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- Medo da morte ou Tanatofobia?
Tanatofobia: medo da morte com características de fobia A tanatofobia, caracterizada por um medo patológico da morte, acompanhado de sensações acentuadas de ansiedade, pode interferir nas atividades cotidianas a ponto de se tornar um tema central e limitar a vida de quem tem fobia de morte. As reações de uma pessoa com fobia são desproporcionais ao perigo real e causam muito sofrimento. Já o medo da morte não patológico ocorre com a maioria das pessoas. Se tratam de preocupações com saúde, segurança e reflexões sobre a finitude da vida, podendo gerar sentimentos suportáveis de angústia e incerteza. Por que sentimos medo da morte? A busca pela sobrevivência é inerente à natureza humana, manifestando-se em um instinto profundo de temer a morte. É natural sentir ansiedade diante da finitude e da perda, seja ela pessoal ou de alguém próximo. O medo da morte pode ser dividido em quatro dimensões: o temor da própria morte; o medo do processo de morrer; a ansiedade sobre o pós-morte; o medo da morte de entes queridos. A morte nos aterroriza porque representa a perda irreparável de tudo o que amamos e valorizamos. É como uma despedida de tudo e de todos. O processo de morrer é uma experiência solitária e pode ser dolorosa. O assunto "morte" nos confronta com a finitude e a fragilidade da vida, além de preocupação com o desconhecido após a morte física. De certa forma, o tema traz angústia por estar entrelaçado com outros medos: medo do tempo perdido; medo do sofrimento; medo do envelhecimento; medo da solidão; medo do desconhecido; medo da perda; medo de ser esquecido; medo de não ter controle; medo do arrependimento. Muitas vezes, a Tanatofobia, é desencadeada por experiências traumáticas, como a quase morte ou o falecimento de alguém próximo. Pessoas com doenças graves podem desenvolver um medo intenso da morte devido à ansiedade gerada pela própria condição de saúde. Outras Causas da Tanatofobia: clique neste meu outro artigo para saber mais. Quais as consequências do medo da morte ou da Tanatofobia? A morte, tema universal e atemporal, continua a intrigar e perturbar a humanidade. A filosofia oferece diversas perspectivas para lidar com essa questão existencial. O filósofo Epicuro, por exemplo, alegava que a negação da morte, combinada com a expectativa de uma morte dolorosa, é a fonte de todas as nossas neuroses. O antropólogo Ernest Becker afirma que a formação do caráter humano está intrinsecamente ligada à negação da própria mortalidade. Essa negação cria uma barreira para o autoconhecimento genuíno e leva ao aumento do narcisismo e heroísmo. Conheça mais sobre estas ideias de Becker neste vídeo. Portanto, o medo da morte pode ter consequências como: negação, busca por distrações, conformismo, ilusão de uma vida eterna ou adoecimento mental. A negação da morte se manifesta de diversas formas, tanto conscientes quanto inconscientes. Negação consciente: Evitação: Ignorar o tema da morte e adiar discussões sobre o fim da vida. Distrações: Buscar atividades e prazeres que aliviem a ansiedade existencial. Negação inconsciente: Ilusão de eternidade: Acreditar que a morte não nos atingirá. Vício: Usar substâncias ou comportamentos para escapar da realidade. Comportamentos de risco: Ignorar a possibilidade de fatalidade daquela ação. A Tanatofobia, caracterizada por um medo irracional e persistente da morte, pode ter um impacto profundo na qualidade de vida. Pessoas com essa fobia experimentam ansiedade intensa, ataques de pânico e evitam situações que as lembrem da morte. A sensação de impotência frente à morte, a solidão e a perda do sentido da vida são comuns nesse contexto. O medo da morte, além de causar paralisia em quem apresenta Tanatofobia, pode se revelar de forma indireta, em sintomas aparentemente não relacionados, como uma inquietação generalizada, doenças psicossomáticas ou como raiz destes transtornos psicológicos: Transtorno de Ansiedade Generalizada Transtorno de Pânico Transtorno de Sintomas Somáticos Transtorno de Ansiedade de Doença Fobia Ansiedade de Separação Transtorno da Personalidade Dependente Transtorno Depressivo Maior Transtorno Depressivo Persistente Transtorno de Insônia Transtorno Obsessivo-Compulsivo Transtorno da Personalidade Narcisista Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT Transtorno de Estresse Agudo Estresse Pré-Traumático Podemos limitar nossas vidas por meio do medo e da negação da morte ou realizar nossas vidas através da aceitação da morte. Nesse sentido, algumas pessoas, a partir do medo da morte, buscam um crescimento pessoal através de um propósito de vida significativo ou pela construção de algum legado, como uma forma de imortalidade ou bom uso da oportunidade da vida. Como aliviar o medo da morte? O psiquiatra, escritor e psicoterapeuta existencialista Irvin D. Yalom afirma que confrontar a morte é o caminho para aliviar o medo dela. Olhar para a morte não precisa resultar em desespero e tirar o propósito de viver. Pelo contrário, encarar o tema é uma forma de despertar para uma vida mais plena e apaziguar o temor. Ele propões 3 estágios: Despertar: A consciência da morte e a intenção em refletir sobre ela pode gerar uma transformação pessoal. Ao perceber a brevidade da vida, as pessoas são motivadas a buscar um significado mais profundo. Busca por um ideal: Após o despertar, inicia-se uma fase de exploração de diferentes caminhos de vida. É nesse estágio que se reestrutura a vida para uma direção mais autêntica e plena, focando no que realmente importa. O tema da morte deixa de ser tão central, dando lugar a ações para a vida. Viver com a realidade do morrer: Tendo integrado a consciência da morte em suas vidas, as pessoas chegam a um estado de aceitação e serenidade. A morte, antes vista como uma ameaça, passa a ser encarada como parte natural da vida. Essa aceitação permite que as pessoas vivam cada momento com intensidade e gratidão. Nessa mesma linha de raciocínio, o psicólogo e professor Paul Wong, recomenda a busca por uma existência repleta de sentido. Com propósito e felicidade, minimiza-se o peso dos arrependimentos ao final da vida e diminui-se o temor da morte. As preocupações existenciais profundas trazidas pelo medo da morte podem ser angustiantes demais para administrar sozinho. Onde as pessoas mais encontram apoio para o alívio em relação à morte são: espiritualidade, psicoterapia e filosofia. Se você sofre com o medo da morte, considere todas estas opções: iniciar um processo de terapia; ler mais sobre filosofia; explorar mais a espiritualidade (caso isso combine com você). Como as pessoas no fim da vida lidam com a morte? A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross foi pioneira em identificar os mecanismos de defesa e reações emocionais que as pessoas em processo de doença terminal utilizam para lidar com a chegada da morte. Sua contribuição serviu como ponto de partida para inúmeras pesquisas sobre o luto e a morte. Ela propõe cinco etapas: Negação: "Não, isso não pode estar acontecendo comigo." É uma forma de defesa inicial, como um choque que amortece a realidade da finitude. Raiva: "Por que eu? Isso não é justo!" A raiva pode ser direcionada a si mesmo, a outros, a Deus ou à vida em geral. Barganha: "Se eu fizer isso, tudo voltará ao normal." É uma tentativa de negociar com uma força superior para reverter a situação. Depressão: "Não há mais esperança." A tristeza profunda e a perda de interesse pela vida são características dessa fase. Aceitação: "Eu estou pronto para o que vier." É a etapa final, onde a pessoa encontra paz e aceita a realidade da morte. Como falar sobre a morte? A morte, embora inevitável, é um tema frequentemente evitado nas conversas, o que contribui significativamente para a Tanatofobia. Quebrar esse tabu pode ser transformador. Ao falar abertamente sobre a morte, podemos construir um relacionamento mais saudável com nossa própria finitude, diminuir o medo de morrer, expressar nossos desejos e apoiar aqueles que amamos. Essa conversa é especialmente importante para quem está cuidando de entes queridos idosos ou enfrentando uma doença terminal. Cada um tem uma maneira diferente de abordar o assunto. Uns são mais diretos, enquanto outros usam uma linguagem mais suavizada como "quando você vier a faltar", "ir para um lugar melhor", "quando eu não estiver mais aqui". Falar sobre a morte com crianças pode parecer uma missão delicada, mas é fundamental para que elas desenvolvam uma visão mais saudável sobre o ciclo natural da vida desde cedo. Use uma linguagem simples e adequada à idade da criança. Evite mentiras, ouça as dúvidas e responda sem entrar em detalhes excessivos. Comparar a morte com o ciclo da natureza, como o nascer e o morrer das plantas, pode facilitar a compreensão. Mas, se você não se sentir preparado para falar sobre a morte ainda, converse com um psicólogo para explorar as causas e receber orientações. Terapia para tratar a Tanatofobia e o medo da morte Quando o medo da morte se torna excessivo e interfere na qualidade de vida ou mesmo quando se deseja aprofundar o autoconhecimento, a terapia é uma valiosa aliada. Ao proporcionar um espaço seguro e livre de julgamentos, o psicólogo oferece diversas ferramentas para lidar com esse medo: Validando e compreendendo: O terapeuta valida as emoções e preocupações, demonstrando que seus sentimentos são legítimos. Há uma busca pela compreensão das causas do medo da morte. A validação de sentimentos e a consciência das raízes são fundamentais para o processo de cura. Gerenciando emoções: Através de técnicas psicológicas, a terapia ensina estratégias eficazes para lidar com as emoções intensas relacionadas à morte, promovendo maior calma e bem-estar. Construindo significado: Ao explorar valores, crenças e objetivos de vida, é possível encontrar um propósito maior, o que ajuda a reduzir a ansiedade existencial e a dar mais sentido à vida. Acompanhando o luto: Para aqueles que lidam com perdas recentes ou com a antecipação da perda, a terapia oferece um suporte especializado para processar as emoções e encontrar formas saudáveis de lidar com a dor. Ultrapassando o medo: Com o auxílio da terapia, é possível confrontar o medo da morte de forma gradual e construtiva, desenvolvendo uma nova perspectiva sobre a mortalidade e encontrando aceitação. Ao buscar terapia, a pessoa com Tanatofobia recebe os meios necessários para transformar o medo da morte em uma experiência mais tranquila e até mesmo enriquecedora. Ao invés de ser dominado pela ansiedade, é possível viver uma vida mais plena e significativa, mesmo diante da inevitabilidade da morte. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com este artigo sobre Tanatofobia e medo da morte através da psicoterapia online. Possuo experiência neste assunto e posso ajudar você! Aqui no meu site você pode saber mais detalhes sobre valor da sessão e agendamento; Neste link você pode conhecer mais sobre mim; No meu consultório virtual, você pode agendar sua sessão diretamente no sistema; Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- TEPT de relacionamento
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático de Relacionamento, ou TEPT de Relacionamento acontece quando o relacionamento íntimo foi fonte de dor e trauma. Os efeitos psicológicos do abuso podem permanecer por muito tempo após o término do relacionamento, desencadeando os sintomas do TEPT de Relacionamento. O que é TEPT de relacionamento? O termo TEPT de relacionamento tem um paralelo com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) clássico, uma condição de saúde mental desencadeada após experienciar ou testemunhar eventos graves e traumáticos. No caso do TEPT de relacionamento, o trauma aconteceu especificamente no campo do relacionamento amoroso. Embora o TEPT de relacionamento não seja oficialmente reconhecido como um transtorno mental específico, cada vez mais tem se percebido a recorrência dos sintomas em pessoas que estiveram expostas a comportamentos abusivos contínuos e repetidos por parte de namorados ou cônjuges. Um relacionamento abusivo é marcado por violência psicológica, física, sexual, verbal, patrimonial ou moral. Qualquer forma ou grau de violência tem o potencial de causar traumas profundos e duradouros, ocasionando os sintomas de TEPT de relacionamento após o período do encerramento da relação. Terminar o relacionamento pode parar o abuso, mas os efeitos do trauma vivido podem continuar reverberando muito depois do fim. Inclusive atrapalhando ou impedindo que a pessoa se envolva romanticamente outra vez ou confie nas pessoas novamente. Sintomas do TEPT de relacionamento Lembranças intrusivas dos abusos sofridos durante o relacionamento; Evitação de pensamentos, pessoas, conversas, coisas, situações, lugares e demais gatilhos que lembrem o abusador ou os traumas; Reações intensas a estímulos associados ao ex-parceiro ou à relação; Sensação como se as vivências dolorosas estivessem acontecendo novamente; Amnésia de parte dos abusos; Hipervigilância, sensação de ameaça e pensamentos catastróficos; Autoimagem negativa, autoculpa e desesperança; Desinteresse por atividades significativas; Distanciamento ou desconfiança dos outros; Desregulação emocional; Problemas de concentração e memória; Pesadelos e insônia. Gatilhos do TEPT de relacionamento Gatilhos são estímulos ou situações que evocam memórias ou emoções angustiantes ligadas ao trauma. Podem tanto ter muita semelhança com a violência sofrida, quanto parecer não ter relação nenhuma. SONS: ouvir certos sons particulares que tragam memórias de sofrimento. Ouvir uma música que lembra a relação, alguém com um timbre de voz parecido com o do abusador, uma porta batendo que lembra um costume do ex-parceiro quando estava irritado ou ouvir uma notícia na TV sobre violência doméstica são alguns exemplos. IMAGENS: visualizar certos objetos ou situações. Por exemplo: ver uma foto antiga do ex, se deparar com um carro da mesma cor e modelo que o abusador possuía e assistir a um filme com cenas de violência. LUGARES: estar em locais que o casal frequentou ou onde a violência ocorreu. Passar em frente à casa do ex-parceiro ou a um restaurante que ambos frequentavam são exemplos de gatilhos. CHEIROS: sentir aromas, perfumes ou qualquer cheiro que traga uma memória olfativa relacionada às violências sofridas, pode despertar sintomas de TEPT de relacionamento. DATAS: sejam datas especiais, como aniversários, Natal e dia dos namorados, até mesmo datas de acontecimentos traumáticos durante a relação. A proximidade com estes dias, em anos subsequentes, pode ativar uma série de sintomas pós-traumáticos. PESSOAS: conviver ou ver pessoas que lembrem os traumas. Por exemplo: avistar alguém na rua com um biotipo parecido com o do abusador ou encontrar com um parente dele. INTIMIDADE: algumas pessoas desencadeiam diversas reações físicas e emocionais desagradáveis quando estão se aproximando de outra pessoa, seja em um contexto romântico ou não. Exemplos: sentir repulsa quando um amigo se mostra interessado em ajudar, sentir pânico em um momento de intimidade sexual, ficar com medo de se apaixonar. VIVÊNCIAS ABUSIVAS: qualquer situação que seja também abusiva, mesmo fora do âmbito amoroso. Exemplos: presenciar um chefe humilhando um colega de trabalho, ser ridicularizado em uma conversa social e ser perseguido por um assaltante. SENSAÇÕES: sentir emoções similares às vividas durante os abusos, como abandono, impotência, injustiça, pressão, medo, raiva, etc. Causas do TEPT de relacionamento Violência: experiência de algum tipo de violência física, psicológica, verbal, sexual, financeira (patrimonial) ou moral dentro de um relacionamento afetivo é a principal causa de TEPT de relacionamento. Lembrando que há violências mais escancaradas como um espancamento, assim como outras não tão evidentes, como o sarcasmo e a difamação. Muitas vítimas de violência por parceiro íntimo desconhecem, não percebem ou minimizam a violência sofrida. Algumas vezes, após o fim do relacionamento é que se dão conta do quanto estavam sendo maltratadas. Traição e violação da confiança: é um tipo de violência psicológica frequente em relacionamentos abusivos. Seja a traição emocional, sexual ou outro tipo de deslealdade, como a quebra de um combinado, pode destruir a confiança e ser muito traumatizante. Manipulação: é um tipo de violência psicológica na qual o abusador procura enganar e obter vantagem para si em detrimento do bem estar da outra pessoa. Manifestações comuns são: mentir, omitir, induzir, mascarar, esconder, trapacear, ameaçar, chantagear, alimentar falsas esperanças, se aproveitar, prometer e não cumprir e DARVO. Conflitos recorrentes: viver em uma relação com estresse persistente, como problemas amorosos crônicos, discussões, hostilidade, abuso reativo, cobranças e atritos é potencialmente traumatizador. Nesses casos é comum a presença de violência verbal ou moral, como xingamentos e julgamentos morais para humilhar. Negligência: quando pensamos em trauma, imaginamos que algo ruim aconteceu. Mas um trauma pode ser gerado por algo bom que deixou de acontecer no relacionamento. Por exemplo, é suposto que em um relacionamento amoroso exista atenção, companheirismo, cuidado, prioridade e presença. A falta disso, ou seja, a negligência, também tem potencial traumático. Como tratar o TEPT de relacionamento? O tratamento do TEPT de relacionamento demanda um processo de psicoterapia, focado no tratamento das sequelas emocionais do relacionamento traumático, como os sintomas descritos anteriormente neste artigo, além de autossabotagem romântica, depressão, ansiedade ou distimia. É relativamente frequente que pessoas traumatizadas por relacionamentos íntimos estiveram ligadas ao ex-parceiro através do fenômeno do trauma bonding, codependência, triângulo dramático ou estilo de apego inseguro. Por isso, faz parte do tratamento investigar traumas oriundos de vínculos traumáticos anteriores, com o objetivo de curar a causa-raiz e prevenir outros relacionamentos abusivos no futuro. Se você está tendo sintomas de TEPT de relacionamento permita-se receber o apoio profissional psicológico que você necessita para se libertar das marcas do passado. Trilhar um novo caminho envolve desenvolver ferramentas para processar os traumas, entender os padrões, reconstruir a autoestima e a confiança nas pessoas. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com este artigo, a tratar os sintomas do TEPT de relacionamento através da psicoterapia online. Possuo bastante experiência e conhecimento em relacionamento abusivo porque ao longo da minha carreira atendi muitos casos com essa temática. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal, Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas. Costumo adaptar o tratamento psicológico às necessidades de cada paciente, por isso trabalho com diferentes abordagens terapêuticas: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Cuidado Informado sobre Trauma e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Você pode agendar a primeira sessão diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Lá é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Como psicóloga, ficarei feliz em te ajudar!
