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  • Autossabotagem no relacionamento amoroso

    O que é a autossabotagem no relacionamento amoroso? A autossabotagem no relacionamento amoroso é um processo inconsciente que leva a comportamentos destrutivos que atrapalham o sucesso da relação romântica. Não há uma intenção clara de arruinar a união, mas a autossabotagem leva a impulsos frequentes que boicotam o vínculo amoroso saudável ou levam ao término do relacionamento. São comportamentos recorrentes que levam o parceiro afetado ao sofrimento e a se sentir forçado a escolher entre terminar ou tolerar as ações prejudiciais. Podem ser atitudes que não eram esperadas ou combinadas, como mentiras e quebra de acordos. Ou pode ser a falta de ações esperadas, como esquivar-se de oficializar a relação, de planejar o futuro do casal, de resolver crises ou ser hiperindependente emocionalmente. A autossabotagem arruína um relacionamento que teria potencial para ser positivo, podendo ser uma estratégia cognitiva inconsciente de autoproteção por parte de quem a pratica. Como se manifesta a autossabotagem no relacionamento amoroso A autossabotagem no relacionamento amoroso pode se manifestar de diferentes formas. Algumas muito comuns são: distanciar-se emocionalmente, esquecer compromissos, não cumprir combinados, evitar conversas profundas, agir com frieza, não priorizar momentos a dois, não valorizar o parceiro, recusar-se a resolver conflitos, não prestar atenção nos pedidos ou necessidades do outro, ficar indisponível, negar carinho, ameaçar terminar, descuidar da higiene, cometer excessos, ter atitudes egoístas, desrespeitar, esconder emoções, resistir a fazer mudanças para melhor, ficar desatento nas conversas, fazer tratamento de silêncio, criar brigas por motivos insignificantes, fazer provocações constantes, ser infiel, manipular, ter segredos ou qualquer outra violência psicológica. Quais as causas da autossabotagem no relacionamento amoroso? As causas da autossabotagem romântica podem ser muito particulares, únicas e diversas, mas aqui estão listadas as 30 mais frequentes: Medo de intimidade: Dependendo das experiências de vida de uma pessoa, a intimidade pode causar desconforto. Traumas emocionais ocasionados por ex-parceiros, familiares ou pessoas significativas podem levar ao medo da intimidade (física, sexual e emocional). A pessoa desenvolve a crença de que aquele que deveria amar irá machucar algum dia. Portanto a sabotagem é um tipo de proteção inconsciente. Medo de abandono: Ter sofrido algum tipo de amor interrompido, seja a perda precoce de um ente familiar por falecimento, viagem ou afastamento deliberado, pode ocasionar uma ferida permanente que leva a pessoa, sem consciência clara disso, a não construir laços fortes com as pessoas para não ter o risco de ser novamente abandonada por alguém amado. Evitação de compromisso: Algumas vezes, a autossabotagem indica, simplesmente, que a pessoa, no fundo, não deseja se comprometer. Medo de perder a identidade: Dependendo da personalidade das duas pessoas do casal, aquela que sabota o relacionamento, pode desejar se libertar de qualquer tipo de autoridade ou controle, por medo de se perder de quem realmente é. Pode simplesmente haver uma dificuldade em dizer não, negociar ou expressar a própria vontade, levando a estragar o relacionamento para não se sentir mudado por outra pessoa. Medo de ser traído: A dificuldade em confiar ou a crença de que todo mundo trai (muitas vezes causadas por traições passadas ou traições familiares) pode levar alguém a autossabotar um romance promissor. Compulsão à repetição: Geralmente aparece em diversas áreas da vida da pessoa e não apenas no campo romântico. A pessoa frequentemente repete comportamentos que trazem malefícios para a vida dela. Altas expectativas: Ocorre quando há tendências perfeccionistas ou crenças pré-existentes de um relacionamento perfeito, como o de filmes ou contos de fadas, levando a pessoa a estragar relacionamentos que soem muito “comuns”. Ganho secundário: Às vezes, o que une a pessoa ao seu par não é um amor pleno, mas alguma conveniência, seja ela financeira, patrimonial, social, migratória, religiosa, parental, sexual, ou até mesmo um comodismo, onde um dos parceiros busca no outro uma figura cuidadora que assuma as responsabilidades da vida cotidiana. Falta de habilidade relacional: Ocorre com alguns parceiros devido à imaturidade, inexperiência, autismo, personalidade esquizoide, timidez, personalidade evitativa ou falta de responsabilidade afetiva. Alexitimia: Por não conseguir nomear os próprios sentimentos, a pessoa alexitímica tem reações inesperadas ou se afasta em vez de comunicar o que se passa em seu interior. Além disso, não consegue fazer a leitura do que o parceiro espera no relacionamento, o que leva a diversos desentendimentos. Ansiedade: Pessoas que tem a permanência de medo e até de expectativa de que o pior vai, inevitavelmente, acontecer, podem agir de forma a estragar a vida conjugal e ter a sensação de que tiveram controle no desfecho negativo. Acabar logo com o relacionamento alivia a ansiedade, de certa forma. Lealdade familiar: Para continuar se sentindo pertencente à família de origem, há quem se identifique tanto que precise viver as mesmas dores, como, por exemplo, dar errado no amor. A busca pela diferenciação despertaria sentimentos de culpa, medo de não ser amado ou sensação de não pertencimento. Impossibilidade estrutural: Seja por não ter recursos financeiros suficientes, ter projetos futuros individuais para o dinheiro ou o uso do tempo, por questões geográficas ou por não ter uma estrutura de vida que permita formar uma nova família, como, por exemplo, ter pais dependentes. Incompatibilidade: Pode ser que, no fundo, a pessoa sinta que o casal não é compatível e por isso age de forma a não contribuir com o sucesso do relacionamento. Complementaridade: Aquele que boicota o relacionamento pode sentir, mesmo de forma inconsciente, que isso mantém o relacionamento equilibrado, caso o outro parceiro tenha necessidade de ser crítico, apontar defeitos e querer corrigir o “sabotador”. Nesse sentido, se ele parasse de sabotar o relacionamento, a outra pessoa da relação perderia a função e a união ficaria sem sentido. Dificuldade com escolhas: Algumas pessoas esperam encontrar uma opção melhor e adiam o momento de firmar uma decisão, inclusive em relação à escolha amorosa. No fundo, pensando que podem achar uma parceria mais apropriada, desinvestem no relacionamento atual, mesmo que ele seja promissor. Incapacidade de romper: A pessoa deseja encerrar o relacionamento, mas não externaliza isso de forma clara. Então, provoca o fim se tornando insuportável para forçar o outro a tomar a decisão de terminar, eximindo-se da responsabilidade e da culpa. Medo de ser feliz: O terror inconsciente de experimentar plenitude, estabilidade e felicidade amorosa acontece em alguns. A ideia de que "está bom demais para ser verdade" leva-os a estragar a relação para restaurar seu estado habitual de infelicidade, solidão ou neutralidade emocional. Apego inseguro: Os estilos de apego inseguro são caracterizados por ansiedade, evitação ou ambos e levam as pessoas a repetidamente sabotar relacionamentos que poderiam ser saudáveis. Segredos: Uma pessoa pode resistir a dar certo num relacionamento amoroso porque inevitavelmente chegará o momento de revelar alguma informação que tenta esconder ou o parceiro irá descobrir por si só. A autossabotagem é uma forma de evitar que esse dia chegue. Vício em adrenalina e dopamina: Pessoas acostumadas a dinâmicas caóticas na infância, ou em relacionamentos anteriores, costumam interpretar a paz de uma relação saudável como tédio. A autossabotagem surge para gerar drama e conflito, pois a briga provoca uma forte descarga de adrenalina e, em seguida, a reconciliação apaixonada ativa o sistema de recompensa, gerando um pico de dopamina. Autoconceito negativo: Quando as pessoas têm baixa autoestima, podem se autossabotar porque já acreditam que farão algo errado, e muitas vezes nem cuidam para evitar errar no relacionamento. Muitas vezes está associado à dificuldade em receber amor devido a vivências infantis difíceis ou traumas familiares. Sensação de não merecimento: Pode haver a impressão de que a outra pessoa é “muita areia para o meu caminhãozinho” seja porque há baixa autoestima, ou porque encobre partes de si que não seriam aceitas pelo parceiro. Crenças negativas sobre o amor romântico: Distorções cognitivas como acreditar que relacionamentos trazem problemas, que nunca vão dar certo, que tiram a liberdade, dentre outros, pode levar alguém a não investir emocionalmente o suficiente para que a união se fortaleça. Dificuldade em lidar com desafios da vida a dois: Pessoas que se autossabotam podem ter dificuldade de se autorregular quando surgem problemas de casal, por não compreenderem que certos desafios são uma parte normal dos relacionamentos. Vícios: A dependência de substâncias (álcool, drogas) ou comportamentos aditivos (jogos, pornografia) coloca o objeto do vício no topo das prioridades. O relacionamento passa a ser marcado por comportamentos sabotadores porque o relacionamento “concorre” com o vício. Transtorno da personalidade antissocial: A sabotagem é decorrente do uso utilitário do parceiro, tendência à mentira e irresponsabilidade, incapacidade de empatia e de vínculo afetivo profundo. Transtorno da personalidade narcisista: Devido à grandiosidade, pode ter dificuldade em expor vulnerabilidades e aceitar imperfeições. A baixa empatia e a arrogância prejudicam a conexão emocional intensa. Transtorno da personalidade borderline: A sabotagem pode ser movida pela instabilidade emocional, pela oscilação entre valorização e desvalorização do parceiro pela e hipersensibilidade à rejeição. A pessoa abandona primeiro para não ser abandonada. Transtorno da personalidade histriônica: A autossabotagem ocorre através da tendência a emoções superficiais, comportamentos dramáticos, sedução fora da relação ou criação deliberada de conflitos para atrair atenção. Como parar de autossabotar meu relacionamento? O segredo é descobrir as reais causas, pois a autossabotagem no relacionamento satisfaz alguma necessidade inconsciente que está desconhecida. O tratamento psicológico pode ser essencial para que o profissional possa desvendar os motivos e ajudar nas mudanças necessárias. Uma vez decifradas as origens inconscientes da autossabotagem, a resolução poderá se dar apenas pela consciência delas. Mas para algumas serão necessários hábitos e comportamentos substitutos que tenham a mesma função, mas de uma maneira mais saudável e benéfica para a relação. Para que mudanças consistentes aconteçam, geralmente é necessário um acompanhamento psicológico individual e/ou de casal até que o relacionamento se estabeleça e ambos os parceiros se sintam psicologicamente seguros. Posso te ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos, estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. Tenho experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal, Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas. Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Teoria Polivagal

