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- Transtorno Psicótico: o que é e como tratar
O que é possível ser encontrado em um Transtorno Psicótico : delírio, alucinação, discurso desorganizado, comportamento psicomotor anormal ou sintomas negativos. Conheça melhor cada um destes cinco domínios e saiba como é possível tratar com psicoterapia . O que é um Transtorno Psicótico? As características essenciais que definem um Transtorno Psicótico são a presença de um ou mais dos cinco domínios a seguir: Delírios Alucinações Discurso desorganizado Comportamento psicomotor anormal (incluindo catatonia) Sintomas negativos Cada um dos domínios será explicado em detalhes: 1) Delírios São crenças fixas que não mudam mesmo com evidências conflitantes. O conteúdo pode incluir uma variedade de temas, sendo os mais comuns: persecutório, de grandeza, de referência, erotomaníaco e religioso. Um exemplo de delírio de perseguição é acreditar que os vizinhos passam o dia o observando e planejando um golpe. Uma pessoa com um Transtorno Psicótico pode ter um delírio classificado como "bizarro" quando este é claramente implausível, como acreditar que sua mente é controlada por um extraterrestre. É muito comum os delírios de conteúdo não-bizarro , como alguém crer que atraiu um namorado porque fez uma simpatia com uma vela ou ter certeza de que ninguém consegue resistir ao seu poder de sedução. 2) Alucinações São experiências de percepção que ocorrem sem um estímulo externo, ou seja, a pessoa identifica algo que não está existindo na realidade . As alucinações mais comuns são: auditivas, visuais, táteis, olfativas e sinestésicas. Um exemplo de alucinação auditiva é a experiência vívida de ouvir vozes e um exemplo de alucinação visual é enxergar vultos . 3) Discurso desorganizado O pensamento e/ou a fala mudam rapidamente de tópico. A resposta a perguntas pode ser tangencial ou não ter relação nenhuma com o assunto. Estas apresentações prejudicam a comunicação efetiva . Em casos mais graves, a fala se torna incompreensível, como uma “salada de palavras”. Por exemplo: ao perguntar para uma pessoa se ela quer um copo de água, ela pode responder que os rios estão poluídos e não se pode mais pescar. 4) Comportamento psicomotor anormal (incluindo catatonia) O comportamento desorganizado ou anormal pode se manifestar de várias maneiras, desde um comportamento infantilizado até uma agitação imprevisível. A catatonia é uma redução acentuada no comportamento motor, podendo se apresentar de várias formas, como por exemplo: imobilidade, movimentos estereotipados, olhar fixo, caretas, mutismo e eco da fala. 5) Sintomas negativos Referem-se a sintomas não presentes em comparação a uma pessoa média , como expressão emocional diminuída, avolia, anedonia, alogia e falta de sociabilidade. Por exemplo, a pessoa pode ficar sentada, parada, sozinha e calada, por longos períodos sem prazer ou interesse em nenhuma atividade ou em interações sociais. Quais são os Transtornos Psicóticos? Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, existem os seguintes Transtornos Psicóticos: Transtorno da Personalidade Esquizotípica Transtorno Delirante Transtorno Psicótico Breve Transtorno Esquizofreniforme Esquizofrenia Transtorno Esquizoafetivo Transtorno Psicótico Induzido por Substância ou Medicamento Transtorno Psicótico Devido a Outra Condição Médica Catatonia Associada a Outro Transtorno Mental Transtorno Catatônico Devido a Outra Condição Médica Catatonia Não Especificada Outro Transtorno do Espectro da Esquizofrenia e Outro Transtorno Psicótico Especificado Transtorno do Espectro da Esquizofrenia e Outro Transtorno Psicótico Não Especificado Também há a presença de sintomas psicóticos em outras condições de Saúde Mental que se encontram em outros grupos de transtornos mentais. Algumas condições mentais ficam na divisa de quadros psicóticos ou apresentam ocasionalmente algum episódio psicótico, como por exemplo: Transtorno Bipolar , Transtorno Depressivo Maior , Transtorno Depressivo Persistente (Distimia) , Transtorno da Personalidade Narcisista , Transtorno da Personalidade Paranoide , Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno do Espectro Autista , Transtorno Dismórfico Corporal , Despersonalização e Desrealização , Transtorno de Pânico , Fobia Específica e Transtorno Dissociativo de Identidade . Como é a terapia para os Transtornos Psicóticos? Pessoas com Transtornos Psicóticos não costumam buscar terapia para tratar os sintomas, justamente por não entenderem que suas percepções são irreais. Entretanto, procuram ajuda psicológica espontaneamente pelas consequências emocionais dos sintomas, como depressão, ansiedade, isolamento social, conflitos interpessoais e medos, por exemplo. É relativamente comum que os sintomas se manifestem ou se agravem em momentos de estresse, ansiedade ou vulnerabilidade . Então, de certa maneira, os sintomas psicóticos agem como uma defesa psíquica a ameaças exteriores percebidas. Nesses casos, a terapia pode ajudar a identificar as causas e trabalhar em torno delas. Os delírios, por exemplo, também podem descender de certas experiências traumáticas , mesmo que muito antigas, mas que levam a uma lógica cognitiva de simplificar informações externas . A terapia pode tratar os traumas , tendo a atenuação dos delírios como uma consequência. Na maior parte dos casos, o tratamento psicológico para os Transtornos Psicóticos é feito de forma delicada e cuidadosa, primeiramente alicerçando o psiquismo através da abordagem de questões que circundam o transtorno, para depois chegar aos sintomas centrais. Como eu posso ajudar Posso ajudar com terapia individual online , em um espaço seguro para que você possa explicar sobre o sofrimento que vem atravessando. Aos poucos, iremos avaliar os sintomas psicóticos para compreendermos os padrões de pensamento que os sustentam. Vamos desenvolver um olhar questionador e reflexivo em relação às convicções, examinar as evidências e considerar pontos de vista diversos . Se alguém com quem você se relaciona apresenta um Transtorno Psicótico , seja um par amoroso, um familiar e você quer aprender melhor como lidar, a terapia pode ajudar e também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online individual, como em terapia de casal . Mesmo que já não conviva mais com a pessoa psicótica, mas perceba que ficou com sequelas emocionais , a terapia pode ajudar a curar as feridas e a encontrar formas de evitar relacionamentos semelhantes. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Autismo em adultos: diagnóstico tardio
