmente quando tem traços narcisistas, antissociais ou vícios. A pessoa da relação que assume o papel de pai ou mãe pode se sentir útil e necessária cuidando do outro, mantendo-o no papel de filho, mesmo de forma inconsciente. Se há tendência ao papel de salvadora, codependente, conarcisista ou tem medo de ficar sozinha, pode ter dificuldade em mudar essa realidade. O resultado é um relacionamento não-saudável, com alto risco de conflitos, queda na libido, afastamento emocional e ressentimentos mútuos. Quando não há conflitos, o casal tende a desenvolver um amor fraternal ou vazio. Parentalização no relacionamento: como é na prática O parceiro-pai ou a parceira-mãe se torna responsável por gerenciar a agenda social, as finanças, os compromissos, os afazeres da casa e, muitas vezes, até por lembrar o parceiro-filho de tarefas básicas, como pagar contas, manter a higiene, tomar remédio, e acordar a tempo. É comum que o parceiro infantilizado não se preocupe em marcar compromissos (médicos, odontológicos, consertos) e lembrar datas importantes (aniversários, festas de família). Frequentemente, a comunicação com terceiros (escola de filhos, familiares, prestadores de serviço) é assumida integralmente pela pessoa da relação que exerce o cuidado. O “filho” não apenas não faz, esquece ou faz mal feito, ele requisita ser direcionado ao demonstrar que é incapaz ou ineficiente sempre que fica sendo o encarregado por algo. Ele se torna passivo, esperando que seus problemas sejam resolvidos. Hesita em tomar decisões por medo de errar ou para não ter trabalho e espera que o outro assuma o risco e a responsabilidade pelo resultado da escolha. Embora a parentalização no relacionamento pareça ter como centro do problema o parceiro infantilizado, é relativamente comum que o parceiro-cuidador sinta a necessidade de cuidar ou controlar. Controlar tarefas pequenas e grandes do parceiro-filho (o que vestir, como gastar o dinheiro pessoal, como interagir com os outros) sob o pretexto de estar ajudando ou garantindo que seja bem feito. Quando o parceiro-filho tenta assumir uma tarefa, o parceiro-cuidador critica o resultado, focando na imperfeição e não no esforço. Isso transmite a mensagem de que ele não é competente ou capaz de fazer sozinho. Se o cônjuge-pai (ou cônjuge-mãe) faz tudo do seu jeito, só resta ao outro ocupar o papel de filho, que acata, aceita e obedece. Muitas pessoas no papel de mãe ou pai no relacionamento amoroso carregam uma missão de salvador ou uma necessidade profunda de se sentir essencial. A dinâmica se sustenta porque ambos os papéis são complementares. Causas da parentalização no relacionamento • Padrão de apego inseguro: um pode ter um apego evitativo, evitando a intimidade e a responsabilidade. E o outro pode ter um apego ansioso, usando o cuidado excessivo para não ser abandonado. • Histórico familiar: um ou ambos podem estar repetindo padrões aprendidos na infância. • Imaturidade: a dificuldade do parceiro em lidar com a responsabilidade da vida adulta o leva a encontrar no outro um refúgio. • Necessidade de controlar, consertar ou salvar: o parceiro que domina sabota as tentativas do outro de se tornar mais autônomo. • Personalidade: se há transtorno da personalidade narcisista, borderline ou antissocial a parentalização no relacionamento pode ser apenas um detalhe de vários outros problemas no relacionamento. Como lidar com a parentalização no relacionamento Para modificar a parentalização no relacionamento é necessário que: Percebam: ambos precisam concordar que a dinâmica de casal está adoecida; Aceitem mudar: é necessário que desejem sair da díade mãe (pai)-filho e mudar para uma relação de par; Refaçam os combinados: as responsabilidades precisam ser divididas de forma equilibrada com esforços compartilhados; Valorizem a autonomia: ambos precisam desenvolver autonomia, abandonando a relação de dependência que havia; Assumam os novos papeis: cada um deve se manter apenas no papel de cônjuge, cuidando para não recair nos velhos papeis de pai (mãe) e filho. Tratamento para a parentalização no relacionamento amoroso Reconhecer a parentalização no relacionamento é o primeiro passo, mas o caminho da mudança exige ajuda psicológica profissional. Para o casal, a terapia de casal oferece um espaço seguro para compreender as causas e estabelecer novos combinados, permitindo que ambos curem suas feridas passadas e finalmente se encontrem como cônjuges maduros e iguais. A terapia individual para o “pai” ou “mãe” é importante para entender a necessidade de controle, de ser indispensável e a dificuldade em estabelecer limites, e para o "filho", desenvolver a autonomia e a responsabilidade que ainda não emergiram. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos e terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia de casal online. Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos! Por estar familiarizada com casos de parentalização no relacionamento, posso ajudar qualquer um dos parceiros também em terapia individual online. Para o parceiro que tende a ser o cuidador, iremos explorar as raízes dessa tendência, bem como estabelecer as mudanças necessárias para tornar o relacionamento mais equilibrado. E o parceiro que se comporta como filho receberá ajuda para compreender os motivos mais profundos dessa postura e os meios para poder se empoderar. Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa e cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). É possível agendar a sessão comigo de forma totalmente eletrônica, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Como agendar Você(s) pode(m) consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. O pagamento e a sessão por videochamada também acontecem na plataforma Zenklub, de forma prática e segura. Tudo isso usando apenas um computador ou celular. Qualquer dúvida, consulte o passo a passo de como agendar no meu site ou entre em contato! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Triângulo Dramático

    O Triângulo Dramático, também conhecido por Triângulo do Drama de Karpman, é composto por três papéis destrutivos e mutáveis que as pessoas desempenham em relações conflituosas: Vítima, Salvador e Perseguidor. Ao assumir qualquer um desses papéis, os relacionamentos ficam marcados por comportamentos prejudicialmente complementares. Reconhecer esses papéis e como eles se manifestam é essencial para a libertação do ciclo do drama. Origem do Triângulo Dramático O Triângulo Dramático foi citado pela primeira vez em um artigo publicado pelo médico, professor e psicoterapeuta norte-americano Stephen B. Karpman, na década de 60. Ele descreveu que o modelo de interação comumente visto em dramas de conto de fadas e filmes ocorre também em situações de conflito na vida real. As pessoas representam inconscientemente os papéis de Vítima, Salvador e Perseguidor de forma alternada, perpetuando um ciclo de drama e insatisfação em suas vidas. Embora seja o papel mais poderoso, a vítima é retratada na parte de baixo do triângulo invertido pela aparente situação de inferioridade em relação aos outros dois papeis supostamente superiores e bem resolvidos: salvador e perseguidor. Triângulo Dramático e os 3 papéis Os participantes de um conflito geralmente tendem a ter um papel predominante: vítima, salvador ou perseguidor. O triângulo dramático inicia com uma pessoa assumindo o papel de vítima ou de vilão (perseguidor), convocando os outros papéis para entrarem no conflito. Durante o embate onde um é o vilão e o outro é a vítima, um salvador é encorajado a entrar no drama para salvar a vítima, completando os 3 papéis. Esses papéis não são fixos e, por isso, diversos desdobramentos são possíveis. A vítima, por exemplo, pode se virar contra o salvador, fazendo com que ele assuma a posição de vilão (perseguidor). Embora, inicialmente, pareça que o drama necessite de três participantes, apenas duas pessoas são suficientes. Isso se deve ao fato de que os papéis se revezam, sendo necessário apenas que as duplas vítima-perseguidor ou vítima-salvador estejam ativas, e não a presença dos três ao mesmo tempo. O papel da vítima no Triângulo Dramático O papel da vítima é caracterizado por uma postura de "Coitada de mim!", onde a pessoa atribui a responsabilidade pela sua situação a fatores externos, transformando pessoas ou circunstâncias em um vilão (perseguidor). Sentindo-se oprimida, desamparada e impotente, a vítima manifesta incapacidade de tomar decisões ou resolver problemas. Essa postura evita mudanças reais e o confronto com os próprios problemas, proporcionando um conforto temporário ao esquivar-se de responsabilidades. Para sustentar esse estado, a vítima busca um salvador, que, ao tentar ajudar, perpetua a sensação de desamparo e a dependência da vítima. Essa dinâmica além de sobrecarregar o salvador, pode alimentar nele uma posição de superioridade. Uma pessoa no papel de vítima, durante um conflito, pode não chamar a atenção para a manipulação emocional exercida para obter apoio e facilitações. A permanência no papel de vítima não é saudável, afeta negativamente a autoeficácia, limitando o crescimento pessoal e a capacidade de enfrentar desafios de forma assertiva e independente. O papel do salvador no Triângulo Dramático No Triângulo Dramático, o salvador é aquele que atua em resposta à fragilidade da vítima, incorporando a postura de "Eu posso ajudar!". Tenta reparar o conflito, sendo prestativo, consertando ela ou a situação, muitas vezes assumindo responsabilidades que não são suas. Pensa estar ajudando, mas, involuntariamente, está adicionando energia ao drama. Impulsionado pela necessidade de se sentir útil, necessário, importante e valorizado como "herói", o salvador liga sua autoestima à capacidade de resgatar os outros. No entanto, essa dinâmica é codependente e tóxica. O ato de salvar, na verdade, mantém a vítima dependente e incapaz de enfrentar as consequências de suas escolhas, perpetuando o ciclo de vitimização. Embora suas ações pareçam nobres e altruístas, o salvador frequentemente busca recompensas veladas como reconhecimento, elogios, subserviência da vítima ou outros benefícios. O interesse primordial do salvador não está apenas em ajudar, mas também em evitar seus próprios problemas. Ao focar a energia na vítima, ele desvia a atenção de si. O papel do perseguidor no Triângulo Dramático O perseguidor, também conhecido como vilão, se manifesta no Triângulo Dramático com falas, como: "A culpa é sua!", assumindo uma conduta controladora, rígida e de superioridade. Ele é o crítico e culpabilizador que atribui à vítima a responsabilidade pela situação. Menospreza-a, fazendo-a sentir-se inútil, envergonhada, inadequada e vítima de acusações e tratamento injustos. Sua motivação oculta é a negação da própria insegurança. Ao culpar o outro, o perseguidor evita confrontar seus problemas internos e sua necessidade de mudança. O ciclo do drama no Triângulo Dramático A dinâmica no Triângulo Dramático é extremamente variável e leva à alternância de papéis, como nos exemplos a seguir: O salvador pode ficar furioso quando sua ajuda não alcança a mudança imaginada na vítima e passar a cobrá-la e acusá-la, ocupando o papel de perseguidor. A vítima oprimida pode reagir ou se vingar e assumir a posição de perseguidor. O perseguidor, ao perceber seu comportamento autoritário, pode sentir culpa e se vitimizar. O salvador quando não se sente devidamente valorizado ou recompensado pelo seu esforço em salvar a vítima, pode se vitimizar. O perseguidor pode tentar reverter seu mau comportamento encontrando um meio para se vitimizar e suavizar seus atos. No cerne dessa dinâmica disfuncional, cada participante satisfaz necessidades egoístas e inconscientes, mantendo o ciclo do drama em vez de buscar uma solução madura e resolutiva. Essa "recompensa" psicológica impede que os envolvidos reconheçam o dano causado pela situação. O Triângulo Dramático nos Transtornos da Personalidade A manifestação dos papéis do Triângulo Dramático de Karpman está fortemente ligada a características centrais de alguns Transtornos da Personalidade. 