top of page

Resultados da busca

115 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT: quando os sintomas do trauma não vão embora

    Ao viver um evento traumático e estressante , o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT pode desencadear sintomas após o primeiro mês do trauma. Seja um sequestro, um desastre natural, acidente ou outro estressor desencadeante de sofrimento intenso ou risco de morte , é necessária a ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT A) Exposição a episódio traumático concreto ou ameaça de morte, lesão grave, ou violência sexual em 1 ou mais das seguintes formas: Vivência de um evento traumático ; Testemunho presencial de outra pessoa vivendo o trauma; Ter conhecimento de que o evento traumático ocorreu com um ente querido ; Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do trauma. (Exemplo: socorrista). B) Presença de 1 ou mais dos seguintes sintomas: Lembranças intrusivas angustiantes recorrentes e involuntárias do evento traumático; Sonhos aflitivos frequentes relacionados ao evento; Reações dissociativas, com sensação como se o trauma estivesse acontecendo novamente; Sofrimento psicológico intenso ou prolongado frente a sinais internos ou externos que se assemelhem ou simbolizem algum aspecto do trauma; Reações fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático. C) Evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a ocorrência dele, conforme evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos: Evitação ou esforços para evitar recordações , pensamentos ou sentimentos relacionados ao evento traumático; Evitação ou esforços para evitar coisas ou situações que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes relacionados ao trauma. D) Alterações negativas na cognição e humor associadas ao evento traumático, começando ou piorando depois da ocorrência dele, evidenciado por 1 ou mais dos seguintes aspectos: Incapacidade de recordar um aspecto importante do trauma vivido; Crenças negativas exageradas e persistentes sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo; Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do trauma, culpando a si ou alguém; Estado emocional negativo persistente; Desinteresse ou diminuição da participação de atividades significativas; Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros; Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas . E) Alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, começando ou piorando após o evento, conforme evidenciado por 2 ou mais destes aspectos: Comportamento irritadiço e surtos de raiva; Imprudência ou comportamento autodestrutivo ; Hipervigilância ; Resposta de sobressalto exagerada; Problemas de concentração ; Perturbação do sono . F) A duração dos sintomas é de mais de 1 mês . G) Há sofrimento significativo e prejuízo em áreas importantes da vida. H) Não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância ou à outra condição médica. Sintomas do TEPT Lembranças vívidas do trauma; Pesadelos frequentes; Pensamentos intrusivos e perturbadores; Sensação de ameaça constante ; Evitação de lugares, objetos ou pessoas associados ao trauma; Reações intensas a estímulos que lembrem o trauma; Amnésia de parte do trauma; Negatividade; Isolamento social; Irritabilidade; Hipervigilância ; Problemas de concentração e sono ; Prejuízos neuropsicológicos .* *No artigo que escrevi " Prejuízos Neuropsicológicos em Pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático" publicado no livro " Ensaios de Psicologia - Escritas Científicas" da Arco Editores , é possível conhecer em detalhes os déficits neuropsicológicos que ocorrem como consequência do TEPT em pessoas que sofreram traumas psicológicos. Você pode baixar o livro clicando abaixo e procurar pelo capítulo 12. O livro é Open Access , ou seja, acesso à produção científica de forma livre e pública na internet. Causas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT Os eventos mais prováveis para o desenvolvimento de situações traumáticas podem ser divididos em três grupos: Eventos intencionais provocados pelo homem . Exemplos: guerra, ameaça de morte, violência sexual, tortura, assalto, crime violento, terrorismo, homicídio, sequestro, etc. Eventos não intencionais provocados pelo homem . Exemplos: incêndio, explosão, acidente de trânsito, desastre aéreo, etc. Eventos provocados pela natureza . Exemplos: enchente, terremoto, epidemia, avalanche, desmoronamento, erupção vulcânica, ataque de animais, furacão, etc. Como controlar os sintomas do TEPT? Poder se expressar sobre a vivência traumática; Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Regular as emoções para lidar com o trauma; Reconstruir a sensação de estabilidade e segurança ; Estabelecer os passos a serem dados a seguir. Outros transtornos que podem ser parecidos com o TEPT Transtorno de Adaptação : a principal diferença entre eles é a gravidade do trauma. O Transtorno de Adaptação geralmente ocorre após eventos estressantes ou que exigem muitas mudanças como separações, perda de emprego e mudança de país, mas não têm necessariamente o caráter de lesão grave ou risco de morte como no Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT. Transtorno de Estresse Agudo : o que distingue os dois transtornos é o tempo de duração dos sintomas. No Transtorno de Estresse Agudo, o padrão sintomático está restrito ao período de 3 a 30 dias após o trauma. Transtorno Obsessivo-Compulsivo : os pensamentos intrusivos recorrentes do TOC se referem a uma obsessão e não estão relacionados a um evento grave vivido, como no caso do TEPT. Transtornos de Ansiedade : os sintomas dissociativos ou excitatórios do Transtorno de Pânico não estão associados a um evento traumático específico. Da mesma forma, a ansiedade, irritabilidade e evitação do Transtorno de Ansiedade Generalizada , também não. No caso do Transtorno de Ansiedade de Separação , os sintomas estão claramente relacionados à separação do lar ou da família, em vez de um evento traumático. Transtorno Depressivo Maior : a depressão pode ou não ser precedida por um evento traumático. O que diferencia os dois transtornos são os critérios B e C do TEPT que não estão presentes no Transtorno Depressivo Maior. Transtornos da Personalidade : quando há mudanças e dificuldades nas relações interpessoais após um evento traumático, pode ser um indicativo de TEPT. Nos transtornos de personalidade, essas dificuldades seriam esperadas independentemente de qualquer exposição traumática. Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais : quando sintomas somáticos novos surgem após um evento traumático, é mais indicativo de TEPT, pois para o diagnóstico do Transtorno de Sintomas Neuroló gicos Funcionais não há o critério de vivência de trauma grave. Transtornos Dissociativos : Amnésia Dissociativa , Transtorno Dissociativo de Identidade e Transtorno de Despersonalização/Desrealização não são necessariamente precedidos pela exposição a um trauma. Transtornos Psicóticos : também podem apresentar delírios e alucinações, mas geralmente não estão relacionados a um evento traumático agudo e não possuem as demais características do TEPT. Síndrome de Estocolmo no relacionamento : a vítima tem um vínculo emocional paradoxal com o agressor, criando um laço de lealdade e afeto, mesmo diante do abuso. Também é fruto de experiência traumática, mas pode não ter todos os critérios para o diagnóstico de TEPT. TEPT de relacionamento : como um sub tipo do TEPT comum, este aparece após a vivência traumática de um relacionamento com parceiro íntimo abusivo. Como eu posso ajudar Por se tratar de uma vivência muito intensa , é importante que quem viveu um trauma grave que desencadeou o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT, possa externar todos os pensamentos e emoções para esvaziar o conteúdo perturbador. Posso ajudar com terapia individual online nesse momento de choque e recuperação . Utilizo diversas abordagens psicológicas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Cuidado Informado sobre Trauma . Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos, como a depressão . Se alguém que você conhece está apresentando o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT , uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Sintomas Somáticos: o que é e como tratar