- Autofobia: o medo de ficar sozinho
Sentir pânico intenso ao ficar sozinho, evitar a solidão a qualquer custo, questionar a própria capacidade de autossuficiência, não conseguir tolerar a própria companhia e planejar como estar sempre acompanhado: este é um perfil representativo de uma pessoa com autofobia (medo de ficar sozinho), também conhecida como Monofobia, Isolofobia ou Eremofobia. Ao contrário do que parece a palavra, autofobia não é um medo de si mesmo e nem é o medo de automóveis. Aqueles que sofrem de autofobia não tratada ou não diagnosticada podem se sentir constantemente ansiosos e dependentes dos outros, pois raramente se fala abertamente sobre a fobia de ficar sozinho. Eles, muitas vezes, não reconhecem seu próprio comportamento como sendo motivado por esse medo irracional. Em vez disso, podem acreditar que estar sozinho é perigoso ou insuportável, culpando as circunstâncias ou a falta de pessoas disponíveis. O constante temor da solidão torna difícil para pessoas com autofobia desenvolverem autonomia e autoestima. Por serem extremamente dependentes da presença alheia, podem apresentar dificuldades em manter relacionamentos saudáveis, exercendo pressão excessiva sobre os outros, apresentando apego inseguro, codependência e ansiedade de separação. Embora a necessidade de conexão social seja inerente ao ser humano, a autofobia se caracteriza por um medo desproporcional de ficar sozinho. O medo pode ser de ficar pequenos períodos sozinho, medo que os outros fiquem sozinhos, medo de ficar sozinho na vida ou medo de ficar sozinho para sempre. 8 características da autofobia (medo de ficar sozinho) 1- Sente pânico ao estar sozinho; 2- É dependente da presença de outros; 3- Se sente facilmente vulnerável ou desamparado quando só; 4- Duvida da própria capacidade de lidar com situações sozinho; 5- Evita ficar sozinho, buscando constantemente companhia; 6- Tem medo de abandono ou de ser esquecido; 7- Demanda das pessoas constante presença e atenção; 8- É propenso a sentir medo da morte, estresse pré-traumático, medo de ficar doente e de não ser socorrido. Como saber se tenho autofobia (medo de ficar sozinho)? É importante observar se a intensidade e a frequência do medo de ficar sozinho causam sofrimento significativo e interferem na sua vida. Os sintomas devem fazer parte de um padrão de evitação persistente de situações de solidão e podem se manifestar de diversas formas, como ansiedade extrema, ataques de pânico, sudorese, taquicardia e pensamentos catastróficos. Analisar se há um prejuízo significativo no ajustamento emocional, social e profissional, com dificuldade em realizar atividades cotidianas de forma independente, prejudicando a qualidade de vida. A dependência emocional, o medo de abandono e a permanência em relacionamentos abusivos ou inconsistentes podem estar presentes. Em casos de transtornos psicóticos, o medo de ficar sozinho pode ser desencadeado por delírios ou crenças sobrenaturais. Importante, também, diferenciar de outras condições que envolvem desconforto ao ficar sozinho, como a timidez ou a preferência por companhia, mas que não atingem o nível de pânico e evitação característicos da autofobia. Em minha prática clínica, tenho observado como o medo de ficar sozinho pode levar a outros problemas, como o uso excessivo telas, jogos e celular para se sentir acompanhado. Além disso, pode desenvolver o hábito de agendar atividades sociais em excesso, tendo como resultado uma má administração da rotina, do sono, da alimentação e das responsabilidades, além de um risco aumentado para uso de substâncias psicoativas. Consequências da autofobia (medo de ficar sozinho) Dificuldades em manter relacionamentos saudáveis devido à dependência excessiva, ansiedade constante, baixa autoestima, depressão e comportamentos de busca de atenção disfuncionais podem ser algumas das possíveis consequências do medo de ficar sozinho. É comum que as pessoas com autofobia evitem atividades que precisem ser realizadas sozinhas, limitando suas experiências e seu crescimento pessoal. Os comportamentos de evitação da solidão trazem sofrimento tanto para a pessoa, quanto para aqueles que se sentem sobrecarregados pela demanda constante de companhia. Como eu posso ajudar A psicoterapia individual propicia um espaço seguro para que o medo de ficar sozinho possa ser explorado e ressignificado. Através da terapia online, você receberá minha ajuda para identificar as origens desse medo, aprender a tolerar gradualmente momentos de solidão e desenvolver habilidades de enfrentamento para lidar com a ansiedade. O tratamento psicológico visa fortalecer a autonomia, a autoconfiança e a capacidade de encontrar prazer na própria companhia. Desenvolver atividades independentes, construir um relacionamento saudável consigo mesmo e aprender a regular as próprias emoções são alguns dos objetivos a serem alcançados. Como agendar O agendamento das sessões de terapia comigo é feito no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você mesmo agenda a sessão no sistema, clicando no horário preferido. Será necessário preencher um cadastro rápido no Zenklub e estarei pronta para te atender no horário que você marcar. Lá mesmo haverá um botão para entrar na videochamada para você me encontrar e conversarmos sobre suas questões psicológicas! Caso precise de mais detalhes, há um passo a passo de como agendar no meu site. Será uma satisfação poder te ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia online para ansiedade
Como é a terapia online para ansiedade? A terapia online para ansiedade ocorre através de sessões psicológicas por chamadas de vídeo seguras e privativas. Durante as sessões online, você conversará com a psicóloga sobre seus sintomas de ansiedade, gatilhos, e como eles impactam sua vida. A psicóloga utilizará diversas abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Psicanálise, para te ajudar a localizar as causas da ansiedade e modificar padrões de pensamento e comportamento. Tudo isso com a conveniência e o conforto de fazer terapia de onde você estiver, usando um celular ou computador com acesso à internet. Por que optar pela terapia online para ansiedade? Em um mundo cada vez mais conectado, a terapia online para tratar a ansiedade se apresenta como uma solução acessível e eficaz para cuidar da sua saúde mental. Você pode se conectar com uma psicóloga experiente, moderna e qualificada no conforto da sua casa. A modalidade online oferece a flexibilidade que muitas vezes precisamos para encaixar o autocuidado em nossa rotina agitada. A terapia online é menos intimidadora do que a presencial, causando menos ansiedade. Muitas pessoas ansiosas sentem-se mais à vontade para se abrir em uma interação virtual do que em um contato cara a cara. Outra vantagem da terapia online para tratar a ansiedade é a facilidade de agendar uma sessão extra em caso de crise de ansiedade ou pânico. Para quem mora em cidades pequenas, poder conversar com uma psicóloga que não pertence ao seu meio social se torna muito mais tranquilo e é um motivo a menos para sentir ansiedade. E quem mora em cidades grandes se beneficia da terapia online, justamente por não precisar se preocupar com deslocamentos ou horários rígidos. Poder fazer terapia online com uma psicóloga brasileira e se expressar em português é uma das vantagens mais reconhecidas por brasileiros que moram no exterior. O conforto emocional de falar na língua materna alivia a ansiedade, além de que poder usar gírias e expressões que exprimem com riqueza as emoções traz uma maior sensação de estar sendo compreendido. O papel da terapia online no controle da ansiedade A terapia online para tratar a ansiedade oferece um espaço prático, seguro e acolhedor para você: Explorar sua história de vida: A ansiedade pode ser a ponta do iceberg de experiências passadas que precisam ser compreendidas e ressignificadas. A terapia oferece o suporte necessário em direção a um autoconhecimento mais profundo. Descobrir seus principais medos: Identificar as raízes da sua ansiedade é o primeiro passo para começar a transformá-la. Avaliar a probabilidade real dos seus medos: Muitas vezes, a ansiedade nos faz superestimar os riscos. A terapia ajuda a trazer uma perspectiva mais realista. Aumentar a tolerância às incertezas: A vida é cheia de imprevistos, e aprender a lidar com essa realidade é fundamental para reduzir a ansiedade. Separar o que você pode controlar do que não pode: A terapia te ajuda a focar sua energia onde realmente faz diferença e a aceitar o que está além do seu controle. Gerenciar seus recursos: Aprender a organizar seu tempo, energia e até mesmo suas finanças pode reduzir significativamente a ansiedade relacionada a essas áreas. Prevenir outros quadros de ansiedade: como TAG, Transtorno do Pânico, Ansiedade de Separação, Estresse Pré-Traumático, Ansiedade de Desempenho, Ansiedade de Doença, Fobia, Ansiedade Social. Como se preparar para sua sessão de terapia online para ansiedade 1- Escolha um espaço só seu: Busque um local tranquilo e reservado onde você se sinta à vontade para falar abertamente, sem interrupções ou preocupações com a privacidade. Se houver outras pessoas em casa, usar fones de ouvido pode ajudar a criar esse espaço seguro e confidencial. 