1.Transtorno da Personalidade Borderline Uma pessoa com Transtorno da Personalidade Borderline frequentemente alterna rapidamente entre os três papéis devido à instabilidade afetiva. Em um momento, se apresenta como uma vítima desamparada, incapaz ou sob risco de vida. Em seguida, pode ter uma reação extrema e se tornar o perseguidor raivoso e acusatório. E depois, assumir o papel de salvador que tenta desesperadamente consertar a situação para evitar a solidão e o abandono. Além disso, por alternar entre idealização e desvalorização, pode idealizar a outra pessoa como o salvador perfeito e, rapidamente, desvalorizá-la e colocá-la no papel de perseguidor quando não atende às expectativas. 2.Transtorno da Personalidade Narcisista A postura mais comum da pessoa com Transtorno da Personalidade Narcisista é a de perseguidor. Por sentir-se superior, é crítico e exigente, mantendo a vítima em uma posição inferior para afirmar seu próprio poder ou perfeição. Também pode adotar o papel de salvador para buscar admiração, validação e bajulação. Sentindo-se o "único" capaz de ajudar, alimenta sua grandiosidade. O papel de vítima pode ser usado para obter a simpatia, desviar a culpa ou fugir da responsabilidade, especialmente no Narcisismo encoberto. 3.Transtorno da Personalidade Dependente A necessidade excessiva de ser cuidado e a dificuldade em tomar decisões faz com que a pessoa com Transtorno da Personalidade Dependente se ancore no papel de vítima, buscando e mantendo um salvador. Isso permite que ela evite responsabilidades e reforce a crença de ser incapaz de funcionar sozinha. 4.Transtorno da Personalidade Antissocial Quem apresenta o Transtorno da Personalidade Antissocial tende a ocupar o papel de perseguidor de forma crônica por ser controlador, agressivo e crítico. Ele insiste que "É tudo culpa sua" e atribui a responsabilidade de seus próprios atos aos outros. Pode encenar os outros dois papéis, não por uma necessidade emocional autêntica, mas como uma estratégia manipulativa para atingir seus objetivos. Pode usar a máscara de vítima para desviar a culpa ou para atrair um salvador com o intuito obter algum recurso ou para evitar consequências. Também pode se posicionar como salvador para ganhar a confiança de alguém ou para se colocar em uma posição de poder sobre a vítima. Ao "ajudar", ele cria uma dívida emocional ou dependência, que será explorada mais tarde. Como desmanchar o Triângulo Dramático Todos os três papéis (perseguidor, salvador e vítima) têm suas raízes em uma mentalidade orientada para problemas, padrões reativos e relações dramáticas em vez de soluções, padrões proativos e conexões sadias. O autor norte-americano David Emerald, através da metodologia TED: The Empowerment Dynamic, criou um "antídoto" alternativo ao Triângulo Dramático através de papéis mais empoderadores: Criador: é a resposta positiva ao papel de Vítima. Em vez de se sentir impotente e paralisado, ele adota uma mentalidade proativa, transformando problemas em desafios e oportunidades para o crescimento. Seu foco é encontrar soluções criativas, recusando-se a lamentar-se, transferir responsabilidades ou esperar que o Salvador resolva seus problemas. Desafiador: é o papel positivo no lugar do Perseguidor. Longe de ser crítico ou impositivo, se dedica a instigar a pessoa (anteriormente a Vítima) e a si mesmo a superar os obstáculos, com respeito e sem recorrer à humilhação ou à culpabilização. Proporciona insights construtivos que estimulam a ação e não o drama. Treinador: é alternativa saudável ao Salvador. Ele transforma sua vontade de ajudar em escuta profunda para apoiar o Criador na descoberta do que é melhor para ele, sem dar o caminho pronto e sem solucionar as coisas como fazia com a Vítima. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para sair do Triângulo Vítima-Perseguidor-Salvador, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online individual, terapia de casal e terapia familiar. O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Ficarei feliz em ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Violência psicológica no casal

    A violência psicológica no casal afeta as pessoas de forma sutil e silenciosa, porém devastadora. Compreenda os termos técnicos, como este fenômeno ocorre, como suspeitar, como combater e como tratar as sequelas. O que é violência Em 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde*, definiu violência como: "uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação." Essa definição engloba o prejuízo psicológico e aponta para um reconhecimento cada vez maior sobre a necessidade de abranger a violência que não resulte necessariamente em lesão ou morte. *Se desejar conhecer na íntegra, baixe o relatório da OMS aqui: O que é violência psicológica O Ministério da Saúde do Brasil*, em 2001 definiu violência psicológica como: "toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui: insultos constantes, humilhação, desvalorização, chantagem, isolamento de amigos e familiares, ridicularização, rechaço, manipulação afetiva, exploração, negligência (atos de omissão a cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo, doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros), ameaças, privação arbitrária da liberdade (impedimento de trabalhar, estudar, cuidar da aparência pessoal, gerenciar o próprio dinheiro, etc.), confinamento doméstico, críticas pelo desempenho sexual, omissão de carinho, negar atenção e supervisão." *Baixe o arquivo e conheça o material na íntegra: Caderno de Atenção Básica, 8: Violência intrafamiliar: orientações para a prática em serviço. Normas e Manuais Técnicos. Ministério da Saúde do Brasil. Secretaria de Políticas de Saúde, 2001 Violência psicológica no casal A violência psicológica no relacionamento amoroso pode não ser detectada nem pelos parceiros e nem pelas pessoas de fora porque, muitas vezes, apresenta sinais sutis ou comportamentos naturalizados. Ameaça, chantagem, humilhação, pressão, mentira, crítica, manipulação emocional, controle, omissão, constrangimento, ofensa, punição, desconsideração, vingança, hostilidade, cobrança irracional, intimidação, depreciação, frieza emocional, opressão, perseguição, desvalorização, orbiting, autoritarismo, DARVO, desinteresse, traição emocional, negligência, triângulo dramático e sarcasmo são alguns dos comportamentos entre as pessoas de um casal que podem parecer inofensivos ou ambíguos se forem observados um a um. Mas o conjunto de vários deles repetidos ao longo do tempo torna-se muito danoso à saúde emocional porque vai machucando e debilitando de forma silenciosa. É comum que pessoas vítimas de relacionamentos amorosos tóxicos adoeçam emocionalmente com mais frequência e busquem ajuda psicológica. Muitas vezes, sem saber as causas, buscam tratar as consequências, que podem ser diversas, como: depressão, distimia, ansiedade, baixa autoestima, pânico, angústia, sintomas psicossomáticos, compulsão alimentar, insônia, dentre outras. A violência psicológica em casal não se limita a um único gênero ou configuração de pares. Embora as estatísticas evidenciem uma maior incidência de violência contra mulheres por parte de homens, é fundamental reconhecer que a dinâmica de poder e abuso pode ocorrer em qualquer tipo de relacionamento. Mulheres também podem exercer violência psicológica sobre seus parceiros, e casais homoafetivos não estão imunes a esse tipo de agressão. A complexidade das relações interpessoais muitas vezes obscurece a distinção entre agressor e vítima, já que ambos os parceiros podem assumir esses papéis em diferentes momentos. Como suspeitar da violência psicológica no casal Sentimentos de menos valia A vítima manter constantes sentimentos de medo, inferioridade, culpa, angústia, vergonha, FOG, desespero, além de ter a sensação de não ser realmente amada, são sinais de que pode haver violência psicológica sutil na relação amorosa. História familiar de violência A violência de qualquer tipo na família de origem é um fator de risco. Mesmo sem querer, o jeito de amar das figuras parentais pode ter permeado desde a seleção do parceiro até a maneira de se relacionar com ele. A dinâmica violenta da família de origem, mesmo que mais sutil como em trauma bonding (vínculos traumáticos), apegos inseguros e famílias narcisistas, pode contribuir para a não percepção das agressões, justamente pela familiaridade e naturalização delas. Substâncias psicoativas ou outros vícios Outro indicador de risco de relacionamentos amorosos com violência psicológica é o uso ou abuso de substâncias psicoativas por parte do agressor. Também é importante observar outros tipos de vícios que não necessariamente envolvem substâncias, como pornografia e jogo, por exemplo. (Ver "Codependência em relacionamentos") Personalidade Alguns Transtornos da Personalidade estão frequentemente relacionados à violência psicológica interpessoal. Os que mais podem levar a comportamentos emocionalmente destruidores são: Transtorno da Personalidade