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- Alfabetização emocional
Identificar o que sentimos não é apenas um exercício intelectual, a alfabetização emocional é uma ferramenta de regulação psíquica. Quando alguém consegue migrar de um estado de angústia para a nomeação específica de um afeto, retoma o protagonismo sobre sua própria emoção . Alfabetização emocional e autoconhecimento A alfabetização emocional é o alicerce sobre o qual se constrói um autoconhecimento sólido e funcional. Enquanto o autoconhecimento nos permite identificar nossos padrões, valores e sombras, a alfabetização emocional nos fornece o vocabulário necessário para traduzir o que ocorre no nosso interior em palavras claras. Sem essa capacidade de nomear e distinguir nuances entre o que sentimos, ficamos presos a reações impulsivas e a um mal-estar indefinido que drena nossa energia psíquica. Para colaborar com quem busca maior autoconhecimento através de uma alfabetização emocional , será listado um glossário de emoções, das mais elementares às mais complexas. 1. Emoções primárias (Básicas) São as reações universais e biológicas, fundamentais para a sobrevivência e adaptação. Medo: Reação instintiva a uma ameaça real ou imaginária, mobilizando o corpo para defesa ou fuga. Raiva: Resposta à percepção de injustiça, frustração ou violação de limites pessoais. Tristeza: Resposta à perda ou desilusão, promovendo a introspecção e o processamento do luto. Alegria / Felicidade: Estado de bem-estar e satisfação que reforça comportamentos positivos. Repulsa: Reação de nojo, seja a estímulos físicos ou a condutas morais que ferem os valores. Surpresa: Reação breve a um evento inesperado, que prepara a pessoa para processar uma nova informação. 2. Estados de satisfação e bem-estar Para colaborar na Alfabetização emocional precisamos olhar também para as emoções desejáveis e satisfatórias. Elas diferenciam-se pela intensidade e pelo foco do prazer experimentado. Contentamento: Estado de equilíbrio e ausência de agitação, onde as necessidades imediatas parecem atendidas. Satisfação: Sentimento de realização após a conclusão de um objetivo ou o atendimento de um desejo. Prazer sensorial: Gratificação focada nos sentidos (paladar, tato, visão e audição), desprovida de complexidade cognitiva. Alívio: Sensação de leveza que sucede o término de uma situação de estresse, perigo ou dor. Gratidão: Reconhecimento de um benefício recebido, estabelecendo um vínculo positivo com o outro ou com a vida. Esperança: Orientação otimista em relação ao futuro, baseada na possibilidade de resultados favoráveis. 3. Emoções sociais e de autoavaliação Surgem a partir da interação com o outro e da percepção do "eu" perante o grupo. A alfabetização emocional nas relações é muito útil para nos compreendermos nas interações interpessoais. Amor / Romance: Sentimento de forte afeição e apego, que pode variar entre o cuidado compassivo e a paixão romântica . Desejo sexual : Impulso focado na atração física e na busca por intimidade erótica. Compaixão: Capacidade de reconhecer o sofrimento alheio e sentir o impulso de mitigá-lo. Orgulho (da conquista): Sentimento de valorização própria decorrente de um mérito ou realização pessoal. Inveja: Desconforto perante o sucesso ou posse alheia, frequentemente associado a um sentimento de inferioridade. Ciúme: Medo ou ansiedade de perder um vínculo afetivo ou posição de exclusividade para um terceiro. Desprezo: Sentimento de superioridade em relação ao outro, desqualificando-o como alguém de menor valor. 4. Afetos de autocrítica e constrangimento Essenciais para a manutenção de normas sociais, mas frequentemente fontes de sofrimento clínico. Culpa: Desconforto focado em uma ação específica que feriu um código moral ou prejudicou alguém. Vergonha: Afeto doloroso focado na totalidade do "eu", onde a pessoa se sente exposta ou inadequada. Constrangimento: Mal-estar social leve decorrente de uma falha de etiqueta ou exposição social indesejada. 5. Estados cognitivos e complexos Envolvem níveis elevados de processamento mental e memória. Confusão: Incapacidade temporária de organizar pensamentos ou interpretar estímulos de forma coerente. Interesse / Excitação / Encantamento: Estados de engajamento mental alto, onde a atenção é capturada de forma positiva por um objeto ou ideia. Tédio: Estado de baixa estimulação e falta de interesse pelo ambiente. Nostalgia: Sentimentalismo provocado pela lembrança de um passado idealizado ou de algo que se perdeu. Horror: Medo intenso misturado com aversão, geralmente diante do grotesco ou do traumático. Depressão : Diferente da tristeza passageira, é um estado persistente de anedonia (perda de prazer) e desvitalização. Schadenfreude: Termo de origem alemã para a satisfação ou prazer secreto sentido diante do infortúnio ou fracasso de outra pessoa. Alfabetização emocional e terapia Desenvolver o autoconhecimento significa mapear as forças invisíveis que guiam nossas escolhas, desde os nossos padrões relacionais até as nossas defesas mais arcaicas. Ao compreender por que reagimos com raiva a determinadas situações ou por que a melancolia nos visita em momentos de sucesso, passamos a ter a possibilidade de escolha. Com o autoconhecimento ganhamos a liberdade de compreender nossa própria experiência e história. Muitas vezes o comer demais , o jogar em excesso , ou outros exageros , bem como a insônia , a fobia e outras manifestações são resultados de emoções não identificadas e não nomeadas. Além disso, a alfabetiação emocional aumenta nossa capacidade de interação social , pois na medida em que reconhecemos em nós mesmos as emoções, melhoramos a empatia e o reconhecimento de emoções alheias . Algumas pessoas com alexitimia ou baixo reconhecimento de emoções em si mesmo, costumam apresentar maior nível de conflito interpessoal. A alfabetização emocional proporcionada pela terapia é o que nos permite aprender a diferenciar o medo da fome, a raiva da inveja, a doença psicossomática da repulsa e tantas outras inter-relações nebulosas entre corpo, relações e emoções. Isso traz uma clareza que acalma o sistema nervoso e melhora a qualidade de vida e de nossos vínculos. Ao dar nome às nossas sombras e luz às nossas emoções, não apenas diminuímos o sofrimento, mas aumentamos nossa capacidade de sentir a vida em toda a sua profundidade e complexidade . Como posso te ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para aumentar o autoconhecimento e melhorar a alfabetização emocional , sou uma psicóloga com bastante experiência no tema e posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Ficarei feliz em te ajudar nessa compreensão de si mesmo! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia de casal: como funciona?