    O que é a Teoria Polivagal? A Teoria Polivagal explica como o nosso corpo avalia continuamente o ambiente, através da neurocepção, em busca de segurança ou perigo e como ele responde a isso. O nome da teoria se dá por causa do nervo vago, o mais longo do sistema nervoso autônomo, que conecta o cérebro a órgãos vitais. A todo momento, o sistema nervoso está regulando o estado fisiológico do corpo com base em sinais de segurança ou ameaça. Os ajustes ocorrem automaticamente, inconscientemente e influenciam como nos sentimos, como pensamos e como nos relacionamos com as pessoas. A Teoria Polivagal propõe que operamos em três modos principais: Modo Relaxado Predominância de calma, conexão, segurança e equilíbrio; Engajamento para a vida, curiosidade, criatividade e esperança; Coração em ritmo tranquilo, respiração normal, músculos relaxados, voz suave e rosto expressivo; O corpo consegue descansar, digerir os alimentos, se recuperar de doenças e se conectar verdadeiramente com outras pessoas. Modo Mobilizado Predominância de necessidade de luta ou de fuga; Estado de alerta contra o perigo; Aumento dos batimentos cardíacos, pressão arterial, fluxo hormonal e tônus muscular; Se estiver inseguro, sente-se: ansioso, estressado ou com medo; Se estiver seguro, sente-se energético, ativo, brincalhão e motivado. Modo Imobilizado Predominância de congelamento e desligamento; Frequência cardíaca baixa e pouca energia; O sistema nervoso percebe que o perigo é inevitável e não há como lutar ou fugir, então ele simplesmente "desliga" para poupar energia e proteger. Se estiver inseguro, sente-se: deprimido, infeliz, solitário e sem esperança; Se estiver seguro, sente-se sonhador, meditativo, feliz e tranquilo. Corregulação Corregulação é a capacidade que temos de ajudar a acalmar e equilibrar o corpo e as emoções uns dos outros. É uma troca contínua em que a nossa presença e o nosso olhar ajudam o outro a voltar para o estado de segurança. A Teoria Polivagal explica que a regulação (do nosso corpo e das nossas emoções) não é algo que fazemos totalmente sozinhos. Ela depende do contato, da conexão e do vínculo seguro com outros seres humanos. A todo momento, nós trocamos sinais de segurança ou de ameaça sem perceber: o tom de voz, a expressão facial, um olhar ou um simples gesto. Esses pequenos sinais dizem ao sistema nervoso do outro se ele pode relaxar ou se precisa ficar em alerta. Por que a Teoria Polivagal é importante Como o estado do nosso corpo molda tudo o que sentimos e pensamos, a Teoria Polivagal se tornou fundamental em quatro áreas principais: Trauma e estresse Saúde mental e física Conexão social e comunicação Resiliência e recuperação emocional O ponto central é que a reatividade emocional não é uma falha de caráter ou um mero "problema psicológico". A teoria nos convida a desconfiar que diversos estados emocionais indicam, no fundo, uma dificuldade de conexão e interação humana, originada por traumas do passado ou por um ambiente presente que não transmite segurança. -Saiba mais sobre Fawning: estratégia adaptativa de adulação em resposta ao trauma. -Saiba mais sobre Abuso reativo: quando a vítima reage de forma agressiva. Teoria Polivagal e Transtornos Mentais Compreender o estado fisiológico do corpo mostra que em certos transtornos mentais há tentativas adaptativas de se proteger. Pessoas com Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno do Pânico ou Fobias costumam ter o sistema simpático cronicamente ativado. O corpo permanece preso no modo de "luta ou fuga", mesmo na ausência de ameaça real. Isso explica os sintomas físicos constantes: taquicardia, tensão muscular, hipervigilância e pensamentos catastróficos. A depressão, a distimia, a depersonalização/desrealização, amnésia dissociativa, transtorno dissociativo de identidade estão intimamente ligados ao modo de desligamento/congelamento (vago dorsal). Quando o sofrimento ou a ansiedade se tornam insuportáveis por muito tempo, o sistema nervoso recorre ao colapso como última defesa. A pessoa sente anestesia emocional, fadiga crônica, apatia e desconexão do próprio corpo. Na ansiedade social, a pessoa tem dificuldade de acessar a via do vago ventral (engajamento social) na presença de outros. O sistema nervoso interpreta o olhar, a presença ou o julgamento alheio como perigo, acionando mecanismos de defesa de congelamento (ficar mudo/evitar contato) ou fuga. Teoria Polivagal e Trauma Um dos maiores legados da Teoria Polivagal foi a transformação no entendimento do trauma e do Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). No TEPT, o sistema nervoso fica "preso". Qualquer estímulo do presente que lembre o evento passado (um som, um cheiro, um tom de voz) faz o corpo voltar instantaneamente para o modo de luta, fuga ou congelamento. A resposta ao trauma não é uma escolha consciente, mas uma reação automática de sobrevivência do sistema nervoso. Inclusive, as mesmas reações podem acontecer antes do trauma. No Estresse Pré-Traumático a pessoa experimenta sintomas psicológicos intensos antes que um evento ameaçador ou traumático realmente aconteça. Ao antecipar um cenário devastador ou inevitável, a pessoa sente como se a catástrofe estivesse acontecendo agora. Teoria Polivagal e Teoria do Apego A Teoria Polivagal se entrelaça perfeitamente com a Teoria do Apego de John Bowlby. Os nossos primeiros vínculos afetivos na infância moldam diretamente o desenvolvimento do nosso sistema nervoso e do nervo vago. Apego Seguro: Quando o bebê e a criança têm cuidadores responsivos, presentes e acolhedores, o corpo aprende a se corregular com o outro. Isso desenvolve a flexibilidade vagal, que é a capacidade de navegar pelas flutuações de estresse e retornar com facilidade ao estado de calma e segurança. Apego Inseguro: Crianças que crescem em ambientes imprevisíveis, negligentes ou hostis costumam desenvolver uma atividade vagal mais frágil. O sistema nervoso passa a viver em constante estado de proteção, interpretando a intimidade e as relações adultas como potenciais ameaças. -Saiba mais sobre Teoria do Apego em relacionamentos amorosos -Saiba mais sobre Hiperindependência emocional em relacionamentos Origem da Teoria Polivagal A Teoria Polivagal foi apresentada pela primeira vez em 1994 pelo psicólogo norte-americano Stephen Porges, um estudioso do Estresse Traumático, cofundador do Instituto Polivagal e professor de Psiquiatria. Ele propôs que a evolução adaptou o nervo vago humano para priorizar o engajamento social como uma primeira linha de defesa contra o estresse. Mesmo diante de críticas, a aplicabilidade e a metáfora clínica da Teoria Polivagal são amplamente reconheOrigem da Teoria Polivagal A Teoria Polivagal foi apresentada pela primeira vez em 1994 pelo psicólogo norte-americano Stephen Porges, um estudioso do Estresse Traumático, cofundador do Instituto Polivagal e professor de Psiquiatria. Ele propôs que a evolução adaptou o nervo vago humano para priorizar o engajamento social como uma primeira linha de defesa contra o estresse. Mesmo diante de críticas, a aplicabilidade e a metáfora clínica da Teoria Polivagal são amplamente reconhecidas. Na prática, a Teoria Polivagal valida que nosso corpo reage aos relacionamentos e ao ambiente buscando segurança física e emocional antes de qualquer análise racional. Como aplicar a Teoria Polivagal Observe os sinais do seu corpo: Esteja consciente das mudanças nos batimentos cardíacos, na respiração, na força muscular e na energia. Compreenda os seus gatilhos: Observe seu corpo e suas emoções em diferentes lugares e com diferentes pessoas. Promova a regulação: Busque interações humanas seguras e positivas, acalme a respiração e movimente-se. Tenha apoio: Busque terapia para aumentar o autoconhecimento, analisar os traumas e mudar situações presentes que te desregulam. Como posso te ajudar Posso ajudar você com terapia individual online se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda para lidar com suas emoções, seus relacionamentos interpessoais e outras situações difíceis. Lembre-se que você não precisa lidar com tudo sozinho! Utilizo os conceitos do Cuidado Informado sobre Trauma para complementar o acolhimento e o tratamento psicológico. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Desregulação do humor em adultos

    Como é a Desregulação do humor em adultos? O Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH) em adultos jovens é uma condição caracterizada por uma irritabilidade persistente crônica e grave, acompanhada de frequentes explosões de raiva intensas e desproporcionais às situações. A pessoa com TDDH apresenta um humor persistentemente irritável ou zangado, o que significa que se sente assim na maior parte do dia e em diversos contextos. As explosões de raiva podem incluir comportamentos agressivos, como discutir, gritar, insultar ou até mesmo causar danos físicos a si mesmo ou aos outros. Adultos com TDDH necessariamente apresentam os sintomas desde antes dos 10 anos. O primeiro diagnóstico pode ocorrer entre os 7 e 18 anos. Caso não tenha havido este histórico, o humor desregulado pode ser causado por outra condição de saúde mental. Temos encontrado cada vez mais jovens em transição para a vida adulta, levando mais tempo para assumir papéis adultos tradicionais, os chamados adultos emergentes. Com isso, algumas condições psicológicas que tendiam a desaparecer ou a se modificar na vida adulta, têm permanecido presentes por mais tempo. Como saber se um adulto tem Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH)? Há outras condições de saúde mental ou estados emocionais passageiros que podem ser confundidos com Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor em adultos. É importante identificar se um destes 17 transtornos explica melhor a desregulação do humor em adultos em vez do TDDH: Transtorno Bipolar: A principal diferença é que o humor elevado na bipolaridade se restringe aos episódios de mania. E no TDDH a irritabilidade é permanente. Transtorno de Oposição Desafiante (TOD): Embora sejam transtornos parecidos, os surtos de raiva graves não são características essenciais de quem tem TOD. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH): A principal diferença é que desatenção e hiperatividade não são sintomas característicos do TDDH- Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, mesmo que algumas pessoas com TDAH apresentem desregulação do humor. Transtorno do Espectro Autista (TEA): As crises de raiva que podem ocorrer em pessoas autistas são secundárias ao TEA e geralmente manifestadas por algum motivo, como mudanças de rotina, por exemplo. Depressão ou Distimia: A manifestação de irritabilidade pode ocorrer nos episódios depressivos, mas não são uma constante no humor de base, como no caso do TDDH. Transtorno Explosivo Intermitente (TEI): Pessoas com TEI apresentam explosões de raiva muito parecidas, mas o diagnóstico de TEI não requer humor irritado permanente entre os episódios de raiva intensa. Uso de substância psicoativa: Se os sintomas de irritação e crises de raiva ocorrem em pessoas sob efeito psicológico de uma substância, não é possível diagnosticar com TDDH- Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor, pois a causa é o Transtorno por Uso de Substância. Transtorno da Personalidade Antissocial: Também pode haver desregulação do humor como no TDDH, mas nesse caso, é mais voltado à agressividade e descaso com os outros, além de ausência de remorso e tendência à mentira. Transtorno da Personalidade Narcisista: Pode haver irritabilidade e rompantes de raiva, mas esses se devem mais à frustração quando não se sentem em vantagem ou não recebem tratamento especial por sua suposta superioridade. Além disso, arrogância e falta de empatia não são característicos do TDDH. Transtornos da Personalidade Borderline: Apresenta acessos de raiva frequentemente, mas o TDDH não é caracterizado por medo do abandono, autolesão ou ambivalência extrema, como no caso de pessoas borderline. Transtorno da Personalidade Histriônica: Pode se comportar de forma teatral com manifestação de raiva exagerada, mas o foco é atrair a atenção e não representa um padrão permanente de humor zangado como no TDDH. Transtorno Disfórico Pré-menstrual: Mudanças de humor com irritação prevalente pode ocorrer em pessoas em fase pré-menstrual, mas a diferença com o TDDH é que o ciclo de fases de raiva claramente acompanha o ciclo menstrual. Transtorno de Insônia: Pessoas com problemas para dormir podem apresentar irritabilidade constante. Questões com sono não são sintomas característicos do TDDH- Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor. Transtorno do Jogo: Ocorre inquietude ou irritabilidade na tentativa de parar ou diminuir o hábito de jogar, sendo que no TDDH o estado irritadiço não tem relação com jogo. Transtorno de Adaptação: É comum acontecerem alterações de humor e até crises de raiva, entretanto essas ocorrem em virtude de uma mudança significativa na vida, não sendo um padrão habitual da pessoa. Transtorno de Estresse Agudo: Comportamento irritadiço e surtos de raiva podem fazer parte do quadro de Transtorno de Estresse Agudo, mas a razão é a vivência de uma situação traumática recente. Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT): Estado emocional negativo persistente e episódios de raiva podem estar presentes no TEPT, mas são alterações psicológicas desencadeadas por um trauma grave. Consequências da Desregulação do Humor em adultos Pessoas adultas com Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH) frequentemente enfrentam dificuldades significativas em: relações pessoais relações acadêmicas relações profissionais A irritabilidade crônica, característica do TDDH, pode levar a explosões de raiva que resultam em agressões verbais ou físicas, ocasionando problemas de se adaptar socialmente. Com isso, pode ter como consequência: Problemas legais Baixa escolaridade Problemas financeiros A falta de controle emocional e o mau humor permanente aumentam o risco de desenvolver outros transtornos mentais, como consequência dos problemas desencadeados pelos comportamentos disruptivos. Tratamento para Desregulação do Humor em adultos É muito importante que o adulto com desregulação de humor busque tratamento psicológico. Inclusive é indicado que o psicoterapeuta escolhido possa fazer uma avaliação psicodiagnóstica para diferenciar o TDDH das outras condições de saúde mental com sinais parecidos. A terapia para desregulação do humor em adultos pode ser focada em: Investigar as causas profundas da raiva; Descobrir os gatilhos que levam à desregulação do humor; Gerenciar emoções como a frustração e a injustiça de maneira mais eficaz; Expressar-se de forma clara e respeitosa para evitar conflitos; Cultivar a calma e o otimismo. -Saiba mais lendo sobre a Teoria Polivagal. Como eu posso ajudar Como psicóloga, posso ajudar você, que se identificou com este artigo, a tratar a desregulação de humor através da psicoterapia online. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! Conheça mais sobre mim neste link. Acesse meu site ou meu consultório virtual para agendar de forma eletrônica. Lá é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Fawning: a bajulação como resposta ao trauma

    A bajulação ou "fawning", muitas vezes vista como uma característica pessoal de agradar aos outros, pode, na verdade, ser uma resposta complexa a um trauma do passado. Ao lado da luta, fuga e congelamento, a bajulação emerge como um mecanismo de defesa, uma tentativa inconsciente de evitar a dor e o sofrimento. Fawning: a bajulação pós trauma Este tipo de bajulação, também conhecido por "fawning", se origina, frequentemente, em experiências traumáticas na infância. Crianças expostas a abusos crônicos ou relacionamentos interpessoais disfuncionais aprendem que a melhor forma de sobreviver é agradando aos outros. Ao concordar com tudo, suprimir suas próprias necessidades e tolerar maus-tratos, a criança busca evitar conflitos e garantir sua segurança. Na vida adulta, seguem utilizando essa estratégia frente a relacionamentos com codependência ou abusivos, como, por exemplo em violência psicológica no casal, trauma bonding (vínculos traumáticos), parentalização amorosa, convivência com família narcisista, narcisista encoberto, relações profissionais injustas e em outros vínculos onde existe preconceito ou opressão. Fawning: características da bajulação pós-traumática Pisar em ovos: A constante preocupação com a reação dos outros limita a espontaneidade e a autenticidade. Adaptação às necessidades alheias: As próprias necessidades são constantemente ajustadas para se adequar ao humor e às expectativas dos outros. Generalização: Com o tempo, a bajulação se torna um padrão de comportamento, estendendo-se para todos os relacionamentos e não apenas os abusivos. Crença disfuncional: A crença de que a própria felicidade depende da aprovação dos outros se torna arraigada. Exaustão e ressentimento: A constante necessidade de agradar leva a sentimentos de esgotamento e raiva. Sentimentos de FOG: medo, obrigação e culpa são praticamente permanentes. Fawning: tratamento A bajulação ou "fawning", embora dolorosa, é um mecanismo de sobrevivência aprendido. Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para a mudança. Com paciência e apoio, é possível: Quebrar o ciclo: A terapia pode ser uma ferramenta valiosa para identificar e desafiar crenças disfuncionais. Desenvolver habilidades de enfrentamento: Técnicas psicológicas podem ajudar a lidar com gatilhos e emoções desafiadoras. Cultivar o amor-próprio: Aprender a valorizar suas próprias necessidades e estabelecer limites saudáveis é fundamental. -Saiba mais lendo sobre a Teoria Polivagal. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia online, oferecerei recursos para o processo de autoconhecimento, a fim de superar a bajulação traumática e o medo de ser insignificante ou desagradar. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas e teorias, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Teoria do Apego e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz. Adicionalmente, também utilizo o Cuidado Informado sobre Trauma em minha prática profissional. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Cuidado Informado sobre Trauma

    O que é Cuidado Informado sobre Trauma? O Cuidado Informado sobre Trauma ou Trauma Informed-Care (TIC) é uma perspectiva de atendimento que considera os impactos biopsicossociais ao longo da vida de uma pessoa que sofreu algum trauma. Repercussões podem aparecer na saúde, nas percepções, nas emoções, nos pensamentos, nos comportamentos ou nos relacionamentos da pessoa traumatizada. Uma abordagem baseada no Cuidado Informado sobre Trauma não perguntaria a alguém: "O que há de errado com você?", mas sim: "O que aconteceu com você?". Dessa forma, está sendo considerado que experiências traumáticas passadas são capazes de evocar reações emocionais, fisiológicas e comportamentais intensas, muitas vezes associadas a mecanismos de defesa e sobrevivência em resposta ao perigo. O Cuidado Informado sobre Trauma pode ser aplicado tanto no nível do atendimento clínico, quanto no organizacional, nos serviços sociais, educacionais e de saúde. 6 princípios do Cuidado Informado sobre Trauma 1) Garantir uma atmosfera de segurança física, social e psicológica; 2) Usar a transparência com o objetivo de construir e manter a confiança; 3) Incentivar o apoio e a mútua ajuda entre as partes; 4) Nivelar as diferenças de poder entre os envolvidos para promoção de decisões compartilhadas; 5) Dar voz e poder de escolha a todos; 6) Respeitar e abordar fatores culturais e históricos. 4 R's do Cuidado Informado sobre Trauma Realize (Perceber): Notar e compreender o impacto do trauma; Recognize (Reconhecer): Identificar os sinais de trauma; Respond (Responder): Responder através de práticas baseadas em Cuidado Informado sobre Trauma; Resist (Resistir): Prevenir a retraumatização. Qual a origem do Cuidado Informado sobre Trauma? Os psicólogos clínicos norte-americanos Maxine Harris e Roger Fallot foram os criadores do conceito de Cuidado Informado sobre Trauma (Trauma-Informed Care ou TIC) no ano de 2001. Eles descreveram os Cuidados Informados sobre Trauma para uma mudança na forma de abordar os sobreviventes de trauma pelos serviços de saúde mental. Suas diretrizes focavam em: promover uma compreensão dos efeitos biopsicossociais do trauma; evitar ativamente a retraumatização. Cuidado Informado sobre Trauma: como aplicar? Buscar conhecimento sobre as sequelas de experiências traumáticas para indivíduos, famílias e comunidades; Reconhecer os sinais e sintomas de traumas; Compreender que uma pessoa traumatizada pode não confiar facilmente; Explicar os procedimentos antes de começar; Demonstrar apoio e empatia frente às reações; Validar as emoções e as experiências; Como os traumas acontecem? Os eventos que desencadeiam traumas podem ser divididos em três grupos: Eventos intencionais provocados pelo homem. Exemplos: violência, ameaça de morte, guerra, homicídio, sequestro, bullying, etc. Eventos não intencionais provocados pelo homem. Exemplos: desastre aéreo, acidente de trânsito, afogamento, choque elétrico, etc. Eventos provocados pela natureza. Exemplos: enchente, incêndio florestal, epidemia, ataque de animais, tsunami, terremoto, etc. Os traumas podem ser diretos, ou seja, ocorridos com a própria pessoa ou traumas indiretos, em que se testemunhe ou saiba de algo traumático que ocorreu com outra pessoa. Podem resultar de experiências negativas duradouras, como por exemplo: relacionamento amoroso com