Antissocial, Transtorno da Personalidade Narcisista (inclusive o encoberto), Transtorno da Personalidade Borderline e Transtorno da Personalidade Histriônica. Além desses, pessoas com outros transtornos mentais podem se comportar de maneira mais agressiva, como: Transtorno Explosivo Intermitente, Transtorno de Oposição Desafiante, Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, Transtorno Bipolar e Transtornos Psicóticos. Pobreza ou dependência Embora a violência psicológica em casais esteja presente em todas as faixas sociais, aqueles que vivem em pobreza são mais afetados. Do mesmo modo, pessoas com características de dependência, seja emocional ou financeira, também sofrem mais agressão psicológica por parceiros íntimos. O estado de vulnerabilidade de alguém nestas condições pode contribuir para a permanência em uma relação insalubre. Fatores culturais Algumas culturas podem originar níveis mais elevados de violência psicológica devido à naturalização de comportamentos abusivos. Um exemplo é o machismo que promove desigualdade entre homens e mulheres e permite noções de virilidade ligadas à dominação e à agressão de parceiras. Outro exemplo é a romantização do abuso nas relações afetivo-sexuais na arte, seja através da Música, Literatura ou Cinema. Como combater a violência psicológica no casal Apoio às vítimas É essencial proporcionar apoio psicológico e jurídico às vítimas de violência psicológica, garantindo um ambiente seguro para que revelem e se recuperem. Criminalizar a violência psicológica A criminalização do abuso emocional é um passo indispensável para desnaturalizar essa espécie de agressão. Tratamento para os perpetradores de violência A oferta de tratamento psicológico para os agressores é fundamental para a prevenção de novas ocorrências e para a construção de uniões mais saudáveis. Intervenções dos serviços de saúde Os profissionais do setor de saúde devem ser capacitados para identificar e atender as vítimas de violência emocional, oferecendo acolhimento e encaminhamento para os serviços especializados. Campanhas de prevenção Programas educativos e de conscientização são necessários para prevenir a violência psíquica, desconstruindo mitos e promovendo relações sadias. Combater a complacência É preciso contestar a cultura da normalização da violência psicológica entre pares amorosos, incentivando a quebra do silêncio e o estabelecimento de limites dignos. Como tratar as sequelas emocionais da violência psicológica no casal A violência psicológica deixa marcas profundas na vida das vítimas, inclusive levando ao TEPT de relacionamento. A recuperação da saúde mental é possível com o apoio da psicoterapia, visando tratar as sequelas e reconstruir o que foi destruído. Uma psicóloga especializada em violência entre parceiros íntimos pode oferecer as ferramentas necessárias para: Compreender o que aconteceu: A terapeuta auxilia a vítima a reconhecer os padrões de abuso e a desconstruir a culpa; Desenvolver estratégias de enfrentamento: Técnicas como a Cognitivo-Comportamental ajudam a modificar pensamentos negativos e crenças disfuncionais; Reestabelecer a autoestima: A psicoterapia envolve fortalecer a autoconfiança e o amor próprio; Reconstruir relacionamentos: Apoio no estabelecimento de limites saudáveis e no desenvolvimento de habilidades sociais; Lidar com o trauma: Técnicas psicológicas contribuem no processamento do trauma e na redução dos sintomas; Como eu posso ajudar A Terapia do Esquema, a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), a Terapia Focada nas Emoções (EFT) e a Psicanálise trazem excelentes contribuições no tratamento psicológico das sequelas e na prevenção da violência psicológica em relacionamentos amorosos. Outro método, consolidado e eficaz para Terapia de Casal é o Método Gottman. Costumo estudar e utilizar estas abordagens na terapia online e percebo bons resultados em questões referentes a relacionamentos amorosos! Também é possível realizar terapia de casal para prevenir e tratar comportamentos psicologicamente violentos dentro da relação ou tratar outros problemas de relacionamento. Em 2023 escrevi um capítulo de livro chamado: "Sinais de violência psicológica sutil em relacionamentos amorosos" no livro "Intervenções Criativas na Terapia de Casal - volume 2". O intuito foi contribuir para que terapeutas de casais possam ter ferramentas para identificar e tratar casos de violência psicológica em casais. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui no meu site você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico, caso precise. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno obsessivo-amoroso

    O que é o Transtorno obsessivo-amoroso? O transtorno obsessivo-amoroso é uma condição caracterizada por uma preocupação intensa e prejudicial, marcada por pensamentos intrusivos e persistentes sobre um relacionamento amoroso ou um parceiro específico. O transtorno obsessivo-amoroso distingue-se da paixão normal pela intensidade e impacto negativo que causa. A pessoa com transtorno obsessivo-amoroso possui uma fixação que pode ser confundida com amor, manifestando um desejo avassalador de estar constantemente envolvida com a outra pessoa, com dificuldade em se desligar do tema. Os sintomas tendem a se intensificar quando a pessoa se torna indisponível ou a rejeita. Quais são os sintomas do Transtorno obsessivo-amoroso? Os sintomas do Transtorno Obsessivo-Amoroso incluem uma preocupação incessante com o relacionamento ou a pessoa amada, possessividade, ciúme delirante, necessidade constante de contato, dependência emocional, ansiedade e dificuldade em pensar ou fazer outras coisas que não se relacionem com o romance. Pode dedicar um tempo excessivo a procurar informações, fantasiar ou até manipular e perseguir. 5 características do Transtorno obsessivo-amoroso 1- Intrusão de pensamentos Pensamentos obsessivos relacionados ao relacionamento e ao parceiro, permeando a mente de maneira persistente e indesejada. Isso pode incluir desde a simples ruminação sobre o estado da relação até a frequente imaginação de cenários hipotéticos, como a traição ou a idealização de um relacionamento perfeito. 2- Intensa necessidade de segurança afetiva Fixação por provas de fidelidade ou afeto, expectativa por demonstrações ou sinais de amor, ciúme exagerado (presente ou retroativo), busca contínua de validação quanto aos sentimentos do outro e quanto à estabilidade do vínculo. Constante necessidade de contato, com esforços exagerados para manter a proximidade física e emocional. 3- Idealização do parceiro e do relacionamento Tendência a fantasiar um futuro romântico idealizado, dedicando grande parte do seu tempo a planejar a vida ao lado dessa pessoa. Refletir demasiadamente sobre o relacionamento ou sobre a pessoa amada, fazer revisões de diálogos, comportamentos, comparações e ruminar sobre estar ou não com a pessoa certa. 4- Comportamentos de controle e monitoramento Atitudes motivadas pelas obsessões, como querer proteger ou cuidar do parceiro de forma excessiva, comportamentos controladores e persecutórios, pesquisar obsessivamente informações sobre a pessoa, fazer cobranças frequentes e voltar sua própria vida à vida do outro. 5- Dificuldade significativa em desengajar-se Passar muito tempo da vida em prol de mensagens, encontros e tempo a dois, em detrimento de outras atividades pessoais. Diante de sinais de desinteresse ou do término da relação, a pessoa segue obstinada. A ideia de perder o parceiro ou de não ser correspondida gera um sofrimento intenso e uma resistência em aceitar a realidade da situação, aumentando a obsessão sobre a pessoa amada. Causas do Transtorno obsessivo-amoroso Algumas das causas do Transtorno obsessivo-amoroso envolvem fatores psicológicos, como estilos de apego inseguro, autoestima baixa, codependência, medo de abandono, medo da solidão, insegurança, traumas e problemas de confiança. O Transtorno obsessivo-amoroso é uma condição complexa que frequentemente se entrelaça com outros transtornos de saúde mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno da Personalidade Borderline, Ansiedade de Separação, Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno Bipolar, Transtorno Delirante ou algum Transtorno Psicótico. Cada uma dessas condições compartilha características que podem se sobrepor, como pensamentos intrusivos, comportamentos repetitivos, instabilidade emocional, necessidade de atenção e crenças distorcidas sobre o relacionamento. Tratamento para Transtorno obsessivo-amoroso O tratamento do Transtorno obsessivo-amoroso é a psicoterapia individual focada em lidar com a dependência emocional e os pensamentos intrusivos característicos dessa condição. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz para o Transtorno obsessivo-amoroso. Ela reformula crenças disfuncionais sobre o amor e pensamentos comuns em transtornos obsessivos, como perfeccionismo e intolerância à incerteza. A Psicanálise, outra abordagem muito rica para tratar o Transtorno obsessivo-amoroso, explora as raízes inconscientes por trás da fixação no parceiro amoroso e em temas românticos. A terapia de casal é uma maneira de tratar os dois membros do casal, procurando entender o tipo de amor existente, trabalhar os problemas da relação e construir um relacionamento mais equilibrado. A Terapia Focada nas Emoções (EFT) e o Método Gottman oferecem bons caminhos alcançar um amor pleno. Mudanças na forma de pensar e agir podem levar um certo tempo e exigir esforço pessoal, mas valerá a pena investir em terapia e alcançar uma compreensão mais profunda de si mesmo e de seus padrões em relacionamentos. É muito valioso ter mais qualidade de vida, alcançar um olhar para a vida amorosa mais relaxado e menos obsessivo, além de ter mais tempo para desfrutar de outras coisas significativas. Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga, com tratamento psicológico apropriado para o Transtorno obsessivo-amoroso. As sessões de terapia comigo (de casal ou individual) são online, por videochamada. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá é possível verificar o preço da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Eles já aparecem para você convertidos para o fuso horário de onde está. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e pronto, sua sessão estará marcada! Conheça meu site para ver um vídeo meu e saber mais sobre mim! Será uma satisfação destinar minha experiência e meu conhecimento para te ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Problemas em relacionamentos amorosos