Terapia de Casal: para que serve? A terapia de casal funciona como um ambiente acolhedor para que os parceiros investiguem as raízes dos problemas em seu relacionamento, aprendam a se comunicar de forma mais eficaz e resolvam conflitos de maneira construtiva . Ao explorar as necessidades individuais e as dinâmicas do casal, a terapeuta de casal ajuda a promover um maior entendimento mútuo , respeito e afeto. Através do desenvolvimento de habilidades como a comunicação não-violenta e o gerenciamento da raiva, os parceiros são capacitados a lidar com os desafios da vida a dois de forma mais saudável. A terapia de casal serve para todos os tipos de casais : heterossexuais, homoafetivos, casados, namorando ou em qualquer outra união. Para os futuros pais ou pais recentes a terapia de casal perinatal oferece um espaço para que possam compartilhar suas expectativas, medos e desafios, preparando-se para essa nova fase da vida. Embora a maioria busque ajuda para melhorar o relacionamento, a terapia de casal também pode auxiliar na separação , funcionando como um espaço seguro para fazer um encerramento respeitoso e menos traumático para todos os envolvidos. Como funciona a terapia de casal? A terapia de casal funciona como um espaço de diálogo , com a psicóloga sendo intermediadora, facilitando a expressão de sentimentos e o compartilhamento de pensamentos. A terapeuta fará perguntas sobre o histórico do relacionamento , os problemas que vêm sendo enfrentados e há quanto tempo iniciaram. Podem ser explorados temas sobre a família de origem, propósitos de vida, valores, hábitos, rotina e estilo de vida . A psicóloga pode apontar comportamentos individuais que contribuem para problemas conjuntos. Também avaliará se o casal está praticando violência psicológica e fará psicoeducação para preveni-la. Embora a terapia de casal normalmente envolva sessões conjuntas , podem ser indicadas sessões individuais como parte do tratamento. Algumas vezes são recomendadas "tarefas de casa" para serem realizadas entre os encontros. As sessões ocorrem uma vez por semana, ou mais, em caso de necessidade. Quando fazer terapia de casal? Você não precisa estar sofrendo em seu relacionamento para buscar terapia de casal. Na verdade, você pode ter um resultado melhor se não esperar até que a relação esteja insustentável ou se desintegrando. Os motivos mais frequentes para a busca de terapia de casal são: Problemas de comunicação ; Conflitos frequentes; Mágoas acumuladas ou reprimidas; Desconfiança de infidelidade ; Divergências de valores ; Problemas de intimidade; Codependência ; Fase de mudanças; Traição ; Alcançar um entendimento sobre a personalidade do parceiro; Renegociação de combinados ; Dificuldades com as famílias de origem; Traição emocional ; Dúvidas sobre a continuidade da relação; Questões referentes à paternidade e maternidade; Divisão de tarefas ; Quando o relacionamento está morno ou entediante; Sensação de incompletude . Conheça os principais problemas em relacionamentos amorosos. Conheça a Teoria Triangular do Amor. Quando a terapia de casal não funciona? É importante ressaltar que a terapia de casal é uma ferramenta poderosa para fortalecer relacionamentos, mas nem sempre funciona para todos os problemas. Aqui você poderá saber os casos em que a terapia de casal não funciona: Falta de engajamento: Quando um ou ambos os parceiros não estão totalmente comprometidos com o processo terapêutico, as chances de sucesso diminuem. Dificuldades em ser honesto: A terapia exige abertura e honestidade. Se um ou ambos os parceiros não conseguem ser sinceros sobre seus comportamentos, sentimentos e pensamentos, o progresso é dificultado. Necessidade de terapia individual: Em alguns casos, os problemas individuais de um ou de ambos os parceiros podem ser tão profundos que a terapia individual se torna prioritária. Objetivos divergentes: Se os objetivos de cada parceiro para o relacionamento são muito diferentes ou até mesmo conflitantes, a terapia pode não ser suficiente para superar essas divergências. Falta de comunicação: Quando a comunicação entre o casal é muito prejudicada e não há disposição para mudar essa dinâmica, a terapia fica inviabilizada. Padrões de comportamento disfuncionais: Se um ou ambos os parceiros apresentam padrões de comportamento que dificultam o relacionamento, como manipulação ou controle, a terapia pode ser impraticável. Falta de confiança: A confiança é fundamental para qualquer relacionamento. A terapia não tem o mesmo avanço se a confiança foi gravemente abalada. Ausência de um dos parceiros: A presença regular de ambos os parceiros nas sessões é essencial para o sucesso da terapia. Falta de investimento: Se o casal não investe tempo e energia na terapia, as chances de obter resultados positivos são menores. Situações de violência: Em casos de violência doméstica, a terapia de casal não é recomendada e o foco deve ser a segurança da vítima. Qual o resultado da terapia de casal? Além de ajudar a resolver problemas do relacionamento, a terapia de casal também contribui para o desenvolvimento pessoal de cada parceiro, promovendo o autoconhecimento, a empatia e o desenvolvimento do estilo de Apego Seguro . Ao aprenderem a lidar com seus próprios sentimentos e a expressá-los de forma mais saudável, os casais podem construir uma comunicação mais aberta e honesta . A terapeuta oferece ferramentas e estratégias para que casais possam aplicar no dia a dia e fortalecer o relacionamento . A terapia de casal acaba sendo um processo de aprendizado que capacita os parceiros a manterem sozinhos o relacionamento maduro e satisfatório após o final do tratamento. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos e terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia online . Com o apoio adequado vocês poderão construir uma nova relação juntos! Me conheça mais clicando aqui ! Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT) . É possível agendar a sessão comigo de forma totalmente eletrônica, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Como agendar Vocês podem consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local . O pagamento e a sessão por videochamada também acontecem na plataforma Zenklub, de forma prática e segura. Tudo isso usando um computador ou celular . Saiba mais sobre terapia online de casal. Em relacionamentos à distância ou quando o casal está cada um em um local diferente também é possível receber ajuda. Após agendar a sessão no nome de um dos dois, basta que cada um entre no seu equipamento, usando o mesmo login e senha no Zenklub. Perto do horário marcado, no menu "Sessões" vocês verão um botão para clicar e entrar na videochamada . Neste caso, ficaremos em três telas e faremos a sessão com a presença de todos. Aguardo vocês! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT): passo a passo
O que é a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT), Terapia Focada nas Emoções (EFT) para Casais ou Emotionally Focused Couples Therapy (EFCT) se originou da abordagem psicológica humanista EFT ( Emotionally Focused Therapy ). Baseada em evidências e estruturada principalmente na Teoria do Apego , busca facilitar a criação de conexões emocionais seguras . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) desenvolve a consciência emocional , com foco no reconhecimento e expressão eficaz de necessidades emocionais , promovendo um vínculo de apego seguro entre os parceiros amorosos. Qual o objetivo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A terapia EFT direciona o olhar para as emoções e a forma como as expressamos e comunicamos dentro do relacionamento amoroso, reconhecendo a poderosa influência dessas emoções nos padrões de interação do casal . A terapia também entende a emoção não apenas como parte do problema, mas como um motor fundamental para a mudança positiva . Embora as emoções possam fortalecer nossos laços e a maneira como reagimos aos nossos parceiros, elas também podem gerar consequências danosas quando mal gerenciadas e levar a diversos problemas de relacionamento . Quando um casal briga, as discussões podem parecer familiares porque costumam seguir um certo padrão , mesmo que o assunto seja diferente. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) oferece um caminho para identificar esse padrão e reconhecer que, por trás dele, existem necessidades emocionais importantes que precisam ser cuidadas, especialmente a de se sentir seguro e conectado com a pessoa amada. Um dos objetivos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é criar um vínculo emocional seguro entre o casal. A Dra. Sue Johnson , uma das principais idealizadoras da EFT, nos lembra que a maioria dos conflitos conjugais não se resume a questões triviais. No fundo, a pergunta que ecoa é: "Você está ao meu lado quando eu realmente preciso de você?" . A base da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) No coração da EFT reside a Teoria do Apego de John Bowlby . Essa teoria nos revela uma verdade fundamental sobre a natureza humana: desde o nascimento, somos programados para buscar e manter laços emocionais íntimos com pessoas importantes em nossas vidas. Assim como uma criança precisa de uma conexão segura com seus cuidadores para se desenvolver de forma saudável, os adultos anseiam por um vínculo emocional seguro com seus parceiros para se sentirem protegidos e completos . Quando essa conexão se sente ameaçada, experimentamos a "angústia de separação" . Em resposta a essa angústia, podemos adotar diferentes padrões de comportamento: Alguns de nós se tornam "perseguidores" ( apego ansioso ), buscando incessantemente a reconexão, muitas vezes de forma intensa ou demandante. Outros se tornam "retraídos" ( apego evitativo ), buscando se proteger de uma possível rejeição, fechando-se emocionalmente . Imagine a seguinte dinâmica: um parceiro busca conexão, mas de maneira crítica ou acusatória . O outro, sentindo-se atacado e por desencadear sentimentos de inadequação e abandono, se afasta para se autoproteger ou preservar o relacionamento. Esse afastamento, por sua vez, faz com que o primeiro parceiro busque ainda mais contato e de modo mais intenso , aumentando o distanciamento e sofrimento para ambos. Eles se encontram presos em um ciclo repetitivo onde cada um, sem intenção, acaba ferindo o outro. Tipos mais comuns de ciclos negativos em casais Perseguição-Retraimento: Este é um ciclo negativo em que um dos parceiros se torna o " perseguidor " , muitas vezes manifestando raiva , críticas ou uma necessidade constante de atenção , enquanto o outro adota uma postura de "retraidor" , r eagindo com silêncio , atitude defensiva ou tentativas de evitar confrontos . O "perseguidor" se sente abandonado e desconectado, enquanto o "retraído" se sente sob ataque e pressionado . Afastamento-Afastamento: Neste ciclo, ambos os parceiros se afastam emocionalmente , evitando interagir e conversar, levando a sensações mútuas de solidão, abandono e desesperança . Em geral, ocorre quando o "perseguidor" desiste de tentar chamar a atenção do "retraído" por estar emocionalmente esgotado . Ataque-Ataque: Os dois parceiros se tornam mais críticos e agressivos um com o outro. Geralmente um está buscando contato incansavelmente, sob efeito do apego ansioso ("perseguidor"), enquanto o outro ("retraído") pode estar atacando como reação defensiva . O padrão dominante do segundo parceiro ainda é o de retraimento e voltará a atacar quando se sentir provocado . Como funciona Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? O foco principal da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é identificar e transformar os ciclos negativos de interação do casal em um padrão mais seguro e acolhedor , promovendo a abertura emocional e uma conexão genuína entre os parceiros. Uma vez que esse ciclo destrutivo se torna claro para o casal, a terapeuta , atuando como uma guia neutra e oferecendo um espaço de aceitação incondicional, auxilia ambos os parceiros a diminuírem a intensidade dos conflitos e evitarem a escalada , mirando alcançar a saúde do relacionamento . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) acontece em três estágios distintos na jornada da terapia, cada um com passos específicos que guiam o processo terapêutico. Os 3 estágios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Desescalada de ciclos negativos O objetivo principal desta fase é ajudar o casal a identificar os padrões negativos que os aprisionam em discussões prejudiciais. Inicialmente, pode ser desafiador interromper completamente esses ciclos, mas o foco está em diminuir sua intensidade . Casais que antes se viam em constante hostilidade começam a encontrar um terreno menos combativo para se relacionar. É como se o volume da discussão fosse abaixado, permitindo que ambos se ouçam melhor . Reestruturação do vínculo O foco da terapia se desloca para a construção ativa de uma comunicação que fortalece o vínculo. O objetivo é cultivar um sistema de apego positivo , onde os parceiros se sintam sintonizados com as necessidades um do outro e capazes de responder com empatia . Nesse processo, observamos um reengajamento daquele parceiro que tendia a se retrair, e um abrandamento daquele que costumava acusar ou criticar. Consolidação e integração Na fase final da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) , o casal começa a encontrar novas soluções para os problemas antigos que antes pareciam insolúveis. Em um espaço de maior calma e segurança emocional, cada parceiro consegue estar mais presente e atento aos sentimentos e necessidades do outro. Os 9 passos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Passo 1: Avaliação inicial do relacionamento Nesta etapa introdutória, a terapeuta busca compreender a fundo os principais desafios que o casal enfrenta e os padrões negativos que se repetem em suas interações. O objetivo é que ambos se sintam compreendidos e que suas reações façam sentido dentro da sua vivência da relação. Também será avaliado se há codependência , violência psicológica e outros problemas de comunicação. Passo 2 – Identificação do ciclo negativo e os problemas de apego A terapeuta ajuda o casal a enxergar o ciclo negativo em que o casal está preso, o que causa distanciamento e sofrimento. Nesta fase, eles começam a perceber o relacionamento de uma forma mais sistêmica , compreendendo que ambos desempenham um papel , através de suas reações, na perpetuação da dor. Passo 3 – Acessando as emoções implícitas Uma vez que o casal entende o ciclo, a terapeuta os convida a explorar as emoções mais profundas e, muitas vezes, ocultas por trás da raiva ou do afastamento. O objetivo é trazer à tona as emoções primárias de vulnerabilidade, as necessidades de conexão e os medos que antes eram invisíveis ou não expressos. Ao explorar esses sentimentos que guiam seus comportamentos no ciclo, os parceiros aprendem a comunicar suas necessidades de apego de maneira mais clara e positiva, o que, por sua vez, pode evocar cuidado e compaixão no outro. Passo 4 – Reformulação Neste passo, em vez de culpar um ao outro, eles aprendem a ver o ciclo negativo em si como o inimigo a ser combatido. Ao reformular o problema em termos da experiência emocional de cada um, o casal consegue se distanciar do ciclo destrutivo, entender a origem das reações e evitar respostas automáticas e defensivas . Com essa nova perspectiva, o objetivo de desescalada do ciclo é alcançado, preparando o terreno para o próximo estágio ( Reestruturação do vínculo ). Passo 5 – Acesso às necessidades implícitas, medos e modelos do eu Agora, os parceiros são convidados a mergulhar ainda mais fundo em suas emoções de apego e a entender como elas moldam seu relacionamento. O objetivo é que ambos compreendam seus próprios desejos e necessidades como indivíduos, promovendo uma melhor autoconsciência que, por sua vez, enriquece a compreensão mútua . Cria-se um espaço seguro para expressar sentimentos, anseios e necessidades. Cada um é encorajado a explorar e identificar seus comportamentos de autoproteção , como o retraimento ou a busca crítica. Afinal, muitas pessoas entram em relacionamentos com traumas anteriores e certas ações do parceiro atual ativam defesas inconscientes . Ao suspender temporariamente essas defesas e se conectar com seus medos e inseguranças, os parceiros se tornam mais conscientes de aspectos de si que tentavam silenciar ou evitar . Passo 6 – Promover a aceitação da outra pessoa O foco aqui é incentivar a aceitação da experiência emocional do parceiro . A terapeuta auxilia cada um a compreender as emoções do outro para que possam acolhê-las com mais empatia . Promove-se a aceitação das vulnerabilidades e medos do parceiro, reforçando a ideia de que expor essas fragilidades não diminui o amor ou o respeito na relação, mas, ao contrário, fortalece a intimidade . A experiência de compartilhar essas vulnerabilidades e ser recebido com empatia e compaixão, em vez de rejeição, é transformadora ! Para o parceiro que se retrai, esse é um passo fundamental para receber aquilo que sempre desejou: aceitação incondicional , reconhecimento de seus esforços e validação de seus sentimentos e opiniões. Conheça a Casa do Relacionamento Saudável do Método Gottman para terapia de casal Passo 7 – Estruturando novos padrões Neste momento, o casal começa a praticar novas formas de interagir , mais positivas, seguras e responsivas às necessidades um do outro. O objetivo é estruturar um ciclo de interação mais saudável , onde ambos se sintam à vontade para expressar seus desejos e necessidades de apego de maneira adequada . Cada parceiro é ajudado a superar seus medos de expressar suas necessidades de conexão , com a confiança de que o outro será capaz de ouvi-las e atendê-las. Isso permite um envolvimento mais pleno e autêntico no relacionamento, com a sensação de que não é preciso esconder partes de si para manter o amor e o respeito do parceiro. Em vez de se afastarem quando os medos e inseguranças surgem, eles agora podem se voltar um para o outro, buscando apoio e compreensão . Essa nova dinâmica de conexão encoraja o parceiro que buscava mais proximidade a se sentir menos sozinho e mais seguro para também se abrir sobre seus próprios medos, confiando que será recebido com cuidado e disponibilidade . Alcançando esse passo, estão prontos para seguir para o estágio seguinte: Consolidação e Integração . Passo 8 – Desenvolver novas soluções para problemas recorrentes Nesta fase, o casal começa a criar ativamente novas maneiras de lidar com os problemas que os levaram à terapia. Em vez de cair nos velhos padrões destrutivos , eles aprendem a se comunicar de forma mais eficaz, evitando que os conflitos se acumulem. A terapeuta auxilia o casal a desenvolver estratégias para expressar suas necessidades e preocupações. Passo 9 –Consolidação do novo ciclo de interação O último passo é dedicado a consolidar o novo ciclo de interação que o casal construiu ao longo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). Novas formas de se relacionar levam tempo e esforço para se tornarem automáticas . O objetivo é que a segurança emocional e os novos padrões de apego se tornem a base sólida para um relacionamento duradouro e feliz . SAIBA MAIS: Preparei esse material com exemplos práticos para ajudar casais na substituição do ciclo negativo por um ciclo positivo, com base na EFT para casais: Quero começar uma Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Se você se identificou com os princípios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) como abordagem de tratamento para o seu relacionamento amoroso, considere agendar um horário comigo para iniciar a terapia de casal online . Tenho bastante experiência em Terapia de Casal e posso guiar vocês na aplicação prática dessas ferramentas para construir uma relação mais saudável e estável . Saiba como funciona a terapia de casal Conheça as vantagens da terapia online Saiba qual o tipo de amor vocês têm Como agendar É possível marcar a sua primeira sessão de Terapia de Casal comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual . Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Vocês podem consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Comer emocional
O que é o “comer emocional”? Em dias difíceis, ter vontade aumentada de comer certos alimentos, ficar buscando algo para comer mesmo sem fome e encontrar na comida certo alívio : isso é o comer emocional, também chamado de “fome emocional” . “Eu como por ansiedade ” é outra frase comum expressada por pessoas que apresentam o comer emocional. A questão central do comer emocional não reside nos alimentos em si, mas sim na maneira como se lida com as emoções . A comida assume o papel de um regulador emocional , uma espécie de cura de curto prazo para sentimentos e emoções desconfortáveis . Ansiedade , tristeza , angústia, raiva, frustração , tédio, depressão , vazio interior, cansaço, desesperança, solidão e estresse podem levar a comer por impulso, consciente ou inconscientemente. Mas essas emoções retornam com o fardo adicional da culpa por ter comido demais, criando um ciclo vicioso de comer ainda mais para atenuar esse mal-estar. 5 causas do Comer Emocional Associação da comida com conforto: associar a comida não apenas à nutrição, mas também a momentos de alegria, celebração e, principalmente, como um consolo em tempos de dificuldade. Recompensa: após um período difícil, de esforço, privação ou sacrifício, buscar por comida como um "presente", pensando: "Eu mereço". Distração: comer pode se tornar uma maneira de desviar a atenção dos problemas, oferecendo um escape temporário da realidade emocional. Prazer químico: certos alimentos estimulam a liberação de neurotransmissores no cérebro que estão associados à sensação de prazer e bem-estar. Alexitimia : Algumas pessoas possuem dificuldade em identificar sentimentos e podem, de fato, confundir emoções com a sensação de fome. Comer emocional: muito além da fome É comum que nos momentos do comer emocional a preferência recaia sobre a comida reconfortante, comida afetiva ou " comfort food ”, pois não é a fome que está sendo saciada. São alimentos buscados pela sensação de bem-estar psicológico e prazer que proporcionam. Fortemente ligados ao passado, alimentos nostálgicos evocam memórias de momentos significativos da vida, como a infância, o cuidado de alguém querido, a terra natal, reuniões familiares , e a sensação de proteção . As características físicas e químicas de certos alimentos, como sua composição, aroma, temperatura e textura , proporcionam bem-estar físico e emocional. Incluem alimentos mornos , macios, crocantes, doces , cremosos, gelados, gordurosos e até mesmo psicoativos. O prazer de comer é priorizado em relação aos aspectos nutricionais. São alimentos altamente palatáveis que proporcionam uma experiência de consumo intensa e prazerosa. Também podem ser preferidos alimentos práticos e fáceis de preparar ou consumir, geralmente industrializados, amplamente disponíveis ou entregues por delivery , para alcance rápido da sensação de aconchego. Infelizmente, não é a fome física que se busca saciar nessas horas, mas a fome emocional . Mas como o apaziguamento das emoções é temporário , cria-se uma distância do autoconhecimento e da regulação emocional. A falta de ferramentas saudáveis para lidar com os aspectos emocionais intensifica a dependência do alimento, perpetuando o ciclo do comer emocional . Consequências do Comer Emocional Culpa: Arrependimento e pensamentos autodepreciativos. Vergonha: Constrangimento pelo comer emocional e dificuldade em admitir o problema alimentar. Sobrepeso ou obesidade: O comer emocional é um fator de risco direto para o ganho de peso e doenças desencadeadas por ele. Baixa autoestima: Sentimentos negativos em relação à imagem corporal podem afetar a confiança e as interações sociais. Desconforto físico e letargia: O desconforto físico após comer em excesso pode gerar enjoo, inchaço e falta de energia. Compulsão alimentar: Comer grandes quantidades de alimento de uma vez sem controle leva ao transtorno de compulsão alimentar. Bulimia: O comer emocional pode desencadear comportamentos compensatórios inadequados. Depressão : A dificuldade em lidar com as emoções e a frustração pelas consequências do comer emocional podem deprimir. Fatorexia : Ocorre quando a pessoa com excesso de peso nega sua condição devido a uma distorção da autoimagem corporal. Vício em comida: O comportamento alimentar modificado para satisfazer os desejos intensos por comida, pode levar a comportamentos compulsivos e mecanismos de recompensa viciantes. Transtorno Dismórfico Corporal : O excesso de peso do comer emocional pode desencadear uma preocupação excessiva com a aparência. Comer emocional: como tratar A maneira mais efetiva de tratar o comer emocional é a psicoterapia , recebendo ajuda para compreender as emoções desconfortáveis e para construir uma relação mais saudável com a comida . Objetivos da terapia para o comer emocional podem incluir: Desvendar a raiz psicológica do comer emocional; Reconhecer e validar as emoções angustiantes; Desenvolver uma relação psicologicamente saudável com a comida; Aprimorar habilidades de enfrentamento dos fatores estressores; Fazer uma reestruturação cognitiva sobre o nutrir-se; Desmanchar crenças permissivas ; Identificar traumas ; Explorar o histórico familiar e social; Compreender os obstáculos para uma alimentação saudável; Abordar questões de saúde mental ou problemas de relacionamento que possam estar contribuindo para o comer emocional. O Instituto Federal do Espírito Santo desenvolveu uma cartilha para orientar as pessoas sobre alimentação consciente para evitar o comer emocional, com recomendações elaboradas por nutricionista. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia individual, vou propiciar um espaço de escuta para que o seu comer emocional possa ser compreendido. E xpressar suas emoções te ajudará a identificar as causas e você poderá adquirir maneiras novas mais apropriadas para lidar com elas em vez de recorrer à comida. Se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda para lidar com o comer emocional, eu posso te ajudar com terapia online . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Psicóloga Ana Carolina Mainetti www.anacarolinamainetti.com Agendar
- Alexitimia: o que é, sintomas e como tratar
Alexitimia é a dificuldade em reconhecer e expressar emoções , também chamada de "cegueira emocional". Este traço de personalidade leva o alexitímico a enfrentar dificuldades nas relações interpessoais por também apresentar falta de compreensão dos sentimentos dos outros. Tende a um pensamento mais lógico e a doenças psicossomáticas. O que significa alexitimia Com origem no idioma grego, ao pé da letra, alexitimia significa “falta de palavras para sentimentos” . Peter Sifneos, um psiquiatra grego interessado em Medicina Psicossomática, criou o termo “alexitimia” para explicar características de pacientes psicossomáticos com dificuldade em expressar emoções . 