presença de violência psicológica; vivência de doença grave e debilitante. Ou podem derivar de acontecimentos com um tempo limitado, como: desabamento; atropelamento. Independente da duração da experiência traumática, suas consequências podem ter uma duração indeterminada. Saiba mais sobre Trauma e pós-trauma Saiba sobre a Teoria Polivagal. Alerta: se você trabalha com pessoas vítimas de traumas, é importante conhecer e prevenir o Burnout Empático, que é o esgotamento emocional após a interação com o sofrimento alheio, também conhecido como fadiga por compaixão. Quais as consequências de um trauma psicológico? É importante ressaltar que a experiência do trauma é única para cada um, e o que é traumático para um pode não ser para outro. As reações ao trauma são diversas, podendo durar menos tempo ou a vida inteira. Problemas psicológicos são frequentes em pessoas traumatizadas, mas manifestações físicas também são comuns. Muitos que apresentam somatização não estão cientes da correlação entre suas emoções e os sintomas físicos. Podem, inclusive, permanecer resistentes a explorar o conteúdo emocional envolvido para protegerem-se de lembranças dolorosas. Transtorno de estresse agudo, TEPT, TEPT de relacionamento, despersonalização, amnésia, pesadelos, depressão, distimia, trauma bonding, isolamento, medo da morte, comportamentos de risco, compulsão alimentar, hipervigilância, insônia, TDAH, ansiedade, pânico, transtorno dissociativo de identidade, alexitimia, abuso de substâncias, fawning, fobias, sintomas somáticos, ansiedade de separação, transtorno de adaptação, estresse pré-traumático e personalidade borderline são apenas alguns exemplos de consequências psicológicas, pois um trauma pode afetar de modos variados. Pessoas traumatizadas podem ser mais desconfiadas, assustadas, reservadas, sensíveis, perfeccionistas, agressivas, negativas, paralisadas, delirantes, opositivas, irritadas, evitativas, preocupadas, dependentes, envergonhadas, passivas, cansadas, dentre tantas outras manifestações. Por isso é tão importante que profissionais que lidam com pessoas possam conhecer e aplicar o Cuidado Informado sobre Trauma. Exemplos do Cuidado Informado sobre Trauma na prática Serviço de Saúde -Uma pessoa busca ajuda para tratar sintomas que não se configuram como uma doença. Profissionais de saúde que usam o Cuidado Informado sobre Trauma entendem que doenças psicossomáticas podem ocorrem em pessoas que sofreram traumas. Com isso, validarão a angústia do paciente e procurarão oferecer apoio e um possível tratamento para as questões apresentadas. -Um enfermeiro, em um hospital, atendendo uma pessoa que foi espancada, pode informar antecipadamente os procedimentos, evitando que o toque físico gere um gatilho de medo de agressão. "Agora vou tocar no seu braço para poder aplicar o medicamento nos ferimentos". Escola -Em uma aula de natação, uma criança sai da piscina inesperadamente e corre para o vestiário sem explicação. Profissionais da educação física podem compreender que o aluno passou por um trauma e reações incomuns podem aparecer. Em vez de punir, procuram conversar e acolher suas emoções. -Professores de uma escola de Ensino Médio percebem uma aluna adolescente nova com roupas de inverno em dias de calor. Em vez de apontar a incoerência, procuram conhecê-la melhor. Podem descobrir, por exemplo, que o excesso de roupas está servindo para esconder cicatrizes nos braços e pernas. Serviço Social -Uma usuária dos serviços de uma instituição social demonstra não ter iniciativa para mudar sua realidade de dependência de benefícios do governo. Em vez de ficarem irritados com ela, os profissionais treinados em Cuidado Informado sobre Trauma compreendem que o comportamento apático pode ser uma reação à história de múltiplos traumas, como ter sido abandonada pelos pais na infância, ter sido casada com um marido violento e ter perdido a casa em um deslizamento de terra. Com paciência, seguirão oferecendo apoio, respeitando o ritmo dela e as dificuldades psicológicas apresentadas. -Um coordenador de um centro comunitário para dependentes químicos percebe que os funcionários são tratados com hostilidade por parte dos usuários intoxicados. Decidem, em conjunto, criar um grupo de mútua ajuda para os funcionários poderem falar sobre as experiências. A partir disso, estabelecem maneiras de minimizar as ocorrências e os impactos nos trabalhadores. Empresa -Uma empresa precisará fazer uma reconfiguração de pessoal em um setor, escolhendo antecipar ao máximo a comunicação para prevenir de alguém ser pego de surpresa e se sentir inseguro ou ansioso. Mudanças podem ser gatilhos para desencadear reações desagradáveis em pessoas traumatizadas, por isso, empresas treinadas em Cuidado Informado sobre Trauma preocupam-se em não retraumatizar as pessoas. -O setor de Recursos Humanos de uma empresa contrata um serviço de terapia online para que funcionários possam acessar o suporte de que precisam quando estiverem em crise emocional. Reconhecer que os trabalhadores traumatizados podem precisar de apoio terapêutico em momentos inesperados, é uma maneira de promover um ambiente mais seguro. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que vivenciou ou vive situações traumáticas, através da terapia individual online, pois utilizo o Cuidado Informado sobre Trauma na minha prática. Ter acompanhamento psicológico especializado pode contribuir na sensação de ser mais compreendido e acolhido. Eu utilizo abordagens que são muito eficientes no tratamento das vivências traumáticas e portanto busquei me aperfeiçoar com pós-graduações em 4 delas: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Psicossomática e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Escrevi o capítulo "Prejuízos Neuropsicológicos em Pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático" publicado no livro "Ensaios de Psicologia - Escritas Científicas" da Arco Editores. O livro é Open Access, ou seja, acesso à produção científica de forma livre e pública na internet. Você pode baixar o livro clicando abaixo e procurar pelo capítulo 12 para conhecer em detalhes os prejuízos neuropsicológicos que ocorrem como consequência do TEPT em pessoas que sofreram traumas. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Pessoas Altamente Sensíveis: um guia completo

    Pessoas Altamente Sensíveis: como são? As Pessoas Altamente Sensíveis são profundamente sintonizadas e sensíveis aos seus ambientes e relacionamentos. São intensamente reflexivas, empáticas e costumam ser facilmente sobrecarregadas por estímulos. A psicóloga norte-americana Elaine Aron começou a pesquisar as Pessoas Altamente Sensíveis em 1991 ao perceber um número grande de pessoas que vivem incompreendidas devido a uma sensibilidade de processamento sensorial. As Pessoas Altamente Sensíveis absorvem profundamente o mundo ao seu redor. Sua intensa capacidade de observação e reflexão causa reações emocionais mais acentuadas, tanto positivas quanto negativas. Essa percepção e processamento mental e emocional tão elevados levam a uma sobrecarga frequente. Por isso, precisam de mais tempo livre e se sentem mais incomodadas por coisas como barulho, caos ou excesso de tarefas. 3 principais características das Pessoas Altamente Sensíveis Processam informações profundamente: Têm uma tendência a reflexão aprofundada e uma análise detalhada de tudo o que observam. Possuem uma vida interior rica e complexa, gostando de conversas significativas e densas. São facilmente sobrecarregadas por estímulos: São mais predispostas a sentir angústia ou mal-estar por estímulos sensoriais fortes (luzes, cheiros, tecidos, temperatura, ruídos) e se sentem nervosas quando sob pressão de tempo, com muitas tarefas, em situações novas ou muito intensas. Têm uma percepção aguçada e maior empatia: Possuem a capacidade de captar nuances e minúcias. São hábeis em decifrar o que os outros estão sentindo ou pensando, devido à alta empatia. Pessoas Altamente Sensíveis e saúde mental As Pessoas Altamente Sensíveis têm maior probabilidade de apresentar problemas de saúde mental pelos seguintes motivos: - Por serem facilmente sobrecarregadas por estímulos, tendem a sentir mais estresse pela vida em geral, gerando maior recorrência de Ansiedade, Ansiedade Social, Ansiedade de Desempenho, Burnout, Estresse Pré-Traumático, Pânico, Transtorno de Estresse Agudo, Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais e Transtorno de Sintomas Somáticos. - A profundidade do seu processamento emocional leva à ruminação, a pensar muito no por que das coisas e em permanecer em estados melancólicos ou paranoides, desencadeando com mais facilidade quadros de Depressão, Distimia e Transtornos (ou sintomas) Psicóticos. - Devido às emoções mais intensas exigirem uma maior regulação emocional, podem apresentar Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor (TDDH), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) e Transtorno da Personalidade Borderline. Pessoas Altamente Sensíveis e saúde física Pessoas Altamente Sensíveis são mais propensas a problemas de saúde física devido à sua maior sensibilidade ao estresse. Por serem mais afetadas pelo ambiente e por situações estressantes, têm maior probabilidade de sofrer com doenças exacerbadas pelo estresse, como as que enfraquecem o sistema imunológico, doenças de pele, gastrointestinais, dores pelo corpo, problemas metabólicos e cardiovasculares. Além disso, sua alta sensibilidade a estímulos físicos faz com que percebam e registrem desconfortos como queixas de saúde mais prontamente do que as pessoas que não são altamente sensíveis. É relativamente comum que apresentem doenças psicossomáticas. -Saiba mais lendo sobre a Teoria Polivagal. Pessoas Altamente Sensíveis e suas infâncias Infância favorável Em um contexto familiar que ofereceu segurança, amor e resolução razoável de conflitos, a criança altamente sensível internalizará comportamentos adaptativos e desenvolverá expectativas positivas em relação aos outros. Quando adulta, se adaptará bem ao mundo social, apesar de poder sentir-se diferente ou sobrecarregada, e se beneficiará de sua empatia e processamento profundo, se tornando agradável para os outros. Uma infância adequada promove maior resiliência, permitindo que as pessoas altamente sensíveis lidem melhor com o estresse ou consigam minimizá-lo. Infância desfavorável Se a infância foi marcada por dificuldades, insegurança, violência, ameaças, traumas, punições severas ou bullying, a alta sensibilidade torna-se uma vulnerabilidade significativa. A absorção profunda de detalhes resulta na internalização de modelos de comportamento disfuncionais, como desconfiança crônica, necessidade de esforço excessivo para obter aceitação ou um estado de alerta constante. Essas experiências traumáticas ou negativas levam as pessoas altamente sensíveis a manifestarem um alto grau de estresse na vida adulta e maior propensão a desenvolver problemas de depressão, ansiedade, doenças psicossomáticas e timidez. Pessoas Altamente Sensíveis e indecisão A dificuldade em tomar decisões é uma característica comum entre as Pessoas Altamente Sensíveis, em virtude de dois principais motivos: 1) Profunda capacidade de processamento: A pessoa sensível percebe os detalhes sutis do ambiente e uma vasta gama de possíveis consequências de cada escolha, o que transforma até mesmo decisões simples, como escolher uma pizza, em um dilema de consideração de múltiplos cenários e desdobramentos. O processo decisório é agravado pela maior sensibilidade emocional, pois sentem um arrependimento mais intenso ao tomar uma decisão "errada". 