    Quais os principais problemas em relacionamentos amorosos? Os problemas em relacionamentos amorosos podem afetar cada pessoa do casal de formas diferentes e até mesmo colocar em dúvida a continuidade da união. Os principais problemas de relacionamento enfrentados pelos casais são: 1. Comunicação e Conexão Problemas de comunicação: Dificuldade em expressar sentimentos, necessidades e expectativas. Mágoas acumuladas: Ressentimentos não resolvidos que afetam o relacionamento. Conflitos frequentes: Discussões constantes e dificuldade em encontrar soluções. Sentimentos ambivalentes: Dúvidas e sentimentos contraditórios em relação ao parceiro. Personalidade do parceiro: Dificuldades em lidar com os traços de personalidade do outro. Falta de intimidade emocional: Ausência de conexão profunda e compartilhamento de sentimentos. Problemas sexuais: Discrepância de preferências, baixa libido feminina ou masculina, dificuldade em falar sobre sexualidade. Pouca demonstração de afeto: O amor não é expresso através de palavras ou gestos. Dependência emocional: A falta de autonomia e o excesso de apego afetam a qualidade da relação. 2. Valores e Estilo de Vida Divergência de valores: Incompatibilidade nas crenças e princípios de vida. Estilo de vida incompatível: Rotinas e interesses muito diferentes. Vícios: Dependência de substâncias ou comportamentos viciantes que prejudicam o relacionamento. Falta de planejamento da relação: Ausência de objetivos e metas em comum. Questões referentes à paternidade e maternidade: Desacordos sobre ter filhos, educação dos filhos, etc. Diferenças de idade: Pode trazer desafios em relação a interesses, expectativas e experiências de vida. Diferenças culturais: Em relacionamentos interculturais, as diferenças de costumes podem atrapalhar. Desigualdade na renda ou padrão de vida: A discrepância financeira pode gerar diversas tensões e conflitos. 3. Dinâmica do Relacionamento Ciúmes: Sensação de posse e insegurança que prejudica a confiança. Egoísmo: Priorização dos próprios interesses em detrimento dos do casal. Acordos não cumpridos: Promessas e expectativas não atendidas. Falta de tempo: Pouco tempo de qualidade a dois. Confiança abalada: Dificuldade em confiar no parceiro após uma situação que gerou desconfiança. Monotonia: Rotina e falta de novidades na relação. Divisão de responsabilidades: Desequilíbrio nas tarefas domésticas e na administração da vida a dois. Codependência: Um depende e um cuida excessivamente do outro. 4. Fatores Externos Interferência de terceiros: Influência de familiares, amigos ou outras pessoas. Estresse: Pressões do trabalho, da família ou de outras áreas da vida que afetam o relacionamento. Mudanças de vida: Mudança de cidade, país ou emprego. Problemas financeiros: Dificuldades financeiras geram estresse e conflitos. Pressões sociais: Pressões para casar, ter filhos, um corpo perfeito, uma carreira de sucesso, um estilo de vida idealizado. Traumas: traumas de infância traumas de relacionamentos passados traumas atuais 5. Violência e Abuso Desonestidade: Mentiras ou omissões. Manipulação: Tentativas de controlar o parceiro e a relação. Ex: gaslighting e DARVO. Negligência: Descaso com o relacionamento ou o parceiro. Infidelidade: Traição emocional ou sexual que abala a confiança e a base do relacionamento. Violência: Episódios de violência psicológica, física, sexual, patrimonial, moral ou abuso reativo. Trauma Bonding Terminar ou continuar juntos? Dúvidas sobre o futuro do relacionamento podem surgir quando há um acúmulo de insatisfações ou quando um dos parceiros não se sente mais feliz ou realizado. Se o custo-benefício do relacionamento está prejudicado, é comum ter dúvidas a respeito da continuidade. Buscar apoio psicológico pode ser fundamental para ter mais clareza e tomar uma decisão que seja mais alinhada com as suas necessidades e valores. É importante reconhecer que todos os relacionamentos precisam de cuidados e que a ajuda de um profissional pode fazer toda a diferença. Muitas vezes, a continuidade da relação depende de algumas mudanças. A terapia de casal oferece um espaço seguro para que ambos os parceiros expressem seus sentimentos e necessidades, promovendo uma maior compreensão mútua e fortalecendo o vínculo. Através de técnicas e ferramentas específicas, o terapeuta pode ajudar o casal a solucionar os problemas e tornar a união mais sólida e satisfatória. Entretanto, é importante reconhecer que nem todos os relacionamentos são destinados a durar. A complexidade dos problemas de relacionamento pode levar ao fim de um ciclo. No entanto, mesmo diante de um possível término, fazer terapia de casal pode contribuir para um final mais amoroso e prevenção de TEPT de relacionamento. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamento amoroso e em terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia online. Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos! Me conheça mais clicando aqui! Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência com métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Vocês podem agendar a sessão de casal diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Basta acessar meu perfil e escolher o horário que ficar melhor para vocês. Lá é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Pode ser pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. É necessário preencher um cadastro rápido no nome de uma das pessoas do casal. O sistema me notificará quando vocês agendarem e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Saiba mais sobre terapia online de casal. Aguardo vocês! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Síndrome de Estocolmo no relacionamento

    O que é a Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso? A Síndrome de Estocolmo é um fenômeno psicológico complexo que pode se manifestar no relacionamento amoroso, no qual a vítima, exposta a um padrão de abuso prolongado, desenvolve um vínculo emocional paradoxal com o agressor, caracterizado por sentimentos de simpatia, lealdade e até mesmo amor. Síndrome de Estocolmo: origem A Síndrome de Estocolmo é uma condição psicológica que foi descrita pelo psiquiatra Nils Bejerot, a partir de um assalto a banco que durou 6 dias na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 1973. Pessoas foram tidas como reféns pelos assaltantes e desenvolveram uma resposta emocional inesperada de afeição e até gratidão pelos criminosos. Quando as vítimas foram libertadas, nenhuma testemunhou contra os sequestradores no tribunal. Em vez disso, arrecadaram dinheiro para pagar a defesa dos assaltantes. O filme "Estocolmo" e a série "Clark" são baseadas nesse acontecimento. A Síndrome de Estocolmo, portanto, é uma sequela psicológica do trauma, levando uma vítima a se apegar emocionalmente ao seu agressor durante um relacionamento interpessoal ocorrido em situações de: sequestro, cativeiro e relações abusivas de qualquer natureza. Essa dinâmica, profundamente enraizada no instinto de sobrevivência, é alimentada por diversos fatores. A dependência total do opressor, a falta de controle sobre a própria vida e a exposição a situações extremas de estresse podem levar a vítima a interpretar qualquer gesto de bondade, por mais mínimo que seja, como um ato de compaixão. Esse apego paradoxal pode levar a vítima a defender o agressor e a resistir a qualquer tentativa de resgate. É comum que os reféns desenvolvam uma dependência emocional do agressor, vendo-o como uma figura protetora. Essa dinâmica, similar à de uma criança com sua mãe, surge da necessidade de segurança em um contexto de ameaça. Além disso, a sensação de desamparo intensifica o vínculo com o agressor, que se apresenta como a única pessoa confiável e presente na vida da vítima. Essa dinâmica é manipulada pelo agressor, que isola a vítima e a faz acreditar que ele é a única pessoa que se importa com ela. A vítima, fragilizada e dependente, acaba se submetendo ao agressor, vendo-o como um salvador. Síndrome de Estocolmo no relacionamento: características A Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso causa um profundo impacto emocional na vítima, que passa a negar a realidade da violência e a desenvolver um vínculo patológico com o agressor. Para sobreviver, a vítima passa a enxergar o mundo sob a perspectiva do abusador, adaptando seu comportamento para evitar conflitos e garantir sua segurança. A Síndrome de Estocolmo causa uma distorção da percepção, levando a vítima a culpar-se pela situação abusiva e a acreditar que não pode viver sem o agressor. A consequência é um sentimento de aprisionamento e a dificuldade em romper o ciclo de violência. Sensação de FOG: medo, obrigação e culpa, são praticamente permanentes. A Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso costuma ter as seguintes características: Ciclo de abuso: Em meio a períodos de violência, o parceiro abusivo promove momentos neutros ou de atenção. A vítima tende a interpretar isso como amor ou empatia e permanece no relacionamento. Desequilíbrio de poder: O parceiro agressor exerce controle sobre a pessoa oprimida. Ela se torna refém, perdendo o poder sobre sua própria vida e submetendo-se à vontade dele. Mecanismos de defesa: Diante de uma situação tão traumática, a mente da vítima busca formas de se proteger da dor emocional. Pode desenvolver mecanismos de defesa como a negação da violência, a idealização do agressor e a racionalização das atitudes dele. Violência psicológica: O parceiro utiliza táticas manipuladoras para minar a autoestima da vítima e fazê-la questionar sua própria percepção da realidade. Práticas como gaslighting e DARVO contribuem para a confusão. Sinais da Síndrome de Estocolmo em relacionamentos Defesa do agressor: A vítima frequentemente justifica as ações do agressor ou as minimiza. Negação da violência: A vítima pode negar a existência do abuso ou culpar-se por ele. Isolamento social: A vítima tende a se isolar socialmente, dificultando a busca por ajuda. Medo de abandono: A vítima teme as consequências de deixar o relacionamento, como a solidão, insegurança e dependência. Diagnóstico da Síndrome de Estocolmo A Síndrome de Estocolmo, embora seja um fenômeno amplamente discutido, não consta como diagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). No entanto, os profissionais de saúde mental podem oferecer tratamento para os sintomas associados a essa experiência, como os do Transtorno de Estresse Agudo e do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT. É relativamente frequente que