6 características da alexitimia: Inabilidade em reconhecer emoções em si e nos outros; Problemas para comunicar sentimentos através da linguagem; Dificuldade para diferenciar um estado emocional de uma sensação corporal ; Pouca vida imaginativa , como: fantasias, sonhos e devaneios; Tendência a processos mentais racionais, lógicos , instrumentais e concretos; Vulnerabilidade a doenças psicossomáticas . Qual a causa da alexitimia? Sifneos subdividiu a alexitimia em dois tipos : • Alexitimia primária: cuja origem estaria na neuroanatomia ou fisiologia, dificultado a associação entre a imaginação, o pensamento e a linguagem com as emoções. • Alexitimia secundária: originada de traumas psicossociais, especialmente no período da infância, levando a um uso excessivo de mecanismos de defesa como a repressão e a negação. Uma outra razão que pode contribuir para a alexitimia é ter crescido em um ambiente com pouca expressão ou validação emocional. Quais as consequências na vida de uma pessoa com alexitimia? A maioria das culturas incentiva e espera que as pessoas compatilhem emoções , seja pela expressão corporal ou pela comunicação. Portanto, é comum que os relacionamentos sociais sejam baseados em trocas afetivas. Como o alexitímico tem falta de auto-expressão , prejudica que as pessoas se aproximem e criem vínculos com ele. A superficialidade nas relações pessoais, como consequência, pode levar a problemas na construção e manutenção de laços de amizade ou ligações românticas durante a vida. Este enfraquecimento da vida social pode ocasionar isolamento , conflitos ou dependência de outras pessoas. Quando convivem socialmente, podem ser mal compreendidos por causarem uma impressão de não terem empatia ou altruísmo. As pessoas podem se magoar ou se ofender porque o alexitímico, assim com não percebe suas próprias emoções, também não tem facilidade em reconhecer as emoções alheias . Devido à dificuldade em se conectar com seu mundo interior e a identificar desejos, os alexitímicos podem ter problemas para fazer escolhas porque não sabem exatamente o que querem. É mais provável que suas decisões sejam baseadas em fatos concretos e racionais do que em fatores emocionais e em vontades. Outra consequência apontada pelos pesquisadores da psicossomática, é a grande propensão ao adoecimento . Justamente por não se conectarem com suas emoções, desenvolvem doenças de fundo emocional, como a depressão , o comer emocional e outras. É como se o corpo verbalizasse as angústias que não são reconhecidas e nem expressas. Como ajudar alguém com alexitimia? A identificação insuficiente das emoções básicas como tristeza, raiva, alegria, medo, etc. pode levar o alexitímico a se concentrar apenas nas sensações corporais que elas provocam. Por exemplo, ele pode reconhecer que está com calor, mas não perceber que está “quente” de raiva ou com vergonha . Uma ansiedade pode ser mais bem entendida como um desconforto no estômago (frio na barriga) e uma situação de medo pode ser vivenciada apenas através da palpitação. Quem convive com um alexitímico pode procurar entender estas confusões, sem desrespeitar com comentários debochados ou impacientes. Compreender que este funcionamento indica uma dificuldade muito profunda em se conectar com seu mundo interno pode auxiliar o alexitímico a se sentir menos julgado . Apesar da alexitimia ter sido descrita a partir dos pacientes com queixas psicossomáticas, atualmente entende-se que este traço também é encontrado no Transtorno do Espectro Autista , em Transtornos de Personalidade (como o Antissocial , Narcisista , Narcisista encoberto , Esquizoide , Evitativa e Dependente ), no Transtorno do Estresse Pós-Traumático , Depressão , Síndrome do Pânico , Anorexia , Bulimia, Ansiedade Social e em pessoas com comportamentos viciantes e compulsivos. Portanto, a melhor forma de ajudar é incentivar a pessoa com alexitimia a procurar ajuda especializada , prevenindo o desenvolvimento de doenças mais graves e promovendo melhor qualidade de vida. Qual é o tratamento para alexitimia? A alexitimia não é considerada uma doença , é vista como um funcionamento, portanto não há uma cura através de medicamentos. Há como tratar a alexitimia através dos recursos terapêuticos da Psicologia ou da Psicanálise. Por mais que um alexitímico não consiga expressar sentimentos em uma primeira sessão de terapia ou não veja sentido em receber ajuda de um profissional que lida com emoções, é através deste tratamento que ele poderá aprender a se “alfabetizar” emocionalmente . Mesmo que as primeiras expressões se deem através de uma comunicação lógica ou de somatizações, um profissional bem preparado irá identificar as deficiências na gestão emocional do paciente e promoverá a integração das emoções com capacidades comunicativas . Este processo terapêutico aposta na neuroplasticidade e na reeducação emocional. Numa fase mais avançada da psicoterapia ou análise, será possível adentrar nos fenômenos mais inconscientes para alcançar os traumas mais primevos, justamente aqueles que podem ter causado o bloqueio emocional . Como eu posso ajudar Posso ajudar você que se identificou com traços de Alexitimia através da terapia individual online . Lembre que você não precisa permanecer sozinho na busca por compreender por que se sente diferente ou é criticado. Ter acompanhamento psicológico pode transformar a dificuldade em reconhecer emoções para um autoconhecimento considerável sobre seus sentimentos e os dos outros. Se quiser conhecer mais sobre minha trajetória profissional, clique aqui . A Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC são muito eficientes na compreensão e no tratamento da Alexitimia. A Psicanálise se concentra em desvendar melhor os aspectos inconscientes e as origens dos sintomas, enquanto a TCC vai ajudar através de mudanças na forma de pensar e agir. Se alguém com quem você se relaciona amorosamente apresenta Alexitimia , a terapia pode ajudar e também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online individual, como em terapia de casal . A Alexitimia pode afetar o relacionamento amoroso por dificultar uma conexão mais profunda. Ambas as pessoas do casal podem não conseguir alcançar uma satisfação afetiva e sexual , pela dificuldade do alexitímico em identificar o que quer e em compreender as necessidades de seu par. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno de Adaptação: quando uma situação mexe demais com as emoções
Ao ocorrer uma mudança significativa na vida ou viver um evento estressante o Transtorno de Adaptação pode surgir. Seja o término de um relacionamento amoroso, a mudança de país , perda de emprego, tratamento de saúde ou outro fator desencadeante de sofrimento intenso é necessária ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Adaptação Sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um ou mais eventos estressantes nos primeiros 3 meses do ocorrido; Sofrimento intenso desproporcional à intensidade do estressor e/ou prejuízo significativo no funcionamento da vida; A perturbação não é originada de outro transtorno mental; Os sintomas não são do luto normal; Os sintomas não persistem após 6 meses do estressor ou suas consequências terem acabado. O diagnóstico do Transtorno de Adaptação, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ), se refere a uma pessoa que apresente pelo menos 5 destas características citadas . O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. É necessário diferenciar o Transtorno de Adaptação de reações normais de estresse, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT , Transtorno de Estresse Agudo , Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Dependente e Transtorno de Personalidade Histriônica . Causas do Transtorno de Adaptação Término de relacionamento amoroso Ao fim de uma relação , as mudanças que vêm a seguir podem ser muito impactantes: mudança de casa, divisão de bens, afastamento dos amigos, alteração na dinâmica do dia a dia sem a presença do parceiro, saudade, dentre outros. Há casos em que o fim da união se dá por um trauma como: violência ou descoberta de uma informação avassaladora, como traição ou atos ilegais. Conheça o meu artigo “Fim de Relacionamento: 6 etapas da perda amorosa” . Identifique se você está com sintomas de TEPT de relacionamento . Problemas no relacionamento amoroso Mesmo durante a vivência de uma fase difícil na relação, o Transtorno de Adaptação pode acontecer porque os estressores podem ser recorrentes , como brigas, desconfianças, traições, violência psicológica , problemas na comunicação, problemas sexuais e outros desgastes. Conheça o meu artigo "Problemas em relacionamentos amorosos ". Mudança de país ou cidade Mesmo quando a mudança é planejada e desejada, o impacto dela pode vir acompanhado de sofrimentos intensos , como insegurança, saudade , medo, estranhamento, dificuldade com o idioma, sensação de não pertencimento , impressão de perda da identidade , dificuldade em ficar sozinho , desconforto com o clima, problemas ao dividir moradia e outros aborrecimentos. Conheça o meu artigo sobre Psicologia da imigração . Crises profissionais Seja pela vivência do desemprego , dificuldades com chefia , mudança de cargo, mudança de setor, alteração da cultura organizacional , metas inalcançáveis e outros estressores profissionais, o Transtorno de Adaptação pode ser uma consequência psíquica ao atravessar fases estressantes na carreira. Doença O transtorno pode ocorrer ao descobrir uma doença em si ou em um ente querido e ao enfrentar tratamentos de saúde . Nesses casos, pode haver intensidade de sentimentos, como angústia, medo da morte , medo de sequelas, além de alterações na rotina e no estilo de vida. Leia mais sobre o Transtorno de Ansiedade de Doença para diferenciar as duas condições. Desastres Viver experiências chocantes como enchentes , incêndios, atentados, epidemias, furacões , desabamentos, etc. pode fazer emergir o Transtorno de Adaptação. Mudança de fase da vida Entrar no Ensino Médio, ingressar na faculdade, sair da casa dos pais , casar, se tornar mãe/pai, os filhos saírem de casa, aposentadoria ou outras vivências que podem ser esperadas para o ciclo de vida , quando vêm acompanhadas de sofrimento agudo ou dificuldade para ajustar-se, levam ao Transtorno de Adaptação. Conheça o meu artigo sobre a fase de vida “Adultez emergente: nem adolescente, nem adulto" . Traumas Não é possível prever se iremos viver traumas na vida e nem se uma vivência difícil será experimentada como trauma para nós. Independente se a vivência é grave o suficiente para a maioria das pessoas, sentir que uma experiência marcou muito a nossa vida, é o suficiente para entendermos que se tratou de um trauma para nós. Por isso, há inúmeros motivos que podem desencadear um Transtorno de Adaptação após a vivência de um trauma, como por exemplo: fim de uma amizade , um irmão se mudar, perder um animal de estimação , mudar de instituição de ensino, ser assaltado, saber que um ex se casou, morar em uma área perigosa, ser ridicularizado , entre tantos outros. Conheça o meu artigo “Trauma e pós-trauma” . Sintomas do Transtorno de Adaptação É comum aparecerem problemas no sono , alterações alimentares, choros , frustração, raiva, baixa na autoestima, falta de prazer, medo do futuro, dores no corpo, queda no desempenho, mudança nas relações sociais, imprudência, culpa, sensação de impotência, inquietação , perturbações na conduta, ansiedade , sintomas depressivos e ideação suicida. Pessoas com circunstâncias de vida desvantajosas vivenciam uma taxa elevada de estressores e podem sofrer de Transtorno de Adaptação sem perceber os sintomas. Como é a terapia para o Transtorno de Adaptação? Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Regular as emoções para lidar com a nova fase; Reestruturar os pensamentos e crenças sobre a mudança ocorrida; Explorar as possibilidades e oportunidades; Estabelecer os passos a serem dados a seguir; Como eu posso ajudar Posso ajudar você com terapia individual online nesse momento de recuperação e adaptação. Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos. Se alguém que você conhece apresenta o Transtorno de Adaptação , uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente ou se envergonhar de estar sofrendo. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito
Qual é o tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito? O tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito, é através da psicoterapia focada em reestruturar pensamentos e comportamentos disfuncionais. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é frequentemente utilizada, ajudando a identificar e modificar as crenças sobre a necessidade de perfeição e o medo de falhar . Através de técnicas como a exposição gradual , é realizado o encorajamento para enfrentar situações onde a imperfeição é possível, aprendendo a tolerar o desconforto e a perceber que os erros não são catastróficos. Além disso, o tratamento psicológico pode focar no desenvolvimento da autoestima , do autoconhecimento , da autocompaixão e da aceitação de si mesmo, mesmo com falhas e limitações, promovendo uma relação mais saudável com o desempenho e a validação pessoal. Como é a atelofobia, o medo de ser imperfeito? Sentir pânico ao não atingir a perfeição , evitar qualquer situação que possa revelar falhas, questionar incessantemente a própria capacidade e mérito, não conseguir tolerar os próprios erros e planejar meticulosamente como evitar qualquer deslize: este é um perfil representativo de uma pessoa com atelofobia, o medo de ser imperfeito. Aqueles que não buscaram tratamento ou não identificaram a atelofobia (medo de ser imperfeito) podem se sentir constantemente ansiosos e com um senso de inadequação , pois raramente se fala abertamente sobre a fobia da imperfeição. Muitas vezes, pensam que seu comportamento é motivado pela ansiedade . E podem acreditar que não ser perfeito é perigoso ou insuportável, culpando a si mesmos por cada erro ou falha percebida. Consequências da atelofobia, o medo de ser imperfeito O medo desproporcional da imperfeição torna difícil para pessoas com atelofobia desenvolverem autonomia e autoestima, já que a validação externa e o desempenho impecável se tornam os principais pilares de sua identidade . Por buscarem a perfeição de forma exaustiva, podem apresentar dificuldades em manter relacionamentos saudáveis, exercendo pressão excessiva sobre si mesmos e sobre os outros, manifestando frustração, insegurança, procrastinação por medo de errar e uma constante insatisfação. 7 características da atelofobia, o medo de ser imperfeito Sentir pânico ao cometer erros ou ao não atingir padrões elevados. Ser excessivamente autocrítico e buscar aprovação constante. Se sentir facilmente vulnerável ou inadequado diante de falhas. Evitar situações onde a imperfeição possa ser exposta, como apresentações ou contextos novos. Temer ser julgado ou rejeitado por seus erros. Exigir de si mesmo e dos outros a perfeição e a ausência de falhas. Sentir medo de não ser bem-sucedido, de não alcançar metas e de ser um fracasso. Preciso de tratamento para o medo de ser imperfeito (atelofobia)? É importante observar se a intensidade e a frequência do medo de ser imperfeito causam sofrimento significativo e interferem na sua vida. Os sintomas devem fazer parte de um padrão de evitação persistente de situações onde a perfeição não é garantida e podem se manifestar de diversas formas, como ansiedade , ataques de pânico, sudorese, taquicardia e pensamentos catastróficos relacionados a falhas. Analise se há um prejuízo significativo no ajustamento emocional, social e profissional, com dificuldade em realizar atividades por medo de não as fazer perfeitamente. A procrastinação , um desejo de excelência, necessidade de controle absoluto, o medo de ser julgado e a permanência em ciclos de autoexigência podem estar presentes e precisam de tratamento. Em minha prática clínica, tenho observado como o medo de ser imperfeito pode levar a outros problemas , como o uso excessivo de tempo em tarefas simples para garantir que sejam impecáveis, ou o desenvolvimento de transtornos alimentares por busca do "corpo perfeito", TOC , burnout, narcisismo , narcisismo encoberto , ansiedade social , transtorno dismórfico corporal , ansiedade de desempenho e estresse . Recomendo o tratamento psicológico se você apresenta essas características para identificar as causas da autocobrança para ser perfeito , modificar esses padrões exigentes e poder viver de forma mais leve. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com o medo de ser imperfeito, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtornos do exagero
O que são os Transtornos do exagero? Transtornos do exagero descrevem padrões de comportamento nos quais o uso excessivo e descontrolado de substâncias ou a realização de certas atividades se torna prejudicial . Este é um termo abrangente para condições caracterizadas pela repetição de um comportamento que oferece uma gratificação imediata , muitas vezes servindo como um alívio rápido para momentos de tensão psíquica . A não realização do comportamento exagerado desencadeia sentimentos intensos de angústia e ansiedade . Um ponto central nesses transtornos é o conflito interno : a pessoa deseja mudar, mas outra parte dela permanece apegada ao comportamento devido ao alívio ou prazer que ele proporciona. Embora a pessoa sinta alívio ou prazer imediato, a persistência do comportamento acarreta prejuízos significativos a longo prazo , como problemas financeiros , isolamento, conflitos interpessoais, abandono de responsabilidades, doenças físicas e impactos psicológicos. Quais são os Transtornos do exagero mais comuns? Os Transtornos do Exagero reúnem diversas condições que possuem o comportamento exagerado e compulsivo como característica, sendo que nas mais comuns, aparece o exagero em: álcool fumo drogas medicamentos jogo comer telas pornografia compras masturbação sexo tricotilomania ou escoriação exercício físico trabalho Origem da expressão "Transtornos do exagero" A psicóloga brasileira doutora Renata Brasil Araújo criou a expressão " Transtornos do exagero " ao perceber que havia semelhanças no tratamento entre dependentes químicos e pessoas com comportamentos envolvendo algum outro excesso , como compras, uso de internet, comer e jogar, por exemplo. Tratamento para os Transtornos do exagero A psicoterapia é o tratamento que proporciona um espaço seguro para a expressão de sentimentos, crenças e dificuldades , promovendo a compreensão dos fatores que contribuem para o desenvolvimento e manutenção dos comportamentos exagerados. O tratamento realizado pela psicóloga procura trabalhar os seguintes aspectos: Frustrações, medos e traumas ; Motivação para a permanência do comportamento exagerado; Prefiguração (vantagens de mudar); Motivação para a mudança ; Confiança em si para a mudança; Objetivos de vida que podem ser alcançados com a mudança; O que pode ser perdido sem a mudança; Pensamentos automáticos; Crenças permissivas ; Crenças de controle; Conscientização sobre a fissura ; Estratégias de enfrentamento; Prevenção de recaídas e lapsos; Alfabetização emocional ; Mudanças definitivas no estilo de vida. Fases do tratamento para o Transtorno do exagero O Modelo Transteórico de Prochaska e DiClemente descreve os estágios sequenciais pelos quais as pessoas passam para mudar um comportamento : 1. Pré-contemplação Neste ponto, a pessoa não admite ou ignora a existência de um problema , não demonstrando interesse em mudar. 2. Contemplação Há o reconhecimento do problema, mas ainda está hesitante em tomar uma atitude. Avalia os lados positivos e negativos da mudança, mas falta o comprometimento para iniciar a ação. 3. Preparação Ocorre uma clara intenção de mudar , acompanhada de pequenos esforços iniciais e planos de mudança de comportamento. 4. Ação Esta é a fase em que a pessoa implementa as modificações planejadas, engajada ativamente na busca do seu objetivo de mudança. 5. Manutenção O foco principal é solidificar as transformações alcançadas, prevenindo recaídas e garantindo que o novo comportamento seja sustentado no longo prazo . Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com algum transtorno do exagero, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Jogar emocional