    Um sofrimento intenso ao perceber ou conviver com sintomas somáticos específicos, marcado por ansiedade elevada, pensamentos catastróficos ou muito tempo dedicado às preocupações com a saúde: este é o Transtorno de Sintomas Somáticos. Saiba como diferenciar de outros transtornos e como tratar . Diagnóstico do Transtorno de Sintomas Somáticos A) Presença de um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou perturbação significativa da vida diária; B) Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados ao sintoma ou com a saúde , manifestados por um (ou mais) destes itens: Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da gravidade dos próprios sintomas; Nível de ansiedade persistentemente elevado sobre a saúde e os sintomas; Tempo e energia excessivos dedicados aos sintomas ou preocupações com a saúde. C) A duração é de pelo menos 6 meses , mesmo que algum dos sintomas possa não estar continuamente presente. Nível de Gravidade : Leve: se apenas 1 dos sintomas do critério B está presente; Moderada: Se há 2 ou mais sintomas do critério B; Grave: Se além de haver 2 ou mais sintomas do critério B, há múltiplas queixas somáticas ou um sintoma somático muito grave. Tipos : Com dor predominante: quando os sintomas somáticos envolvem predominantemente alguma dor ; Persistente: quanto dura mais de 6 meses e é caracterizado por sintomas graves ou prejuízos marcantes. Características do Transtorno de Sintomas Somáticos Avalia os sintomas corporais como muito ameaçadores porque costuma pensar no pior ; O estado alarmado com a saúde pode assumir um papel central na vida; Pode ter tido uma doença grave, de fato, e o transtorno surgiu em resposta ao medo de recorrência ; Tende a negar a ligação entre sofrimento psicológico e sintomas corporais; Utiliza serviços de saúde frequentemente, o que raramente alivia as preocupações; Pode haver verificações repetidas no corpo em busca de anormalidades ou sinais de doenças potencialmente fatais; As somatizações muitas vezes estão relacionadas a algum sofrimento emocional ou a um histórico de traumas . A descrição do diagnóstico do Transtorno de Sintomas Somáticos neste artigo foi baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria . Diferenças do Sintomas Somáticos de outros transtornos Há vários outros transtornos mentais que podem se parecer com o Transtorno de Sintomas Somáticos, mas há detalhes que os diferenciam: - Transtorno de Ansiedade de Doença : difere do quadro somático porque na ansiedade de doença não há a presença de sintomas no corpo ou eles são mínimos. - Transtorno Delirante : quando o Transtorno Delirante é do tipo Somático, geralmente os delírios são mais fortes ou de conteúdo bizarro em comparação ao Transtorno de Sintomas Somáticos. - Transtorno de Pânico : os sintomas no corpo ocorrem em episódios agudos durante a crise de pânico, enquanto no Transtorno de Sintomas Somáticos, são mais persistentes. - Transtorno Dismórfico Corporal : a preocupação é mais voltada a um defeito relacionado à aparência física, sendo que no Transtorno de Sintomas Somáticos a aflição gira em torno da saúde. - Transtorno de Ansiedade Generalizada : neste caso, a pessoa apresenta ansiedade em diversos outros temas e não especialmente com sintomas corporais ou medo de doença. - Distimia : é comum que seja acompanhada de sintomas somáticos, entretanto se diferencia do Transtorno de Sintomas Somáticos devido ao humor deprimido persistente e anedonia. -Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF: neste, o sintoma inicial é a perda ou alteração de função motora ou sensorial, enquanto no Transtorno de Sintomas Somáticos o foco é o sofrimento que os sintomas corporais causam. - Transtorno Obsessivo-Compulsivo : há presença de comportamentos repetitivos para redução da ansiedade, o que não é uma característica do Transtorno de Sintomas Somáticos. - Tanatofobia : é uma fobia específica relacionada ao medo de morrer que pode desencadear preocupações com dores e doenças. É comum haver comorbidade com o Transtorno de Sintomas Somáticos. Como é a terapia para o Transtorno de Sintomas Somáticos? Explorar os pensamentos automáticos e catastróficos sobre o adoecer; Adaptar expectativas sobre saúde para uma perspectiva mais realista ; Melhorar o autocontrole em relação à hipervigilância do corpo; Identificar os gatilhos que amplificam os sintomas físicos; Aumentar a tolerância sobre o desconforto de certas sensações corporais; Analisar o histórico de vida para compreender as origens dos sintomas somáticos; Ampliar a consciência da correlação entre emoções e sintomas físicos; Explorar novos interesses e temas mais positivos para se concentrar. É mais frequente que pessoas com Transtorno de Sintomas Somáticos procurem ajuda médica do que ajuda psicológica , por não perceberem que suas preocupações são excessivas. Mas quando decidem encarar o lado psicológico dos seus sintomas ou quando passam a conhecer sobre a “ psicossomática ” , escolhem olhar não apenas para o corpo, mas para as emoções . Como eu posso ajudar você A elevada ansiedade com os sintomas do corpo e com a saúde pode abalar significativamente sua qualidade de vida , mas estou aqui para auxiliar através da terapia online ! Como o Transtorno de Sintomas Somáticos é um problema de percepção corporal e de cognição , a Terapia Cognitivo Comportamental TCC será usada durante o processo terapêutico para a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais . Também utilizarei os conceitos da Psicanálise para investigarmos as causas mais profundas do seu funcionamento psíquico. Assim, teremos um clareamento sobre as raízes do medo de sentir desconforto, sentir dor, adoecer, ficar com sequelas ou morrer. Ao poder expressar suas emoções verbalmente , possivelmente você passará a expressá-las menos fisicamente . A relação entre a Psicanálise e o Transtorno de Sintomas Somáticos é explicada neste vídeo pelos profissionais do IPQ Soma - Ambulatório de Transtornos Somáticos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP . Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno de Sintomas Somáticos , uma das melhores maneiras de ajudar é com o encorajamento a fazer terapia . É indicado tocar no assunto com muita empatia e respeito, pois quando alguém supõe que a somatização pode ter uma explicação psicológica , as pessoas com o Transtorno de Sintomas Somáticos podem entender como uma rejeição ou desconfiança de sua dor. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Delirante: tipos de delírio, diagnóstico e terapia

    Delírio é uma crença imaginária originada de uma má interpretação de sinais ou percepções e que não muda mesmo com evidências do contrário. Também conhecida como " paranoia " . Conheça os tipos de delírio , o diagnóstico do Transtorno Delirante e como é a terapia para tratar esta condição. O que é um delírio? O delírio é uma crença fixa que faz uma pessoa não conseguir distinguir o que é real do que é imaginado e que não muda mesmo quando argumentos racionais sugerem o contrário. Ele é construído logicamente a partir de uma má interpretação de sinais e percepções, levando a uma convicção irreal. A pessoa não tem consciência de que seus delírios são derivados de falsas conclusões . Quais são os tipos de delírio do Transtorno Delirante? Delírios Persecutórios : são crenças que sustentam ideias de estar sendo perseguido, assediado, espionado, envenenado, que será prejudicado por outras pessoas ou organizações ou é alvo de conspirações. Delírios de Referência : crença de que sinais são direcionados a si. Por exemplo: um gesto de alguém, um comentário de um palestrante ou uma chuva repentina terem ocorrido em função da presença da pessoa ou para afetá-la de alguma forma. Delírios de Grandeza : quando a pessoa crê que tem habilidades extraordinárias, talento, riqueza, fama ou fez uma grande descoberta, por exemplo. Delírios Erotomaníacos : quando crê falsamente que outra pessoa está apaixonada por si. Pode ser desde um estranho, até uma pessoa em uma condição superior, como uma celebridade ou alguém em um cargo elevado no trabalho. Delírios Ciumentos : quando o tema central do delírio é o de que o cônjuge é infiel. Delírios Niilistas : convicção de que acontecerá uma grande catástrofe. Delírios Somáticos : crenças irreais sobre problemas de saúde ou funcionamento dos órgãos. Exemplo: ter insetos morando sob sua pele. Delírios de Retirada de pensamento : convicção de que os pensamentos foram removidos da mente por uma força sobrenatural. Delírios de Inserção de pensamento : quando se acredita que uma força externa incluiu pensamentos na mente. Delírios de Controle : certeza de que um poder externo consegue controlar e manipular o seu corpo ou ações. Por exemplo, acreditar que radiação ou telepatia podem comandar seu pensamento. Delírios Bizarros : quando são delírios implausíveis. Por exemplo: crer que uma força externa retirou o seu coração e o substituiu por outro sem deixar sinais a fim de fazer um experimento. Delírios não Bizarros : quando são crenças até possíveis de acontecer na vida real, mas são improváveis. Por exemplo: acreditar que a polícia da cidade passa a noite o vigiando. Delírios Mistos : quando há a presença de mais de um tipo. Como é o diagnóstico do Transtorno Delirante? Presença de um ou mais delírios com duração de pelo menos 1 mês ; O funcionamento geral da pessoa não é acentuadamente prejudicado e o comportamento não é claramente esquisito, exceto aquilo que é causado pelo delírio e seus desdobramentos; Se houve episódios maníacos ou depressivos, foram mais curtos do que a duração do delírio; Não é uma consequência dos efeitos fisiológicos de uma substância , condição médica ou outro transtorno mental , como Transtorno Dismórfico Corporal e Transtorno Obsessivo-Compulsivo ; Não é um sinal de Esquizofrenia. A descrição do diagnóstico do Transtorno Delirante é baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e norteador do trabalho de psiquiatras e psicólogos de todo o Brasil. Outros transtornos mentais com delírio: Outras condições psicológicas ou transtornos mentais, podem envolver crenças disfuncionais que se parecem com