as vítimas apresentem quadros como Depressão, Ansiedade, Pânico, Transtorno da Personalidade Dependente, TEPT de relacionamento, Distimia, Transtorno de Ansiedade de Separação e Transtorno Psicótico. Também costumam apresentar Apego Inseguro, comportamento de Fowning e a relação pode ter características de Folie à Deux amorosa. Os agressores, geralmente, apresentam Viés da Autoconveniência acentuada e transtornos como: Transtorno da Personalidade Antissocial, Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno de Oposição Desafiante TOD, Transtorno Explosivo Intermitente, Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, Transtorno Psicótico e Transtorno da Personalidade Borderline. A Síndrome de Estocolmo e os crimes passionais A Síndrome de Estocolmo revela a complexidade dos relacionamentos abusivos, desvendando os mecanismos psicológicos que levam vítimas a desenvolverem vínculos emocionais com seus agressores. Desmistifica a noção comum de que pessoas em situações de violência são passivas ou cúmplices de seus próprios sofrimentos. Também demonstra que problemas no relacionamentos amorosos podem se tornar muito mais graves do que pareciam originalmente. A romantização de crimes passionais e a atribuição de parcela da culpa às vítimas perpetuam um ciclo de violência e impedem que as pessoas oprimidas busquem ajuda. A culpa pela violência no relacionamento amoroso pertence integralmente ao agressor. A lei não considera a paixão uma justificativa para o crime. É crucial compreender que a paixão não justifica a violência e que o amor verdadeiro não causa sofrimento. Tratamento da Síndrome de Estocolmo no relacionamento O tratamento da Síndrome de Estocolmo no relacionamento demanda um processo terapêutico de longo prazo, focado em ajudar a vítima a reconhecer a natureza abusiva da relação, reconstruir sua autoestima e desenvolver habilidades para lidar com as sequelas emocionais e psicológicas, como o trauma e a dependência emocional. É relativamente comum que a vítima já tenha vivido Trauma Bonding em outras relações, seja na família, nas amizades ou na vida profissional. Por isso é importante abranger os demais vínculos traumáticos durante a psicoterapia para um tratamento mais completo. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com a Síndrome de Estocolmo, a tratar as sequelas psicológicas desta vivência traumática através da psicoterapia online. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas com a perspectiva do Cuidado Informado sobre Trauma, permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! Com empatia e acolhimento, trabalharemos juntos para que você alcance uma vida mais livre, plena e feliz! Conheça mais sobre mim neste link. Acesse meu site ou meu consultório virtual para agendar ou entre em contato pelo Whats App! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos: um guia completo

    O que é o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos? O Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos se caracteriza por medo ou ansiedade excessivos e persistentes em relação à separação, mesmo que momentânea, de alguém a quem se sente apegado, que geralmente pode ser: parceiro amoroso, mãe, filho, pai, animal de estimação, irmão ou amigo. Os sintomas de angústia, nervosismo ou pensamentos catastróficos perduram por mais de 6 meses e trazem prejuízos em áreas importantes da vida adulta. Diagnóstico do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A) Medo ou ansiedade impróprios ou exagerados diante da separação de pessoas (ou animais) a quem o adulto tem apego, apresentando ao menos três destes aspectos: Sofrimento excessivo e recorrente frente ao afastamento real ou antecipado de casa ou de figuras importantes de apoio; Preocupação abundante e constante sobre o bem estar ou possível morte, perda ou perigos quando separado do ente querido, precisando saber o paradeiro e manter-se em contato; Demasiada e incessante preocupação de que um evento indesejado ocorra consigo e ocasione a separação de pessoas ou animais com os quais possui forte vínculo emocional; Relutância ou recusa a sair ou afastar-se de casa em virtude do medo de separação; Medo ou dificuldade em ficar sozinho ou sem as figuras importantes às quais é apegado; Dificuldade ou recusa em dormir fora de casa ou sem estar próximo a uma pessoa ou animal ao qual tem forte vínculo; Pesadelos frequentes envolvendo o tema da separação; Sintomas físicos ante a previsão ou ocorrência da ausência de figuras significativas de apego, como: palpitação, tontura, sensação de desmaio, dores e náusea. B) O medo, a ansiedade ou a esquiva é persistente, durando pelo menos 6 meses. C) A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico, profissional ou em outras áreas importantes da vida adulta. D) Os sintomas não ocorrem em virtude de outro transtorno mental, como Transtorno do Espectro Autista, Transtornos Psicóticos, Agorafobia, Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Transtorno de Ansiedade de Doença. Os critérios diagnósticos do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos descritos acima foram baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria, fundamentando o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Sintomas do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Preocupação excessiva: Medo constante de algo ruim acontecer consigo ou com o ente querido, como acidentes, doenças ou morte. Falta de independência: Dificuldade em realizar tarefas, tomar decisões, cuidar de si ou passear sem a presença de uma figura de segurança. Dificuldade em permanecer sozinho: Sensação de desamparo e pânico quando está desacompanhado. Contato excessivo: Ligações, mensagens, acompanhamento da localização e cobranças para manter contato constante. Sintomas físicos: Sintomas de ansiedade, pânico ou doenças psicossomáticas frequentes. Pensamentos catastróficos: Propensão a enxergar perigos, mesmo em situações inofensivas. Superproteção ou autoritarismo: Tendência a dificultar que as figuras de apego tenham autonomia ou liberdade. Manipulação: Chantagem emocional para manter o ente querido por perto. Permanência prolongada em relacionamentos: Relutância em finalizar uma relação, mesmo com a evidência de que não são compatíveis ou de que não é bem-vindo. (Para compreender melhor, leia sobre Dependência emocional, Codependência, Trauma Bonding e Teoria do Apego) Viés de Confirmação: Quando ocorre um evento indesejado, confirma a crença de que sempre algo ruim pode ocorrer e por isso não deve se afastar da figura de apoio. Mas quando nada de negativo ocorre, a mente pode descartar que tudo fluiu bem quando separados. (Leia mais sobre Viés de Confirmação) 6 Consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Relacionamentos amorosos: Dificuldade em manter relacionamentos saudáveis devido à dependência emocional, necessidade excessiva de cuidados, medo de ser esquecido, ciúme ou possessividade. Relacionamentos familiares: Dependência prolongada dos pais, não buscando uma vida adulta própria. Quando tem filhos, pode não favorecer que se desenvolvam ou que se tornem independentes por precisar da companhia deles. Vida profissional ou acadêmica: Problemas com foco, produtividade e evolução por permanecer muito tempo envolvido com as figuras de apego ou com medo de afastar-se delas. Vida social: Eventos sociais podem ser evitados por exigirem tempo longe de casa ou dos entes queridos. Pode repelir possíveis amizades ao se mostrar muito carente ou controlador. Saúde mental: Aumento do risco de desenvolver outros transtornos, como Transtorno de Ansiedade Generalizada, Folie à Deux Amorosa, Depressão, Transtorno de Adaptação, Insônia, Fobias, Tanatofobia (medo da morte), Fobia Social e Transtorno de Pânico. Qualidade de vida: Redução da qualidade de vida devido à baixa autonomia para o autocuidado e ao constante estresse por medo de separação. Terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A terapia é a forma mais eficaz de tratamento para o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos. Mesmo que você não apresente os critérios suficientes para ser diagnosticado, possuir alguns deles já pode trazer problemas para sua vida e para a vida de outras pessoas. 10 Objetivos da terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Explorar os padrões de apego construídos na infância; Investigar os principais medos envolvendo os entes queridos; Aprender habilidades de enfrentamento para controlar a ansiedade; Promover que o sentimento de solidão possa ser menos assustador; Aceitar melhor as incertezas da vida; Tolerar permanecer sem a presença de figuras de apego; Construir mais autossuficiência e autoconfiança; Fortalecer a independência emocional; Aumentar o encorajamento para viver experiências desacompanhado; Cultivar relacionamentos sem dependência. Como eu posso ajudar com o Transtorno de Ansiedade de Separação Terapia individual online: ajudarei você a desenvolver maneiras mais funcionais de conviver consigo e com os outros. Terapia Cognitivo Comportamental TCC: será usada durante o processo terapêutico para que possamos fazer a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais, a fim de que os pensamentos automáticos e catastróficos deixem de causar ansiedade e dependência. Psicanálise: como esta técnica visa investigar as raízes mais profundas do funcionamento emocional, irei usá-la para que seja possível trazer à consciência certos conteúdos reprimidos, com o objetivo de que percam a força prejudicial. Terapia Sistêmica: é uma abordagem que examina a pessoa em seu meio, como na família e em outras relações significativas, por isso será uma das ferramentas indispensáveis no tratamento do Transtorno de Ansiedade de Separação. Terapia familiar ou de casal online: é um trabalho que inclui o ente querido e pode colaborar para que os dois lados possam se expressar e encontrar alternativas mais favoráveis para a relação. Pode ser necessário desenvolver um plano de separação gradual enquanto se adquire as habilidades de autonomia necessárias. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Lembrando que também é possível realizar terapia familiar ou terapia de casal online para tratar as causas e consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Terapia para Transtorno da Personalidade Dependente

