top of page

Terapia Online

Psicóloga Ana Carolina Mainetti

  • Facebook
  • Instagram

Teoria Polivagal

1 de out.
5 min de leitura

O que é a Teoria Polivagal?


A Teoria Polivagal explica como o nosso corpo avalia continuamente o ambiente, através da neurocepção, em busca de segurança ou perigo e como ele responde a isso. O nome da teoria se dá por causa do nervo vago, o mais longo do sistema nervoso autônomo, que conecta o cérebro a órgãos vitais.


A todo momento, o sistema nervoso está regulando o estado fisiológico do corpo com base em sinais de segurança ou ameaça. Os ajustes ocorrem automaticamente, inconscientemente e influenciam como nos sentimos, como pensamos e como nos relacionamos com as pessoas.


A Teoria Polivagal propõe que operamos em três modos principais:


Modo Relaxado

  • Predominância de calma, conexão, segurança e equilíbrio;

  • Engajamento para a vida, curiosidade, criatividade e esperança;

  • Coração em ritmo tranquilo, respiração normal, músculos relaxados, voz suave e rosto expressivo;

  • O corpo consegue descansar, digerir os alimentos, se recuperar de doenças e se conectar verdadeiramente com outras pessoas.


Modo Mobilizado

  • Predominância de necessidade de luta ou de fuga;

  • Estado de alerta contra o perigo;

  • Aumento dos batimentos cardíacos, pressão arterial, fluxo hormonal e tônus muscular;

  • Se estiver inseguro, sente-se: ansioso, estressado ou com medo;

  • Se estiver seguro, sente-se energético, ativo, brincalhão e motivado.


Modo Imobilizado

  • Predominância de congelamento e desligamento;

  • Frequência cardíaca baixa e pouca energia;

  • O sistema nervoso percebe que o perigo é inevitável e não há como lutar ou fugir, então ele simplesmente "desliga" para poupar energia e proteger.

  • Se estiver inseguro, sente-se: deprimido, infeliz, solitário e sem esperança;

  • Se estiver seguro, sente-se sonhador, meditativo, feliz e tranquilo.


teoria polivagal relaxado imobilizado mobilizado luta e fuga

Corregulação


Corregulação é a capacidade que temos de ajudar a acalmar e equilibrar o corpo e as emoções uns dos outros. É uma troca contínua em que a nossa presença e o nosso olhar ajudam o outro a voltar para o estado de segurança.


A Teoria Polivagal explica que a regulação (do nosso corpo e das nossas emoções) não é algo que fazemos totalmente sozinhos. Ela depende do contato, da conexão e do vínculo seguro com outros seres humanos.


A todo momento, nós trocamos sinais de segurança ou de ameaça sem perceber: o tom de voz, a expressão facial, um olhar ou um simples gesto. Esses pequenos sinais dizem ao sistema nervoso do outro se ele pode relaxar ou se precisa ficar em alerta.



Por que a Teoria Polivagal é importante


Como o estado do nosso corpo molda tudo o que sentimos e pensamos, a Teoria Polivagal se tornou fundamental em quatro áreas principais:


  1. Trauma e estresse

  2. Saúde mental e física

  3. Conexão social e comunicação

  4. Resiliência e recuperação emocional


O ponto central é que a reatividade emocional não é uma falha de caráter ou um mero "problema psicológico".


A teoria nos convida a desconfiar que diversos estados emocionais indicam, no fundo, uma dificuldade de conexão e interação humana, originada por traumas do passado ou por um ambiente presente que não transmite segurança.


-Saiba mais sobre Fawning: estratégia adaptativa de adulação em resposta ao trauma.

-Saiba mais sobre Abuso reativo: quando a vítima reage de forma agressiva.


Teoria Polivagal e Transtornos Mentais


Compreender o estado fisiológico do corpo mostra que em certos transtornos mentais há tentativas adaptativas de se proteger.


Pessoas com Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico ou Fobias costumam ter o sistema simpático cronicamente ativado. O corpo permanece preso no modo de "luta ou fuga", mesmo na ausência de ameaça real. Isso explica os sintomas físicos constantes: taquicardia, tensão muscular, hipervigilância e pensamentos catastróficos.


A depressão, a distimia, a depersonalização/desrealização, amnésia dissociativa, transtorno dissociativo de identidade estão intimamente ligados ao modo de desligamento/congelamento (vago dorsal). Quando o sofrimento ou a ansiedade se tornam insuportáveis por muito tempo, o sistema nervoso recorre ao colapso como última defesa. A pessoa sente anestesia emocional, fadiga crônica, apatia e desconexão do próprio corpo.