2) Alta empatia: Muitas decisões da pessoa altamente sensível afetam terceiros e sua capacidade de perceber o que seria melhor para os outros adiciona mais responsabilidade e cautela no processo de escolha. As opiniões e expectativas alheias podem desestabilizar a pessoa altamente sensível, que já está sobrecarregada com sua própria análise profunda dos detalhes e possibilidades, resultando em uma indecisão quase insolúvel. 3 singularidades das Pessoas Altamente Sensíveis 1) Busca pela eudaimonia Pessoas Altamente Sensíveis manifestam um inclinação para a eudaimonia, que se refere a viver uma vida com sentido, realização plena alcançada através do cumprimento do próprio potencial e da busca por virtudes e significado. Essa busca por propósito é intensificada pela sua consciência aguçada das realidades mais difíceis da existência humana, como a morte, a perda e a maldade. Em comparação com outras pessoas, as Pessoas Altamente Sensíveis demonstram uma preocupação maior com o sentido da vida, as questões globais e sua função em contribuir para a solução desses problemas. 2) Chorar com mais facilidade Pessoas Altamente Sensíveis tendem a chorar com mais facilidade em diversas situações, seja em ambientes de alta pressão ou em resposta a estímulos emocionais que podem não afetar tanto as pessoas ao redor (como um filme ou uma notícia). O choro é uma resposta fisiológica a emoções intensas (tristeza, raiva, ou até mesmo grande alegria ou alívio) e as Pessoas Altamente Sensíveis simplesmente experimentam essas emoções em um nível mais profundo do que a média. 3) Consciência e previsão de perigos Pessoas Altamente Sensíveis têm uma tendência natural para prever perigos e demonstram uma maior consciência do que pode dar errado. Não apenas notam mais detalhes e sutilezas no ambiente, mas também os processam e comparam com experiências passadas, permitindo que compreendam o risco de forma intuitiva e antecipem possíveis problemas ou resultados negativos. Essa hipervigilância pode ser psicologicamente cansativa, mas é protetiva, pois faz com que as Pessoas Altamente Sensíveis sejam cuidadosas e prevenidas. Pessoas Altamente Sensíveis no trabalho Profundidade de processamento: Frequentemente demonstram criatividade e conseguem pensar “fora da caixa”. A habilidade em fazer reflexões profundas torna suas decisões mais ponderadas e acertadas, embora possam levar mais tempo para chegar a conclusões porque analisam profundamente os motivos de sucesso ou falha. Fácil sobrecarga: Se estressam mais facilmente em ambientes com barulho, caos, prazos apertados ou trabalho em grupo. Se beneficiam de um ambiente de trabalho silencioso e de flexibilidade de prazos. Reatividade emocional: Apresentam reações fortes ao feedback, seja ele positivo ou negativo porque experimentam emoções como raiva, tristeza, ansiedade, vergonha ou alegria mais rapidamente do que a maioria. Demonstram alta empatia e frequentemente têm um conhecimento aprofundado dos problemas pessoais dos colegas. Sensibilidade a estímulos sutis: Percebem detalhes que passam despercebidos para os demais. Elas organizam seus espaços de trabalho com cuidado especial. Notam e comentam sobre pequenas mudanças no ambiente, no clima ou na aparência das pessoas. Pessoas Altamente Sensíveis: preconceito e estigma Pessoas Altamente Sensíveis enfrentam preconceitos que transformam suas características naturais em fontes de estigma e dificuldades sociais. A cautela e a observação, inerentes às Pessoas Altamente Sensíveis, são frequentemente mal interpretadas e rotuladas como timidez, procrastinação, medo e infantilidade. O julgamento mais comum: "Não seja tão sensível" invalida a reatividade emocional e leva a um sentimento de anormalidade e baixa autoestima, especialmente em culturas que desvalorizam a sensibilidade emocional. O preconceito é particularmente forte para homens altamente sensíveis na maioria das culturas, que são pressionados a esconder sua natureza para se adequarem aos padrões masculinos de não-sensibilidade. No ambiente profissional e social, as necessidades das Pessoas Altamente Sensíveis são punidas. A necessidade de mais tempo livre e o pior desempenho sob observação resultam em um histórico de baixo rendimento e insegurança, sendo vistos como falta de dedicação ou fraqueza e não como uma demanda por um ambiente de trabalho mais adequado. Essa falta de compreensão sistêmica e cultural resulta em conflitos em relacionamentos e um persistente sentimento de inadequação, pois as Pessoas Altamente Sensíveis sentem-se constantemente diferentes em uma sociedade que não apenas falha em valorizar, mas ativamente desaprova sua forma única de processar o mundo. 3 dicas de como lidar com Pessoas Altamente Sensíveis Valorize a diferença sem julgamento: Abandone a ideia de que um estilo de processamento é melhor que o outro. Reconheça e aprecie as qualidades como: escuta atenta, lealdade e intuição para sutilezas. Aceite os traços delicados, como hipersensibilidade a críticas, aversão a barulho e multidões. Apoie a recuperação da energia: Ajude a pessoa sensível a ter tempo suficiente para descansar, relaxar e se recompor, pois o excesso de estímulo causa exaustão, irritação e doenças. Apoie seus esforços para reduzir a estimulação desnecessária no ambiente. Cuide de si e mantenha seus limites: Não se anule ou superproteja a pessoa sensível. Busque a sua própria satisfação e nível de estímulo necessário, incluindo companhias não sensíveis, se for o caso, sem guardar ressentimentos ou se esforçar mais do que realmente deseja. Terapia para Pessoas Altamente Sensíveis Se você se identifica como uma Pessoa Altamente Sensível, saiba que você responde muito bem a intervenções terapêuticas! Sua capacidade de expressão, escuta e reflexão são características essenciais para o bom andamento de uma terapia. Como psicóloga familiarizada com a Alta Sensibilidade, posso te ajudar a: • Regulação emocional: estratégias mais eficazes para regular as emoções intensas, transformando a sobrecarga em calma e controle. • Investigação profunda: exploração do que realmente te afeta, seja o estresse do mundo exterior, comportamentos alheios ou a sensação de insegurança. Essa análise pode revelar origens passadas, traumas e trazer um clareamento do seu eu. • Bem-estar integral: apoio para organizar o tempo para atender às necessidades da vida adulta, evitar o estresse, relaxar e se recompor. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia online (videochamadas) pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Fobia: um medo paralisante que tem tratamento

    Sentir excesso de medo, ansiedade ou esquiva de situações ou objetos específicos é o traço característico da Fobia Específica. Neste artigo serão abordados detalhes sobre o diagnóstico, tipos de fobias e o tratamento psicológico! Diagnóstico da Fobia Específica Medo ou ansiedade acentuados acerca de um objeto ou situação; O objeto ou situação fóbica é evitado ou suportado com sofrimento e provoca medo ou ansiedade imediatamente; O medo ou ansiedade é desproporcional em relação ao perigo real, é persistente, com duração mínima de 6 meses e causa sofrimento ou prejuízo em áreas importantes da vida; A fobia não se trata de sintomas de outro transtorno mental, como Agorafobia, TOC, Transtorno de Pânico, TEPT, Transtorno de Ansiedade de Separação ou Fobia Social; Pessoas com fobia apresentam risco aumentado para depressão, ansiedade, Transtorno Bipolar, Transtorno de Personalidade Dependente, Transtorno de Sintomas Somáticos e uso de substâncias. O diagnóstico da Fobia Específica foi baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e fundamenta o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. 30 tipos de Fobia mais comuns Tanatofobia: medo da morte; Claustrofobia: medo de lugares apertados; Acrofobia: medo de altura; Hidrofobia: medo de água; Amaxofobia: medo de dirigir; Autofobia: medo de ficar sozinho; Atelofobia: medo de ser imperfeito; Aerofobia: medo de andar de avião; Hemofobia: medo de sangue; Iatrofobia: medo de ir ao médico; Odontofobia: medo de dentistas; Tripanofobia: medo de injeções; Nomofobia: medo de ficar sem acesso ao celular; Atazagorafobia: medo de ser esquecido; Cinofobia: medo de cachorros; Gerascofobia: medo de envelhecer; Obesofobia: medo de engordar; Necrofobia: medo de coisas mortas; Nictofobia: medo do escuro; Ofidiofobia: medo de cobras; Aracnofobia: medo de aranhas; Bufonofobia: medo de sapos; Glossofobia: medo de falar em público; Catsaridafobia: medo de baratas; Testofobia: medo de fazer provas escolares; Talassofobia: medo do mar; Emetofobia: medo de vomitar; Anuptafobia: medo de ficar solteiro; Coulrofobia: medo de palhaços; Entomofobia: medo de insetos; Falacrofobia: medo de ficar calvo; Pirofobia: medo de fogo; Escopofobia: medo de estar sendo olhado; Características da Fobia Específica Os sintomas temerosos são gerados por um estímulo fóbico; É comum que uma pessoa apresente mais de uma fobia; Não se trata do medo comum que a maioria das pessoas sentem; Há uma esquiva ativa do estímulo fóbico; As reações fóbicas são desproporcionais ao risco; Superestima as consequências negativas do objeto ou situação temida; Sente ansiedade antecipatória ao estímulo fóbico; Pode ter sintomas somáticos associados; A fobia pode ter nascido de um evento traumático; A superproteção é um fator de risco para a fobia; Há redução na qualidade de vida. 10 tipos de Fobia raras Anatidaefobia: medo de ser observado por patos; Deipnofobia: medo de conversas no jantar; Onfalofobia: medo de umbigos; Eritrofobia: medo da cor vermelha; Tripofobia: medo de padrões de furos; Logizomecanofobia: medo de computadores; Narigofobia: medo de narizes; Catisofobia: medo de sentar-se; Globofobia: medo de balões de festa; Optofobia: medo de abrir os olhos. Tratamento psicológico para Fobia Específica Identificar as origens da fobia; Investigar os principais medos que levam à postura fóbica; Reestruturar pensamentos catastróficos; Regular a sensibilidade sobre o objeto ou situação temida; Cultivar uma perspectiva mais realista sobre o estímulo fóbico; Substituir o impulso de fuga pela coragem; Aumentar a autoconfiança; Desenvolver habilidades de enfrentamento; O medo, a ansiedade e a esquiva levam as pessoas com Fobia Específica