    Se você percebe que tem muita necessidade de ser cuidado, chegando a ter comportamentos dependentes, de submissão e muito medo de ficar sozinho, pode ser a hora iniciar uma psicoterapia! Descubra neste artigo como é a terapia para Transtorno da Personalidade Dependente. Diagnóstico do Transtorno da Personalidade Dependente Tem dificuldade em tomar decisões cotidianas sem aprovação e conselhos dos outros; Sente-se desamparado ou desconfortável quando está sozinho por medo de ser incapaz de cuidar de si mesmo; Busca com urgência outro relacionamento amoroso como fonte de cuidado e amparo logo após um término; Tem dificuldade em discordar devido ao medo de perder apoio ou aprovação; Precisa que outros assumam responsabilidades por áreas importantes da própria vida; Vai a extremos para obter carinho e apoio dos outros. Por exemplo: fazer coisas que não deseja; Tem preocupações irreais de ser abandonado; Apresenta dificuldade em iniciar projetos ou fazer coisas por conta própria por falta de autoconfiança. O diagnóstico do Transtorno da Personalidade Dependente, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), se refere a uma pessoa que apresente pelo menos 5 das características citadas acima. O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Características da Personalidade Dependente Subestimar suas capacidades e aspectos positivos; Considerar melhor permanecer em um relacionamento abusivo do que ficar sozinho; Ter autopercepção de não ser capaz de funcionar adequadamente sem a ajuda dos outros; Crer que não conseguirá tomar decisões apropriadas; Preferir aceitar algo que não gosta para não correr o risco de desagradar e não ser mais querido; Acreditar que se conseguir ser mais autossuficiente, os outros deixarão de lhe cuidar; Como se pode ver, na Personalidade Dependente é comum haver distorções do pensamento e do comportamento. O Transtorno da Personalidade Dependente pode ser confundido ou ter comorbidades com: Transtorno de Personalidade Borderline, Transtorno da Personalidade Histriônica, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT, Transtorno da Personalidade Evitativa, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Ansiedade de Doença, Transtorno da Personalidade Esquizotípica, Atazagorafobia, Transtorno de Adaptação, Autismo, Transtorno do Pânico, Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de Ansiedade de Separação e ideação suicida. Como é a terapia para o Transtorno da Personalidade Dependente? Explorar as origens do comportamento dependente; Identificar gatilhos que contribuem para a dependência emocional; Tolerar permanecer sem a presença de pessoas que a cuidem; Fortalecer a autonomia, o autocuidado e a independência emocional; Ganhar autoconfiança e reconhecer suas potencialidades; Assumir mais responsabilidades e lidar com as consequências das escolhas; Aprender a expressar-se de modo assertivo; Desenvolver relacionamentos mais saudáveis. Muitas pessoas com Transtorno da Personalidade Dependente podem demorar para procurar terapia por não perceberem sua dependência emocional dos cuidadores e a sua frequente esquiva da solidão. Elas podem achar que o apego que sentem é amor e tendem a acreditar que a dificuldade em administrar a própria vida é por falta de competência. Como o medo de abandono é intenso, elas podem perceber que precisam de ajuda psicológica quando notam que os esforços em se manter perto das pessoas têm causado o efeito contrário de afastá-las. Saiba reconhecer oTrauma Bonding (vínculo traumático). Saiba se você tem Ansiedade de Separação. Leia sobre Dependência emocional em relacionamento amoroso. Como eu posso ajudar Minha experiência clínica e estudos em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), Teoria do Apego e Psicanálise trazem bons resultados no tratamento psicológico do Transtorno da Personalidade Dependente. A terapia pode ajudar a entender como as experiências anteriores, especialmente as do início da vida, afetam os comportamentos e os pensamentos. A terapia online vai promover uma vida mais independente, com relações interpessoais mais saudáveis. Se você convive com alguém com Transtorno da Personalidade Dependente e quer saber como lidar, a terapia também é indicada para você! E em caso de relacionamento amoroso onde um ou os dois apresentam dependência emocional ou codependência, pode ser de grande ajuda uma terapia de casal. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Lembrando que também é possível realizar terapia de casal online para tratar as causas e consequências do Transtorno da Personalidade Dependente na relação amorosa. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Terapia para codependência em relacionamento

    Como é a terapia para codependência em relacionamento? A terapia para tratar a codependência em um relacionamento, seja ela individual ou de casal, foca em identificar e desconstruir os padrões de comportamento que perpetuam a dependência e a codependência entre um par amoroso. Na terapia individual, o objetivo principal é que o codependente desenvolva autoconsciência sobre suas próprias necessidades, aprenda a estabelecer limites saudáveis e a construir uma identidade separada da do parceiro. São trabalhados tópicos, como: as origens da codependência, o desenvolvimento da autoestima, a tendência ao sacrifício e o medo de ficar só. Na terapia individual para o dependente, é necessário abordar as questões psicológicas e os vícios que o mantém em uma posição de depender dos cuidados de alguém. Na terapia para a codependência em relacionamento são usadas técnicas como a reestruturação cognitiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, a exploração de fenômenos inconscientes da Psicanálise e a análise das relações amorosas e familiares da Terapia Sistêmica. Na terapia de casal, o foco é voltado para a dinâmica da relação, buscando identificar os papéis que cada parceiro desempenha e substituir o excesso de cuidado de um e a dependência do outro por autonomia e responsabilidade compartilhada. Como é a codependência em um relacionamento? Duas pessoas que se envolvem de forma prejudicialmente complementar, não conseguindo mais funcionar de forma independente, sendo uma delas extremamente cuidadora e a outra dependente de cuidados: essas são as características da codependência em um relacionamento. Embora a codependência possa existir em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, é muito frequente em relacionamentos amorosos em que um assume a postura de doador, salvador ou facilitador e o outro, de tomador. O doador (codependente) se preocupa e se sacrifica para atender as necessidades do tomador, em detrimento das suas próprias, permitindo ser afetado pelos comportamentos autodestrutivos do parceiro dependente (tomador), como: vícios, problemas de saúde mental, imaturidade, irresponsabilidade ou baixo desempenho. Por medo do abandono ou do término da relação, o codependente costuma ignorar questões importantes, ceder, agradar, facilitar, perdoar e se comportar de forma submissa, desejando “salvar” ou “consertar” o parceiro. O tomador costuma se beneficiar da tendência do parceiro em cuidar, proteger e atender às suas necessidades, muitas vezes sem retribuir ou assumir responsabilidades. Por ser um relacionamento desequilibrado e composto por questões psicológicas não tratadas, é necessário que façam terapia individual e terapia de casal para tratar a dependência e a codependência presentes no relacionamento. 8 características do codependente Sente-se responsável pelo bem-estar do parceiro, sempre presente e pronto para ajudar, cuidar, salvar, controlar ou consertar; Antecipa as necessidades do outro, fazendo por ele o que um adulto costuma conseguir fazer sozinho; Sente-se vazio, entediado ou culpado se não estiver resolvendo algo para o parceiro, pois tem a necessidade de ser necessário; Negligencia seu próprio bem-estar ou responsabilidades por estar muito concentrado no cônjuge; Evita mostrar as verdadeiras emoções para não desagradar ou para evitar conflitos, mas às vezes guarda tanto que “explode”; Tem dificuldade em colocar limites nas atitudes do outro, mesmo estando em sofrimento ou discordando; Seu estado emocional depende do parceiro, ficando bem se o parceiro está bem e ficando mal se ele está mal; Tem medo da relação acabar e ficar sozinho ou esquecido. Saiba mais: Codependentes Anônimos (CoDA), um programa de mútua ajuda baseado nos Doze Passos com reuniões presenciais e online, tem uma lista de padrões e características dos codependentes que pode te interessar. Consequências da codependência em relacionamentos A dependência do tomador e a necessidade de cuidar do doador criam um ciclo vicioso difícil de quebrar. Quanto mais o doador cuida, menos o tomador se torna capaz ou disposto a cuidar de si mesmo, reforçando a necessidade do doador de continuar cuidando. Desse modo, ambos deixam de evoluir como adultos funcionais, um prejudicando a autonomia do outro. O parceiro dependente costuma não buscar terapia para tratar seus próprios problemas emocionais ou vícios, dependendo indefinidamente de alguém para dar conta de suas responsabilidades. Mantém-se no relacionamento por ter medo de perder o conforto e o suporte que recebe. Já o codependente, conectado ao parceiro por um vínculo traumático, sente um medo profundo de ficar sozinho, tolerando comportamentos prejudiciais para manter o relacionamento. Costuma sentir constantemente medo, obrigação e culpa, procurando ser gentil e agradar o parceiro, por vezes se sentindo entristecido ou com raiva por não receber a mesma dedicação em troca. Sem a busca por terapia para tratar a codependência, a tendência é adoecer física e psicologicamente. Quando encerra a relação, é frequente que se envolva de um modo muito similar com outro parceiro dependente. Ambos marcados por apego inseguro, vivem diversos problemas no relacionamento amoroso, como conflitos, violência psicológica, traição, problemas de intimidade, inconsistência do vínculo, dificuldade em fazer planos para o futuro, Síndrome de Estocolmo, raramente alcançando um amor pleno. Codependência e a relação com outros transtornos Embora a codependência não seja reconhecida como um psicodiagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), ela é amplamente considerada uma dinâmica de relacionamento psicologicamente prejudicial para os dois membros do casal. Além da dependência em álcool ou drogas, é muito frequente que o codependente se relacione com alguém viciado em outras coisas, como: medicamentos, trabalho, comida, sexo, internet, compras, jogos, exercício, poder, redes sociais, pornografia, cigarro, telas e cafeína. Ou um parceiro com imaturidade ou transtornos psicológicos como: Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno da Personalidade Antissocial, Transtorno da Personalidade Evitativa, Transtorno Bipolar, Transtorno Psicótico, Narcisismo encoberto e Depressão. A pessoa codependente costuma apresentar Transtorno da Personalidade Dependente, Transtorno de Ansiedade de Separação, Transtorno de Ansiedade Generalizada, conarcisismo, Depressão, Distimia, comer emocional, estresse, doenças psicossomáticas e insônia. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com a codependência em seu relacionamento atual ou traumas deixados por um relacionamento codependente antigo, eu tenho bastante experiência no tema e posso ajudar com terapia online individual. Também sou especialista em terapia de casal e ajudo casais a reformularem seu relacionamento codependente para um relacionamento com mais autonomia sem perder a conexão emocional sadia. Durante a terapia, utilizarei várias abordagens psicológicas, mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Para casais, gosto de usar também a Terapia Focada nas Emoções (EFT), para tratar o ciclo negativo da codependência e o Método Gottman para formar uma base mais sólida e saudável na união. Como agendar comigo O agendamento das sessões (individual ou casal) é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • FOBO