delírios, por isso é importante diferenciar ou avaliar se se trata de um Transtorno Delirante concomitante. Alguns exemplos: Quando há tentativa de racionalização por um ato ilegal ou imoral por parte de alguém com Transtorno da Personalidade Antissocial , é possível que ele use uma justificativa delirante . Mas, neste caso, pode se tratar somente de um traço antissocial e não de um Transtorno Delirante. Também é necessário diferenciar o Transtorno Delirante do senso de grandiosidade do Transtorno da Personalidade Narcisista , pois podem ser muito parecidos. Geralmente na pessoa narcisista, o delírio de grandeza é do tipo não bizarro , sendo uma acentuação grandiosa de alguma característica existente, como, por exemplo, achar que é a pessoa mais bonita da cidade. Já no Transtorno Delirante, podem ocorrer desvios mais acentuados na percepção da própria grandiosidade, como acreditar que é Deus ou que tem um dom especial de adivinhar o futuro e salvar as pessoas de desgraças. No Transtorno da Personalidade Borderline , pode haver delírios em momentos de crise ou como defesa psíquica do medo de abandono especialmente quando há obsessão amorosa . Como a personalidade borderline está na divisa entre a psicose e a neurose, são comuns os sintomas psicóticos , incluindo os delírios. Em uma pessoa com o Transtorno da Personalidade Evitativa , as crenças que a afastam do convívio social podem ter um caráter de delírio persecutório , como achar que sempre está sendo observado ou que será ridicularizado. Mas, geralmente, a personalidade inteira está comprometida com a esquiva , diferentemente do Transtorno Delirante, onde o funcionamento é mais próximo da normalidade. No Transtorno Dissociativo de Identidade , as mudanças de personalidade podem parecer delírios ao observador externo, especialmente se as outras identidades se inclinarem para a grandiosidade Mas, em geral, na dissociação de identidade há um retorno ao estado original e no Transtorno Delirante a crença é mais fixa e não muda a personalidade da pessoa. Consequências do Transtorno Delirante Depressão ; Ansiedade ; Fobias ; Desemprego; Problemas financeiros; Isolamento Social; Uso de substâncias; Violência; Problemas com a lei. Como é a terapia para o Transtorno Delirante? Pessoas com Transtorno Delirante não costumam buscar terapia para tratar os delírios, justamente por não terem a percepção de que suas suspeitas delirantes são irreais. Entretanto, procuram ajuda psicológica espontaneamente pelas consequências emocionais dos delírios, como depressão, ansiedade, isolamento social, conflitos interpessoais e medos. É relativamente comum que o Transtorno Delirante se manifeste ou se agrave em momentos de estresse, ansiedade e vulnerabilidade . Então, de certa maneira, ele age como uma defesa psíquica a ameaças exteriores percebidas. Nestes casos, a terapia pode ajudar a identificar as causas e trabalhar em torno delas. O delírio também pode descender de certas experiências traumáticas , mesmo que muito antigas, mas que levam a uma lógica cognitiva de simplificar informações externas . A terapia pode tratar os traumas , tendo a atenuação dos delírios como uma consequência. Há delírios que evidenciam desejos ou são mecanismos de defesa de projeção , então podem ser analisados com a ajuda da teoria psicanalítica para que migrem da inconsciência para a consciência . Na maior parte dos casos, o tratamento psicológico para o Transtorno Delirante é feito de forma delicada e cuidadosa, primeiramente alicerçando o psiquismo através da abordagem de questões que circundam o transtorno, para depois chegar ao delírio central. Como eu posso ajudar Posso ajudar com terapia individual online , em um espaço seguro para que você possa explicar sobre o sofrimento que vem atravessando. Aos poucos, iremos avaliar os conteúdos dos delírios para compreendermos os padrões de pensamento que os sustentam. Vamos desenvolver um olhar questionador e reflexivo em relação às convicções, examinar as evidências e considerar pontos de vista diversos . Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno Delirante e é alguém em quem ela confia, uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia. É essencial abordar com muita empatia e respeito , pois a condição delirante não é uma escolha intencional ou maldosa. Se houver um delírio do tipo ciumento , eu também posso ajudar com terapia de casal para tratarmos as causas e consequências no relacionamento amoroso . Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos: um guia completo

    O que é o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos? O Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos se caracteriza por medo ou ansiedade excessivos e persistentes em relação à separação , mesmo que momentânea, de alguém a quem se sente apegado, que geralmente pode ser: parceiro amoroso, mãe, filho, pai, animal de estimação , irmão ou amigo. Os sintomas de angústia, nervosismo ou pensamentos catastróficos perduram por mais de 6 meses e trazem prejuízos em áreas importantes da vida adulta. Diagnóstico do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A) Medo ou ansiedade impróprios ou exagerados diante da separação de pessoas (ou animais) a quem o adulto tem apego , apresentando ao menos três destes aspectos: Sofrimento excessivo e recorrente frente ao afastamento real ou antecipado de casa ou de figuras importantes de apoio; Preocupação abundante e constante sobre o bem estar ou possível morte, perda ou perigos quando separado do ente querido, precisando saber o paradeiro e manter-se em contato ; Demasiada e incessante preocupação de que um evento indesejado ocorra consigo e ocasione a separação de pessoas ou animais com os quais possui forte vínculo emocional; Relutância ou recusa a sair ou afastar-se de casa em virtude do medo de separação; Medo ou dificuldade em ficar sozinho ou sem as figuras importantes às quais é apegado; Dificuldade ou recusa em dormir fora de casa ou sem estar próximo a uma pessoa ou animal ao qual tem forte vínculo; Pesadelos frequentes envolvendo o tema da separação; Sintomas físicos ante a previsão ou ocorrência da ausência de figuras significativas de apego, como: palpitação, tontura, sensação de desmaio, dores e náusea. B) O medo, a ansiedade ou a esquiva é persistente , durando pelo menos 6 meses. C)  A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento social, acadêmico, profissional ou em outras áreas importantes da vida adulta. D)  Os sintomas não ocorrem em virtude de outro transtorno mental, como Transtorno do Espectro Autista , Transtornos Psicóticos , Agorafobia, Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Transtorno de Ansiedade de Doença . Os critérios diagnósticos do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos descritos acima foram baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5  é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria , fundamentando o trabalho de psicólogos e psiquiatras  do Brasil. Sintomas do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Preocupação excessiva: Medo constante de algo ruim acontecer consigo ou com o ente querido, como acidentes, doenças ou morte. Falta de independência: Dificuldade em realizar tarefas, tomar decisões, cuidar de si ou passear sem a presença de uma figura de segurança. Dificuldade em permanecer sozinho: Sensação de desamparo e pânico quando está desacompanhado. Contato excessivo: Ligações, mensagens, acompanhamento da localização e cobranças para manter contato constante. Sintomas físicos: Sintomas de ansiedade, pânico ou doenças psicossomáticas frequentes. Pensamentos catastróficos : Propensão a enxergar perigos, mesmo em situações inofensivas. Superproteção ou autoritarismo: Tendência a dificultar que as figuras de apego tenham autonomia ou liberdade. Manipulação: Chantagem emocional para manter o ente querido por perto. Permanência prolongada em relacionamentos: Relutância em finalizar uma relação, mesmo com a evidência de que não são compatíveis ou de que não é bem-vindo. (Para compreender melhor, leia sobre Codependência , Trauma Bonding e Teoria do Apego ) Viés de Confirmação : Quando ocorre um evento indesejado, confirma a crença de que sempre algo ruim pode ocorrer e por isso não deve se afastar da figura de apoio. Mas quando nada de negativo ocorre, a mente pode descartar que tudo fluiu bem quando separados. (Leia mais sobre Viés de Confirmação ) 6 Consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos Relacionamentos amorosos: Dificuldade em manter relacionamentos saudáveis devido à dependência emocional, necessidade excessiva de cuidados, medo de ser esquecido , ciúme ou possessividade. Relacionamentos familiares: Dependência prolongada dos pais, não buscando uma vida adulta própria. Quando tem filhos, pode não favorecer que se desenvolvam ou que se tornem independentes por precisar da companhia deles. Vida profissional ou acadêmica: Problemas com foco, produtividade e evolução por permanecer muito tempo envolvido com as figuras de apego ou com medo de afastar-se delas. Vida social: Eventos sociais podem ser evitados por exigirem tempo longe de casa ou dos entes queridos. Pode repelir possíveis amizades ao se mostrar muito carente ou controlador. Saúde mental: Aumento do risco de desenvolver outros transtornos, como Transtorno de Ansiedade Generalizada , Folie à Deux Amorosa , Depressão , Transtorno de Adaptação , Insônia , Fobias , Tanatofobia (medo da morte), Fobia Social e Transtorno de Pânico . Qualidade de vida: Redução da qualidade de vida devido à baixa autonomia para o autocuidado e ao constante estresse por medo de separação. Terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos A terapia é a forma mais eficaz de tratamento para o Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos. Mesmo que você não apresente os critérios suficientes para ser diagnosticado, possuir alguns deles já pode trazer problemas para sua vida e para a vida de outras pessoas.   