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um dos Transtornos do Neurodesenvolvimento e afeta tanto a interação social, como a comunicação social recíproca. A pessoa com autismo também apresenta padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. Esta condição se apresenta desde o início da infância e limita ou prejudica o funcionamento diário. O termo “ espectro ” significa que há uma ampla gama de sintomas e graus de severidade, com manifestações diversas, resultando em casos singulares. São três níveis: nível 1 : inclui as pessoas com pouca necessidade de assistência no dia a dia; nível 2 : as que necessitam de apoio intermediário; nível 3 : estão aquelas que apresentam necessidades muito substanciais de suporte. Por que acontece o diagnóstico tardio de Autismo em adultos? 1) Nível de gravidade Muitos que exibem traços autistas menos pronunciados (nível 1) não receberam o diagnóstico na infância porque não havia comprometimento intelectual, a linguagem era funcional e seus comportamentos não eram considerados problemáticos. Por apresentarem interações sociais incomuns ou dificuldade em estabelecer relacionamentos interpessoais podem ter passado a impressão de serem crianças tímidas, introvertidas, desajeitadas ou indiferentes. Os interesses restritos podem ter dado a impressão de serem preferências. A hipo ou hiperreatividade a estímulos sensoriais, bem como os comportamentos repetitivos, podem ter sido percebidos como manias ou birras. 2) Nomenclaturas diferentes no passado O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM ) e a Classificação Internacional de Doenças (CID) eram, e ainda são, os principais meios utilizados para nortear as classificações na área de saúde mental. Dependendo de quando uma pessoa nasceu, pode ter recebido outros diagnósticos, de acordo com as terminologias de cada época . Nas décadas de 50, 60 e 70 as características do autismo foram classificadas como sintomas da “Reação Esquizofrênica, do tipo Infantil” e passaram por outras nomenclaturas, como: “ Esquizofrenia , do tipo Infantil”, “Psicose Infantil” e “Síndrome de Kanner”. Foi nos anos 80 que o termo “autismo” foi utilizado em um diagnóstico pela primeira vez no DSM no “Distúrbio Autista”. Uma pessoa pode também ter sido diagnosticada com Síndrome de Asperger nos anos 90, o que seria similar ao TEA nível 1 atual. Foi em 2013 que se padronizou a nomenclatura “Transtorno do Espectro Autista”, abrigando o Transtorno de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento como parte do espectro. Além disso, as pessoas nascidas há mais tempo, podem ter recebido um diagnóstico diferente desses, já que o autismo seria considerado um diagnóstico muito exagerado para as características do TEA nível 1 na época . 3) Outros diagnósticos Algumas características das pessoas com autismo nível 1 podem se parecer com outras condições de saúde, causando dificuldade na identificação durante a infância. O mutismo seletivo e os transtornos como: de ansiedade , do sono-vigília, depressivos, obsessivo-compulsivo , alimentares, relacionados a trauma e a estressores, disruptivos , TOD , do controle de impulsos e da conduta têm alguns sinais que também estão presentes no autismo. O TEA pode ter sido confundido com outros Transtornos de Neurodesenvolvimento, como as Deficiências Intelectuais, os Transtornos da Comunicação, Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) , Transtornos Motores e Transtorno Específico da Aprendizagem. Tratamentos para estas psicopatologias ou de comorbidades podem nunca terem dado resultados satisfatórios porque a questão principal , no fundo, não era essa. 4) Questões familiares e culturais Outros pontos a se considerar nos casos de diagnóstico tardio do autismo em adultos são as características de algumas famílias , como a dificuldade de acesso ao sistema de saúde, falta de informação , condições emocionais insuficientes ou situação financeira escassa. Além disso, o preconceito em relação às psicopatologias e à neurodivergência pode ter levado algumas famílias à negação, evitando o encaminhamento dos filhos para uma avaliação especializada. 5) Camuflagem social O déficit na reciprocidade socioemocional pode ter levado muitas pessoas a um aprendizado de comportamentos esperados para se encaixar socialmente , camuflando o TEA. Invisibilizar respostas sensoriais, motoras ou cognitivas, seja de forma consciente ou inconsciente, é uma forma das pessoas disfarçarem que são autistas. Embora os comportamentos compensatórios colaborem para uma vida independente, podem resultar em problemas de saúde mental ao longo do tempo porque o ato de mascarar traços autistas requer muita energia emocional . O autismo surge em adultos? Não. Segundo o DSM-5 , os Transtornos do Neurodesenvolvimento têm início na infância . No caso do TEA, o diagnóstico acontece quando os déficits característicos de comunicação social da criança com autismo são acompanhados por comportamentos excessivamente repetitivos, interesses restritos e insistência nas mesmas coisas. Como o cérebro de um adulto já finalizou o neurodesenvolvimento básico, então não é possível surgir o autismo em adultos. Ou seja, o autismo em adultos, é uma condição existente desde a infância. Alguns adultos não se enquadram no diagnóstico descrito nos manuais, mas notam sintomas semelhantes ao autismo . Nesses casos, é importante a identificação e tratamento das reais causas destes sinais, pois pode se tratar de outra psicopatologia, como TOD , Transtorno da Personalidade Esquizoide , Transtorno de Personalidade Narcisista , TDAH , Transtorno Explosivo Intermitente , Transtorno da Personalidade Dependente , Transtorno da Personalidade Evitativa , Transtorno de Adaptação , Alexitimia , dentre outras. Terapia para TEA em adultos A terapia online pode ser uma maneira mais viável para algumas características de pessoas autistas. Então, se precisar de ajuda psicológica para tratar alguma questão relacionada aos sinais de autismo em adultos, conte comigo! Posso ajudar você ! Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino: baixa libido da mulher