2- Prepare seu equipamento: Certifique-se de que seu computador ou celular esteja carregado e funcionando corretamente. Tenha um carregador por perto. Um suporte para o celular pode ser útil para mantê-lo posicionado de forma confortável. Fechar outras abas ou aplicativos e desativar notificações no seu dispositivo pode te ajudar a manter o foco na sessão. 3- Verifique sua conexão: Garanta que sua internet esteja funcionando bem e estável para evitar interrupções na chamada. Se possível, tenha um plano B, como os dados móveis do seu celular, caso o Wi-Fi falhe. 4- Tenha tudo o que precisa por perto: Deixe ao seu alcance itens que podem te fazer falta durante a sessão, como um copo d'água, um caderno e caneta para anotações importantes, e lenços de papel, se você sentir que pode precisar. 5- Reflita sobre o que quer abordar: Antes da sessão, reserve um momento para pensar sobre como a ansiedade se manifesta em você e outros motivos que queira tratar na terapia. Anotar alguns pontos pode te ajudar a aproveitar melhor o tempo da sessão. 6- Fale abertamente: Fique tranquilo, pois a psicóloga ajudará você a se sentir à vontade para falar. Exponha seus pensamentos e sentimentos de forma espontânea e verdadeira. Permita-se expressar suas emoções, mesmo as mais dolorosas e angustiantes. Combine com a psicóloga a frequência das sessões e compareça à terapia regularmente. 7- Disponha-se à mudança: Esteja aberto a novas perspectivas e à possibilidade de mudar padrões de pensamento ou comportamento. A ansiedade vai diminuindo conforme você vai expressando suas angústias e aplicando as orientações psicológicas em sua vida. 8- Aproveite os benefícios: Permita-se vivenciar um processo de autoconhecimento e crescimento. Com o apoio da terapia, você pode construir uma vida sem ansiedade e alcançar o bem-estar que busca, cuidando para não retornar a padrões antigos que não te servem mais. Psicóloga Ana Carolina Mainetti: terapia online para ansiedade Como agendar sua sessão de terapia online comigo É possível marcar a primeira sessão de terapia online para ansiedade comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual. Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Lá é possível verificar o preço da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Eles já aparecem para você convertidos para o fuso horário de onde está. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e pronto, sua sessão estará marcada! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga online para trauma
Ana Carolina Mainetti, psicóloga online especialista em trauma Olá! Sou a psicóloga Ana Carolina Mainetti, psicóloga online especialista em traumas. Com mais de 18 anos de experiência, ajudei milhares de pessoas a compreender os efeitos dos traumas e alcançar uma vida mais significativa apesar das coisas difíceis que aconteceram. Como me tornei psicóloga online especializada em trauma Ao longo da minha jornada como psicóloga, me especializei em 3 abordagens: Psicanálise, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia Sistêmica. Os traumas deixam marcas profundas conscientes e inconscientes, por isso gosto muito de usar a teoria psicanalítica para compreender meus pacientes. A TCC é muito útil para ajudar a lidar com os efeitos dos traumas através de ferramentas práticas para mudanças cognitivas e de comportamento. Como muitos traumas se originam da vida familiar ou amorosa, a abordagem Sistêmica consegue correlacionar as vivências interpessoais com o psiquismo. Além dessas, fiz também outras duas especializações: em Neuropsicologia e em Psicossomática. Sabemos que pessoas traumatizadas têm modificações neuropsicológicas que afetam o dia a dia. E é relativamente frequente que pessoas que passaram por traumas desenvolvam doenças psicossomáticas, por isso meu olhar terapêutico considera esses efeitos. Acredito que a evolução profissional é um compromisso que tenho com meus pacientes. Por isso, dedico parte do meu tempo ao estudo e à participação em cursos e congressos. Ao me manter atualizada, consigo oferecer um atendimento mais completo e abrangente. Essa busca incessante por conhecimento me permite retribuir a confiança que meus pacientes depositam em mim. Aqui você pode conhecer meu currículo completo. Escrevendo sobre trauma Acredito que a construção de uma sociedade mais justa e feliz passa pela saúde mental. Por isso, além de atender meus pacientes individualmente e em casal, dedico meu tempo a compartilhar meu conhecimento escrevendo artigos, textos e capítulos de livros sobre psicologia. O tema do trauma me interessa tanto, que escrevi um capítulo de um livro sobre as consequências neuropsicológicas nas pessoas com Transtorno do Estresse Pós-Traumático. O livro é open acess, então você pode baixar clicando abaixo e procurar pelo o capítulo 12. Também escrevi oito artigos sobre trauma que você pode ler online, basta clicar: O que é trauma psicológico, sintomas e como lidar Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT: quando os sintomas do trauma não vão embora Trauma e Pós-Trauma: é importante conhecer e tratar Cuidado Informado sobre Trauma TEPT de relacionamento Fawning: a bajulação como resposta ao trauma Trauma Bonding: o que é Estresse Pré-Traumático Psicóloga Ana Carolina Mainetti Como eu posso te ajudar Em cada sessão de terapia online, busco proporcionar um momento terapêutico acolhedor e confidencial para você trabalhar as feridas emocionais e os desafios decorrentes dos traumas. Se você passou por situações difíceis, como: traumas na infância; violência; abandono ou negligência; acidentes ou tragédias; perdas; traumas em relacionamentos; traição emocional; ou outras experiências dolorosas Eu posso te ajudar! Agende sua sessão online comigo. Através de um tratamento psicológico personalizado, podemos construir um caminho de resiliência e transformação. Aqui no meu site você pode saber mais detalhes sobre valor da sessão e agendamento; No meu consultório virtual, você pode agendar sua sessão diretamente no sistema; Psicóloga online: terapia de onde você estiver São mais de 18 anos de experiência em Psicologia, com tantos atendimentos presenciais individuais, de casal e de grupos, que perdi as contas de quantas pessoas já ajudei! No entanto, a plataforma Zenklub, que adotei como ferramenta de trabalho para atendimento online desde 2017, me permitiu registrar mais de 12 mil atendimentos virtuais! É um marco que demonstra a eficácia e a praticidade da terapia online para a saúde mental. A terapia online me permite construir pontes e promover a inclusão, oferecendo um cuidado psicológico de qualidade para brasileiros e lusófonos de todas as partes do mundo. Uma das grandes vantagens da terapia online é a flexibilidade para os pacientes. Com apenas um computador ou celular conectados à internet, você pode realizar sessões a qualquer hora e lugar, sem a necessidade de se deslocar. Será uma satisfação destinar minha experiência e meu conhecimento em trauma para te ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Como se preparar para sua sessão de terapia online para tratar traumas 1- Escolha um espaço só seu: Busque um local tranquilo e reservado onde você se sinta à vontade para falar abertamente, sem interrupções ou preocupações com a privacidade. Se houver outras pessoas em casa, usar fones de ouvido pode ajudar a criar esse espaço seguro e confidencial. 2- Prepare seu equipamento: Certifique-se de que seu computador ou celular esteja carregado e funcionando corretamente. Tenha um carregador por perto. Um suporte para o celular pode ser útil para mantê-lo posicionado de forma confortável. Fechar outras abas ou aplicativos e desativar notificações no seu dispositivo pode te ajudar a manter o foco na sessão. 3- Verifique sua conexão: Garanta que sua internet esteja funcionando bem e estável para evitar interrupções na chamada. Se possível, tenha um plano B, como os dados móveis do seu celular, caso o Wi-Fi falhe. 4- Tenha tudo o que precisa por perto: Deixe ao seu alcance itens que podem te fazer falta durante a sessão, como um copo d'água, um caderno e caneta para anotações importantes, e lenços de papel, se você sentir que pode precisar ao tocar nos assuntos mais delicados. 5- Reflita sobre o que quer abordar: Antes da sessão, reserve um momento para pensar sobre como os efeitos dos traumas se manifestam em você e outros motivos que queira tratar na terapia. Anotar alguns pontos pode te ajudar a aproveitar melhor o tempo da sessão. 6- Fale abertamente: Fique tranquilo, pois ajudarei você a se sentir à vontade para falar. Exponha seus pensamentos e sentimentos de forma espontânea e verdadeira. Permita-se expressar suas emoções, mesmo as mais dolorosas e angustiantes. Combine comigo a frequência das sessões e compareça à terapia regularmente. 7- Disponha-se à mudança: Esteja aberto a novas perspectivas e à possibilidade de mudar padrões de pensamento ou comportamento. As sequelas dos traumas vão diminuindo conforme você vai expressando suas dores e aplicando as orientações psicológicas em sua vida. 8- Aproveite os benefícios: Permita-se vivenciar um processo de autoconhecimento e crescimento pós-traumático. Com o apoio da terapia, você pode alcançar o bem-estar que merece. Aguardo você!