10 Objetivos da terapia para Transtorno de Ansiedade de Separação em adultos   Explorar os padrões de apego construídos na infância; Investigar os principais medos envolvendo os entes queridos; Aprender habilidades de enfrentamento para controlar a ansiedade ; Promover que o sentimento de solidão possa ser menos assustador; Aceitar melhor as incertezas da vida; Tolerar permanecer sem a presença de figuras de apego ; Construir mais autossuficiência e autoconfiança; Fortalecer a independência emocional ; Aumentar o encorajamento para viver experiências desacompanhado ; Cultivar relacionamentos sem dependência.   Como eu posso ajudar com o Transtorno de Ansiedade de Separação Terapia individual online:  ajudarei você a desenvolver maneiras mais funcionais de conviver consigo e com os outros. Terapia Cognitivo Comportamental TCC: será usada durante o processo terapêutico para que possamos fazer a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais, a fim de que os pensamentos automáticos e catastróficos deixem de causar ansiedade e dependência. Psicanálise:  como esta técnica visa investigar as raízes mais profundas do funcionamento emocional, irei usá-la para que seja possível trazer à consciência certos conteúdos reprimidos, com o objetivo de que percam a força prejudicial. Terapia Sistêmica:  é uma abordagem que examina a pessoa em seu meio, como na família e em outras relações significativas, por isso será uma das ferramentas indispensáveis no tratamento do Transtorno de Ansiedade de Separação. Terapia familiar ou de casal online: é um trabalho que inclui o ente querido e pode colaborar para que os dois lados possam se expressar e encontrar alternativas mais favoráveis para a relação. Pode ser necessário desenvolver um plano de separação gradual enquanto se adquire as habilidades de autonomia necessárias.   Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico  no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar  no meu site . Lembrando que também é possível realizar terapia familiar ou terapia de casal online  para tratar as causas e consequências do Transtorno de Ansiedade de Separação. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF

    Paralisia , contrações, desmaio , perda da voz, amnésia e outros sintomas motores ou sensoriais são característicos do Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF, também conhecido como Transtorno Conversivo . Por não ter causa neurológica, é tratado através de psicoterapia. Conheça mais! Diagnóstico do Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF A) Presença de um ou mais sintomas de função motora ou sensorial alterada; B) Incompatibilidade entre o sintoma e as condições médicas ou neurológicas ; C) Não é um sintoma de outro transtorno mental ou médico; D) Há sofrimento significativo e prejuízo em áreas importantes da vida ou requer avaliação médica. Tipos : Fraqueza ou paralisia Movimento anormal (ex.: tremor, contração ou distúrbio da marcha) Sintomas de deglutição Sintomas de fala (ex.: fala arrastada ou ficar sem voz) Ataques ou convulsões Anestesia ou perda sensorial Sintoma sensorial especial (ex.: perturbação no tato, visão, olfato ou audição) Sintomas mistos A descrição do diagnóstico do Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF neste artigo foi baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - Texto Revisado (DSM-5 TR). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria . Ataque histérico ou pseudocrise foram expressões utilizadas no passado para denominar o Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF. Mas não são os termos diagnósticos recomendados porque carregam estigma e descrédito. A nomenclatura Transtorno Conversivo foi utilizada na versão 5 do DSM, mas foi atualizada na versão 5 TR. Características do Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF As manifestações mais comuns são: paralisia de um braço ou perna, convulsão , fraqueza, mão entortada, tremor, espasmos na face , cegueira, visão embaçada, desmaio , perda da sensibilidade em uma parte do corpo, gagueira, perda da voz, surdez, amnésia e formigamento; Após avaliação médica , não se encontram explicações para os sintomas; Pode se originar de estresse ou trauma , tanto de natureza física, quanto psicológica; A pessoa tende a não relacionar os sintomas corporais a um sofrimento psicológico; Causa a suspeita de estar dissimulando , apesar do TSNF não ser consciente. Diferenças de outros transtornos Há outros transtornos mentais que podem se parecer com o Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais, mas há detalhes que os diferenciam: -Doença Neurológica: o TSNF se assemelha muito a uma doença neurológica, por isso é fundamental que sejam feitos exames médicos primeiro. A doença neurológica será descartada após avaliação médica que indique a ausência de causas orgânicas. - Transtorno de Sintomas Somáticos : neste transtorno há maior predominância de preocupações excessivas em relação aos sintomas do corpo, que a pessoa tende a reagir de forma desproporcional à gravidade. - Transtorno Dismórfico Corporal : a preocupação é mais voltada a um defeito relacionado à aparência física, sendo que no TSNF a questão é uma função motora ou sensorial alterada. - Transtorno Depressivo Maior ou Distimia : nestes, pode haver sensação de fraqueza nos membros, mas é acompanhada de humor deprimido e outras características de depressão. No TSNF a sensação de fraqueza representa uma alteração sensorial ou motora, não havendo sinais de depressão necessariamente. - Transtorno de Pânico : os sintomas no corpo são transitórios e ocorrem apenas durante a crise de pânico, enquanto no Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF a perda ou alteração das funções não é tão breve. - Transtorno Factício ou Simulação: nestes, há evidências de fingimento, de tentativa de parecer doente ou de intenção de obter algum benefício. Psicoterapia para Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF Validar os sintomas apresentados; Identificar fatores psicossociais que possam estar trazendo desgaste emocional; Analisar o histórico de vida para compreender as origens das somatizações; Ampliar a consciência da correlação entre emoções e sintomas físicos; Compreender os gatilhos que levaram aos sintomas; Melhorar o autoconhecimento ; Descobrir conflitos inconscientes ; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Aumentar comportamentos de autocuidado . Como eu posso ajudar você Os sintomas que você vem tendo podem abalar significativamente sua qualidade de vida , mas estou aqui para auxiliar através da terapia online ! Durante a psicoterapia, utilizarei várias abordagens, mas principalmente os conceitos da Psicanálise para investigarmos as causas mais profundas do seu funcionamento psíquico. Assim, teremos um clareamento sobre as raízes da conversão de questões psicológicas em sintomas no corpo. Ao longo do processo terapêutico, ao passar a expressar suas emoções verbalmente , possivelmente você passará a expressá-las menos fisicamente . A visão psicanalítica traz excelentes contribuições na compreensão e no tratamento dos sintomas neurológicos funcionais. Inclusive, foi através da curiosidade do neurologista Sigmund Freud sobre eles, que o levou à criação da Psicanálise . Caso deseje conhecer mais sobre esta história de Freud, recomendo este artigo publicado no site do Círculo Psicanalítico do Rio Grande do Sul ( CPRS ). Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF , uma das melhores maneiras de ajudar é com o encorajamento a fazer terapia . É indicado tocar no assunto com muita empatia e respeito, pois quando alguém supõe que a somatização pode ter uma explicação psicológica , a pessoa com o TSNF pode entender como uma rejeição ou desconfiança de sua condição. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Dependência de Benzodiazepínicos