    O que é FOBO? Evitar se comprometer com uma escolha ou decisão quando há muitas opções, baseada na crença de que uma alternativa mais favorável possa existir é o que descreve o FOBO. É uma sigla para a expressão em inglês “Fear Of a Better Option” F.O.B.O. (medo de uma opção melhor). Pessoas que sofrem de FOBO não se decidem sobre as opções disponíveis num determinado momento movidas pela ansiedade de esperar por algo melhor. Aguardam até ter o máximo de opções possível até o último minuto, antes de tomar uma decisão. É comum viverem num estado de “talvez” e conduzir a vida com base na filosofia do “Vamos ver. Pode ser. Quem sabe.”. Costumam cancelar planos ou compromissos se algo melhor aparecer. Pela dificuldade de fazer escolhas, as pessoas com FOBO podem não se engajar em relacionamentos amorosos, ficando na espera de uma opção romântica melhor. E por colocarem seus interesses em primeiro lugar, podem apresentar dificuldades em manter relacionamentos amorosos ou de amizade porque a outra parte interpreta o comportamento indeciso e evasivo como deslealdade, falta de priorização ou falta de empatia. No campo profissional, pessoas com FOBO podem demorar para aceitar propostas de emprego ou se engajar em uma carreira, esperando aparecer o trabalho “ideal”. O FOBO é um comportamento aprendido, e as pessoas muitas vezes não sabem que o FOBO pode ser desaprendido, trazendo benefícios diversos. 8 características do FOBO: 1- responde de forma vaga ou ambígua para não se comprometer; 2- posterga a tomada de decisão; 3- sente medo de perder algo potencialmente perfeito; 4- usa "rodeios" para não assumir uma posição direta; 5- sente ansiedade quando é pressionado para decidir; 6- evita compromissos de longo prazo; 7- cancela um plano se aparecer outro melhor, desconsiderando as consequências; 8- apresenta uma paralisia frente a muitas alternativas. O FOBO “Fear Of a Better Option” não é uma psicopatologia do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais- DSM, mas é relativamente comum. Quem cunhou o termo foi Patrick J. McGinnis, o mesmo criador do FOMO “Fear Of Missing Out”, que significa “medo de ficar de fora”. Ambas as condições surgem em contextos de possibilidades ilimitadas, causando ansiedade e/ou medo de não aproveitá-las da melhor forma possível. Como saber se alguém tem FOBO? Os sintomas devem fazer parte de um padrão problemático, como por exemplo, querer sempre fazer o “melhor negócio” em todos os momentos, raramente dizer “não” quando deveria ser claro sobre não querer, deixar passar boas oportunidades na espera de uma melhor e ficar paralisado em certas áreas da vida. Há outras condições de saúde mental que podem ser confundidas com FOBO. Importante diferenciar do Transtorno da Personalidade Antissocial, do Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno da Personalidade Esquizoide, do Transtorno da Personalidade Evitativa, do Transtorno da Personalidade Dependente, do Autismo e do TDAH. Inclusive, o Transtorno da Personalidade Narcisista é uma comorbidade muito comum com o FOBO e pode haver dificuldade para saber se há a presença de um, de outro, ou de ambos. A pessoa narcisista sente necessidade de se sentir em vantagem ou numa posição superior e por isso pode ficar aguardando opções melhores que combinem mais com sua identificação com a grandiosidade. No FOBO não necessariamente a melhor opção para a pessoa representa algo socialmente considerado superior. No FOBO pode haver um sofrimento genuíno em se comprometer com uma opção e desperdiçar outras que simplesmente poderiam harmonizar mais consigo. Consequências do FOBO Fadiga decisória, procrastinação, excesso de pesquisas, desemprego, apego evitativo, solidão, conflitos, ansiedade, inimizades e problemas financeiros são algumas das possíveis consequências do FOBO. E como o medo de perder a melhor oportunidade não desaparece depois da escolha ter sido feita, outras consequências do FOBO são o arrependimento e a ruminação. “Será que essa era realmente a melhor opção?” pode ficar sendo um pensamento involuntário mesmo quando a decisão já foi tomada. Diferença de FOMO e o FOBO O FOMO é o medo de ficar de fora, de não estar aproveitando as oportunidades, de ficar sem contato, de não ser avisado, de ser esquecido e de não estar por dentro das novidades. Isso pode levar a pessoa a se manter conectada e escolher todas as opções disponíveis para não perder nada. Já o FOBO se refere à angústia de não fazer a melhor escolha dentre as opções disponíveis, levando a uma inação, espera ou busca ativa de uma oportunidade ainda melhor, geralmente levando a uma não-escolha. Uma diferença entre o FOMO (medo de ficar de fora) e o FOBO (medo de opções melhores) é a intencionalidade. Enquanto o FOMO é quase involuntário, no FOBO há uma escolha consciente: a de não fazer escolha alguma. Como eu posso ajudar A psicoterapia individual propicia um espaço de escuta para que o FOBO possa ser expresso em palavras. Um dos principais ganhos é poder viver sem a paralisia decisória e a ansiedade crônica que costumam acompanhar o FOBO. Revisar a necessidade de perfeição, analisar o medo de errar, incorporar a busca por opções razoáveis e satisfatórias e reduzir a ruminação são alguns dos objetivos a serem alcançados no tratamento psicológico. Ao ter mais consciência e mais autoconhecimento naturalmente o FOBO será substituído por um jeito mais leve de lidar com escolhas. Se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda para lidar com os sintomas do FOBO, eu posso te ajudar com terapia online. Ou, se você convive com alguém que apresenta FOBO, não precisa seguir sozinho na tentativa de entender e manejar os desafios da relação. Estou aqui para te auxiliar também! Me conheça mais, clicando aqui! Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. A minha agenda aparece com todos os horários disponíveis e no seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno da Personalidade Evitativa: tratamento psicológico

    Se você tem muita inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade a críticas, a terapia psicológica pode trazer muitos benefícios para você! Neste artigo serão abordados sobre o Transtorno da Personalidade Evitativa: tratamento psicológico, diagnóstico e características. Qual o diagnóstico do Transtorno da Personalidade Evitativa? Tem preocupação com críticas ou rejeição em situações sociais; Evita envolver-se com pessoas, a menos que tenha certeza que será tratado de forma positiva; Percebe-se como socialmente incapaz, inferior ou sem atrativos; Mostra-se reservado em relacionamentos íntimos por medo de passar vergonha ou ser ridicularizado; Fica inibido em situações novas por se sentir inadequado; Evita assumir riscos e novas atividades que possam ser constrangedoras; Esquiva-se de atividades profissionais que envolvem contato interpessoal, por medo de críticas, desaprovação ou rejeição. O diagnóstico do Transtorno da Personalidade Evitativa, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), se refere a alguém que apresente pelo menos 4 destas características citadas. O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. É importante diferenciar de outros transtornos, como: Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Personalidade Dependente, Transtorno da Personalidade Esquizoide, Transtorno de Adaptação, Autismo, Transtorno do Jogo, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT, Transtorno da Personalidade Paranoide e Fobia Social. Características do Transtorno da Personalidade Evitativa Tende a exagerar os potenciais perigos de situações comuns; Possui baixa autoestima; O medo da exposição e do ridículo são mais fortes do que vontade de viver experiências; Mantém alta vigilância e sensibilidade a sinais sutis de deboche ou zombaria; Magoa-se profundamente ao menor sinal de rejeição ou crítica; Atribui às pessoas uma natureza crítica e desaprovadora; Prefere recusar boas propostas para prevenir críticas ou constrangimentos; Participa de grupos somente se receber muito apoio e atenção; Procura ficar “invisível” por medo que a atenção seja degradante ou rejeitadora; Necessita de muita certeza e segurança para se envolver; Fantasia relacionamentos idealizados; Comportamentos de F.O.B.O. (Fear of a Better Option) Como é o tratamento psicológico para a Personalidade Evitativa? Identificar as origens da inibição social; Investigar os principais medos que levam à postura evitativa; Construir uma autoimagem mais positiva; Reestruturar pensamentos condenatórios; Lidar melhor com a imperfeição; Construir um estilo de Apego Seguro; Melhorar a tolerância à frustração; Regular a sensibilidade à opinião alheia; Cultivar uma perspectiva mais realista sobre o convívio social; Desenvolver habilidades sociais; Aumentar o encorajamento para viver experiências e aspirações. Como o medo de passar vergonha é intenso, as pessoas com este transtorno podem perceber que precisam de ajuda psicológica quando notam que sua conduta temerosa e tensa acaba justamente chamando a atenção e levando ao deboche ou à rejeição. A baixa autoestima e a hipersensibilidade à crítica as levam a restringir o convívio social. Com isso não possuem uma rede de apoio suficiente para momentos delicados, por isso o suporte psicológico se torna ainda mais importante. Como eu posso ajudar O tratamento psicológico para o Transtorno da Personalidade Evitativa ajudará a migrar dos rótulos de ‘tímido’, ‘envergonhado’ ou ‘isolado’ para uma identidade baseada em potencialidades e traços positivos. Ao viver as experiências sociais e trazer para a terapia as emoções e os pensamentos envolvidos, gradativamente substituiremos as crenças limitantes e os comportamentos desadaptativos por opções mais construtivas e saudáveis. A terapia online traz vantagens no tratamento psicológico de pessoas inibidas por permitir um espaço terapêutico mais discreto e menos ameaçador do que em um contato cara a cara. Se você convive com alguém com Transtorno da Personalidade Evitativa e quer saber como ajudar, o tratamento psicológico também é recomendado para você! Em relacionamento amoroso onde um ou os dois apresentam Personalidade Evitativa, pode ser de grande ajuda uma terapia de casal. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Você pode realizar suas sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat. Como você se sentir mais confortável! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Teoria do Apego em relacionamentos amorosos