Na ansiedade social, a pessoa tem dificuldade de acessar a via do vago ventral (engajamento social) na presença de outros. O sistema nervoso interpreta o olhar, a presença ou o julgamento alheio como perigo, acionando mecanismos de defesa de congelamento (ficar mudo/evitar contato) ou fuga.


Teoria Polivagal e Trauma


Um dos maiores legados da Teoria Polivagal foi a transformação no entendimento do trauma e do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). No TEPT, o sistema nervoso fica "preso". Qualquer estímulo do presente que lembre o evento passado (um som, um cheiro, um tom de voz) faz o corpo voltar instantaneamente para o modo de luta, fuga ou congelamento.


A resposta ao trauma não é uma escolha consciente, mas uma reação automática de sobrevivência do sistema nervoso.


Inclusive, as mesmas reações podem acontecer antes do trauma. No Estresse Pré-Traumático a pessoa experimenta sintomas psicológicos intensos antes que um evento ameaçador ou traumático realmente aconteça. Ao antecipar um cenário devastador ou inevitável, a pessoa sente como se a catástrofe estivesse acontecendo agora.


Teoria Polivagal e Teoria do Apego


A Teoria Polivagal se entrelaça perfeitamente com a Teoria do Apego de John Bowlby. Os nossos primeiros vínculos afetivos na infância moldam diretamente o desenvolvimento do nosso sistema nervoso e do nervo vago.


  • Apego Seguro: Quando o bebê e a criança têm cuidadores responsivos, presentes e acolhedores, o corpo aprende a se corregular com o outro. Isso desenvolve a flexibilidade vagal, que é a capacidade de navegar pelas flutuações de estresse e retornar com facilidade ao estado de calma e segurança.


  • Apego Inseguro: Crianças que crescem em ambientes imprevisíveis, negligentes ou hostis costumam desenvolver uma atividade vagal mais frágil. O sistema nervoso passa a viver em constante estado de proteção, interpretando a intimidade e as relações adultas como potenciais ameaças.



Origem da Teoria Polivagal


A Teoria Polivagal foi apresentada pela primeira vez em 1994 pelo psicólogo norte-americano Stephen Porges, um estudioso do Estresse Traumático, cofundador do Instituto Polivagal e professor de Psiquiatria. Ele propôs que a evolução adaptou o nervo vago humano para priorizar o engajamento social como uma primeira linha de defesa contra o estresse.


Mesmo diante de críticas, a aplicabilidade e a metáfora clínica da Teoria Polivagal são amplamente reconheOrigem da Teoria Polivagal


A Teoria Polivagal foi apresentada pela primeira vez em 1994 pelo psicólogo norte-americano Stephen Porges, um estudioso do Estresse Traumático, cofundador do Instituto Polivagal e professor de Psiquiatria. Ele propôs que a evolução adaptou o nervo vago humano para priorizar o engajamento social como uma primeira linha de defesa contra o estresse.


Mesmo diante de críticas, a aplicabilidade e a metáfora clínica da Teoria Polivagal são amplamente reconhecidas. Na prática, a Teoria Polivagal valida que nosso corpo reage aos relacionamentos e ao ambiente buscando segurança física e emocional antes de qualquer análise racional.


Como aplicar a Teoria Polivagal


  1. Observe os sinais do seu corpo: Esteja consciente das mudanças nos batimentos cardíacos, na respiração, na força muscular e na energia.


  2. Compreenda os seus gatilhos: Observe seu corpo e suas emoções em diferentes lugares e com diferentes pessoas.


  3. Promova a regulação: Busque interações humanas seguras e positivas, acalme a respiração e movimente-se.


  4. Tenha apoio: Busque terapia para aumentar o autoconhecimento, analisar os traumas e mudar situações presentes que te desregulam.


Como posso te ajudar


Posso ajudar você com terapia individual online se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda para lidar com suas emoções, seus relacionamentos interpessoais e outras situações difíceis. Lembre-se que você não precisa lidar com tudo sozinho!


Utilizo os conceitos do Cuidado Informado sobre Trauma para complementar o acolhimento e o tratamento psicológico.


Como agendar


O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site.


Aguardo você!


Psicóloga Ana Carolina Mainetti

CRP 08/17342



 
 
Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
bottom of page