- Terapia para codependência em relacionamento
Como é a terapia para codependência em relacionamento? A terapia para tratar a codependência em um relacionamento, seja ela individual ou de casal, foca em identificar e desconstruir os padrões de comportamento que perpetuam a dependência e a codependência entre um par amoroso. Na terapia individual, o objetivo principal é que o codependente desenvolva autoconsciência sobre suas próprias necessidades, aprenda a estabelecer limites saudáveis e a construir uma identidade separada da do parceiro. São trabalhados tópicos, como: as origens da codependência, o desenvolvimento da autoestima, a tendência ao sacrifício e o medo de ficar só. Na terapia individual para o dependente, é necessário abordar as questões psicológicas e os vícios que o mantém em uma posição de depender dos cuidados de alguém. Na terapia para a codependência em relacionamento são usadas técnicas como a reestruturação cognitiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, a exploração de fenômenos inconscientes da Psicanálise e a análise das relações amorosas e familiares da Terapia Sistêmica. Na terapia de casal, o foco é voltado para a dinâmica da relação, buscando identificar os papéis que cada parceiro desempenha e substituir o excesso de cuidado de um e a dependência do outro por autonomia e responsabilidade compartilhada. Como é a codependência em um relacionamento? Duas pessoas que se envolvem de forma prejudicialmente complementar, não conseguindo mais funcionar de forma independente, sendo uma delas extremamente cuidadora e a outra dependente de cuidados: essas são as características da codependência em um relacionamento. Embora a codependência possa existir em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, é muito frequente em relacionamentos amorosos em que um assume a postura de doador, salvador ou facilitador e o outro, de tomador. O doador (codependente) se preocupa e se sacrifica para atender as necessidades do tomador, em detrimento das suas próprias, permitindo ser afetado pelos comportamentos autodestrutivos do parceiro dependente (tomador), como: vícios, problemas de saúde mental, imaturidade, irresponsabilidade ou baixo desempenho. Por medo do abandono ou do término da relação, o codependente costuma ignorar questões importantes, ceder, agradar, facilitar, perdoar e se comportar de forma submissa, desejando “salvar” ou “consertar” o parceiro. O tomador costuma se beneficiar da tendência do parceiro em cuidar, proteger e atender às suas necessidades, muitas vezes sem retribuir ou assumir responsabilidades. Por ser um relacionamento desequilibrado e composto por questões psicológicas não tratadas, é necessário que façam terapia individual e terapia de casal para tratar a dependência e a codependência presentes no relacionamento. 8 características do codependente Sente-se responsável pelo bem-estar do parceiro, sempre presente e pronto para ajudar, cuidar, salvar, controlar ou consertar; Antecipa as necessidades do outro, fazendo por ele o que um adulto costuma conseguir fazer sozinho; Sente-se vazio, entediado ou culpado se não estiver resolvendo algo para o parceiro, pois tem a necessidade de ser necessário; Negligencia seu próprio bem-estar ou responsabilidades por estar muito concentrado no cônjuge; Evita mostrar as verdadeiras emoções para não desagradar ou para evitar conflitos, mas às vezes guarda tanto que “explode”; Tem dificuldade em colocar limites nas atitudes do outro, mesmo estando em sofrimento ou discordando; Seu estado emocional depende do parceiro, ficando bem se o parceiro está bem e ficando mal se ele está mal; Tem medo da relação acabar e ficar sozinho ou esquecido. Saiba mais: Codependentes Anônimos (CoDA), um programa de mútua ajuda baseado nos Doze Passos com reuniões presenciais e online, tem uma lista de padrões e características dos codependentes que pode te interessar. Consequências da codependência em relacionamentos A dependência do tomador e a necessidade de cuidar do doador criam um ciclo vicioso difícil de quebrar. Quanto mais o doador cuida, menos o tomador se torna capaz ou disposto a cuidar de si mesmo, reforçando a necessidade do doador de continuar cuidando. Desse modo, ambos deixam de evoluir como adultos funcionais, um prejudicando a autonomia do outro. O parceiro dependente costuma não buscar terapia para tratar seus próprios problemas emocionais ou vícios, dependendo indefinidamente de alguém para dar conta de suas responsabilidades. Mantém-se no relacionamento por ter medo de perder o conforto e o suporte que recebe. Já o codependente, conectado ao parceiro por um vínculo traumático, sente um medo profundo de ficar sozinho, tolerando comportamentos prejudiciais para manter o relacionamento. Costuma sentir constantemente medo, obrigação e culpa, procurando ser gentil e agradar o parceiro, por vezes se sentindo entristecido ou com raiva por não receber a mesma dedicação em troca. Sem a busca por terapia para tratar a codependência, a tendência é adoecer física e psicologicamente. Quando encerra a relação, é frequente que se envolva de um modo muito similar com outro parceiro dependente. Ambos marcados por apego inseguro, vivem diversos problemas no relacionamento amoroso, como conflitos, violência psicológica, traição, problemas de intimidade, autossabotagem romântica, inconsistência do vínculo, dificuldade em fazer planos para o futuro, Síndrome de Estocolmo, raramente alcançando um amor pleno. Codependência e a relação com outros transtornos Embora a codependência não seja reconhecida como um psicodiagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), ela é amplamente considerada uma dinâmica de relacionamento psicologicamente prejudicial para os dois membros do casal. Além da dependência em álcool ou drogas, é muito frequente que o codependente se relacione com alguém viciado em outras coisas, como: medicamentos, trabalho, comida, sexo, internet, compras, jogos, exercício, poder, redes sociais, pornografia, cigarro, telas e cafeína. Ou um parceiro com imaturidade ou transtornos psicológicos como: Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno da Personalidade Antissocial, Transtorno da Personalidade Evitativa, Transtorno Bipolar, Transtorno Psicótico, Narcisismo encoberto e Depressão. A pessoa codependente costuma apresentar Transtorno da Personalidade Dependente, Transtorno de Ansiedade de Separação, Transtorno de Ansiedade Generalizada, conarcisismo, Depressão, Distimia, comer emocional, estresse, doenças psicossomáticas e insônia. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com a codependência em seu relacionamento atual ou traumas deixados por um relacionamento codependente antigo, eu tenho bastante experiência no tema e posso ajudar com terapia online individual. Também sou especialista em terapia de casal e ajudo casais a reformularem seu relacionamento codependente para um relacionamento com mais autonomia sem perder a conexão emocional sadia. Durante a terapia, utilizarei várias abordagens psicológicas, mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Para casais, gosto de usar também a Terapia Focada nas Emoções (EFT), para tratar o ciclo negativo da codependência e o Método Gottman para formar uma base mais sólida e saudável na união. Como agendar comigo O agendamento das sessões (individual ou casal) é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno obsessivo-amoroso
O que é o Transtorno obsessivo-amoroso? O transtorno obsessivo-amoroso é uma condição caracterizada por uma preocupação intensa e prejudicial, marcada por pensamentos intrusivos e persistentes sobre um relacionamento amoroso ou um parceiro específico. O transtorno obsessivo-amoroso distingue-se da paixão normal pela intensidade e impacto negativo que causa. A pessoa com transtorno obsessivo-amoroso possui uma fixação que pode ser confundida com amor, manifestando um desejo avassalador de estar constantemente envolvida com a outra pessoa, com dificuldade em se desligar do tema. Os sintomas tendem a se intensificar quando a pessoa se torna indisponível ou a rejeita. Quais são os sintomas do Transtorno obsessivo-amoroso? Os sintomas do Transtorno Obsessivo-Amoroso incluem uma preocupação incessante com o relacionamento ou a pessoa amada, possessividade, ciúme delirante, necessidade constante de contato, dependência emocional, ansiedade e dificuldade em pensar ou fazer outras coisas que não se relacionem com o romance. Pode dedicar um tempo excessivo a procurar informações, fantasiar ou até manipular e perseguir. 5 características do Transtorno obsessivo-amoroso 1- Intrusão de pensamentos Pensamentos obsessivos relacionados ao relacionamento e ao parceiro, permeando a mente de maneira persistente e indesejada. Isso pode incluir desde a simples ruminação sobre o estado da relação até a frequente imaginação de cenários hipotéticos, como a traição ou a idealização de um relacionamento perfeito. 2- Intensa necessidade de segurança afetiva Fixação por provas de fidelidade ou afeto, expectativa por demonstrações ou sinais de amor, ciúme exagerado (presente ou retroativo), busca contínua de validação quanto aos sentimentos do outro e quanto à estabilidade do vínculo. Constante necessidade de contato, com esforços exagerados para manter a proximidade física e emocional. 3- Idealização do parceiro e do relacionamento Tendência a fantasiar um futuro romântico idealizado, dedicando grande parte do seu tempo a planejar a vida ao lado dessa pessoa. Refletir demasiadamente sobre o relacionamento ou sobre a pessoa amada, fazer revisões de diálogos, comportamentos, comparações e ruminar sobre estar ou não com a pessoa certa. 4- Comportamentos de controle e monitoramento Atitudes motivadas pelas obsessões, como querer proteger ou cuidar do parceiro de forma excessiva, comportamentos controladores e persecutórios, pesquisar obsessivamente informações sobre a pessoa, fazer cobranças frequentes e voltar sua própria vida à vida do outro. 5- Dificuldade significativa em desengajar-se Passar muito tempo da vida em prol de mensagens, encontros e tempo a dois, em detrimento de outras atividades pessoais. Diante de sinais de desinteresse ou do término da relação, a pessoa segue obstinada. A ideia de perder o parceiro ou de não ser correspondida gera um sofrimento intenso e uma resistência em aceitar a realidade da situação, aumentando a obsessão sobre a pessoa amada. Causas do Transtorno obsessivo-amoroso Algumas das causas do Transtorno obsessivo-amoroso envolvem fatores psicológicos, como estilos de apego inseguro, autoestima baixa, codependência, medo de abandono, medo da solidão, insegurança, traumas e problemas de confiança. O Transtorno obsessivo-amoroso é uma condição complexa que frequentemente se entrelaça com outros transtornos de saúde mental, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Transtorno da Personalidade Borderline, Ansiedade de Separação, Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno Bipolar, Transtorno Delirante ou algum Transtorno Psicótico. Cada uma dessas condições compartilha características que podem se sobrepor, como pensamentos intrusivos, comportamentos repetitivos, instabilidade emocional, necessidade de atenção e crenças distorcidas sobre o relacionamento. Tratamento para Transtorno obsessivo-amoroso O tratamento do Transtorno obsessivo-amoroso é a psicoterapia individual focada em lidar com a dependência emocional e os pensamentos intrusivos característicos dessa condição. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem eficaz para o Transtorno obsessivo-amoroso. Ela reformula crenças disfuncionais sobre o amor e pensamentos comuns em transtornos obsessivos, como perfeccionismo e intolerância à incerteza. A Psicanálise, outra abordagem muito rica para tratar o Transtorno obsessivo-amoroso, explora as raízes inconscientes por trás da fixação no parceiro amoroso e em temas românticos. A terapia de casal é uma maneira de tratar os dois membros do casal, procurando entender o tipo de amor existente, trabalhar os problemas da relação e construir um relacionamento mais equilibrado. A Terapia Focada nas Emoções (EFT) e o Método Gottman oferecem bons caminhos alcançar um amor pleno. Mudanças na forma de pensar e agir podem levar um certo tempo e exigir esforço pessoal, mas valerá a pena investir em terapia e alcançar uma compreensão mais profunda de si mesmo e de seus padrões em relacionamentos. É muito valioso ter mais qualidade de vida, alcançar um olhar para a vida amorosa mais relaxado e menos obsessivo, além de ter mais tempo para desfrutar de outras coisas significativas. Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga, com tratamento psicológico apropriado para o Transtorno obsessivo-amoroso. As sessões de terapia comigo (de casal ou individual) são online, por videochamada. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá é possível verificar o preço da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Eles já aparecem para você convertidos para o fuso horário de onde está. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e pronto, sua sessão estará marcada! Conheça meu site para ver um vídeo meu e saber mais sobre mim! Será uma satisfação destinar minha experiência e meu conhecimento para te ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Orbiting
Orbiting: o que é? Orbiting é quando alguém permanece na sua órbita digital, interagindo de forma mínima e silenciosa, como visualizar stories, curtir posts ou mandar mensagens curtas, sem um propósito claro. Geralmente quem pratica o orbiting não tem a intenção de ter uma comunicação significativa ou um contato direto, causando muita dúvida sobre os motivos por trás disso. A presença constante do orbiter perpetua um ciclo de ansiedade para quem está sendo orbitado. Sem uma comunicação direta, a pessoa-alvo é forçada a interpretar sinais indiretos, gerando tensão não resolvida e desconfiança. 3 tipos de Orbiting mais comuns Orbiting pós-término: O orbiting pós-término é realizado por ex-parceiro, geralmente motivado por um comportamento impulsivo, nostálgico, problemas de apego ou pela dificuldade em seguir em frente. Pode gerar uma falsa esperança de reconciliação e até medo de estar sendo perseguido. A pessoa-alvo pode se sensibilizar e tentar reatar, com o risco de se deparar com rejeição ou problemas antigos, reabrindo as feridas do passado. Orbiting pré-relacionamento: O orbiting pré-relacionamento é feito por alguém novo na sua vida ou com quem você teve alguns encontros ou que sumiu logo no início do flerte. A motivação é manter a conexão sem se envolver completamente ou manter uma opção em aberto enquanto avalia outras, sem qualquer compromisso real. (Saiba mais sobre FOBO) Esse tipo de orbiting cria uma falsa sensação de envolvimento. A pessoa-alvo gasta energia tentando entender qual é o seu lugar no mundo da outra. Orbiting em relacionamento abusivo: Em relacionamentos tóxicos, marcados por diversos problemas de relacionamento, com idas e vindas do casal, o orbiting do ex-parceiro pode ser uma tática sutil de controle, indicando uma tentativa de reaproximação, para reatar e recomeçar o ciclo de abuso. Nessas situações, a presença digital persistente é uma forma de manipulação emocional, destinada a manter a vítima engajada na dinâmica do poder, dificultando a cura e o rompimento definitivo do ciclo abusivo. *Em todos os 3 casos, a falta de comunicação direta coloca o ônus da interpretação e da responsabilidade emocional sobre quem é orbitado, impedindo a resolução emocional e prolongando a dor. O orbiting é mais doloroso que o ghosting porque a presença virtual impede o fechamento do vínculo. 5 impactos psicológicos do Orbiting Falsa esperança: cada visualização ou like funciona como uma "migalha” de atenção que ativa um ciclo de esperança ou obsessão. Dissonância cognitiva: o conflito entre a realidade de não haver nenhum relacionamento real e os sinais de que a outra pessoa sente algo ou se importa, gera confusão, ansiedade e esgotamento mental. Impacto na autoestima: a falta de clareza faz a vítima do orbiting questionar seu próprio valor e percepção da realidade. Luto ambíguo: a mente não consegue processar o luto do fim do relacionamento porque não há uma perda clara. A pessoa não está presente, mas também não está totalmente ausente. Aprisionamento: impede, inconscientemente, de ter a abertura e a disponibilidade afetiva necessárias para construir um vínculo real com um novo pretendente. Riscos do Orbiting Para quem carrega traumas de relacionamentos passados, problemas de apego inseguro ou uma tendência à codependência, a "migalha" de atenção do orbiter pode ser confundida com prova de amor ou reconhecimento. O ato de ver significado e esperança na presença silenciosa do orbitador, muitas vezes, é um sinal de que a pessoa-alvo pode não conhecer o que é um amor pleno, que exige presença, transparência e investimento mútuo. A crença de que 'qualquer coisa é melhor que nada', impulsionada pelo medo da solidão, impede que a pessoa abra espaço para um parceiro que queira, de fato, estar ali, de forma inteira e não apenas na órbita. Ajuda para lidar com o Orbiting Enfrentar o orbiting e quebrar o ciclo da esperança intermitente exige mais do que apenas um corte e um desligamento digital. Exige a reconstrução da sua autoestima e do conceito de amor, além da cura de feridas emocionais antigas. A melhor ajuda para lidar com a vivência do orbiting é a terapia com uma psicóloga especialista, a fim de receber ajuda para: Validar sua dor: reconhecer que o luto por um relacionamento sem consistência ou sem fechamento é real. Identificar padrões de apego: entender por que você se envolve com parceiros inconsistentes e como mudar essa dinâmica. Reconstruir a autoestima: aprender a basear seu valor em quem você é e não na validação superficial de alguém. Como psicóloga, utilizarei diversas abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Sistêmica e a Psicanálise, para te ajudar a compreender sua história, o seu modo de se relacionar e a modificar padrões de pensamento e comportamento. Tudo isso com a conveniência e o conforto de fazer terapia de onde você estiver, usando um celular ou computador com acesso à internet. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia online (videochamadas) pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Viés de Confirmação e Saúde Mental
Viés de Confirmação: Por que acreditamos tanto no que queremos acreditar? O viés de confirmação é uma tendência mental inconsciente de buscar, lembrar e interpretar informações de maneira a confirmar nossas crenças e opiniões preexistentes. Essa distorção cognitiva, identificada pelo psicólogo Peter Cathcart Wason, é particularmente forte em temas com maior carga emocional ou crenças mais enraizadas. Ao defender opiniões com fervor, mesmo diante de evidências contrárias, estamos sendo movidos por este fenômeno psicológico. Ele é o responsável pela dificuldade em mudar de ideia e acreditar no que queremos acreditar. Raiz mental do Viés de Confirmação O viés de confirmação é resultado de uma combinação de fatores psicológicos, sociais e cognitivos que nos levam a selecionar informações e fazer deduções de forma tendenciosa. As principais causas são: Conforto cognitivo: Acreditar em algo que já consideramos verdadeiro nos proporciona uma sensação segura de estabilidade. Economia cognitiva: É mais fácil absorver informações que confirmam nossas crenças do que processar informações novas que as contradizem. Limitações cognitivas: Nossa capacidade de elaborar conteúdos é limitada, o que nos leva a buscar atalhos e simplificações. Excesso de autoconfiança: A confiança de que já alcançamos as melhores opiniões traz mais satisfação pessoal do que considerar o contrário. Prioridade em evitar erros: Admitir estar com uma convicção errada pode ser mais custoso do que mantê-la intacta. Falta de mente aberta: Certas pessoas não questionam suas próprias ideias devido à inflexibilidade. Como lidar com o Viés de Confirmação? Apesar de ser uma manifestação natural do nosso cérebro, é possível aprender a lidar com o viés de confirmação. Algumas estratégias úteis incluem: Buscar informações de fontes diversas: Ao se informar sobre um assunto, procure por referências que apresentem diferentes olhares. Questionar suas próprias crenças: Não tenha medo de desafiar suas próprias ideias e se abrir para novas perspectivas. Considerar evidências contrárias: Em vez de ignorar informações que contradizem suas opiniões, procure entender por que elas existem e quais são os argumentos que as sustentam. Cultivar a empatia: Tente se colocar no lugar de outras pessoas e entender seus pontos de vista, mesmo que você não concorde com eles. SAIBA MAIS sobre VIÉS COGNITIVO: Conheça o Viés da Autoconveniência. Viés de Confirmação na Saúde Mental Algumas psicopatologias podem contribuir para maior presença de Viés de Confirmação e vice-versa, como por exemplo: Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG: Sempre que acontece algo que justifique que valeu a pena manter-se preocupado e alerta, o Viés de Confirmação se solidifica. E segue descartando que ter ficado ansioso demais, na maior parte das vezes, não teve benefícios. Fobia: Ao se deparar com consequências desastrosas a respeito do objeto ou situação geradores de fobia, a pessoa tende a se manter evitativa. Do mesmo modo, a mente pode excluir quando os resultados são neutros ou positivos. Transtorno Obsessivo-Compulsivo TOC: Sempre que rituais compulsivos geram segurança, a pessoa com TOC tende a se manter acreditando que vale a pena. Mesmo que na ausência deles poderia sentir o mesmo, resiste a mudar de opinião. Transtorno da Personalidade Paranoide: A cada vez que a pessoa paranoide confirma que suas suspeitas estavam certas acerca da maldade ou deslealdade alheia, fortifica a necessidade de se manter alerta e desconfiada. Transtorno de Ansiedade de Separação: quando ocorre um evento indesejado, confirma a crença de que sempre algo ruim pode ocorrer e por isso não deve se afastar da figura de apoio. Mas quando nada de negativo ocorre, a mente pode descartar que tudo fluiu bem quando separados. Anorexia Nervosa: Quando uma pessoa muito magra tem algum tipo de sucesso ou conquista, o Viés de Confirmação pode manter a pessoa com anorexia em um padrão alimentar restrito. Sendo que quando pessoas com peso mais alto alcançam as mesmas coisas, a informação é menos influente. Se você sente que o Viés de Confirmação está te afetando de forma significativa, seja na Saúde Mental, nos relacionamentos amorosos, "trauma bonding", no trabalho ou na Psicologia Financeira, procure ajuda profissional. Um terapeuta pode te auxiliar a desenvolver habilidades de pensamento crítico e a construir uma vida mais plena e satisfatória. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia, oferecerei recursos para o processo de autoconhecimento, a fim de minimizar os efeitos danosos do Viés de Confirmação. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual, que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Traição emocional: o que é?