O que é o “jogar emocional”? Em dias difíceis, ter uma vontade incontrolável de iniciar uma partida, passar horas jogando para evitar pensar em problemas e encontrar nas telas um alívio imediato: isso é o jogar emocional , também chamado de “ gameplay de fuga ”. “Eu jogo para desestressar” ou “preciso desligar o cérebro” são frases comuns expressadas por pessoas que apresentam o jogar emocional. A questão central do jogar emocional não reside nos jogos em si, mas sim na maneira como se lida com as emoções. O videogame assume o papel de um regulador emocional , uma espécie de cura de curto prazo para sentimentos e emoções desconfortáveis. Ansiedade , frustração profissional, solidão , tédio , pressão social e estresse podem levar a jogar por impulso , consciente ou inconscientemente. Mas essas emoções retornam quando o console é desligado, muitas vezes acompanhadas pelo fardo da culpa pelo tempo perdido, criando um ciclo vicioso de jogar ainda mais para atenuar esse mal-estar. 5 causas do Jogar Emocional Associação do jogo com controle: Diferente da vida real, onde as situações podem fugir do controle, no jogo a pessoa detém o domínio, o que serve como consolo em tempos de impotência pessoal. Recompensa e meritocracia: Após um dia de esforço não reconhecido ou fracasso, buscar no jogo as "conquistas", "troféus" e o subir de nível como um presente, pensando: "Aqui eu sou bom e sou valorizado". Distração (escapismo): Jogar se torna uma maneira de desviar a atenção de problemas financeiros, familiares ou amorosos , oferecendo um escape temporário da realidade emocional para um mundo de fantasia. Prazer químico: O sistema de recompensa dos jogos estimula a liberação de dopamina no cérebro, gerando uma sensação imediata de prazer e bem-estar que mascara a tristeza ou a ansiedade . Alexitimia e Socialização mascarada: Muitas pessoas possuem dificuldade em identificar sentimentos e usam o ambiente do jogo e as interações online para "estar perto" de pessoas sem precisar falar sobre suas emoções reais. Jogar emocional: muito além do lazer É comum que nos momentos do jogar emocional a preferência recaia sobre jogos repetitivos, competitivos ou de mundo aberto, pois não é apenas a diversão que está sendo buscada. São experiências buscadas pela sensação de competência e previsibilidade que proporcionam. Fortemente ligados ao alívio de tensões , esses jogos podem evocar a nostalgia da infância ou proporcionar um senso de comunidade (guildas, clãs) que a pessoa sente falta na vida " offline ". O ambiente virtual oferece a sensação de proteção e pertencimento que a realidade parece negar. O prazer da dopamina rápida é priorizado em relação ao descanso real ou às obrigações. São jogos projetados para serem altamente imersivos e viciantes , proporcionando uma experiência de consumo que bloqueia pensamentos intrusivos. Infelizmente, não é o cansaço físico que se busca saciar, mas a fome de significado e regulação . Como o apaziguamento das emoções dura apenas enquanto a tela está acesa, cria-se uma distância do autoconhecimento . A falta de ferramentas saudáveis para lidar com os problemas reais intensifica a dependência do mundo virtual, perpetuando o ciclo do jogar emocional. Consequências do Jogar Emocional Culpa: Arrependimento pelo tempo "desperdiçado" e pensamentos autodepreciativos após sessões longas. Procrastinação: O uso do jogo como fuga impede a resolução de problemas reais, acumulando tarefas e estresse. Irritabilidade: Quando impedido de jogar, o indivíduo apresenta baixa tolerância à frustração e agressividade. Privação de sono: O jogar emocional frequentemente invade a madrugada, gerando fadiga crônica e baixa produtividade. Isolamento social: Embora existam amigos online, os laços presenciais e o convívio familiar acabam negligenciados. Transtorno de Jogo : O comportamento pode evoluir para um vício reconhecido, onde o controle sobre a atividade é perdido. Sedentarismo e problemas de saúde: A imobilidade prolongada pode gerar dores musculares, problemas na visão e má alimentação. Jogar emocional: como tratar A maneira mais efetiva de tratar o jogar emocional é a psicoterapia , recebendo ajuda para compreender as emoções das quais você está tentando evitar e para construir uma relação mais equilibrada com a tecnologia. Objetivos da terapia podem incluir: Desvendar a raiz psicológica do uso excessivo de jogos; Reconhecer e validar as emoções de frustração e insuficiência; Desenvolver habilidades de enfrentamento para o estresse do dia a dia; Reestruturar a rotina para incluir lazer sem fuga; Identificar traumas ou pressões sociais que alimentam o isolamento ; Melhorar a comunicação e os relacionamentos fora das telas. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia individual, vou propiciar um espaço de escuta para que o seu jogar emocional possa ser compreendido sem julgamentos . Expressar suas emoções te ajudará a identificar as causas e você poderá adquirir maneiras novas e mais produtivas de lidar com a realidade, retomando o controle da sua própria vida. Se você se identificou com este artigo e percebe que o videogame deixou de ser um prazer para se tornar uma muleta emocional, eu posso te ajudar com terapia online . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat . Como você se sentir mais confortável! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Relacionamento à distância: desafios e possibilidades
O que é o Relacionamento à distância? O relacionamento à distância é uma configuração amorosa em que os parceiros estão geograficamente separados , impedindo a convivência física diária. Diferente do que o senso comum sugere, essa modalidade não é "menos real" ou fadada ao fracasso. Ela apenas exige uma dinâmica de manutenção distinta dos relacionamentos convencionais. Muitas vezes estigmatizado como um "relacionamento incompleto", o vínculo à distância pode ser tão profundo e estável quanto qualquer outro. A qualidade da relação não é determinada pela quilometragem, mas pela capacidade do casal de gerenciar a saudade , construir confiança e manter projetos de vida compartilhados. Quais são os riscos de sofrimento no Relacionamento à distância? Embora possa ser gratificante, a distância física impõe desafios psicológicos significativos. O principal risco de sofrimento advém da privação sensorial e da impossibilidade de suporte físico imediato em momentos de carência ou crise. A ausência do toque , do olhar direto e da rotina compartilhada pode gerar sentimentos de solidão profunda, mesmo quando há comunicação constante. Além disso, a distância pode atuar como um catalisador para inseguranças preexistentes . Sem a observação direta do cotidiano do outro, mentes predispostas à ansiedade podem criar cenários de dúvida , levando ao desgaste emocional e a conflitos baseados em suposições. 5 características do Relacionamento à distância 1- Intensificação da comunicação verbal e emocional Como o contato físico é limitado, o casal tende a investir muito mais na conversa. Isso pode levar a um conhecimento intelectual e emocional do parceiro mais profundo do que em casais que convivem presencialmente, pois a relação é sustentada pela troca de ideias, valores e vulnerabilidades compartilhadas através das palavras. 2- Idealização Existe um risco elevado de idealizar o parceiro, focando apenas em suas virtudes durante as mensagens de texto ou as chamadas de vídeo. Quando o casal namora à distância pode ter a tendência a aproveitar os encontros presenciais para viver ao máximo. Isso pode levar um ou ambos a evitar conflitos para não estragar o momento juntos, já que ele é raro. Isso pode mascarar incompatibilidades ou levar o casal a evitar a transparência sobre o que desagrada. 3- Desconfiança e controle A confiança não é apenas uma escolha, mas a base estrutural. No relacionamento à distância, os parceiros precisam desenvolver uma autonomia individual saudável. O sofrimento surge quando um dos membros tenta monitorar o outro à distância, enquanto o sucesso ocorre quando ambos conseguem florescer em suas vidas separadas, escolhendo estar juntos apesar da distância. 4- Planejamento do futuro juntos Relacionamentos à distância saudáveis geralmente possuem um plano de resolução para a separação geográfica. A existência de metas para a mudança definitiva de um ou de outro é o que mantém a motivação. Mas se o casal não tem um plano em comum de se unir geograficamente, pode surgir desesperança e desinteresse. 