    Os Benzodiazepínicos , prescritos para tratar ansiedade , pânico e  insônia , são medicamentos psiquiátricos eficazes a curto prazo, mas o uso prolongado ou inadequado pode levar à dependência de Benzodiazepínicos.  Os psicofármacos desta categoria mais utilizados são  Alprazolam, Bromazepam, Clonazepam, Diazepam e Lorazepam (veja lista completa) .  Saiba mais sobre as características da dependência de benzodiazepínicos e o tratamento psicológico . Perfil do usuário de Benzodiazepínicos O perfil dos usuários de benzodiazepínicos é bastante variado, desde aqueles que utilizam a medicação de forma responsável , conforme a prescrição médica, até aqueles que fazem uso abusivo e prolongado . A dependência psicológica e a crença de que a droga é indispensável para o bem-estar são consequências comuns no uso. Além disso, a manipulação e a negação do abuso e da dependência de Benzodiazepínicos por parte do paciente podem dificultar a identificação do uso inadequado e a diferenciação de outras condições de saúde. 7 Características da dependência de Benzodiazepínicos Início terapêutico:  A dependência se desenvolve lentamente, muitas vezes iniciando com o uso prescrito pelo médico para tratar ansiedade ou insônia. Tolerância e aumento da dose:  Com o tempo, o corpo se acostuma ao medicamento, exigindo doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito. Uso indevido:  Benzodiazepínicos podem ser usados de forma inadequada para lidar com situações do dia a dia, aumentando o risco de dependência. Padrões comportamentais:  Usuários tendem a se automedicar com benzodiazepínicos, buscar múltiplas prescrições com médicos diferentes ou obter de forma ilegal. Ciclo vicioso:  A dependência cria um ciclo onde a retirada leva a sintomas de abstinência intensos, interpretados como piora da ansiedade, dificultando a interrupção do uso e levando à recaída. Dependência psicológica:  A dependência química tem um componente fisiológico, mas é recorrente a dependência psicológica acontecer concomitantemente. A pessoa acredita que só poderá lidar com certas emoções ou dormir se usar o remédio. Essa dependência pode ocorrer mesmo em tratamentos com acompanhamento médico.  Efeitos da dependência : Alterações de humor, retraimento social, comprometimento cognitivo e negligência de atividades prazerosas são comuns. Sintomas de dependência de Benzodiazepínicos Comportamentais:  Dificuldade em parar o uso, aumento da tolerância, busca por novas receitas, isolamento social. Físicos:  Sintomas de abstinência como ansiedade, insônia, tremores, náuseas. Psicológicos:  Mudanças de humor, irritabilidade, instabilidade emocional. Sociais:  Isolamento, dificuldade em manter relacionamentos, perda de interesse em atividades. Profissionais:  Dificuldade de concentração, prejuízo no desempenho, aumento do absenteísmo. Segurança:  Aumento do risco de acidentes, quedas e comportamentos impulsivos. Efeitos colaterais dos Benzodiazepínicos a longo prazo O uso crônico de benzodiazepínicos pode levar a diversos problemas , como dependência, tolerância,  síndrome de abstinência e agravamento de outras condições de saúde mental. Além disso, pode trazer os seguintes efeitos colaterais: Cognitivos:  Dificuldade de concentração, perda de memória, lentidão no raciocínio, prejuízo na tomada de decisões. Físicos:  Sonolência excessiva, fadiga crônica, problemas gastrointestinais, rigidez muscular, disfunção sexual. Psiquiátricos:   Depressão , ansiedade exacerbada, alterações de humor, agitação psicomotora, irritabilidade. Neurológicos:  Déficits cognitivos permanentes. Síndrome de Abstinência dos Benzodiazepínicos A Síndrome de Abstinência dos Benzodiazepínicos surge após a interrupção ou redução do uso . A gravidade dos sintomas depende de diversos fatores, como a dose utilizada, a duração do tratamento e as características individuais do paciente. Seus sintomas podem se confundir com outras condições médicas e psiquiátricas. Sintomas Físicos: Tremores Sudorese Palpitações Náuseas Vômitos Anorexia Sintomas gripais Cefaleia Dores musculares Insônia Fadiga Dores de estômago Perda de apetite Sintomas Psicológicos e Comportamentais: Irritabilidade Dificuldade de concentração Inquietação Agitação Pesadelos Disforia Prejuízo da memória Despersonalização/desrealização     Ansiedade Ataques de pânico Delirium Depressão Irritabilidade Apatia Indisposição Déficits de memória Pesadelos Sensibilidade à luz, som e cheiros Sintomas Graves: Convulsões Alucinações Delirium Como a retirada abrupta de Benzodiazepínicos pode levar a sintomas de abstinência severos, a conduta mais segura e eficaz é a redução gradual,  sempre sob acompanhamento médico . Esse procedimento permite que o organismo se adapte gradualmente à ausência da substância, minimizando o desconforto e o risco de complicações. Tratamento psicológico para dependência de benzodiazepínicos Além da retirada gradativa do psicofármaco, o suporte psicológico é fundamental durante e após o processo de desintoxicação. A psicoterapia pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades para lidar com a ansiedade , a insônia , o estresse e outras emoções, prevenindo a recaída, o uso de outros medicamentos psicotrópicos e a dependência de Benzodiazepínicos.  A terapia irá proporcionar um espaço seguro para que você expresse seus sentimentos, crenças e dificuldades , promovendo a compreensão dos fatores que contribuíram para o desenvolvimento da dependência. Através de diferentes abordagens terapêuticas, vou te ajudar neste processo: A Terapia Cognitivo Comportamental ( TCC)  será usada para a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais a respeito das emoções e dos desafios da vida . Por exemplo, ao remodelar os pensamentos automáticos catastróficos, eles deixarão de causar tanta ansiedade e pânico. Também utilizarei os conceitos da Psicanálise  para investigarmos as causas mais profundas  do seu funcionamento psíquico. Ela entende que temos conflitos psicológicos inconscientes  que podem ficar reprimidos como uma maneira de proteção psíquica . Através das técnicas psicanalíticas será possível acessá-los para que venham à consciência e deixem de ter tanta força prejudicial. A Terapia Sistêmica  é uma abordagem que estuda a pessoa em seu meio , como na  família  e em outras relações significativas . Os sistemas em que alguém está inserido interferem nas emoções e comportamentos, por isso irei utilizar este viés para compreendermos todo o entorno que levou ao uso de medicamentos psiquiátricos. Como agendar O agendamento  das sessões comigo é totalmente  eletrônico, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia  de onde estiver, usando um computador ou celular ! Aqui  você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Alexitimia: o que é, sintomas e como tratar

    Alexitimia é a dificuldade em reconhecer e expressar emoções , também chamada de "cegueira emocional". Este traço de personalidade leva o alexitímico a enfrentar dificuldades nas relações interpessoais por também apresentar falta de compreensão dos sentimentos dos outros. Tende a um pensamento mais lógico e a doenças psicossomáticas. O que significa alexitimia Com origem no idioma grego, ao pé da letra, alexitimia significa “falta de palavras para sentimentos” . Peter Sifneos, um psiquiatra grego interessado em Medicina Psicossomática, criou o termo “alexitimia” para explicar características de pacientes psicossomáticos com dificuldade em expressar emoções . 6 características da alexitimia: Inabilidade em reconhecer emoções em si e nos outros; Problemas para comunicar sentimentos através da linguagem; Dificuldade para diferenciar um estado emocional de uma sensação corporal ; Pouca vida imaginativa , como: fantasias, sonhos e devaneios; Tendência a processos mentais racionais, lógicos , instrumentais e concretos; Vulnerabilidade a doenças psicossomáticas . Qual a causa da alexitimia? Sifneos subdividiu a alexitimia em dois tipos : •          Alexitimia primária: cuja origem estaria na neuroanatomia ou fisiologia, dificultado a associação entre a imaginação, o pensamento e a linguagem com as emoções. •          Alexitimia secundária: originada de traumas psicossociais, especialmente no período da infância, levando a um uso excessivo de mecanismos de defesa como a repressão e a negação. Uma outra razão que pode contribuir para a alexitimia é ter crescido em um ambiente com pouca expressão ou validação emocional. Quais as consequências na vida de uma pessoa com alexitimia? A maioria das culturas incentiva e espera que as pessoas compatilhem emoções , seja pela expressão corporal ou pela comunicação. Portanto, é comum que os relacionamentos sociais sejam baseados em trocas afetivas. Como o alexitímico tem falta de auto-expressão , prejudica que as pessoas se aproximem e criem vínculos com ele. A superficialidade nas relações pessoais, como consequência, pode levar a problemas na construção e manutenção de laços de amizade ou ligações românticas durante a vida. Este enfraquecimento da vida social pode ocasionar isolamento , conflitos ou dependência de outras pessoas. Quando convivem socialmente, podem ser mal compreendidos por causarem uma impressão de não terem empatia ou altruísmo. As pessoas podem se magoar ou se ofender porque o alexitímico, assim com não percebe suas próprias emoções, também não tem facilidade em reconhecer as emoções alheias . Devido à dificuldade em se conectar com seu mundo interior e a identificar desejos, os alexitímicos podem ter problemas para fazer escolhas porque não sabem exatamente o que querem. É mais provável que suas decisões sejam baseadas em fatos concretos e racionais do que em fatores emocionais e em vontades. Outra consequência apontada pelos pesquisadores da psicossomática, é a grande propensão ao adoecimento . Justamente por não se conectarem com suas emoções, desenvolvem doenças de fundo