Uma conexão emocional profunda e secreta com alguém que não é o parceiro amoroso é considerado uma traição emocional, mesmo que não envolva intimidade sexual. Neste artigo, vamos explorar o conceito de traição emocional, entender suas causas e como ela se diferencia de uma amizade, além de discutir como tratar a dor que ela causa. O que é traição emocional A traição emocional, também conhecida como infidelidade emocional, é a formação de um laço emocionalmente íntimo com alguém fora do relacionamento principal. Ela acontece quando um dos parceiros passa a criar um apego emocional com outra pessoa, contando com ela para apoio, conforto e validação, ignorando ou preterindo o parceiro. Embora não haja contato sexual, esse tipo de infidelidade afeta a confiança e prejudica a saúde do relacionamento. O parceiro que a comete esconde a natureza da relação ou os detalhes das interações, pois, no fundo, sabe que isso viola os limites e o contrato de exclusividade do casal. Essa infidelidade pode se manifestar de várias formas, como compartilhar segredos, pensamentos e sentimentos que seriam reservados ao parceiro, contar novidades em primeira mão, orbiting, desabafar sobre o relacionamento, passar muito tempo conversando, desenvolver piadas internas e viver experiências que excluem o parceiro. A terceira pessoa pode ser um amigo, um colega ou uma pessoa desconhecida da internet. Geralmente ela possui características que a tornam um par romântico em potencial, o que ameaça ainda mais o relacionamento principal. Dificilmente alguém trai emocionalmente com outra pessoa que não se encaixa no perfil de parceiro ideal. As interações podem ser tanto presenciais, quanto por mensagens, áudios, chamadas de voz ou vídeo. Diferença entre traição emocional e amizade As características que diferenciam uma traição emocional de um vínculo inofensivo de amizade são: o sigilo, o objetivo e a concorrência. À primeira vista, pode parecer difícil distinguir uma amizade de uma traição emocional, por isso a avaliação acaba sendo subjetiva, dependendo do tipo de acordo de fidelidade do casal. Sigilo: amizades saudáveis são transparentes e abertas. Não há necessidade de esconder as interações que acontecem com um amigo. Já a traição emocional, diferentemente, é marcada pelo segredo. O parceiro que comete a traição esconde a profundidade e a frequência do contato extraconjugal, evitando falar sobre a terceira pessoa ou mentindo, justamente por saber que viola o combinado de exclusividade do casal. Objetivo: amizades são públicas e têm como propósito apoio, diversão e interesses em comum, sem a intenção de preencher uma lacuna romântica. A traição emocional, por outro lado, foca em trocas de confidências e atenção que seriam esperadas de ocorrer somente entre entre parceiros amorosos. Concorrência: a traição emocional compete com o relacionamento amoroso, tirando tempo e energia que seriam dedicados ao parceiro. Amizades convencionais não prejudicam o relacionamento, não geram desconfiança e nem ciúme. 4 causas da traição emocional As principais causas da traição emocional são: falta de amor, intimidade e conexão; comunicação deficiente; pouco comprometimento e fatores pessoais. 1- Falta de amor, intimidade e conexão: o parceiro pode sentir que não está recebendo a atenção, carinho e valorização que precisa, buscando-os em outro lugar. 2- Comunicação deficiente: quando a comunicação se torna inexistente ou agressiva, o parceiro pode se sentir negligenciado ou não compreendido, buscando alguém que o ouça e o valide. 3- Pouco comprometimento: um dos parceiros pode não estar totalmente investido na relação, o que o torna mais propenso a trair. (Veja o artigo sobre FOBO) 4- Fatores pessoais: histórico de infidelidade pessoal e/ou familiar, autossabotagem romântica, instabilidade emocional, personalidade narcisista, personalidade antissocial, personalidade borderline, personalidade histriônica, autofobia (medo de ficar sozinho), ansiedade de separação, tipo de apego e codependência, podem influenciar a busca por casos emocionais extraconjugais. Como tratar uma traição emocional Descobrir uma traição, seja ela física ou emocional, é devastador. A dor, a insegurança e a quebra de confiança são sentimentos difíceis de processar. No entanto, é possível reconstruir a confiança e curar as feridas. A traição emocional pode ser um sinal de alerta de que algo no relacionamento precisa de atenção, especialmente se há outros sinais de violência psicológica além desse. Pode ser um convite para o casal olhar para a dinâmica da relação, entender os problemas e buscar ferramentas para se reconectar. Terapia de casal A terapia de casal é o tratamento mais indicado para casais que passaram pela traição emocional . Nela, o casal pode: Reconstruir a confiança de forma gradual; Desenvolver novas ferramentas de comunicação; Entender o que levou à traição e como evitar que aconteça novamente; Ressignificar a relação e criar um novo caminho. Terapia individual A terapia individual é o tratamento mais indicado para quem viveu uma traição emocional e está em dúvida sobre continuar no relacionamento, para quem optou pelo término ou quando o parceiro infiel não se dispõe a fazer terapia de casal. É fundamental a ajuda psicológica para lidar com o trauma de ter sido traído ou de viver um relacionamento abusivo. Evitar o TEPT de relacionamento é essencial, além de prevenir que futuras escolhas amorosas também resultem em desfechos dolorosos. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos e em traumas, estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. É possível agendar uma sessão comigo diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica hospedado o meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. É tudo muito prático e moderno! Basta acessar o meu perfil e escolher na agenda o dia e o horário que ficar melhor para você(s) através do site no computador ou do app "Zenklub" no celular. Já aparecem com convertidos para o seu fuso horário local. Lá, também há o acesso ao meu vídeo de apresentação, às avaliações de pacientes e ao preço da sessão. O sistema me notificará quando for concluído o agendamento e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Alfabetização emocional
Identificar o que sentimos não é apenas um exercício intelectual, a alfabetização emocional é uma ferramenta de regulação psíquica. Quando alguém consegue migrar de um estado de angústia para a nomeação específica de um afeto, retoma o protagonismo sobre sua própria emoção. Alfabetização emocional e autoconhecimento A alfabetização emocional é o alicerce sobre o qual se constrói um autoconhecimento sólido e funcional. Enquanto o autoconhecimento nos permite identificar nossos padrões, valores e sombras, a alfabetização emocional nos fornece o vocabulário necessário para traduzir o que ocorre no nosso interior em palavras claras. Sem essa capacidade de nomear e distinguir nuances entre o que sentimos, ficamos presos a reações impulsivas e a um mal-estar indefinido que drena nossa energia psíquica. Para colaborar com quem busca maior autoconhecimento através de uma alfabetização emocional, será listado um glossário de emoções, das mais elementares às mais complexas. 1. Emoções primárias (Básicas) São as reações universais e biológicas, fundamentais para a sobrevivência e adaptação. Medo: Reação instintiva a uma ameaça real ou imaginária, mobilizando o corpo para defesa ou fuga. Raiva: Resposta à percepção de injustiça, frustração ou violação de limites pessoais. Tristeza: Resposta à perda ou desilusão, promovendo a introspecção e o processamento do luto. Alegria / Felicidade: Estado de bem-estar e satisfação que reforça comportamentos positivos. Repulsa: Reação de nojo, seja a estímulos físicos ou a condutas morais que ferem os valores. Surpresa: Reação breve a um evento inesperado, que prepara a pessoa para processar uma nova informação. 2. Estados de satisfação e bem-estar Para colaborar na Alfabetização emocional precisamos olhar também para as emoções desejáveis e satisfatórias. Elas diferenciam-se pela intensidade e pelo foco do prazer experimentado. Contentamento: Estado de equilíbrio e ausência de agitação, onde as necessidades imediatas parecem atendidas. Satisfação: Sentimento de realização após a conclusão de um objetivo ou o atendimento de um desejo. Prazer sensorial: Gratificação focada nos sentidos (paladar, tato, visão e audição), desprovida de complexidade cognitiva. Alívio: Sensação de leveza que sucede o término de uma situação de estresse, perigo ou dor. Gratidão: Reconhecimento de um benefício recebido, estabelecendo um vínculo positivo com o outro ou com a vida. Esperança: Orientação otimista em relação ao futuro, baseada na possibilidade de resultados favoráveis. 3. Emoções sociais e de autoavaliação Surgem a partir da interação com o outro e da percepção do "eu" perante o grupo. A alfabetização emocional nas relações é muito útil para nos compreendermos nas interações interpessoais. Amor / Romance: Sentimento de forte afeição e apego, que pode variar entre o cuidado compassivo e a paixão romântica. Desejo sexual: Impulso focado na atração física e na busca por intimidade erótica. Compaixão: Capacidade de reconhecer o sofrimento alheio e sentir o impulso de mitigá-lo. Orgulho (da conquista): Sentimento de valorização própria decorrente de um mérito ou realização pessoal. Inveja: Desconforto perante o sucesso ou posse alheia, frequentemente associado a um sentimento de inferioridade. Ciúme: Medo ou ansiedade de perder um vínculo afetivo ou posição de exclusividade para um terceiro. Desprezo: Sentimento de superioridade em relação ao outro, desqualificando-o como alguém de menor valor. 