5- Sobrecarga emocional em datas e eventos O sofrimento tende a ser cíclico, intensificando-se em datas comemorativas, doenças ou conquistas em que a presença física é desejada. Viver em dois lugares ao mesmo tempo pode gerar um cansaço psicológico, onde o casal sente que sua vida física e sua vida emocional estão desconectadas. Mitos e verdades sobre a distância É fundamental desmistificar a ideia de que a distância é o fator principal de rompimento. Muitas vezes, a distância apenas evidencia problemas de comunicação e inseguranças que já existiriam no convívio presencial. Pontos positivos frequentemente ignorados incluem: Preservação da individualidade e dos projetos pessoais. Desenvolvimento de uma comunicação mais assertiva e consciente. Valorização extrema do tempo de qualidade quando estão juntos. Apoio psicológico no relacionamento à distância O tratamento ou acompanhamento psicológico foca em fortalecer a segurança interna e as habilidades de comunicação do indivíduo ou do casal. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia a identificar e reestruturar pensamentos catastróficos e interpretações distorcidas sobre o comportamento do parceiro à distância, trabalhando a regulação da ansiedade e a tolerância à incerteza. A Psicanálise pode ser muito útil para entender por que a pessoa escolheu ou se mantém em um formato que exige privação física, investigando padrões de apego e como a distância ressoa com experiências infantis de falta ou autonomia. A Terapia de Casal ajuda a estabelecer acordos de convivência virtual, alinhar expectativas sobre o futuro e garantir que ambos sintam que suas necessidades emocionais estão sendo atendidas, mesmo sem a presença física constante. Investir no autoconhecimento permite que a distância seja vivida não como um fardo, mas como uma fase de fortalecimento do vínculo . É possível cultivar um amor caloroso e seguro, independentemente da geografia, desde que haja maturidade e suporte emocional. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos , estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal , Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas . Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Dependência emocional em relacionamento amoroso
Uma necessidade extrema de aprovação e a sensação de que a própria felicidade ou identidade dependem exclusivamente do parceiro são marcas da dependência emocional. Neste artigo, vamos explorar o conceito de dependência emocional, entender suas causas e como ela se diferencia de um apego saudável , além de discutir como tratar o sofrimento que ela gera. O que é dependência emocional A dependência emocional, também compreendida como uma forma de vício afetivo , é um padrão de comportamento em que um dos parceiros deposita no outro a responsabilidade total pelo seu bem-estar emocional. Ela acontece quando há uma entrega excessiva e desequilibrada , onde a pessoa passa a viver em função das necessidades, desejos e humor do parceiro, negligenciando a si mesma. O dependente emocional costuma sentir forte medo de abandono ou de rejeição . Essa insegurança faz com que ele aceite situações desrespeitosas ou anule sua própria personalidade para manter o vínculo, pois acredita que não é capaz de ser feliz sozinho ou de sobreviver sem a presença do outro. Diferente de uma conexão profunda, esse tipo de relação gera sufocamento e ansiedade constante, prejudicando a saúde mental de ambos os envolvidos. Diferença entre dependência emocional e apego saudável As características que diferenciam a dependência emocional de um vínculo de apego saudável e seguro são: a autonomia, a segurança e o equilíbrio. À primeira vista, pode parecer que o dependente apenas "ama demais" , mas a dinâmica é bem distinta: Autonomia: No apego saudável, ambos preservam sua individualidade , têm seus próprios interesses, amigos e momentos a sós. Na dependência emocional, a autonomia é vista como ameaça , pois a pessoa sente-se incompleta ou ansiosa quando não está com o parceiro. Segurança: Relações saudáveis são baseadas na confiança . Já a dependência é marcada pela vigilância e pela necessidade constante de reafirmação de que é amado, gerando um ciclo de ciúme e controle. Equilíbrio: Em uma relação madura, a troca é mútua . Na dependência emocional, há uma concorrência desleal entre o "eu" e o "nós", onde os desejos do parceiro sempre atropelam os limites do dependente. 4 causas da dependência emocional As principais causas da dependência emocional são: baixa autoestima, carências da infância, medo da solidão e fatores de personalidade. Baixa autoestima: A pessoa não reconhece o próprio valor e acredita que só tem importância se for amada ou validada por alguém externo. Carências da infância: Históricos de abandono, negligência emocional ou pais excessivamente controladores podem criar um padrão de busca por proteção e segurança absoluta na vida adulta. Medo da solidão: A incapacidade de lidar com a própria companhia ( autofobia ) faz com que qualquer relacionamento, mesmo que tóxico , pareça melhor do que estar sozinho. Fatores pessoais: Traços de personalidade dependente , ansiedade de separação , estilos de apego inseguro-ansioso e experiências traumáticas em relacionamentos anteriores podem reforçar esse comportamento. Como tratar a dependência emocional Reconhecer que se está em uma dinâmica de dependência emocional é o primeiro e mais difícil passo. O sentimento de vazio e a angústia de "perder-se" no outro são exaustivos, mas é perfeitamente possível resgatar a autonomia e construir relações mais equilibradas. A dependência emocional, muitas vezes, é um sinal de que a relação com o "eu" está fragilizada. Tratar essa questão é essencial para evitar ciclos de relacionamentos traumáticos e para desenvolver uma inteligência emocional que permita amar sem se anular. Terapia de Casal: Indicada quando ambos percebem a dinâmica disfuncional e desejam estabelecer limites mais saudáveis, melhorando a comunicação e reduzindo comportamentos de controle ou sufocamento. Terapia Individual: É o tratamento mais indicado e fundamental para quem sofre de dependência emocional. Na terapia individual, o foco é: Fortalecer a autoestima e o autoconhecimento; Identificar e ressignificar gatilhos de abandono; Aprender a estabelecer limites saudáveis ; Desenvolver a autonomia emocional para que o parceiro seja uma escolha, e não uma necessidade vital. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos e em traumas , estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal , Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas . Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Fawning: a bajulação como resposta ao trauma
A bajulação ou " fawning ", muitas vezes vista como uma característica pessoal de agradar aos outros, pode, na verdade, ser uma resposta complexa a um trauma do passado . Ao lado da luta, fuga e congelamento, a bajulação emerge como um mecanismo de defesa, uma tentativa inconsciente de evitar a dor e o sofrimento. Fawning: a bajulação pós trauma Este tipo de bajulação, também conhecido por "fawning", se origina, frequentemente, em experiências traumáticas na infância. Crianças expostas a abusos crônicos ou relacionamentos interpessoais disfuncionais aprendem que a melhor forma de sobreviver é agradando aos outros . Ao concordar com tudo, suprimir suas próprias necessidades e tolerar maus-tratos, a criança busca evitar conflitos e garantir sua segurança. Na vida adulta, seguem utilizando essa estratégia frente a relacionamentos com codependência ou abusivos , como, por exemplo em violência psicológica no casal , trauma bonding (vínculos traumáticos), parentalização amorosa , convivência com família narcisista , narcisista encoberto , relações profissionais injustas e em outros vínculos onde existe preconceito ou opressão. Fawning: características da bajulação pós-traumática Pisar em ovos: A constante preocupação com a reação dos outros limita a espontaneidade e a autenticidade. Adaptação às necessidades alheias: As próprias necessidades são constantemente ajustadas para se adequar ao humor e às expectativas dos outros. Generalização: Com o tempo, a bajulação se torna um padrão de comportamento, estendendo-se para todos os relacionamentos e não apenas os abusivos. Crença disfuncional: A crença de que a própria felicidade depende da aprovação dos outros se torna arraigada. Exaustão e ressentimento: A constante necessidade de agradar leva a sentimentos de esgotamento e raiva. Sentimentos de FOG : medo, obrigação e culpa são praticamente permanentes. Fawning: tratamento A bajulação ou "fawning", embora dolorosa, é um mecanismo de sobrevivência aprendido. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para a mudança . Com paciência e apoio, é possível: Quebrar o ciclo: A terapia pode ser uma ferramenta valiosa para identificar e desafiar crenças disfuncionais. Desenvolver habilidades de enfrentamento: Técnicas psicológicas podem ajudar a lidar com gatilhos e emoções desafiadoras. Cultivar o amor-próprio: Aprender a valorizar suas próprias necessidades e estabelecer limites saudáveis é fundamental. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia online , oferecerei recursos para o processo de autoconhecimento , a fim de superar a bajulação traumática e o medo de ser insignificante ou desagradar. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas e teorias, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Teoria do Apego e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz. Adicionalmente, também utilizo o Cuidado Informado sobre Trauma em minha prática profissional. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local . Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular ! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











