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Terapia Online

Psicóloga Ana Carolina Mainetti

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Jogar emocional

  • Foto do escritor: Ana Carolina Mainetti
    Ana Carolina Mainetti
  • há 7 dias
  • 4 min de leitura
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O que é o “jogar emocional”?


Em dias difíceis, ter uma vontade incontrolável de iniciar uma partida, passar horas jogando para evitar pensar em problemas e encontrar nas telas um alívio imediato: isso é o jogar emocional, também chamado de “gameplay de fuga”. “Eu jogo para desestressar” ou “preciso desligar o cérebro” são frases comuns expressadas por pessoas que apresentam o jogar emocional.


A questão central do jogar emocional não reside nos jogos em si, mas sim na maneira como se lida com as emoções. O videogame assume o papel de um regulador emocional, uma espécie de cura de curto prazo para sentimentos e emoções desconfortáveis.


Ansiedade, frustração profissional, solidão, tédio, pressão social e estresse podem levar a jogar por impulso, consciente ou inconscientemente. Mas essas emoções retornam quando o console é desligado, muitas vezes acompanhadas pelo fardo da culpa pelo tempo perdido, criando um ciclo vicioso de jogar ainda mais para atenuar esse mal-estar.


5 causas do Jogar Emocional


  • Associação do jogo com controle: Diferente da vida real, onde as situações podem fugir do controle, no jogo a pessoa detém o domínio, o que serve como consolo em tempos de impotência pessoal.

  • Recompensa e meritocracia: Após um dia de esforço não reconhecido ou fracasso, buscar no jogo as "conquistas", "troféus" e o subir de nível como um presente, pensando: "Aqui eu sou bom e sou valorizado".

  • Distração (escapismo): Jogar se torna uma maneira de desviar a atenção de problemas financeiros, familiares ou amorosos, oferecendo um escape temporário da realidade emocional para um mundo de fantasia.

  • Prazer químico: O sistema de recompensa dos jogos estimula a liberação de dopamina no cérebro, gerando uma sensação imediata de prazer e bem-estar que mascara a tristeza ou a ansiedade.

  • Alexitimia e Socialização mascarada: Muitas pessoas possuem dificuldade em identificar sentimentos e usam o ambiente do jogo e as interações online para "estar perto" de pessoas sem precisar falar sobre suas emoções reais.


Jogar emocional: muito além do lazer


É comum que nos momentos do jogar emocional a preferência recaia sobre jogos repetitivos, competitivos ou de mundo aberto, pois não é apenas a diversão que está sendo buscada. São experiências buscadas pela sensação de competência e previsibilidade que proporcionam.


Fortemente ligados ao alívio de tensões, esses jogos podem evocar a nostalgia da infância ou proporcionar um senso de comunidade (guildas, clãs) que a pessoa sente falta na vida "offline". O ambiente virtual oferece a sensação de proteção e pertencimento que a realidade parece negar.


O prazer da dopamina rápida é priorizado em relação ao descanso real ou às obrigações. São jogos projetados para serem altamente imersivos e viciantes, proporcionando uma experiência de consumo que bloqueia pensamentos intrusivos.


Infelizmente, não é o cansaço físico que se busca saciar, mas a fome de significado e regulação. Como o apaziguamento das emoções dura apenas enquanto a tela está acesa, cria-se uma distância do autoconhecimento. A falta de ferramentas saudáveis para lidar com os problemas reais intensifica a dependência do mundo virtual, perpetuando o ciclo do jogar emocional.


Consequências do Jogar Emocional


  • Culpa: Arrependimento pelo tempo "desperdiçado" e pensamentos autodepreciativos após sessões longas.

  • Procrastinação: O uso do jogo como fuga impede a resolução de problemas reais, acumulando tarefas e estresse.

  • Irritabilidade: Quando impedido de jogar, o indivíduo apresenta baixa tolerância à frustração e agressividade.

  • Privação de sono: O jogar emocional frequentemente invade a madrugada, gerando fadiga crônica e baixa produtividade.

  • Isolamento social: Embora existam amigos online, os laços presenciais e o convívio familiar acabam negligenciados.

  • Transtorno de Jogo: O comportamento pode evoluir para um vício reconhecido, onde o controle sobre a atividade é perdido.

  • Sedentarismo e problemas de saúde: A imobilidade prolongada pode gerar dores musculares, problemas na visão e má alimentação.


Jogar emocional: como tratar


A maneira mais efetiva de tratar o jogar emocional é a psicoterapia, recebendo ajuda para compreender as emoções das quais você está tentando evitar e para construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia. Objetivos da terapia podem incluir:


  • Desvendar a raiz psicológica do uso excessivo de jogos;

  • Reconhecer e validar as emoções de frustração e insuficiência;

  • Desenvolver habilidades de enfrentamento para o estresse do dia a dia;

  • Reestruturar a rotina para incluir lazer sem fuga;

  • Identificar traumas ou pressões sociais que alimentam o isolamento;

  • Melhorar a comunicação e os relacionamentos fora das telas.


Como eu posso ajudar


Através da psicoterapia individual, vou propiciar um espaço de escuta para que o seu jogar emocional possa ser compreendido sem julgamentos. Expressar suas emoções te ajudará a identificar as causas e você poderá adquirir maneiras novas e mais produtivas de lidar com a realidade, retomando o controle da sua própria vida.


Se você se identificou com este artigo e percebe que o videogame deixou de ser um prazer para se tornar uma muleta emocional, eu posso te ajudar com terapia online.


Como agendar


O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat. Como você se sentir mais confortável!


Aguardo você!


Psicóloga Ana Carolina Mainetti

CRP 08/17342

 
 
Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
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