    A Teoria do Apego em relacionamentos amorosos explora como as experiências de vínculo com nossos primeiros cuidadores moldam a maneira como nos conectamos e nos comportamos em nossos relacionamentos íntimos na vida adulta. Esses padrões iniciais de apego influenciam a busca por proximidade, a confiança e a forma como lidamos com a intimidade e a dependência em nossos relacionamentos amorosos. O que é a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos? A Teoria do Apego, muito útil para compreender os relacionamentos amorosos, foi inicialmente desenvolvida pelo psicólogo britânico John Bowlby para descrever a importância dos laços emocionais iniciais entre bebês e seus cuidadores primários para a sobrevivência e o desenvolvimento saudável. Esses laços, baseados na necessidade infantil de segurança e proteção, são formados através da sensibilidade e da resposta consistente do cuidador às necessidades da criança. A qualidade da interação é mais crucial que a quantidade de tempo, permitindo que qualquer cuidador principal (mãe, pai ou outro responsável) que seja adequado e engajado desenvolva um vínculo de Apego Seguro, promovendo conforto e proteção para a criança em momentos de necessidade. As interações com os cuidadores moldam padrões de apego que internalizados, influenciam a forma como as pessoas se relacionam ao longo da vida, incluindo nos relacionamentos amorosos. 4 tipos de apego Há 4 tipos de apego segundo a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos, sendo um deles o: Apego Seguro e os outros três são Apegos Inseguros: Apego Ansioso-Preocupado Apego Evitativo-Desdenhoso Apego Evitativo-Medroso Apego Seguro Um Apego Seguro é desenvolvido em um adulto a partir de ter sido criado por um cuidador que demonstrou disponibilidade emocional e respondeu de forma apropriada às necessidades de conexão do filho, regulando suas emoções, tanto positivas quanto negativas. Torna-se um adulto que sente facilidade em se aproximar emocionalmente em relacionamentos românticos. Também lida bem com estar sozinho ou não se sentir aceito por alguém. Em relacionamentos amorosos, um adulto com estilo de Apego Seguro costuma apresentar estas características: Comunicação assertiva; Não tem receio de intimidade ou compromisso; Visão positiva sobre relacionamentos; Cuida do parceiro da maneira que gostaria de ser cuidado; Flexibilidade para negociar e compreender o parceiro; Capacidade de resolver conflitos de forma respeitosa; Encerra um relacionamento insatisfatório sem temer a solidão. Apego Ansioso-Preocupado Experiências passadas com cuidadores inconsistentes na infância podem gerar uma sensação de não ser digno de amor e afeto, contribuindo para se tornar um adulto com baixa autoestima e tendência de se sacrificar para manter o outro feliz e presente. Segundo a Teoria do Apego em relacionamentos, no amor, esse tipo de Apego Inseguro se traduz em uma busca intensa por proximidade, aprovação e atenção constante do parceiro, com alto risco para dependência emocional, codependência e ansiedade de separação. A ideia de ficar sozinho pode gerar desespero e um medo intenso de ser abandonado ou ser esquecido, levando a um estado de alerta, procurando por sinais de que a segurança da relação possa estar ameaçada. Algumas outras características comuns de adultos com estilo de Apego Ansioso-Preocupado em relacionamentos incluem: Ansiedade e preocupação excessiva com o relacionamento; Priorizar as necessidades do parceiro acima das suas próprias; Buscar aprovação, provas de amor e certeza da presença do parceiro; Medo intenso de afastamento ou término; Ciúme, desconfiança e cobrança; Dificuldade em estabelecer limites saudáveis na relação; Desregulação emocional: explosões de raiva, alterações de humor, crises de ansiedade ou depressivas. Longa permanência em uma relação abusiva. Alguns comportamentos do parceiro amoroso podem servir de gatilho emocional para alguém com Apego Ansioso-Preocupado: Atrasos, esquecimentos, demora para responder mensagens; Silêncio ou necessidade de tempo sozinho; Não compartilhar sentimentos; Não demonstrar comprometimento no relacionamento; Pouca demonstração de afeto; Destinar atenção a outras pessoas. O parceiro com estilo de Apego Ansioso-Preocupado, hipersensível a algum indício de rejeição, pode interpretar esses comportamentos como um sinal de que o relacionamento está ameaçado e que o abandono é iminente. Ao procurar restabelecer a conexão de forma intensa, ansiosa ou raivosa, pode afastar o parceiro, piorando ainda mais o medo de solidão. Saiba mais sobre esse ciclo negativo em casais, lendo outro artigo meu: Terapia de Casal Focada nas Emoções. Infelizmente, toda essa vulnerabilidade da pessoa com Apego Ansioso-Preocupado pode atrair pessoas que se aproveitam de tanta dedicação, gerando relacionamentos com violência psicológica, traição, TEPT de relacionamento, triângulo dramático, Síndrome de Estocolmo, Trauma Bonding, Folie a Deux e conarcisismo. Apego Evitativo-Desdenhoso Na infância, aprendeu que não podia contar com as pessoas mais próximas para apoio emocional e afeto. Como adulto, internalizou a crença de que não precisa de intimidade ou afeição, desativando seu sistema de apego. A formação de relacionamentos íntimos não é prioridade. Tende a valorizar a independência e a autonomia, preferindo não depender dos outros ou que outros dependam de si. Embora se envolva em relações, evita e desvaloriza a proximidade emocional, construindo barreiras para impedir conexões profundas ou sabotando a relação para que acabe. Algumas outras características do padrão de Apego Evitativo-Desdenhoso nos relacionamentos amorosos incluem: Evitação da proximidade emocional; Dificuldade em expressar pensamentos e sentimentos (ver: Alexitimia); Parecer distante, indiferente ou frio; Agir com desdém em relação a um parceiro que expressa emoções; Preferir resolver conflitos sozinho; Demorar para fazer escolhas amorosas (ver FOBO); Lidar com a rejeição se distanciando. Gatilhos em relacionamentos amorosos que causam desconforto ou afastamento para alguém com um estilo de Apego Evitativo-Desdenhoso: Quando o parceiro expressa muita necessidade de apoio emocional, atenção, toque ou se torna excessivamente dependente; Conversas muito profundas e emocionais; Situações em que se sinta vulnerável a críticas ou a ser enganado; Quando o parceiro pressiona por um relacionamento mais sério muito cedo; Perda de espaço pessoal, liberdade ou autonomia. Apego Evitativo-Medroso O estilo de Apego Evitativo-Medroso se manifesta em alguém com uma visão instável ou confusa sobre si mesma e sobre os outros. Frequentemente associado a perdas ou traumas, experiências negativas e persistentes com familiares e abusos na infância, esse tipo de Apego Inseguro leva a sentimentos ambivalentes em relação à intimidade. Um adulto com Apego Evitativo-Medroso deseja ter relacionamentos próximos, mas sente dificuldade em confiar plenamente nos outros ou em depender deles, por medo de se machucar. Essa dualidade entre o desejo de conexão e o medo da intimidade gera uma instabilidade mental, que se traduz em desconfiança nos relacionamentos e em uma visão de si mesmo como não merecedor da receptividade dos outros. Alguém com Apego Evitativo-Medroso mescla características dos dois estilos de Apego Inseguro descritos anteriormente: Apego Ansioso-Preocupado e Apego Evitativo-Desdenhoso. Mudança de Estilo de Apego Embora os padrões de apego possam parecer permanentes, é importante saber que existe esperança para mudar e construir relacionamentos saudáveis, mesmo que você se identifique com algum dos Apegos Inseguros, pois é possível desenvolver o chamado Apego Seguro Adquirido. Pessoas com Apego Inseguro podem alcançar uma segurança aprendida ao se tornarem conscientes de seus pensamentos disfuncionais sobre si mesmos e seus relacionamentos amorosos. Ao questionar e modificar esses padrões de pensamento negativos, eles podem gradualmente transformar seu estilo de apego. Esse processo envolve reconhecer as próprias inseguranças, aprender a regular as emoções de forma mais eficaz e desenvolver maneiras mais saudáveis de se conectar com os outros. Buscar o apoio de uma psicóloga experiente em Teoria do Apego e em relacionamentos amorosos é a maneira mais eficaz de iniciar essa transformação. Em um espaço seguro para compreender a raiz de seus padrões de apego, será possível aprender estratégias concretas para alcançar o Apego Seguro Adquirido e construir relacionamentos mais seguros e gratificantes. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com os efeitos dos estilos de apego da Teoria do Apego nos relacionamentos amorosos, através de terapia individual ou terapia de casal na modalidade online. Sendo uma psicóloga especialista em relacionamentos amorosos, traumas e terapia de casal estou preparada para tratar os problemas de relacionamento desencadeados pelos tipos de apego. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente ou casal. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Cuidado Informado sobre Trauma, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficiente! Trabalharemos juntos para que você (ou vocês) alcancem um relacionamento romântico mais equilibrado e saudável! Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
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