A baixa libido de uma mulher com Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino, envolve queda no interesse e na excitação sexual , sem a presença de uma causa evidente. Chamado antes de Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo , conheça como é feito o diagnóstico, situações que não são consideradas patológicas e tratamento psicológico ! Diagnóstico do Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino A) Ausência ou redução significativa do interesse ou da excitação sexual manifestada por pelos menos 3 destes itens: Ausência ou redução do interesse sexual; Queda ou ausência dos pensamentos ou fantasias eróticas; Baixa ou nenhuma iniciativa ou receptividade para atividade sexual; Ausência ou diminuição na excitação ou prazer durante a relação sexual na maioria das vezes; Redução ou falta de interesse/excitação sexual em resposta a estímulos eróticos; Ausência ou baixa nas sensações genitais ou em outras partes erógenas durante o ato sexual em quase todas as vezes. B) Os sintomas persistem por pelo menos 6 meses . C) Os sintomas causam sofrimento significativo. D) A disfunção sexual não se refere a um outro transtorno mental, condição médica, efeitos de medicamentos/substâncias ou como consequência de uma perturbação grave no relacionamento ou de outros estressores importantes. O que não é considerado Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino Discrepância do desejo: quando cada pessoa do relacionamento possui uma necessidade sexual diferente, aquela que tem menos libido não pode ser considerada como portadora de transtorno somente por esta razão. É natural que as pessoas tenham mais ou menos libido e não há um nível considerado "correto" . Perturbação no relacionamento: se está havendo algum problema na relação amorosa , pode acontecer queda no interesse ou na excitação sexual como consequência, o que não pode ser caracterizado como um transtorno sexual. Alterações de curto prazo em decorrência de eventos da vida: quando há uma alteração na libido por um período curto e que claramente esteja relacionada a algum evento estressor, também não se considera um caso patológico. Declínio dos pensamentos sexuais com o avanço da idade: há alterações na libido que são naturais com o passar dos anos, portanto não é possível considerar que uma pessoa tem o transtorno apenas comparando com o desejo sexual presente em uma idade mais jovem. Assexualidade: para o diagnóstico do Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino é necessária a existência de sofrimento por parte da mulher. A assexualidade é uma orientação sexual na qual a ausência de libido não é um problema. Outro transtorno sexual : a mulher pode estar apresentando baixa libido devido a outro transtorno sexual, como Transtorno da Dor Gênito-pélvica/Penetração ou Transtorno do Orgasmo. Também pode estar ocorrendo um transtorno sexual na parceria da mulher, tendo como consequência alteração na libido dela. Nesses casos, não se trata de Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino. Estímulos sexuais inadequados: quando há ausência de estímulo sexual ou este é inadequado ou insuficiente, não se configura um transtorno sexual porque é necessário ajustar os estímulos sexuais para que haja resposta sexual natural. Transtorno mental não sexual: alguns transtornos mentais podem levar à diminuição da libido feminina, como na Depressão , por exemplo. Condição médica: algumas doenças podem afetar o desejo sexual, portanto, quando há presença de um diagnóstico médico que afeta a libido, não se trata de uma disfunção sexual. Uso de substância ou medicamento: algumas substâncias psicoativas, bem como certos medicamentos podem afetar a libido, então nestes casos não é considerado um transtorno de ordem sexual. Saiba mais sobre a baixa libido na mulher A sexualidade passou por transformações que proporcionaram maior liberdade sexual feminina , entretanto muitas ainda apresentam baixa libido ou outras disfunções sexuais. São múltiplas as situações causadoras de sofrimento na esfera da sexualidade feminina , como as fases do ciclo de vida: gestação, puerpério e menopausa, além de educação sexual insuficiente, vivências traumáticas, violência psicológica no casal e outras condições de saúde e psicológicas que alteram a resposta sexual da mulher. Conheça meu artigo científico "Condições que conduzem à diminuição da libido e às disfunções sexuais femininas" no livro "Saúde da Mulher e seus Desafios" da Editora Science . Como psicóloga e sexóloga, o meu objetivo neste artigo foi investigar as condições que conduzem às disfunções sexuais femininas, especialmente a falta de desejo presente no Transtorno do Interesse/Excitação Sexual Feminino . Você pode baixar o livro clicando abaixo e procurar pelo capítulo 2. O livro é Open Access , ou seja, acesso à produção científica de forma livre e pública na internet. Como eu posso ajudar Sou psicóloga e sexóloga , posso auxiliar a reduzir o sofrimento emocional causado pela baixa libido através da terapia online , que é uma modalidade de psicoterapia simples de acessar, tem vantagens e pode ser realizada de qualquer lugar. Através do tratamento psicológico é possível entender as causas deste transtorno e como aumentar a libido. Durante a psicoterapia, utilizarei várias abordagens, mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC: A Terapia Sistêmica é uma abordagem que estuda a pessoa em seu meio , como no relacionamento amoroso, na