à restrição de experiências da vida. Com isso, deixam de usufruir de oportunidades, de participar de eventos, de ter mais qualidade de vida e de viver em um estado de mais relaxamento. Neste vídeo, "O que são e de onde vêm as fobias?", o psicanalista e professor Christian Dunker, fala sobre o ponto de vista psicanalítico e sobre o caso Hans, famoso paciente de Freud que tinha Equinofobia, fobia de cavalos. Como eu posso te ajudar É comum que a fobia tenha se originado de experiências marcantes ou traumáticas. A evitação e o medo são defesas psíquicas criadas pela mente para se proteger de potencias novos traumas. Então, utilizarei os conceitos da Psicanálise para examinarmos as vivências mais marcantes ou sensíveis para chegarmos nas raízes da fobia. A percepção e a interpretação que fazemos de um ambiente são baseadas em nossos padrões de pensamento e comportamento. Por isso a Terapia Cognitivo Comportamental TCC será usada durante o processo terapêutico! Faremos a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais e avaliação do viés de confimação, a fim de que os pensamentos fóbicos e catastróficos deixem de te paralisar. A terapia online traz vantagens no tratamento psicológico de pessoas com fobia por permitir um espaço terapêutico menos ameaçador do que ir presencialmente. Por exemplo, consultórios localizados em prédios comerciais, nos casos de claustrofobia ou medo de altura, podem impedir que a pessoa entre em elevadores ou se desloque de carro. E nas fobias relacionadas a espaços ou profissionais de saúde, não precisar circular por uma clínica é mais reconfortante. Se você convive com alguém com Fobia Específica e quer saber como ajudar, uma das melhores maneiras é com o incentivo à terapia, pois a pessoa fóbica pode não tomar esta iniciativa sozinha. Você pode se oferecer para agendar a primeira sessão e até a comparecer junto. Muitas pessoas com fobia podem temer situações novas, então você pode facilitar, dando esse primeiro passo junto! Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat. Como você se sentir mais confortável! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Estresse Pré-Traumático

    O que é Estresse Pré-Traumático? No Estresse Pré-Traumático a pessoa experimenta sintomas psicológicos intensos antes que um evento ameaçador ou traumático realmente aconteça. Ao antecipar um cenário devastador ou inevitável, a pessoa sente como se a catástrofe estivesse acontecendo agora. O processo é similar ao que ocorre no Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT), entretanto os sinais e sintomas ocorrem antes do evento traumático e não após. Seja o medo da crise climática, a violência urbana, o trabalho em uma zona de risco, um ambiente permeado por relações abusivas ou tóxicas ou o diagnóstico de uma doença grave, o sofrimento gerado pela certeza de um trauma futuro exige ajuda psicológica para acolher e regular as emoções. Compreendendo a condição de Estresse Pré-Traumático Diferente do Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) clássico, o Estresse Pré-Traumático não é classificado como um transtorno oficial no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Os critérios observados na prática clínica dividem-se em: A) Percepção de ameaça futura: Vivência de informações consistentes sobre um perigo iminente inevitável; Testemunho presencial das transformações e degradações graduais da realidade (como o clima ou a segurança); Ter conhecimento de que cenários hostis ameaçam de forma direta a sua vida ou o futuro de entes queridos; Ser exposto de forma contínua a notícias e dados aversivos sobre catástrofes futuras (Exemplo: ativistas ambientais, cientistas ou profissionais de segurança). B) Sintomas antecipatórios: Lembranças ou projeções intrusivas angustiantes e involuntárias sobre o cenário futuro ("flashforwards"); Sonhos aflitivos frequentes relacionados à destruição ou ao perigo iminente; Reações dissociativas, com sensação de pânico ou impotência crônica frente ao amanhã; Sofrimento psicológico intenso diante de sinais que simbolizem ou demonstrem a progressão da ameaça (ex: ondas de calor extremo, notícias de violência); Reações fisiológicas acentuadas em resposta a estímulos que lembrem o risco futuro. C) Evitação ou hiperfoco: Evitação de notícias, conversas ou pensamentos relacionados ao perigo iminente para tentar poupar a mente; Hiperfoco obsessivo ou comportamentos compulsivos de checagem de dados e notícias; estado de alerta constante e tentativas frequentes de fazer previsões. D) Alterações emocionais: Estado emocional negativo persistente (como raiva, culpa por não poder mudar o cenário ou tristeza profunda); Sentimento crônico de desesperança, desamparo e luto antecipatório por perdas que ainda vão ocorrer; Crenças negativas exageradas e constantes sobre o futuro da humanidade, de si mesmo ou dos outros; Desinteresse por planos de longo prazo (ex.: ter filhos, devido ao cenário projetado). Sentimentos de distanciamento, solidão ou alienação em relação a quem não percebe a gravidade da ameaça; Irritabilidade e crises de angústia; Comportamentos autodestrutivos ou apatia existencial ("já que o pior vai acontecer"). E) Alterações neuropsicológicas e de reatividade: Problemas de concentração; Perturbação do sono e insônia devido a pensamentos catastróficos noturnos; Hipervigilância constante; Resposta de sobressalto e ansiedade paralisante diante de gatilhos. Sintomas do Estresse Pré-Traumático Projeções catastróficas do futuro; Pesadelos perturbadores; Pensamentos intrusivos e obsessivos sobre o amanhã; Sensação de desamparo e ameaça constante; Ansiedade antecipatória; Ecoansiedade, luto ecológico ou solastalgia; Reações intensas a notícias alarmantes; Negatividade e desesperança; Isolamento social; Irritabilidade ou eco-raiva; Hipervigilância; Problemas de concentração e sono; Estresse crônico; Prejuízos neuropsicologicos*. *Embora os estudos sobre os impactos do estresse pré-traumático no cérebro ainda estejam em expansão, sabemos que a exposição prolongada ao medo crônico compartilha de mecanismos semelhantes aos do TEPT. No artigo que escrevi "Prejuízos Neuropsicológicos em Pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático" publicado no livro "Ensaios de Psicologia - Escritas Científicas" da Arco Editores, detalho como o estresse severo afeta as funções cognitivas. O livro é Open Access, ou seja, acesso à produção científica de forma livre e pública na internet. Você pode baixar o livro clicando abaixo e procurar pelo capítulo 12: Causas do Estresse Pré-Traumático Os cenários mais prováveis para o desenvolvimento do Estresse Pré-Traumático podem ser divididos em três grupos principais: Mudanças, ameaças e crises climáticas. Exemplos: medo de eventos climáticos extremos, escassez de recursos futuros, guerras, migrações, pandemias e luto ecológico. Cenários de perigo real iminente. Exemplos: estar em áreas de violência urbana, militares se preparando para um combate, profissionais de saúde antecipando o colapso de crises sanitárias. Ameaças à saúde e dinâmicas pessoais. Exemplos: a espera por procedimentos médicos invasivos, medo da morte, convivência com o diagnóstico de doenças graves na família, medo de adoecer, retornos a lares abusivos, visitas familiares complicadas, medo de desemprego. Como controlar os sintomas do Estresse Pré-Traumático? Poder expressar abertamente a angústia em relação ao futuro sem ser invalidado; Reconhecer que o medo diante de ameaças reais é uma reação compreensível; Transformar a ansiedade paralisante em ações práticas e coletivas focadas no presente; Aprender a regular o consumo de notícias e de informações traumáticas; Reconstruir rotinas que tragam estabilidade, ancorando a mente no momento atual; Buscar redes de apoio que compartilhem e compreendam as mesmas preocupações; Sempre que possível, se retirar ou evitar as situações que geram os sintomas. Como eu posso ajudar Por se tratar de um sofrimento profundo e muitas vezes solitário, já que o ambiente ao redor tende a minimizar esse medo do amanhã, é fundamental poder externar os pensamentos sem julgamentos. Posso ajudar com terapia individual online para acolher essa angústia e construir estratégias de enfrentamento. Tenho experiência em casos relacionados a traumas e utilizo diversas abordagens psicológicas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Cuidado Informado sobre Trauma. Lembre-se que você não precisa carregar o peso do futuro sozinho! Ter acompanhamento psicológico ajuda a resgatar o equilíbrio emocional e a manter a saúde mental diante de realidades desafiadoras. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Viés da Autoconveniência

    O que é o Viés da Autoconveniência? O Viés da Autoconveniência é um tipo de viés cognitivo que explica a tendência de atribuir resultados positivos e sucessos a fatores pessoais, como capacidades ou esforços. Por outro lado, quando os resultados são ruins ou ocorre uma falha, há a propensão em culpar fatores externos, como o acaso, azar, circunstâncias ou terceiros. Em essência, o Viés da Autoconveniência é uma tendência de se perceber de uma maneira excessivamente favorável, impulsionada pela necessidade de manter e aumentar a autoestima. Um exemplo muito comum: quando alguém tira uma nota boa em um teste, atribui à sua inteligência ou ao empenho nos estudos, mas quando a nota é ruim, culpa o professor por ter explicado mal ou a prova que foi mal elaborada. Funciona como um mecanismo de defesa para proteger a imagem diante de resultados mal sucedidos ou erros. É um viés de confirmação egoísta, considerado uma forma de autoengano. 