emocional, como a depressão , o comer emocional e outras. É como se o corpo verbalizasse as angústias que não são reconhecidas e nem expressas. Como ajudar alguém com alexitimia? A identificação insuficiente das emoções básicas como tristeza, raiva, alegria, medo, etc. pode levar o alexitímico a se concentrar apenas nas sensações corporais que elas provocam. Por exemplo, ele pode reconhecer que está com calor, mas não perceber que está “quente” de raiva ou com vergonha . Uma ansiedade pode ser mais bem entendida como um desconforto no estômago (frio na barriga) e uma situação de medo pode ser vivenciada apenas através da palpitação. Quem convive com um alexitímico pode procurar entender estas confusões, sem desrespeitar com comentários debochados ou impacientes. Compreender que este funcionamento indica uma dificuldade muito profunda em se conectar com seu mundo interno pode auxiliar o alexitímico a se sentir menos julgado . Apesar da alexitimia ter sido descrita a partir dos pacientes com queixas psicossomáticas, atualmente entende-se que este traço também é encontrado no Transtorno do Espectro Autista , em Transtornos de Personalidade (como o Antissocial , Narcisista , Esquizoide , Evitativa e Dependente ), no Transtorno do Estresse Pós-Traumático , Depressão , Síndrome do Pânico , Anorexia , Bulimia, Ansiedade Social e em pessoas com comportamentos viciantes e compulsivos. Portanto, a melhor forma de ajudar é incentivar a pessoa com alexitimia a procurar ajuda especializada , prevenindo o desenvolvimento de doenças mais graves e promovendo melhor qualidade de vida. Qual é o tratamento para alexitimia? A alexitimia não é considerada uma doença , é vista como um funcionamento, portanto não há uma cura através de medicamentos. Há como tratar a alexitimia através dos recursos terapêuticos da Psicologia ou da Psicanálise. Por mais que um alexitímico não consiga expressar sentimentos em uma primeira sessão de terapia ou não veja sentido em receber ajuda de um profissional que lida com emoções, é através deste tratamento que ele poderá aprender a se “alfabetizar” emocionalmente . Mesmo que as primeiras expressões se deem através de uma comunicação lógica ou de somatizações, um profissional bem preparado irá identificar as deficiências na gestão emocional do paciente e promoverá a integração das emoções com capacidades comunicativas . Este processo terapêutico aposta na neuroplasticidade e na reeducação emocional. Numa fase mais avançada da psicoterapia ou análise, será possível adentrar nos fenômenos mais inconscientes para alcançar os traumas mais primevos, justamente aqueles que podem ter causado o bloqueio emocional .   Como eu posso ajudar Posso ajudar você que se identificou com traços de Alexitimia através da terapia individual online . Lembre que você não precisa permanecer sozinho na busca por compreender por que se sente diferente ou é criticado. Ter acompanhamento psicológico pode transformar a dificuldade em reconhecer emoções para um autoconhecimento considerável sobre seus sentimentos e os dos outros. Se quiser conhecer mais sobre minha trajetória profissional, clique aqui . A Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC são muito eficientes na compreensão e no tratamento da Alexitimia. A Psicanálise se concentra em desvendar melhor os aspectos inconscientes e as origens dos sintomas, enquanto a TCC vai ajudar através de mudanças na forma de pensar e agir. Se alguém com quem você se relaciona amorosamente apresenta Alexitimia , a terapia pode ajudar e também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online  individual, como em terapia de casal . A Alexitimia pode afetar o relacionamento amoroso por dificultar uma conexão mais profunda. Ambas as pessoas do casal podem não conseguir alcançar uma satisfação afetiva e sexual , pela dificuldade do alexitímico em identificar o que quer e em compreender as necessidades de seu par. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Dissociativo de Identidade TDI: o que é e como tratar

    Uma ruptura na identidade, abrindo estados de personalidade distintos , com lacunas de memória e sofrimento ou prejuízo significativo na vida. Anteriormente denominado de “ múltiplas personalidades ” , este é o TDI. Saiba mais: Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ), são classificados os seguintes tipos de transtornos dissociativos : Transtorno de Despersonalização/Desrealização , Amnésia Dissociativa , Outro Transtorno Dissociativo Especificado e o Transtorno Dissociativo de Identidade , que é o tema deste artigo. Então para saber o que é e como tratar o TDI, é necessário entender alguns pontos antes: O que é uma dissociação? - Intrusões espontâneas na consciência e no comportamento, acompanhadas por perdas na continuidade da experiência subjetiva . - Incapacidade de acessar informações e de controlar funções mentais que normalmente são de fácil acesso ou controle. A pessoa sente como se algo repentinamente assumisse o comando da mente ou do corpo . Funções mentais básicas como memória, atenção ou pensamento parecem estar fora do trilho . Os esforços para voltar o estado original são infrutíferos, não havendo maneira de ter domínio intencional sobre o fenômeno, sendo necessário aguardar que o estado original se restaure. Estas sensações são acompanhadas de muita angústia , bem como do medo ficar no estado dissociado para sempre . Por que uma dissociação acontece? A perspectiva mais difundida é que a dissociação retrate uma resolução psíquica defensiva a vivências demasiadamente aversivas. É uma espécie de providência inconsciente para evitar que experiências traumáticas ou intoleráveis retornem à mente. Com o passar do tempo a dissociação pode ficar crônica, compor identidades separadas da personalidade principal e acarretar no Transtorno Dissociativo de Identidade. Diagnóstico do Transtorno Dissociativo de Identidade TDI Ruptura da identidade caracterizada pela presença de dois ou mais estados de personalidade distintos ou uma experiência de possessão . Lacunas recorrentes na recordação de eventos cotidianos, informações pessoais importantes ou eventos traumáticos. Os sintomas causam sofrimento significativo e prejuízo em áreas importantes da vida. A perturbação não é parte de uma prática religiosa . Não são efeitos fisiológicos de substância ou de outra condição médica. É importante diferenciar ou identificar comorbidade com Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT , Transtorno da Personalidade Borderline , Transtornos Psicótico s, Transtorno Depressivo Maior , Transtorno induzido por substância/medicamento, Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF e Transtorno Factício . Características do Transtorno Dissociativo de Identidade TDI -A manifestação desses estados de personalidade variam em função do nível de estresse , de conflitos e dinâmicas internas; -Atitudes, opiniões e preferências podem mudar repetidas vezes ; -Experiências de maus tratos , abusos, experiências devastadoras ou opressão no passado são comuns; -Podem sentir preconceito ou desconfiança por parte das pessoas que duvidam da validade do transtorno, visto que é comumente usado na mídia de forma caricata ou, no sistema judiciário para tentar poupar criminosos. Se trata de uma condição mais rara , por isso muita gente não conhece este transtorno. Inclusive, pela raridade, há pessoas que sofrem de TDI e nem sabem que é um transtorno mental e que podem se beneficiar de um tratamento. Esta reportagem no Fantástico mostrou relatos de pessoas com múltiplas personalidades e tornou o transtorno um pouco mais conhecido . Tratamento psicológico para o Transtorno Dissociativo de Identidade TDI Explorar e compreender as diferentes identidades que emergem; Levantar os gatilhos que levam aos episódios dissociativos; Aprimorar a identificação das emoções primárias ; Aperfeiçoar a maneira de lidar com emoções intensas ; Desvendar conflitos inconscientes ; Abordar as memórias reprimidas ; Explorar a possibilidade da integração das identidades ; Tratar as marcas do estigma social . Na ausência de psicose , é possível abordar gradativamente as experiências traumáticas vividas e os pontos mais dolorosos de ter TDI. Na presença de sintomas psicóticos, é necessário que o profissional seja experiente o suficiente para saber como realizar o tratamento e não levar a um surto psicótico ou piora do quadro. Como eu posso ajudar Posso ajudar com terapia individual online em um espaço seguro para que você possa explicar sobre as experiências dissociativas e as suas identidades . Percebo muitas contribuições da Psicanálise , da Terapia do Esquema e da Terapia Cognitivo-Comportamentel TCC na compreensão e no tratamento dos transtornos dissociativos. A Psicanálise se concentra em desvendar melhor os aspectos inconscientes presentes em seu sofrimento. A Terapia do Esquema entende que as pessoas criam estruturas mentais , chamadas de “esquemas” como saídas possíveis para lidar com as experiências mais primevas da vida, especialmente as traumáticas . E a TCC trata mais dos problemas atuais através da mudança nas distorções cognitivas . Se alguém que você conhece apresenta o Transtorno Dissociativo de Identidade TDI uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa sozinha. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Depressivo Persistente (Distimia): a terapia é fundamental