família e em outras relações significativas. Os sistemas em que alguém está inserido interferem nas emoções e comportamentos. A visão sistêmica viabiliza uma compreensão ampliada das dificuldades e soluções , considerando todo o entorno. A Psicanálise procura investigar as causas mais profundas do funcionamento emocional. Ela entende que temos conflitos psicológicos inconscientes que podem ficar reprimidos como uma maneira de proteção psíquica . Através das técnicas psicanalíticas é possível acessá-los para que venham à consciência e deixem de ter tanta força prejudicial. A Terapia Cognitivo-Comportamental TCC foca nos padrões de pensamento e comportamento atuais. A intenção desta abordagem é substituir as crenças cognitivas disfuncionais e os comportamentos desadaptativos por opções mais construtivas e saudáveis. Se você se relaciona com uma mulher com pouca libido , e você quer aprender melhor como lidar, a terapia também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online individual, como em terapia de casal . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Você pode realizar as sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no celular. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia para Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH
O que é o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH? Irritabilidade crônica grave Consiste em um estado de humor persistentemente irritável ou zangado. É uma característica permanente , presente na maior parte do dia e observável por outras pessoas nos ambientes onde a pessoa convive. Explosões de raiva Em paralelo com a irritabilidade crônica, a pessoa apresenta explosões de raiva desproporcionais à situação ou provocação. Geralmente estas reações explosivas ocorrem em resposta à frustração . As crises de raiva podem envolver discussões, gritos, insultos, agressão física contra pessoas, objetos e propriedades. O início dos sintomas do Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor normalmente ocorrem por volta dos 7 a 18 anos de idade. É importante diferenciar de Transtorno Bipolar , Transtorno Explosivo Intermitente , Transtorno da Personalidade Borderline , Autismo , Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT , Transtorno de Oposição Desafiante TOD , TDAH , e sintomas de uso de substâncias. Consequências do Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor A irritabilidade crônica observada no Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH está associada à marcada perturbação na família e em outras relações interpessoais , bem como na vida acadêmica e profissional. São pessoas que podem apresentar dificuldade em manter amizades e participar de atividades que outras pessoas geralmente desfrutam. Durante os episódios de explosão de raiva, a pessoa pode agredir verbal ou fisicamente outras pessoas. Com isso, pode ter como consequência o envolvimento em comportamentos ilegais ou de risco, bem como ser condenada por infringir a lei . Mas o estado irritadiço constante não indica que a pessoa é necessariamente agressiva, pois o sentimento de raiva não é fundamentalmente acompanhado de violência. Pode ocorrer um impulso agressivo contra a fonte de frustração, sim, especialmente durante os ataques de raiva . Mas alguns adolescentes e adultos desenvolvem outros comportamentos agressivos menos evidentes, como o sarcasmo , a desqualificação das outras pessoas, o excesso de crítica, chantagem, ameaça , humilhação e discriminação. Crianças e adolescentes com Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor têm risco aumentado para desenvolver depressão , ansiedade , ideação suicida e comportamentos de risco. Inclusive, se você tiver uma dessas condições e suspeitar que na sua infância ou adolescência você permaneceu com frustração, raiva ou irritabilidade, isso pode ter sido causado pelo Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH não diagnosticado . Como é a terapia para o Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH? Reconhecer e nomear as emoções; Identificar o que desencadeia a frustração e a raiva; Desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com as emoções; Aprender a expressar as emoções de modo assertivo e ponderado; Encontrar novas estratégias de resolução de conflitos . Como eu posso ajudar no TDDH A Terapia Cognitivo Comportamental TCC e a Psicanálise trazem bons resultados no tratamento psicológico do Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor . Durante a terapia online , eu exploro os gatilhos que desencadeiam a irritabilidade, o histórico familiar e escolar para a identificação das influências ambientais, bem como o desenvolvimento de novas formas de pensar e agir. A terapia pode ajudar na construção de abordagens mais saudáveis para lidar com situações estressantes e emoções intensas . Se você convive com alguém com Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor TDDH e quer saber como lidar, a terapia também é indicada para você! E em caso de relacionamento amoroso onde um ou os dois apresentam irritabilidade crônica e crises de raiva, pode ser de grande ajuda uma terapia de casal . Caso a pessoa com TDDH seja um adolescente , eu também posso ajudar. E os pais podem ler este artigo para saber maiores detalhes sobre meu trabalho de terapia online com adolescentes . Um alerta importante: caso você esteja sendo vítima de algum tipo de violência por parte de um parceiro íntimo que apresente características explosivas violentas, conheça seus direitos e como a lei pode te proteger! Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Lembrando que também é possível realizar terapia de casal online para tratar as causas e consequências do comportamento irritadiço e explosivo dentro do relacionamento. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno de Estresse Agudo: muito mais que um trauma