8 causas do Viés da Autoconveniência Preservação da autoimagem; Transmissão de uma imagem desejada aos outros; Busca por uma narrativa que seja favorável; Esquiva do sentimento de fracasso, incompetência ou inadequação; Negação de verdades difíceis de lidar; Evitação do desconforto da autocrítica; Desvio do foco do próprio erro; Reforço de crenças preexistentes. Consequências do Viés da Autoconveniência Embora o Viés da Autoconveniência possa ter algumas vantagens, como manter a motivação diante da adversidade e proteger a autoestima, ele também pode trazer consequências negativas: Dificuldade em admitir erros: Ao culpar constantemente fatores externos pelas falhas, evita-se assumir a responsabilidade pelos erros. Culpar os outros: Na tentativa de justificar um fracasso, culpa-se injustamente as pessoas ao redor. Impossibilidade de aprendizado: Se não há reconhecimento dos erros, perde-se a chance de aprender com eles e crescer. Tomada de decisão ruim: Uma visão inflacionada das capacidades pode levar a tomar decisões excessivamente confiantes, sem avaliar adequadamente os riscos. Problemas em relacionamentos: A tendência de culpar fatores externos pelos erros pode levar a conflitos, pois os outros podem perceber isso como uma falta de responsabilidade. Expectativas irrealistas: Ao internalizar todos os sucessos, pode-se começar a esperar a perfeição em si mesmo ou ansiedade de desempenho. Quando inevitavelmente falhar, a decepção pode ser ainda maior. Justificar comportamentos questionáveis: Ao atribuir a causas externas a culpa por algo, pode-se defender atitudes que violam as normas sociais ou mascarar falhas de caráter. O Viés da Autoconveniência e as Psicopatologias A manifestação do Viés da Autoconveniência pode variar em diferentes condições de saúde mental: Transtornos Psicóticos: Aqueles que acreditam que suas vidas são controladas por forças externas, tendem a exibir um Viés da Autoconveniência mais pronunciado após o fracasso. Eles são mais propensos a culpar a má sorte, a influência dos outros e forças sobrenaturais. Depressão e Distimia: Pessoas deprimidas frequentemente mostram menos Viés da Autoconveniência. Em alguns casos, esse viés pode até ser invertido, atribuindo sucessos a fatores externos e culpando a si mesmos por eventos negativos. A baixa autoestima associada à depressão diminui a necessidade de proteger a própria imagem. Transtorno da Personalidade Narcisista: Exibem um Viés da Autoconveniência acentuado. Eles atribuem eventos positivos às suas próprias qualidades e talentos, enquanto culpam os outros ou fatores externos pelos insucessos. Isso ajuda a manter a sua autoimagem grandiosa e a crença na sua superioridade. Transtorno da Personalidade Antissocial: A tendência de culpar os outros e não assumir responsabilidade por suas ações é uma característica marcante desse transtorno. Conclusão O Viés da Autoconveniência é uma parte natural da cognição humana, uma estratégia que a mente usa para proteger a autoestima. No entanto, é crucial estarmos conscientes dessa tendência para evitar suas consequências negativas em nossos relacionamentos e em nosso próprio desenvolvimento pessoal. Reconhecer nossos erros e assumir a responsabilidade por eles, mesmo quando é difícil, é fundamental para o crescimento e para a construção de relacionamentos saudáveis. Em contextos clínicos, a avaliação do Viés da Autoconveniência pode fornecer insights valiosos sobre a dinâmica psicológica de diferentes transtornos mentais. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia online, oferecerei recursos para o processo de autoconhecimento, a fim de minimizar os efeitos danosos do Viés da Autoconveniência. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Agendar

  • Trauma Bonding: o que é

    Trauma Bonding, Traumatic Bonding, Trauma Bond ou vínculo traumático são termos para se referir à forte ligação emocional desenvolvida a partir de um padrão de relacionamento abusivo. O "Trauma Bond" ocorre quando a vítima possui uma fixação emocional prejudicial que a mantém colada à pessoa que a machuca. O que é Trauma Bonding? O Trauma Bonding é um laço emocional disfuncional e traumático, criado a partir de um ciclo repetitivo de abuso, manipulação e reconciliação. A vítima, presa nesse padrão, estabelece um vínculo intenso com o agressor, dificultando a ruptura da relação. Os dois fatores principais que constituem o Trauma Bonding são: desequilíbrio de poder; recompensa e punição intermitentes. Isto é, a vítima está desfavorecida de alguma maneira nessa relação. E as fases agradáveis e recompensadoras são intercaladas com situações de desrespeito, punição ou sofrimento. A pessoa atingida pelo trauma permanece vinculada sem reconhecer que sofre maus-tratos porque a gentileza e o carinho demonstrados eventualmente pelo agressor são interpretados como amor ou consideração e geram esperança de mudança. Isso ocorre devido ao fenômeno cognitivo do viés de confirmação. Ou seja, a mente busca interpretar informações de maneira a confirmar uma crença, mesmo com evidências contrárias. Além disso, com a manipulação psicológica, a percepção da vítima é de ser a culpada pelos problemas. E, muitas vezes, há a sensação de que as consequências de um possível afastamento podem ser mais negativas do que a permanência na relação. O Trauma Bonding se torna um vício emocional, no qual a pessoa ferida busca incansavelmente reconhecimento ou afeto da pessoa que a machuca, tornando-se dependente dessas recompensas. Esse padrão de abuso intercalado com harmonia fortalece a conexão, impedindo o descolamento e o fim do ciclo da violência. 10 Sintomas do Trauma Bonding Não se retirar de relacionamentos que fazem mal à você; Confiar repetidamente em quem provou não ser confiável; Aceitar ou se silenciar diante do abuso para evitar conflito ou exposição; Seguir sendo leal a quem te enganou; Querer ser compreendido por quem evidentemente não se importa; Manter interesse, curiosidade ou obsessão por alguém que te causou dor, mesmo que já tenha se afastado; Se empenhar em ajudar pessoas que foram destrutivas; Ter sensações permanente de FOG (medo, obrigação e culpa); Se esforçar para que gostem de você, mesmo que estejam te usando; Desculpar, minimizar, racionalizar ou acobertar as ações prejudiciais do agressor. 4 Consequências do Trauma Bonding Um vínculo traumático (Trauma Bonding) pode ter várias consequências negativas no âmbito biopsicossocial: Problemas psicológicos, como: Depressão, Distimia, Ansiedade, TEPT: Transtorno do Estresse Pós-Traumático de relacionamento, Transtorno do Pânico, Transtorno da Personalidade Dependente, Insônia, Transtorno de Ansiedade de Separação, Compulsão Alimentar, baixa libido, irritabilidade, baixa autoestima, problemas de atenção e memória. Estresse contínuo com superprodução do hormônio cortisol, desencadeando problemas de saúde, como hipertensão arterial, diabetes, aumento de peso, imunidade baixa, inflamações e doenças psicossomáticas. Dependência emocional permanente de alguma figura de apego inconstante, obsessão amorosa, parentalização do parceiro amoroso ou codependência. Perpetuação do abuso nas futuras gerações. Como o conceito "Trauma Bonding" surgiu? O conceito 'Traumatic Bonding' foi usado pela primeira vez pelos psicólogos canadenses Donald Dutton e Susan Painter em um artigo de 1981, no periódico Victimology. Foi o resultado de pesquisas a respeito de laços emocionais complexos produzidos traumaticamente em esposas espancadas e em outros relacionamentos de abuso intermitente. A ideia central seguiu sendo estudada e reformulada por inúmeros outros autores até os dias de hoje. Por mais que o termo tenha se originado de mulheres sofredoras de violência física por parte dos parceiros íntimos, sabe-se que o fenômeno psicológico de conexão emocional forte com o abusador também acontece em outras situações. Tipos de Trauma Bonding: violência psicológica em casais, independente dos gêneros; filhos com pais negligentes, abusadores ou violentos; funcionários com patrões assediadores; famílias narcisistas; amizades opressoras ou exploradoras; relação abusiva entre professor e aluno; refém e sequestrador; ambientes militares tiranos; algumas seitas; atletas com treinadores perversos; entre vítimas e criminosos sexuais; cuidadores malévolos de crianças, deficientes, doentes ou idosos; muitas vezes, em convivência com pessoas com Transtornos da Personalidade do Eixo B: Antissocial, Narcisista (inclusive o encoberto), Borderline e Histriônica. Se você quer saber mais sobre vínculos traumáticos, estes outros artigos meus podem te interessar: Síndrome de Estocolmo em relacionamentos amorosos Narcisismo e Conarcisismo Folie à Deux amorosa Fawning: a bajulação como resposta ao trauma DARVO no relacionamento Triângulo dramático Tratamento do Trauma Bonding O tratamento do Trauma Bonding demanda um processo terapêutico de longo prazo, focado em ajudar a vítima a reconhecer a natureza abusiva da relação, reconstruir sua autoestima e desenvolver habilidades para lidar com as sequelas emocionais. O Trauma Bonding é mais recorrente em quem sofreu os primeiros vínculos traumáticos durante a infância, não aprendendo o que é vivenciar um relacionamento saudável. Por isso, é necessário abordar traumas primitivos com o objetivo de curar a causa-raiz e prevenir outros relacionamentos danosos ou baseados em vínculos de apego inseguros. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com o Trauma Bonding, a tratar esta vivência traumática através da psicoterapia online. Sendo uma psicóloga experiente em casos de Trauma Bonding, estou preparada para tratar as questões relacionadas aos vínculos traumáticos, sejam eles amorosos, familiares, profissionais ou de outra natureza. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Cuidado Informado sobre Trauma e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! Trabalharemos juntos para que você alcance uma vida mais livre, plena e feliz! Conheça mais sobre mim neste link. Acesse meu site ou meu consultório virtual para conferir o valor da sessão e agendar eletronicamente! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG: como controlar e tratar

    Ansiedade e preocupação excessivas e constantes, com sintomas corporais e cognitivos, afetam a vida diária e causam muita angústia. Saiba como é feito o diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG, como controlar e tratar este transtorno. Diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG A) Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maior parte dos dias por pelo menos 6 meses, em várias áreas da vida. B) Há dificuldade em controlar a preocupação. C) A ansiedade e a preocupação estão associadas com 3 ou mais dos sintomas abaixo: Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; Irritabilidade; Tensão muscular; Tendência à fadiga; Falta de concentração ou "brancos" na mente; Perturbação do sono. D) Os sintomas causam sofrimento ou prejuízos significativos em áreas importantes da vida. E) Não se deve ao efeito de substâncias ou outra condição médica; F) Não são sintomas de Transtorno de Pânico, Fobia Social, TOC, Transtorno de Ansiedade de Separação, TEPT, Anorexia Nervosa, Transtorno de Ansiedade de Doença, Transtorno Delirante ou Esquizofrenia. Características do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG A ansiedade é generalizada e desproporcional à probabilidade real; As preocupações normalmente giram em torno de circunstâncias da vida diária, como responsabilidades no trabalho, finanças, performance, saúde dos familiares, segurança, pontualidade, medo de desgraças, etc.; Os pensamentos preocupantes do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG são involuntários e a pessoa não sabe como controlar; Alguns sentem TAG a vida toda; Além dos sintomas descritos, pode haver tremores, dores musculares, sudorese, náusea, diarreia e sobressaltos; Temperamentos com alto índice de evitação de danos são mais propensos ao TAG; Adversidades na infância e superproteção podem predispor ao TAG; A ansiedade não patológica se distingue do TAG por não haver sintomas físicos e por não ser tão constante. Como controlar a ansiedade do TAG? O caminho de como controlar os sintomas ansiosos do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG é: descobrir os principais medos existentes, identificar a real probabilidade deles acontecerem e aumentar a tolerância sobre as incertezas da vida; Separe os medos em dois grupos: "controláveis" e "não controláveis"; No grupo das situações temidas que são controláveis, é importante ter organização e disciplina para que não falte tempo, energia, dinheiro ou outro tipo de ação que dependa unicamente de um comportamento seu. Ter uma visão realista sobre os limites dos recursos e, principalmente, ter sobra deles, reduz a ansiedade. É essencial separar o que são as suas atribuições das dos outros, assumir as suas e delegar a dos outros. Ao mesmo tempo, é fundamental incluir na rotina momentos suficientes de lazer, relaxamento, sono, descanso e prazer. (Este artigo que escrevi sobre Psicologia Financeira pode ajudar você) No grupo das situações ansiogênicas não controláveis, é necessário assimilar a ideia de que a experiência de viver envolve situações indesejáveis e desprazerosas. Se não há possibilidade de controlar o fator preocupante, é necessário trabalhar internamente a aceitação. Procure uma terapia para ter auxílio no processo de compreensão dos medos e dos valores que guiam sua vida, além de ajuda no gerenciamento dos recursos: tempo, energia e dinheiro. Muitas vezes a ansiedade é a parte mais superficial de uma história de vida marcada por experiências difíceis, sendo que algumas delas podem ter sido reprimidas como uma forma de defesa psíquica. Desvendar esta parte encoberta é uma das maneiras de se libertar do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG. Como eu posso te ajudar Posso auxiliar a reduzir o sofrimento emocional causado pela ansiedade generalizada através da terapia online, que é uma modalidade de psicoterapia simples de acessar, tem vantagens e pode ser realizada de qualquer lugar. Durante a psicoterapia, utilizarei várias abordagens, mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A Terapia Sistêmica é uma abordagem que estuda a pessoa em seu meio, como na família e em outras relações significativas. Os sistemas em que alguém está inserido interferem nas emoções e comportamentos. A visão sistêmica viabiliza uma compreensão ampliada das dificuldades e soluções, considerando todo o entorno. A Psicanálise procura investigar as causas mais profundas do funcionamento emocional. Ela entende que temos conflitos psicológicos inconscientes que podem ficar reprimidos como uma maneira de proteção psíquica. Através das técnicas psicanalíticas é possível acessá-los para que venham à consciência e deixem de ter tanta força prejudicial. A Terapia Cognitivo-Comportamental TCC foca nos padrões de pensamento e comportamento atuais. A intenção dessa abordagem é substituir as crenças cognitivas disfuncionais, o viés de confirmação e os comportamentos desadaptativos por opções mais construtivas e saudáveis. Ao reestruturar os pensamentos automáticos e catastróficos do TAG, eles deixarão de causar tanta ansiedade. Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG, uma das melhores maneiras de ajudar é com o encorajamento a fazer terapia. É muito provável que os medos e as preocupações sejam irracionais e tragam muitos problemas tanto para a pessoa, como para quem convive com ela. A terapia poderá mudar a forma da pessoa olhar para a vida, trazendo mais tranquilidade e bem estar. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos: um guia completo

    O que é o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos? O Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos se caracteriza por medo ou ansiedade excessivos e persistentes em relação à separação, mesmo que momentânea, de alguém a quem se sente apegado, que geralmente pode ser: parceiro amoroso, mãe, filho, pai, animal de estimação, irmão ou amigo. Os sintomas de angústia, nervosismo ou pensamentos catastróficos perduram por mais de 6 meses e trazem prejuízos em áreas importantes da vida adulta. Diagnóstico do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A) Medo ou ansiedade impróprios ou exagerados diante da separação de pessoas (ou animais) a quem o adulto tem apego, apresentando ao menos três destes aspectos: Sofrimento excessivo e recorrente frente ao afastamento real ou antecipado de casa ou de figuras importantes de apoio; Preocupação abundante e constante sobre o bem estar ou possível morte, perda ou perigos quando separado do ente querido, precisando saber o paradeiro e manter-se em contato; Demasiada e incessante preocupação de que um evento indesejado ocorra consigo e ocasione a separação de pessoas ou animais com os quais possui forte vínculo emocional; Relutância ou recusa a sair ou afastar-se de casa em virtude do medo de separação; Medo ou dificuldade em ficar sozinho ou sem as figuras importantes às quais é apegado; Dificuldade ou recusa em dormir fora de casa ou sem estar próximo a uma pessoa ou animal ao qual tem forte vínculo; Pesadelos frequentes envolvendo o tema da separação; Sintomas físicos ante a previsão ou ocorrência da ausência de figuras significativas de apego, como: palpitação, tontura, sensação de desmaio, dores e náusea. B) O medo, a ansiedade ou a esquiva é persistente, durando pelo menos 6 meses. C) A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico, profissional ou em outras áreas importantes da vida adulta. D) Os sintomas não ocorrem em virtude de outro transtorno mental, como Transtorno do Espectro Autista, Transtornos Psicóticos, Agorafobia, Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Transtorno de Ansiedade de Doença. Os critérios diagnósticos do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos descritos acima foram baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria, fundamentando o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Sintomas do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Preocupação excessiva: Medo constante de algo ruim acontecer consigo ou com o ente querido, como acidentes, doenças ou morte. Falta de independência: Dificuldade em realizar tarefas, tomar decisões, cuidar de si ou passear sem a presença de uma figura de segurança. Dificuldade em permanecer sozinho: Sensação de desamparo e pânico quando está desacompanhado. Contato excessivo: Ligações, mensagens, acompanhamento da localização e cobranças para manter contato constante. Sintomas físicos: Sintomas de ansiedade, pânico ou doenças psicossomáticas frequentes. Pensamentos catastróficos: Propensão a enxergar perigos, mesmo em situações inofensivas. (Importante diferenciar de Estresse Pré-Traumático) Superproteção ou autoritarismo: Tendência a dificultar que as figuras de apego tenham autonomia ou liberdade. Manipulação: Chantagem emocional para manter o ente querido por perto. Permanência prolongada em relacionamentos: Relutância em finalizar uma relação, mesmo com a evidência de que não são compatíveis ou de que não é bem-vindo. (Para compreender melhor, leia sobre Dependência emocional, Codependência, Trauma Bonding e Teoria do Apego) Viés de Confirmação: Quando ocorre um evento indesejado, confirma a crença de que sempre algo ruim pode ocorrer e por isso não deve se afastar da figura de apoio. Mas quando nada de negativo ocorre, a mente pode descartar que tudo fluiu bem quando separados. (Leia mais sobre Viés de Confirmação) 6 Consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Relacionamentos amorosos: Dificuldade em manter relacionamentos saudáveis devido à dependência emocional, necessidade excessiva de cuidados, medo de ser esquecido, ciúme ou possessividade. Relacionamentos familiares: Dependência prolongada dos pais, não buscando uma vida adulta própria. Quando tem filhos, pode não favorecer que se desenvolvam ou que se tornem independentes por precisar da companhia deles. Vida profissional ou acadêmica: Problemas com foco, produtividade e evolução por permanecer muito tempo envolvido com as figuras de apego ou com medo de afastar-se delas. Vida social: Eventos sociais podem ser evitados por exigirem tempo longe de casa ou dos entes queridos. Pode repelir possíveis amizades ao se mostrar muito carente ou controlador. Saúde mental: Aumento do risco de desenvolver outros transtornos, como Transtorno de Ansiedade Generalizada, Folie à Deux Amorosa, Depressão, Transtorno de Adaptação, Insônia, Fobias, Tanatofobia (medo da morte), Fobia Social e Transtorno de Pânico. Qualidade de vida: Redução da qualidade de vida devido à baixa autonomia para o autocuidado e ao constante estresse por medo de separação. Terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A terapia é a forma mais eficaz de tratamento para o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos. Mesmo que você não apresente os critérios suficientes para ser diagnosticado, possuir alguns deles já pode trazer problemas para sua vida e para a vida de outras pessoas. 10 Objetivos da terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Explorar os padrões de apego construídos na infância; Investigar os principais medos envolvendo os entes queridos; Aprender habilidades de enfrentamento para controlar a ansiedade; Promover que o sentimento de solidão possa ser menos assustador; Aceitar melhor as incertezas da vida; Tolerar permanecer sem a presença de figuras de apego; Construir mais autossuficiência e autoconfiança; Fortalecer a independência emocional; Aumentar o encorajamento para viver experiências desacompanhado; Cultivar relacionamentos sem dependência. Como eu posso ajudar com o Transtorno de Ansiedade de Separação Terapia individual online: ajudarei você a desenvolver maneiras mais funcionais de conviver consigo e com os outros. Terapia Cognitivo Comportamental TCC: será usada durante o processo terapêutico para que possamos fazer a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais, a fim de que os pensamentos automáticos e catastróficos deixem de causar ansiedade e dependência. Psicanálise: como esta técnica visa investigar as raízes mais profundas do funcionamento emocional, irei usá-la para que seja possível trazer à consciência certos conteúdos reprimidos, com o objetivo de que percam a força prejudicial. Terapia Sistêmica: é uma abordagem que examina a pessoa em seu meio, como na família e em outras relações significativas, por isso será uma das ferramentas indispensáveis no tratamento do Transtorno de Ansiedade de Separação. Terapia familiar ou de casal online: é um trabalho que inclui o ente querido e pode colaborar para que os dois lados possam se expressar e encontrar alternativas mais favoráveis para a relação. Pode ser necessário desenvolver um plano de separação gradual enquanto se adquire as habilidades de autonomia necessárias. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Lembrando que também é possível realizar terapia familiar ou terapia de casal online para tratar as causas e consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

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