    Uma forma crônica de depressão que dura mais de 2 anos em adultos ou 1 ano em crianças e adolescentes. Conheça mais sobre a Distimia e como a terapia pode ajudar! Diagnóstico do Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) A) Humor deprimido na maior parte do dia, na maioria dos dias, pelo período de pelo menos 2 anos (ou 1 ano em crianças e adolescentes); B) Presença de 2 ou mais destas características: Apetite diminuído ou alimentação em excesso; Insônia ou hipersonia; Baixa energia ou fadiga ; Baixa autoestima ; Concentração pobre ou dificuldade em tomar decisões; Sentimento de desesperança . C) Durante o período de dois anos, os sintomas dos critérios A e B não estiveram ausentes por mais de 2 meses. D) Os critérios para um Transtorno Depressivo Maior podem estar continuamente presentes por 2 anos. E) Jamais houve um episódio maníaco ou hipomaníaco ou transtorno ciclotímico. F) Não se trata de Transtorno Esquizoafetivo, Esquizofrenia, Transtorno Delirante ou outros transtornos psicóticos . G) Os sintomas não são causados pelo efeito de uma substância ou condição médica. H) Os sintomas causam sofrimento significativo ou prejuízo em áreas importantes da vida. Tipos Com sintomas ansiosos Quando há a presença de pelos menos 2 destes sintomas: Sentir-se nervoso ou tenso; Sentir-se anormalmente inquieto ; Dificuldade de se concentrar devido a preocupações; Temor de que algo terrível aconteça; Sentimento de que poderá perder o controle . Com características melancólicas A) Quando há a presença de 1 destes sintomas na fase mais grave: Perda de prazer em todas ou quase todas as atividades; Falta de reatividade a estímulos prazerosos. B) Presença de 3 ou mais das seguintes características: Prostração profunda, desespero e/ou morosidade; Depressão pior pela manhã ; Despertar muito cedo ; Acentuada agitação ou retardo psicomotor; Anorexia ou perda de peso significativa; Culpa excessiva ou inadequada. Com características atípicas A) Reatividade do humor (se alegra em situações positivas) B) Presença de 2 ou mais das seguintes características: Ganho de peso ou aumento de apetite; Hipersonia ; Sensação de peso nos braços e pernas; Padrão persistente de sensibilidade à rejeição . Com características psicóticas congruentes com o humor Presença de delírios e alucinações cujo conteúdo é coerente com os temas depressivos típicos: inadequação, culpa, doença, morte , niilismo ou punição merecida. Com características psicóticas incongruentes com o humor Presença de delírios e alucinações cujo conteúdo não envolve temas depressivos típicos. Com início no periparto Quando os sintomas ocorrem durante a gravidez ou nas quatro primeiras semanas do pós-parto. Início precoce Se iniciar antes dos 21 anos. Início tardio Se iniciar aos 21 anos ou mais. É importante diferenciar de outros transtornos mentais, como Transtorno Depressivo Maior , Transtornos Psicóticos (como Transtorno Esquizoafetivo, Esquizofrenia e Transtorno Delirante ) e Transtornos de Personalidade. Esta descrição do diagnóstico do Transtorno Depressivo Persistente é baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e fundamenta o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Terapia para o Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) Reconhecer e validar a apatia e a desesperança; Investigar as origens do humor deprimido; Aprimorar habilidades de enfrentamento dos fatores estressores; Reestruturar padrões de pensamento negativo ; Desenvolver a autocompaixão ; Explorar as possibilidades e oportunidades; Aumentar o senso de realização pessoal ; Constituir uma rede de apoio mais consistente. Ao se sentir triste, vazio e sem esperança, o interesse e a disposição para as atividades da vida desaparecem. A terapia é fundamental para tratar a Distimia, pois é necessário identificar por que ela se originou e tratar as consequências dela. Atenção : Se você tem Distimia e estiver passando por um momento muito angustiante e precisar de ajuda imediata e sem custo, o CVV Centro de Valorização da Vida oferece serviço voluntário gratuito de apoio emocional e prevenção ao suicídio, com garantia de sigilo e anonimato, 24h por dia . O " Pode falar " também é um programa feito por voluntários que oferece ajuda gratuita por chat, para adolescentes e jovens adultos entre 13 e 24 anos. Você não está sozinho! Como eu posso ajudar Posso ajudar você com terapia individual online nesse momento de desânimo e desesperança. Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho e ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir a cronicidade da Distimia. A Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC são muito eficientes na compreensão e no tratamento da Distimia. A Psicanálise se concentra em desvendar melhor os aspectos inconscientes do seu sofrimento e as origens dos sintomas. E a TCC vai ajudar nos problemas atuais através de mudanças na forma de pensar e agir. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Factício: quando a doença é falsa

    Também conhecido por Síndrome de Munchausen , o Transtorno Factício ocorre em uma pessoa que apresenta uma deficiência, lesão ou doença falsa , com comportamentos de forjar, exagerar, simular ou induzir. Conheça o diagnóstico deste transtorno e como tratar. Diagnóstico do Transtorno Factício Autoimposto A) Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos , ou indução de lesão ou doença, associada a fraude identificada; B) A pessoa se apresenta aos outros como doente, incapacitada ou lesionada . C) O comportamento fraudulento é evidente mesmo na ausência de recompensas externas óbvias. D) Não é sinal de outro transtorno mental, como Transtorno Delirante ou outra condição psicótica . Diagnóstico do Transtorno Factício Imposto a Outro A) Falsificação de sinais ou sintomas físicos ou psicológicos , ou indução de lesão ou doença em outra pessoa, associada a fraude identificada; B) Apresenta outra pessoa (vítima) a terceiros como doente, incapacitada ou lesionada . C) O comportamento fraudulento é evidente mesmo na ausência de recompensas externas óbvias. D) Não é sinal de outro transtorno mental, como Transtorno Delirante ou outra condição psicótica. Também conhecida como Síndrome de Munchausen por Procuração , o Transtorno Factício Imposto a Outro ocorre com mais frequência em pais em relação a filhos. Nesta reportagem da BBC , você poderá conhecer uma história real de uma criança que teve uma doença fabricada pela mãe. O Transtorno Factício Imposto a Outro é considerado uma forma de abuso e é crime . Características do Transtorno Factício Falsificação de doenças, tanto físicas como psicológicas em si mesmo ou em outra pessoa; Ações feitas às escondidas para causar ou simular uma doença ou lesão; Os métodos podem ser: exagero, fabricação, simulação e indução ; O comportamento fraudulento não visa recompensa ou benefício óbvios ; Costuma apresentar-se socialmente como doente, traumatizado ou deficiente; Geralmente é motivado por um desejo de assumir o papel de doente ou atribuir a outra pessoa esse papel; Pode ocorrer pelo desejo de receber atenção, causar comoção ou sentir satisfação em confundir as pessoas e os profissionais de saúde; Há perigo significativo para si ou para a vítima. Diferenciar o Transtorno Factício de outras condições: Transtorno de Sintomas Somáticos : embora no Transtorno de Sintomas Somáticos pode haver busca excessiva por atenção ou tratamentos em função de preocupações com a saúde, não há evidências de que a pessoa esteja dando informações falsas ou forjando doenças, como no Transtorno Factício. Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais : neste transtorno há sintomas neurológicos não explicáveis por exames e avaliação médica, ocorrendo sem o desejo consciente da pessoa, enquanto que no Transtorno Factício há intenção de fraudar. Transtorno da Personalidade Borderline : a automutilação que pode ocorrer neste transtorno da personalidade não tem a intencionalidade de falsificar uma doença como no Transtorno Factício. Simulação: a simulação é diferente do Transtorno Factício porque há interesse em ganho pessoal, como licença no trabalho, benefício do governo, indenização, redução de pena, conseguir um medicamento, evasão de responsabilidades, etc. No Transtorno Factício não há recompensa óbvia. A descrição do diagnóstico do Transtorno Factício neste artigo foi baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) . O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e norteador do trabalho de psiquiatras e psicólogos de todo o Brasil. Como eu posso ajudar O Transtorno Factício Autoimposto é uma condição que molda a maneira como a pessoa vê a si mesma. Alguns com este transtorno não receberam suficiente afeto na infância e assumem um papel de doente para compensarem esta falta. Outros querem ser cuidados por alguém, mesmo sem um histórico traumático. Pode ocorrer da pessoa não ter formado uma identidade sadia e se apegou à identidade de incapaz ou doente . Sejam estes ou outros motivos, o único tratamento eficaz para este transtorno é a psicoterapia e posso ajudar através da terapia online . Precisaremos compreender os padrões de pensamento que sustentam as doenças ou deficiências autoimpostas, bem como as consequências sociais delas. Vamos desenvolver um olhar questionador e reflexivo em relação à tendência de permanecer em um papel de sofredor, examinando o histórico de vida e considerando a construção de uma identidade baseada em potencialidades. Se alguém com quem você se relaciona apresenta o Transtorno Factício , seja um par amoroso ou um familiar e você quer aprender melhor como lidar, a terapia também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online individual, como em terapia de casal . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Explosivo Intermitente em adultos: tratamento psicológico

