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Psicóloga Ana Carolina Mainetti

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Parentalização no relacionamento amoroso

  • Foto do escritor: Ana Carolina Mainetti
    Ana Carolina Mainetti
  • 16 de dez. de 2025
  • 6 min de leitura
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O que é parentalização do parceiro no relacionamento amoroso?


A parentalização do parceiro no relacionamento amoroso ocorre quando um assume, consciente ou inconscientemente, o papel de pai ou mãe, cuidando, gerenciando, repreendendo e ensinando o outro, que adota o papel de filho ou filha, precisando de orientações ou cuidados constantes.


Nos casos de parentalização no relacionamento, um dos dois sente que em vez de ter um parceiro, tem um filho adulto, assumindo papéis excessivos de cuidado emocional e instrumental, como gerenciar seu bem-estar, pertences, compromissos, finanças ou sentimentos.


A parceria desigual do relacionamento com parentalização é prejudicial àquele que exerce o cuidado, pois acaba por negligenciar suas próprias necessidades, enquanto o parceiro-filho se torna dependente e não evolui para a autonomia.


9 sinais de parentalização no relacionamento


  1. Responsabilidades desiguais: Um dos parceiros é responsável pela maioria das tarefas do casal e também pelas do outro parceiro.

  2. Passividade crônica: a falta de pró-atividade e consistência com as responsabilidades é um padrão constante do parceiro-filho.

  3. Autonegligência: O parceiro-cuidador acaba por não ter tempo, energia e dinheiro suficientes para seu próprio autocuidado, planos e necessidades.

  4. Falta de reciprocidade: O parceiro que cuida sente que o outro não retribui e não coloca esforços para que o relacionamento se equilibre.

  5. Relação hierárquica: um está em uma posição superior de controle e cuidado, enquanto o outro, em uma posição de subordinação.

  6. Sacrifício contínuo: o parceiro prestativo sente que o parceiro-filho não evolui para se tornar um adulto funcional, necessitando se sacrificar para cuidar dele indefinidamente.

  7. Autonomia prejudicada: quando o parceiro-filho tenta ter autonomia é barrado pelo outro com críticas e invalidações.

  8. Estresse: aquele membro do casal que atua como pai ou mãe, estando mais sobrecarregado, apresenta sinais de estresse, como cansaço, depressão, ansiedade e irritabilidade.

  9. Dependência: o parceiro-filho passa a depender do outro para tomar decisões, cumprir compromissos, lembrar dos afazeres e até para cuidar de si.


Consequências da parentalização no relacionamento


A parentalização no relacionamento, se não for impedida, leva a consequências emocionais e estruturais definitivas.


Dependendo da personalidade do cônjuge que se comporta como filho, ele desenvolve insegurança e baixa autoestima, pois se sente impotente e desencorajado a desenvolver autonomia adulta. Mas, pode lutar para manter a desigualdade de responsabilidades para se beneficiar, especialmente quando tem traços narcisistas, antissociais ou vícios.


A pessoa da relação que assume o papel de pai ou mãe pode se sentir útil e necessária cuidando do outro, mantendo-o no papel de filho, mesmo de forma inconsciente. Se há tendência ao papel de salvadora, codependente, conarcisista ou tem medo de ficar sozinha, pode ter dificuldade em mudar essa realidade.


O resultado é um relacionamento não-saudável, com alto risco de conflitos, queda na libido, afastamento emocional e ressentimentos mútuos. Quando não há conflitos, o casal tende a desenvolver um amor fraternal ou vazio.


Parentalização no relacionamento: como é na prática


O parceiro-pai ou a parceira-mãe se torna responsável por gerenciar a agenda social, as finanças, os compromissos, os afazeres da casa e, muitas vezes, até por lembrar o parceiro-filho de tarefas básicas, como pagar contas, manter a higiene, tomar remédio, e acordar a tempo.


É comum que o parceiro infantilizado não se preocupe em marcar compromissos (médicos, odontológicos, consertos) e lembrar datas importantes (aniversários, festas de família).


Frequentemente, a comunicação com terceiros (escola de filhos, familiares, prestadores de serviço) é assumida integralmente pela pessoa da relação que exerce o cuidado.