Ao viver um evento traumático e estressante , o Transtorno de Estresse Agudo pode surgir no primeiro mês do trauma. Seja um sequestro, um desastre natural, acidente ou outro estressor desencadeante de sofrimento intenso ou risco de morte é necessária a ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Estresse Agudo A) Exposição a episódio concreto ou ameaça de morte , lesão grave ou violação sexual em uma (ou mais) das seguintes formas: Vivenciar diretamente o evento traumático; Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido a outras pessoas; Saber que o evento ocorreu com familiar ou amigo próximo; Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do trauma. (Exemplo: socorrista) B) Presença de 9 ou mais dos seguintes sintomas de qualquer uma das 5 categorias abaixo: Sintomas de intrusão 1) Lembranças angustiantes recorrentes, involuntárias ou intrusivas do evento traumático; 2) Sonhos aflitivos frequentes relacionados ao evento; 3) Reações dissociativas, com sensação como se o evento traumático estivesse acontecendo novamente; 4) Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ou reações fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático; Humor negativo 5) Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas ; Sintomas dissociativos 6) Senso de realidade alterado acerca de si mesmo ou do ambiente ao redor; 7) Incapacidade de recordar um aspecto importante do trauma vivido; Sintomas de evitação 8) Esforços para evitar recordações, pensamentos ou sentimentos relacionados ao evento traumático; 9) Esforços para evitar coisas ou situações que despertem recordações , pensamentos ou sentimentos angustiantes relacionados ao trauma; Sintomas de excitação 10) Perturbação do sono ; 11) Comportamento irritadiço e surtos de raiva; 12) Hipervigilância; 13) Problemas de concentração ; 14) Resposta de sobressalto exagerada. C) A duração dos sintomas é de 3 dias a 1 mês após o trauma. D) Há sofrimento significativo e prejuízo em áreas importantes da vida. E) Não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância ou a outra condição médica ou a um Transtorno Psicótico Breve. O diagnóstico do Transtorno de Estresse Agudo foi baseado no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e fundamenta o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Causas do Transtorno de Estresse Agudo Guerra; Ameaça de morte; Agressão pessoal violenta; Violência sexual; Sequestro; Tortura; Presenciar morte violenta; Desastre natural; Acidente grave; Ataque de animais; Outros transtornos que podem ser parecidos Transtorno de Adaptação : a principal diferença é na gravidade do trauma. O Transtorno de Adaptação geralmente ocorre após eventos estressantes ou que exigem muitas mudanças como separações, perda de emprego e mudança de país, mas não têm necessariamente o caráter de lesão grave ou risco de morte como no Transtorno de Estresse Agudo. Transtorno de Pânico : embora possam ocorrer ataques de pânico no Transtorno de Estresse Agudo, no Transtorno de Pânico há ataques inesperados, com medo ou ansiedade de ataques futuros e não necessariamente teve a ocorrência de evento extremamente grave. Amnésia Dissociativa : não apresenta os sinais característicos do Transtorno de Estresse Agudo. Mas se a amnésia dissociativa perdurar além do tempo de 30 dias, uma pessoa que passou por um Transtorno de Estresse Agudo, também pode ser diagnosticada com Amnésia Dissociativa. Transtorno do Estresse Pós-Traumático : a diferença entre eles é o tempo. O diagnóstico de Transtorno de Estresse Agudo é dado apenas quando os sintomas ocorrem no período de 3 a 30 dias do evento traumático, enquanto que o que caracteriza o TEPT é a permanência dos sintomas após os 30 dias. Transtorno Obsessivo-Compulsivo : os pensamentos intrusivos recorrentes do TOC não estão relacionados a um evento grave vivido recentemente, como no caso do Transtorno de Estresse Agudo. Além de que outros sintomas desse último não estão presentes no TOC. Transtornos Psicóticos : também podem apresentar delírios e alucinações, mas geralmente não estão relacionados a um evento traumático agudo e não possuem as demais características do Transtorno de Estresse Agudo. Terapia para o Transtorno de Estresse Agudo Poder se expressar sobre a vivência traumática; Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Regular as emoções para lidar com o trauma; Reconstruir a sensação de estabilidade e segurança ; Estabelecer os passos a serem dados a seguir. Por se tratar de um momento muito intenso , é possível que a pessoa que viveu um trauma grave que desencadeou o Transtorno de Estresse Agudo, sinta a necessidade de externar todos os pensamentos e emoções em um espaço de tempo curto . Portanto, a terapia pode ter como foco os Primeiros Socorros Psicológicos , em vez de um processo terapêutico convencional. O objetivo é dar o suporte inicial que a pessoa está precisando naquele momento, sem aprofundar em outras questões desnecessariamente . Outro propósito importante dessa primeira ajuda é prevenir que os sintomas se cronifiquem e se instale o TEPT ou outros transtornos. Como eu posso ajudar Posso ajudar você com terapia individual online nesse momento de choque e recuperação do trauma vivido. Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos, como o TEPT e a depressão . Utilizo os conceitos do Cuidado Informado sobre Trauma para complementar o acolhimento e tratamento. Se alguém que você conhece está apresentando o Transtorno de Estresse Agudo , uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) desenvolveu uma cartilha orientativa para os Primeiros Cuidados Psicológicos voltada a profissionais que realizam o trabalho in loco em casos de resgate e primeiros socorros. Esta cartilha pode ser lida aqui e pode ser útil para pessoas que estão apoiando alguém em estado de choque após um evento traumático. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Delírio a dois em casal: Folie à Deux amorosa