4. Afetos de autocrítica e constrangimento Essenciais para a manutenção de normas sociais, mas frequentemente fontes de sofrimento clínico. Culpa: Desconforto focado em uma ação específica que feriu um código moral ou prejudicou alguém. Vergonha: Afeto doloroso focado na totalidade do "eu", onde a pessoa se sente exposta ou inadequada. Constrangimento: Mal-estar social leve decorrente de uma falha de etiqueta ou exposição social indesejada. 5. Estados cognitivos e complexos Envolvem níveis elevados de processamento mental e memória. Confusão: Incapacidade temporária de organizar pensamentos ou interpretar estímulos de forma coerente. Interesse / Excitação / Encantamento: Estados de engajamento mental alto, onde a atenção é capturada de forma positiva por um objeto ou ideia. Tédio: Estado de baixa estimulação e falta de interesse pelo ambiente. Nostalgia: Sentimentalismo provocado pela lembrança de um passado idealizado ou de algo que se perdeu. Horror: Medo intenso misturado com aversão, geralmente diante do grotesco ou do traumático. Depressão: Diferente da tristeza passageira, é um estado persistente de anedonia (perda de prazer) e desvitalização. Schadenfreude: Termo de origem alemã para a satisfação ou prazer secreto sentido diante do infortúnio ou fracasso de outra pessoa. Alfabetização emocional e terapia Desenvolver o autoconhecimento significa mapear as forças invisíveis que guiam nossas escolhas, desde os nossos padrões relacionais até as nossas defesas mais arcaicas. Ao compreender por que reagimos com raiva a determinadas situações ou por que a melancolia nos visita em momentos de sucesso, passamos a ter a possibilidade de escolha. Com o autoconhecimento ganhamos a liberdade de compreender nossa própria experiência e história. Muitas vezes o comer demais, o jogar em excesso ou outros exageros, bem como a insônia, a fobia, a autossabotagem romântica e outras manifestações são resultados de emoções não identificadas e não nomeadas. Além disso, a alfabetiação emocional aumenta nossa capacidade de interação social, pois na medida em que reconhecemos em nós mesmos as emoções, melhoramos a empatia e o reconhecimento de emoções alheias. Algumas pessoas com alexitimia ou baixo reconhecimento de emoções em si mesmo, costumam apresentar maior nível de conflito interpessoal. A alfabetização emocional proporcionada pela terapia é o que nos permite aprender a diferenciar o medo da fome, a raiva da inveja, a doença psicossomática da repulsa e tantas outras inter-relações nebulosas entre corpo, relações e emoções. Isso traz uma clareza que acalma o sistema nervoso e melhora a qualidade de vida e de nossos vínculos. Ao dar nome às nossas sombras e luz às nossas emoções, não apenas diminuímos o sofrimento, mas aumentamos nossa capacidade de sentir a vida em toda a sua profundidade e complexidade. Como posso te ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para aumentar o autoconhecimento e melhorar a alfabetização emocional, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema e posso ajudar você com terapia online. O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Ficarei feliz em te ajudar nessa compreensão de si mesmo! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- FOBO
O que é FOBO? Evitar se comprometer com uma escolha ou decisão quando há muitas opções, baseada na crença de que uma alternativa mais favorável possa existir é o que descreve o FOBO. É uma sigla para a expressão em inglês “Fear Of a Better Option” F.O.B.O. (medo de uma opção melhor). Pessoas que sofrem de FOBO não se decidem sobre as opções disponíveis num determinado momento movidas pela ansiedade de esperar por algo melhor. Aguardam até ter o máximo de opções possível até o último minuto, antes de tomar uma decisão. É comum viverem num estado de “talvez” e conduzir a vida com base na filosofia do “Vamos ver. Pode ser. Quem sabe.”. Costumam cancelar planos ou compromissos se algo melhor aparecer. Pela dificuldade de fazer escolhas, as pessoas com FOBO podem não se engajar em relacionamentos amorosos, ficando na espera de uma opção romântica melhor. E por colocarem seus interesses em primeiro lugar, podem apresentar dificuldades em manter relacionamentos amorosos ou de amizade porque a outra parte interpreta o comportamento indeciso e evasivo como deslealdade, falta de priorização ou falta de empatia. No campo profissional, pessoas com FOBO podem demorar para aceitar propostas de emprego ou se engajar em uma carreira, esperando aparecer o trabalho “ideal”. O FOBO é um comportamento aprendido, e as pessoas muitas vezes não sabem que o FOBO pode ser desaprendido, trazendo benefícios diversos. 8 características do FOBO: 1- responde de forma vaga ou ambígua para não se comprometer; 2- posterga a tomada de decisão; 3- sente medo de perder algo potencialmente perfeito; 4- usa "rodeios" para não assumir uma posição direta; 5- sente ansiedade quando é pressionado para decidir; 6- evita compromissos de longo prazo; 7- cancela um plano se aparecer outro melhor, desconsiderando as consequências; 8- apresenta uma paralisia frente a muitas alternativas. O FOBO “Fear Of a Better Option” não é uma psicopatologia do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais- DSM, mas é relativamente comum. Quem cunhou o termo foi Patrick J. McGinnis, o mesmo criador do FOMO “Fear Of Missing Out”, que significa “medo de ficar de fora”. Ambas as condições surgem em contextos de possibilidades ilimitadas, causando ansiedade e/ou medo de não aproveitá-las da melhor forma possível. Como saber se alguém tem FOBO? Os sintomas devem fazer parte de um padrão problemático, como por exemplo, querer sempre fazer o “melhor negócio” em todos os momentos, raramente dizer “não” quando deveria ser claro sobre não querer, deixar passar boas oportunidades na espera de uma melhor e ficar paralisado em certas áreas da vida. Há outras condições de saúde mental que podem ser confundidas com FOBO. Importante diferenciar do Transtorno da Personalidade Antissocial, do Transtorno da Personalidade Narcisista, Transtorno da Personalidade Esquizoide, do Transtorno da Personalidade Evitativa, do Transtorno da Personalidade Dependente, do Autismo e do TDAH. Inclusive, o Transtorno da Personalidade Narcisista é uma comorbidade muito comum com o FOBO e pode haver dificuldade para saber se há a presença de um, de outro, ou de ambos. A pessoa narcisista sente necessidade de se sentir em vantagem ou numa posição superior e por isso pode ficar aguardando opções melhores que combinem mais com sua identificação com a grandiosidade. No FOBO não necessariamente a melhor opção para a pessoa representa algo socialmente considerado superior. No FOBO pode haver um sofrimento genuíno em se comprometer com uma opção e desperdiçar outras que simplesmente poderiam harmonizar mais consigo. Consequências do FOBO Fadiga decisória, procrastinação, excesso de pesquisas, desemprego, apego evitativo, solidão, conflitos, ansiedade, inimizades e problemas financeiros são algumas das possíveis consequências do FOBO. E como o medo de perder a melhor oportunidade não desaparece depois da escolha ter sido feita, outras consequências do FOBO são o arrependimento e a ruminação. “Será que essa era realmente a melhor opção?” pode ficar sendo um pensamento involuntário mesmo quando a decisão já foi tomada. Diferença de FOMO e o FOBO O FOMO é o medo de ficar de fora, de não estar aproveitando as oportunidades, de ficar sem contato, de não ser avisado, de ser esquecido e de não estar por dentro das novidades. Isso pode levar a pessoa a se manter conectada e escolher todas as opções disponíveis para não perder nada. Já o FOBO se refere à angústia de não fazer a melhor escolha dentre as opções disponíveis, levando a uma inação, espera ou busca ativa de uma oportunidade ainda melhor, geralmente levando a uma não-escolha. Uma diferença entre o FOMO (medo de ficar de fora) e o FOBO (medo de opções melhores) é a intencionalidade. Enquanto o FOMO é quase involuntário, no FOBO há uma escolha consciente: a de não fazer escolha alguma. Como eu posso ajudar A psicoterapia individual propicia um espaço de escuta para que o FOBO possa ser expresso em palavras. Um dos principais ganhos é poder viver sem a paralisia decisória e a ansiedade crônica que costumam acompanhar o FOBO. Revisar a necessidade de perfeição, analisar o medo de errar, incorporar a busca por opções razoáveis e satisfatórias e reduzir a ruminação são alguns dos objetivos a serem alcançados no tratamento psicológico. Ao ter mais consciência e mais autoconhecimento naturalmente o FOBO será substituído por um jeito mais leve de lidar com escolhas. Se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda para lidar com os sintomas do FOBO, eu posso te ajudar com terapia online. Ou, se você convive com alguém que apresenta FOBO, não precisa seguir sozinho na tentativa de entender e manejar os desafios da relação. Estou aqui para te auxiliar também! Me conheça mais, clicando aqui! Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. A minha agenda aparece com todos os horários disponíveis e no seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