    Se você apresenta explosões de raiva incontroláveis e desproporcionais, pode ser a hora de considerar um tratamento psicológico. A terapia é um passo fundamental para quebrar um padrão que prejudica não apenas você, mas também aqueles com quem você convive. Diagnóstico do Transtorno Explosivo Intermitente em adultos Explosões comportamentais recorrentes, representando falha em controlar impulsos agressivos verbais ou físicos; A agressividade é desproporcional em relação à provocação ou ao estressor psicossocial; As explosões de agressividade não são premeditadas e não têm uma finalidade. Ou seja, são atos impulsivos e inesperados; As explosões causam sofrimento, prejuízo profissional, interpessoal, financeiro ou legal; As explosões de raiva não são decorrentes de outro transtorno mental ou uso de substâncias; A idade deve ser superior a 6 anos. Os 6 critérios acima são necessários para o diagnóstico, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Como é a explosão de raiva em adultos? Geralmente o ato explosivo no Transtorno Explosivo Intermitente em adultos tem início rápido e dura menos de 30 minutos . É um acesso de raiva desproporcional à situação e com características de descontrole emocional. A reação explosiva é agressiva e pode envolver discussões, gritos , xingamentos, ameaças, violência física, destruição de objetos ou propriedades. Como é a terapia para o Transtorno Explosivo Intermitente em adultos? Perceber os prejuízos que os episódios explosivos causam a si e aos outros; Identificar os gatilhos que conduzem às explosões; Melhorar a compreensão das raízes da raiva ; Aprender a reagir a situações desafiadoras de forma ponderada ; Administrar melhor a frustração e a sensação de injustiça ; Aprimorar habilidades de comunicação para expressar a raiva de maneira mais adequada. É muito importante que o psicoterapeuta também seja capacitado para realizar a avaliação psicodiagnóstica para diferenciar de outras condições de saúde mental que apresente sinais semelhantes , como: TDAH , Transtorno de Oposição Desafiante TOD , Transtorno da Personalidade Narcisista , Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Antissocial , Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor , Autismo , Transtorno de Adaptação , intoxicação ou abstinência de substâncias psicoativas. Como eu posso ajudar A Psicanálise, a Terapia Cognitivo Comportamental e a Terapia do Esquema trazem bons resultados no tratamento psicológico do Transtorno Explosivo Intermitente em adultos. Durante a terapia online , eu exploro os gatilhos, a identificação das emoções , a forma de pensar e o histórico de vida, clareando as reais causas da dificuldade no autocontrole da raiva . A terapia favorece que você construa uma conduta mais estável e relações interpessoais mais satisfatórias. Além disso, as explosões de raiva podem ter várias consequências indesejadas e prejuízos de diversas naturezas, levando a outros quadros psicológicos , como depressão , ansiedade , pânico , estresse, burnout , uso de substâncias, dentre outros, que precisam também de tratamento psicológico. Se você convive com alguém com Transtorno Explosivo Intermitente (TEI) e quer saber como lidar, o tratamento psicológico também é indicado para você! E em caso de relacionamento amoroso onde um ou os dois apresentam acessos de raiva frequentes, pode ser de grande ajuda uma terapia de casal . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões online pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Lembrando que também é possível realizar terapia de casal online para tratar as causas e consequências do comportamento explosivo dentro do relacionamento . Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno Bipolar Tipo 1

    Uma fase atípica de euforia , otimismo, agitação, podendo ter delírios de grandeza , comportamentos de risco e irritabilidade. O Transtorno Bipolar Tipo 1 pode ser atenuado com ajuda psicológica. Diagnóstico do Transtorno Bipolar Tipo 1 É necessário preencher os critérios para pelo menos um Episódio Maníaco , conforme abaixo. E pode ou não ter ocorrido um Episódio Depressivo Maior durante a vida. A) Um período distinto de humor anormal e persistentemente elevado, expansivo ou irritável e aumento anormal e duradouro da atividade dirigida a objetivos ou da energia, com duração mínima de 1 semana e presente na maior parte do dia, quase todos os dias. B) Durante o período de mania, 3 ou mais dos seguintes sintomas estão presentes, mostrando uma mudança notável do comportamento habitual: Autoestima inflada ou grandiosidade ; Redução da necessidade de sono; Mais falante que o habitual; Fuga de ideias ou pensamento acelerado ; Distrai-se facilmente; Agitação psicomotora ou aumento da atividade; Excesso de atividades potencialmente danosas. C) A perturbação é grave a ponto de causar prejuízo acentuado no funcionamento social, profissional, necessitar de hospitalização ou apresentar características psicóticas. D) Não são sintomas do uso de substâncias, outra condição médica ou Transtorno Esquizoafetivo, Esquizofrenia, Transtorno Esquizofreniforme, Transtorno Delirante ou outro transtorno psicótico . O Transtorno Bipolar Tipo 1 tem alta comorbidade com Transtorno de Ansiedade Generalizada , Transtorno de Pânico , Fobia Específica , Fobia Social , TDAH , TOD , Transtorno Explosivo Intermitente , Transtorno da Personalidade Borderline e transtorno por uso de substâncias. Características do Transtorno Bipolar Tipo I Euforia acentuada , alegria excessiva e sensação de grandiosidade, notadamente não típicas do comportamento habitual; Entusiasmo ilimitado para interações interpessoais, sexuais ou profissionais; O humor predominante pode ser irritável quando há frustração; Mudanças rápidas de humor podem ocorrer; Envolvimento em várias atividades novas ao mesmo tempo ; Delírios de grandeza; Autoestima inflada e autoconfiança acentuada ; Necessidade de sono reduzida, sem perda da energia; Fala acelerada , expansiva e invasiva com teatralidade, piadas e monólogo; Quando o humor é irritável, a fala pode ser reclamatória e hostil ; Velocidade do pensamento, com fuga de ideias e mudanças rápidas de tópicos; Muita distratibilidade, com incapacidade para filtrar estímulos; Desinibição sexual ; Aumento da sociabilidade, podendo ser incômodo ou dominador; Inquietação, como andar de um lado para o outro ou com conversas múltiplas; Otimismo excessivo que pode levar à imprudência e consequências graves; Pode ter compulsão por gastar ; Não há percepção dos excessos no humor e nas atividades; Pode haver comportamento antissocial, violento, autodestrutivo ou suicida; Juízo crítico prejudicado , podendo ter com conflitos com a lei. Como eu posso ajudar A fase maníaca pode ser perturbadora e deixar um rastro de consequências negativas . Posso auxiliar tanto na fase da mania, quanto no momento posterior, através da terapia online . Um objetivo importante da terapia para o Transtorno Bipolar Tipo I é a prevenção de outros episódios maníacos. Durante a psicoterapia, utilizarei várias abordagens, mas principalmente a Psicanálise, a Terapia do Esquema e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC. Usarei a Psicanálise durante o tratamento porque ela traz muitas contribuições na compreensão de questões de ordem emocional que não estão tão evidentes, ou seja, que são mais profundas e inconscientes . Também considero benéfica a Terapia do Esquema porque ela entende que as pessoas criam estruturas mentais , chamadas de “esquemas” como saídas possíveis para lidar com as experiências mais primevas da vida, especialmente as estressantes e traumáticas . E a TCC trata mais dos problemas atuais através da mudança nas distorções cognitivas . Como eu posso ajudar quem convive com um bipolar tipo 1 Se alguém com quem você se relaciona apresenta o Transtorno Bipolar Tipo I , seja um par amoroso, um familiar ou amigo e você quer aprender melhor como lidar, a terapia pode ajudar e também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online individual, como em terapia de casal . Mesmo que já não conviva mais com a pessoa bipolar, mas perceba que ficou com sequelas emocionais , a terapia pode ajudar a curar as feridas e a encontrar formas de evitar relacionamentos difíceis. A ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos tem um artigo em seu site intitulado "Descobri que meu companheiro(a) é bipolar, e agora?" que pode ser útil para você! Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
bottom of page