Como é o Delírio a Dois em casais? Os casos mais corriqueiros de Delírio a dois em casal (ou Folie à Deux amorosa) são encontrados em pares que estão na fase da paixão e alimentam crenças de que o universo os uniu, interpretando acasos como “sinais” , se tornando alheios aos outros e criando um ou mais delírios compartilhados, caracterizando o quadro de Folie à Deux em casal , também conhecido como “loucura a dois” e Transtorno Delirante Induzido . Nos casos mais leves de Delírio a Dois em casal, e que podem durar menos tempo, ambos creem que são como almas gêmeas e procuram explicações sobrenaturais para seu amor. Coincidências banais são percebidas como provas do quanto combinam, como por exemplo: terem nascido no mesmo mês, os nomes das mães começarem com a mesma letra, gostarem da mesma banda, etc. Em casos mais graves de Folie à Deux , o casal tem delírio compartilhado de perseguição, de grandeza, de ciúme, de referência, entre outros, o que pode afetar significativamente a vida de um ou de ambos, inclusive induzindo a comportamentos danosos ou ao crime . Como, por exemplo, as violências em casos de delírio de ciúme, o isolamento desencadeado por delírio persecutório e a automedicação em casos de delírio somático. Por que o casal não percebe que está em uma Folie à Deux? O que dificulta a identificação de que estão em um estado de Folie à Deux é o fato de que os delírios são percebidos como certezas , por mais que existam evidências que provem o contrário. Além da percepção da realidade estar afetada, nem sempre a dupla divide o que pensa com pessoas de fora . Um pode contribuir com conteúdos que alimentam o delírio do outro e, não havendo questionamentos, caminhos mais graves e perturbadores podem ir se configurando. Mas em casos tênues, as ideias delirantes vão dando lugar à realidade da vida e o casal sai do estado de “loucura a dois” naturalmente, sem nem perceber que esteve. Por que acontece o delírio a dois entre casais apaixonados? Desejo Nos casos em que a “loucura a dois” ocorre na fase da paixão, pode ser desencadeada por um forte desejo sexual , mas também por muito romantismo , crenças espirituais ou sobrenaturais . Algumas vezes o delírio é como um álibi para que possam realizar desejos através de uma justificativa que considerem plausível, gerando menos dúvida ou culpa . Por exemplo, acreditar que o destino os uniu de forma mágica e sair da casa dos pais para morar juntos ou decidir ter um filho, em pouco tempo de relacionamento. Fuga da realidade Outra razão de ocorrer a Folie à Deux , é para lidar com certas durezas da vida real . A realidade mostra que não é tão simples uma vida a dois, então o delírio vem ocupar o lugar de simplificar e trazer uma saída fantasiosa mais reconfortante para esta angústia. Entretanto, a Folie à Deux pode manter uma pessoa desconectada da realidade e permanecer em um relacionamento prejudicial . Por exemplo, ao acreditar que foram feitos um para o outro e existe uma união protegida por forças superiores , uma pessoa pode permanecer em um relacionamento abusivo em vez de tomar alguma providência para ter uma vida mais digna. Traumas Da mesma forma, a Folie à Deux amorosa pode surgir como defesa psíquica contra traumas em vínculos afetivos anteriores , seja no campo amoroso ou familiar. (Para entender melhor, leia sobre Trauma Bonding ). Ao estar convicta de que o novo parceiro é perfeito e o amor é inabalável , uma pessoa com traumas prévios pode se sentir segura para se vincular novamente. O desejo de ser amada, cuidada e curada é tão forte, que pode construir constatações fantasiosas de que, finalmente, está experimentando um amor incondicional e eterno . Contudo, ao se distanciar tanto da realidade, fica aumentada a probabilidade de viver uma nova desilusão . O Delírio a Dois entre casais pode durar para sempre? Muitas vezes, o delírio compartilhado ocorre porque um dos dois já apresentava algum Transtorno Psicótico . Nestes casos, a pessoa primária acaba induzindo a outra a compactuar com suas ideias. Geralmente, a pessoa secundária é mais vulnerável e acaba sendo envolvida nas crenças delirantes justamente pelo grau de proximidade alto e, algumas vezes, pelo isolamento social que ocorre com alguns casais. Nestes casos, conhecidos por Folie imposée , a pessoa secundária volta ao seu estado saudável anterior quando separada do parceiro psicótico. Mas há circunstâncias em que ambos já possuíam tendências psicóticas e passam a construir um delírio comum, sendo este tipo de quadro chamado de Folie simultannée . Quando há um Transtorno Psicótico e existe uma dinâmica de dominação-submissão , a tendência a Folie à Deux no relacionamento amoroso aumenta, por isso é importante a busca por ajuda psicológica e psiquiátrica , evitando que dure indefinidamente. Além do mais, casais que não se tratam, quando têm filhos, podem perpetuar a condição e desenvolver o mesmo quadro com um dos filhos ou gerar a Folie à Trois (loucura a três) ou Folie en Famille (loucura familiar). Fatores de risco para o desenvolvimento do Delírio a Dois entre casais Transtorno Psicótico Em casos de Folie à Deux entre pares amorosos, geralmente um dos dois parceiros porta algum Transtorno Psicótico ou outra condição de saúde mental que o predisponha a crenças disfuncionais . Quando apenas um é portador, o outro pode ser convencido da veracidade daquelas crenças e passar a compartilhar o mesmo delírio. Limitações psicossociais Pessoas com alguma limitação, como deficiência intelectual, dependência financeira, depressão profunda , pouca idade, imaturidade, inexperiência de vida, capacidade de discernimento comprometida, personalidade dependente , precário acesso à informação, pobreza cultural , baixa autonomia, vínculo de apego inseguro ou qualquer outra condição que as tornem vulneráveis , possuem um risco aumentado de desenvolver Folie à Deux amorosa . Isolamento social Quando um casal se isola socialmente, seja por escolha ou por questões da vida como doença ou migração, por exemplo, tende a compartilhar ideias somente entre si . A falta de interferência do mundo externo pode ir levando o casal a criar um universo próprio que vai se distanciando da realidade do mundo. Escolha amorosa rasa ou rápida Critérios superficiais, como por exemplo, ser “ bonito ”ou “ legal ” para a seleção de um parceiro