O “filho” não apenas não faz, esquece ou faz mal feito, ele requisita ser direcionado ao demonstrar que é incapaz ou ineficiente sempre que fica sendo o encarregado por algo. Ele se torna passivo, esperando que seus problemas sejam resolvidos. Hesita em tomar decisões por medo de errar ou para não ter trabalho e espera que o outro assuma o risco e a responsabilidade pelo resultado da escolha.


Embora a parentalização no relacionamento pareça ter como centro do problema o parceiro infantilizado, é relativamente comum que o parceiro-cuidador sinta a necessidade de cuidar ou controlar. Controlar tarefas pequenas e grandes do parceiro-filho (o que vestir, como gastar o dinheiro pessoal, como interagir com os outros) sob o pretexto de estar ajudando ou garantindo que seja bem feito.


Quando o parceiro-filho tenta assumir uma tarefa, o parceiro-cuidador critica o resultado, focando na imperfeição e não no esforço. Isso transmite a mensagem de que ele não é competente ou capaz de fazer sozinho. Se o cônjuge-pai (ou cônjuge-mãe) faz tudo do seu jeito, só resta ao outro ocupar o papel de filho, que acata, aceita e obedece.


Muitas pessoas no papel de mãe ou pai no relacionamento amoroso carregam uma missão de salvador ou uma necessidade profunda de se sentir essencial. A dinâmica se sustenta porque ambos os papéis são complementares.


Causas da parentalização no relacionamento


Padrão de apego inseguro: um pode ter um apego evitativo, evitando a intimidade e a responsabilidade. E o outro pode ter um apego ansioso, usando o cuidado excessivo para não ser abandonado.

Histórico familiar: um ou ambos podem estar repetindo padrões aprendidos na infância.

Imaturidade: a dificuldade do parceiro em lidar com a responsabilidade da vida adulta o leva a encontrar no outro um refúgio.

Necessidade de controlar, consertar ou salvar: o parceiro que domina sabota as tentativas do outro de se tornar mais autônomo.

Personalidade: se há transtorno da personalidade narcisista, borderline ou antissocial a parentalização no relacionamento pode ser apenas um detalhe de vários outros problemas no relacionamento.



Como lidar com a parentalização no relacionamento


Para modificar a parentalização no relacionamento é necessário que:


  1. Percebam: ambos precisam concordar que a dinâmica de casal está adoecida;

  2. Aceitem mudar: é necessário que desejem sair da díade mãe (pai)-filho e mudar para uma relação de par;

  3. Refaçam os combinados: as responsabilidades precisam ser divididas de forma equilibrada com esforços compartilhados;

  4. Valorizem a autonomia: ambos precisam desenvolver autonomia, abandonando a relação de dependência que havia;

  5. Assumam os novos papeis: cada um deve se manter apenas no papel de cônjuge, cuidando para não recair nos velhos papeis de pai (mãe) e filho.


Tratamento para a parentalização no relacionamento amoroso


Reconhecer a parentalização no relacionamento é o primeiro passo, mas o caminho da mudança exige ajuda psicológica profissional.


Para o casal, a terapia de casal oferece um espaço seguro para compreender as causas e estabelecer novos combinados, permitindo que ambos curem suas feridas passadas e finalmente se encontrem como cônjuges maduros e iguais.


A terapia individual para o “pai” ou “mãe” é importante para entender a necessidade de controle, de ser indispensável e a dificuldade em estabelecer limites, e para o "filho", desenvolver a autonomia e a responsabilidade que ainda não emergiram.


Como eu posso ajudar


Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos e terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia de casal online. Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos!


Por estar familiarizada com casos de parentalização no relacionamento, posso ajudar qualquer um dos parceiros também em terapia individual online.


Para o parceiro que tende a ser o cuidador, iremos explorar as raízes dessa tendência, bem como estabelecer as mudanças necessárias para tornar o relacionamento mais equilibrado.


E o parceiro que se comporta como filho receberá ajuda para compreender os motivos mais profundos dessa postura e os meios para poder se empoderar.


Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa e cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT).


É possível agendar a sessão comigo de forma totalmente eletrônica, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub.


Como agendar


Você(s) pode(m) consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. O pagamento e a sessão por videochamada também acontecem na plataforma Zenklub, de forma prática e segura.


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Psicóloga Ana Carolina Mainetti

CRP 08/17342



 
 
Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
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