romântico , podem levar uma pessoa a se relacionar com alguém delirante ou com outras psicopatologias não tratadas, sem que os sintomas sejam percebidos no início. Ao longo do envolvimento, um pode ir se acostumando com as crenças disfuncionais do outro e caminhar para o Delírio a Dois amoroso. Do mesmo modo, casais que se vinculam muito rápido, entusiasmados com a fase da paixão, podem também não avaliar racionalmente a personalidade do parceiro . Transtornos de Personalidade Aqueles com Transtornos de Personalidade têm maior predisposição para ideias delirantes ou poder de convencimento , portanto quando um ou ambos apresentam um Transtorno de Personalidade, há maior incidência de Delírio a Dois no relacionamento amoroso. Um exemplo muito comum é o de pessoas com Transtorno de Personalidade Narcisista com delírio de grandeza se vincularem com parceiros românticos que compactuam com sua superioridade. (Saiba mais sobre " Narcisismo e Conarcisismo" neste outro artigo ). Alguém com Transtorno de Personalidade Antissocial pode convencer a parceria de que certos crimes são inofensivos e até torná-la comparsa de fraudes e demais contravenções. Por exemplo, influenciando-a a pensar que o governo é mau em cobrar impostos ou que roubar de quem é rico não é um problema, pois não fará falta. Da mesma forma que alguém com Transtorno de Personalidade Paranoide , que tende a interpretar as ações dos outros como mal intencionadas , poderá convencer o par amoroso a abandonar um tratamento médico por suspeitar que o profissional de saúde tem um diploma falso, por exemplo. Além desses, os outros Transtornos de Personalidade que podem apresentar delírios ou estar mais propensos a acreditar em crenças irrealistas do parceiro são: Transtorno de Personalidade Borderline , Transtorno de Personalidade Esquizotípica , Transtorno de Personalidade Dependente , Transtorno de Personalidade Evitativa e Transtorno de Personalidade Esquizoide . Problemas familiares prévios Ter crescido em um lar em que houve Folie à Deux entre o casal de pais ou entre pais e filhos, pode conduzir uma pessoa a se acostumar com vínculos afetivos permeados por crenças paranoicas compartilhadas . Ter vivido com algum familiar com transtornos mentais também pode inclinar uma pessoa a não discernir entre comportamentos apropriados e inapropriados. Do mesmo modo, ter sido criado em um ambiente familiar violento , pode resultar em uma noção distorcida sobre o que é um amor sadio. Famílias com tendências simbióticas ou que se superprotegiam podem promover que seus membros não consigam se adaptar em vínculos mais autônomos , e acabem por se unir a pessoas mais dominadoras ou dependentes. Pais que viveram isolados socialmente podem desenvolver um funcionamento próprio e peculiar , promovendo que os filhos busquem parceiros também mais reclusos ou incomuns. Consequências da Folie à Deux amorosa Em casos leves , o casal pode transitar por uma fase de loucura a dois , sem que isso acarrete em prejuízos. Como citado anteriormente, a fase da paixão pode impulsionar a dupla a uma simbiose que os distancia da realidade, mas em geral, este estado é passageiro. Porém, há casos graves em que a vida de um ou dos dois pode ficar muito prejudicada , podendo, inclusive, afetar terceiros. São inúmeros os casos de delírio compartilhado entre casais que progridem para um estado muito perigoso . Diversos crimes noticiados sugerem que o problema começou com um Delírio a Dois amoroso, como nos exemplos a seguir (clique para ler a notícia): Casal que acreditava na alimentação por luz solar deixou que seu bebê morresse de fome. Homem permanece em um relacionamento amoroso em que precisa passar por detector de mentiras diariamente devido ao delírio de ciúme da parceira. Moça de 15 anos, que namorava desde os 12, é sequestrada e assassinada pelo ex-namorado com ciúme patológico. Casal manteve 13 filhos em cárcere privado por acreditar que tinha um chamado de Deus para ter muitos filhos e os ensinar a decorar a bíblia. Casal assassinou um amigo por acreditar que o demônio ordenou o crime. Assim como no filme “Coringa: Delírio a Dois” , diversos personagens da literatura e do cinema vivem uma Folie à Deux amorosa . Quando retratados de forma caricata, levam o público a um momento de diversão sem grandes impactos. Mas, dependendo do enredo, alguns filmes podem naturalizar comportamentos prejudiciais , incitando o público a compreender a dinâmica disfuncional do casal como "romântica" . Como eu posso ajudar Posso ajudar com terapia individual online , em um espaço seguro para que você possa explicar sobre o sofrimento que vem atravessando por estar ou ter estado em um relacionamento amoroso com características de Folie à Deux . Iremos avaliar o estilo da relação, os conteúdos das crenças, a sua personalidade e a do seu parceiro, além de outros problemas do relacionamento . Vamos desenvolver um olhar questionador e reflexivo em relação às convicções delirantes, examinar as evidências e considerar pontos de vista alternativos. Eu também posso ajudar com terapia de casal quando ambos reconhecem que se encontram em uma Folie à Deux amorosa e desejam tratar as causas e consequências . Teremos como foco transformar a relação em um vínculo mais saudável, permeado por ideias e comportamentos mais realistas e funcionais . Saiba mais sobre como funciona a Terapia online de Casal. A Terapia do Esquema, a TCC e a Psicanálise trazem muitas contribuições na compreensão e no tratamento psicológico dos traços psicóticos. Costumo estudar e utilizar estas abordagens na terapia online e percebo bons resultados. Mudanças significativas podem levar um certo tempo e exigir esforço pessoal, mas valerá a pena alcançar uma compreensão mais profunda de si mesmo e da relação, ter mais qualidade na vida a dois e cultivar uma estabilidade na saúde mental . Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Se quiser conhecer mais sobre minha trajetória, clique aqui . Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Medo da morte ou Tanatofobia?
Tanatofobia: medo da morte com características de fobia A tanatofobia, caracterizada por um medo patológico da morte, acompanhado de sensações acentuadas de ansiedade , pode interferir nas atividades cotidianas a ponto de se tornar um tema central e limitar a vida de quem tem fobia de morte . As reações de uma pessoa com fobia são desproporcionais ao perigo real e causam muito sofrimento. Já o medo da morte não patológico ocorre com a maioria das pessoas . Se tratam de preocupações com saúde, segurança e reflexões sobre a finitude da vida, podendo gerar sentimentos suportáveis de angústia e incerteza . Por que sentimos medo da morte? A busca pela sobrevivência é inerente à natureza humana, manifestando-se em um instinto profundo de temer a morte. É natural sentir ansiedade diante da finitude e da perda, seja ela pessoal ou de alguém próximo. O medo da morte pode ser dividido em quatro dimensões: o temor da própria morte; o medo do processo de morrer; a ansiedade sobre o pós-morte; o medo da morte de entes queridos. A morte nos aterroriza porque representa a perda irreparável de tudo o que amamos e valorizamos. É como uma despedida de tudo e de todos. O processo de morrer é uma experiência solitária e pode ser dolorosa. O assunto "morte" nos confronta com a finitude e a fragilidade da vida, além de preocupação com o desconhecido após a morte física. De certa forma, o tema traz angústia por estar entrelaçado com outros medos : medo do tempo perdido; medo do sofrimento; medo do envelhecimento; medo da solidão ; medo do desconhecido; medo da perda; medo de ser esquecido ; medo de não ter controle; medo do arrependimento. Muitas vezes, a Tanatofobia , é desencadeada por experiências traumáticas , como a quase morte ou o falecimento de alguém próximo. Pessoas com doenças graves podem desenvolver um medo intenso da morte devido à ansiedade gerada pela própria condição de saúde. Outras Causas da Tanatofobia: clique neste meu outro artigo para saber mais. Quais as consequências do medo da morte ou da Tanatofobia? A morte, tema universal e atemporal, continua a intrigar e perturbar a humanidade. A filosofia oferece diversas perspectivas para lidar com essa questão existencial. O filósofo Epicuro , por exemplo, alegava que a negação da morte, combinada com a expectativa de uma morte dolorosa, é a fonte de todas as nossas neuroses . O antropólogo Ernest Becker afirma que a formação do caráter humano está intrinsecamente ligada à negação da própria mortalidade . Essa negação cria uma barreira para o autoconhecimento genuíno e leva ao aumento do narcisismo e heroísmo. Conheça mais sobre estas ideias de Becker neste vídeo . Portanto, o medo da morte pode ter consequências como: negação, busca por distrações , conformismo, ilusão de uma vida eterna ou adoecimento mental . A negação da morte se manifesta de diversas formas, tanto conscientes quanto inconscientes. Negação consciente: Evitação: Ignorar o tema da morte e adiar discussões sobre o fim da vida. Distrações: Buscar atividades e prazeres que aliviem a ansiedade existencial. Negação inconsciente: Ilusão de eternidade: Acreditar que a morte não nos atingirá. Vício: Usar substâncias ou comportamentos para escapar da realidade. Comportamentos de risco: Ignorar a possibilidade de fatalidade daquela ação. A Tanatofobia , caracterizada por um medo irracional e persistente da morte, pode ter um impacto profundo na qualidade de vida. Pessoas com essa fobia experimentam ansiedade intensa, ataques de pânico e evitam situações que as lembrem da morte . A sensação de impotência frente à morte, a solidão e a perda do sentido da vida são comuns nesse contexto. O medo da morte, além de causar paralisia em quem apresenta Tanatofobia, pode se revelar de forma indireta , em sintomas aparentemente não relacionados , como uma inquietação generalizada, doenças psicossomáticas ou como raiz destes transtornos psicológicos: Transtorno de Ansiedade Generalizada Transtorno de Pânico Transtorno de Sintomas Somáticos Transtorno de Ansiedade de Doença Fobia Ansiedade de Separação Transtorno da Personalidade Dependente Transtorno Depressivo Maior Transtorno Depressivo Persistente Transtorno de Insônia Transtorno Obsessivo-Compulsivo Transtorno da Personalidade Narcisista Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT Transtorno de Estresse Agudo Podemos limitar nossas vidas por meio do medo e da negação da morte ou realizar nossas vidas através da aceitação da morte . Nesse sentido, algumas pessoas, a partir do medo da morte, buscam um crescimento pessoal através de um propósito de vida significativo ou pela construção de algum legado , como uma forma de imortalidade ou bom uso da oportunidade da vida. Como aliviar o medo da morte? O psiquiatra, escritor e psicoterapeuta existencialista Irvin D. Yalom afirma que confrontar a morte é o caminho para aliviar o medo dela. Olhar para a morte não precisa resultar em desespero e tirar o propósito de viver. Pelo contrário, encarar o tema é uma forma de despertar para uma vida mais plena e apaziguar o temor. Ele propões 3 estágios : Despertar : A consciência da morte e a intenção em refletir sobre ela pode gerar uma transformação pessoal. Ao perceber a brevidade da vida, as pessoas são motivadas a buscar um significado mais profundo. Busca por um ideal : Após o despertar, inicia-se uma fase de exploração de diferentes caminhos de vida. É nesse estágio que se reestrutura a vida para uma direção mais autêntica e plena, focando no que realmente importa. O tema da morte deixa de ser tão central, dando lugar a ações para a vida. Viver com a realidade do morrer : Tendo integrado a consciência da morte em suas vidas, as pessoas chegam a um estado de aceitação e serenidade. A morte, antes vista como uma ameaça, passa a ser encarada como parte natural da vida. Essa aceitação permite que as pessoas vivam cada momento com intensidade e gratidão. Nessa mesma linha de raciocínio, o psicólogo e professor Paul Wong , recomenda a busca por uma existência repleta de sentido. Com propósito e felicidade , minimiza-se o peso dos arrependimentos ao final da vida e diminui-se o temor da morte. As preocupações existenciais profundas trazidas pelo medo da morte podem ser angustiantes demais para administrar sozinho . Onde as pessoas mais encontram apoio para o alívio em relação à morte são: espiritualidade, psicoterapia e filosofia . Se você sofre com o medo da morte, considere todas estas opções: iniciar um processo de terapia ; ler mais sobre filosofia; explorar mais a espiritualidade (caso isso combine com você). Como as pessoas no fim da vida lidam com a morte? A psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross foi pioneira em identificar os mecanismos de defesa e reações emocionais que as pessoas em processo de doença terminal utilizam para lidar com a chegada da morte. Sua contribuição serviu como ponto de partida para inúmeras pesquisas sobre o luto e a morte . Ela propõe cinco etapas: Negação: "Não, isso não pode estar acontecendo comigo." É uma forma de defesa inicial, como um choque que amortece a realidade da finitude. Raiva: "Por que eu? Isso não é justo!" A raiva pode ser direcionada a si mesmo, a outros, a Deus ou à vida em geral. Barganha: "Se eu fizer isso, tudo voltará ao normal." É uma tentativa de negociar com uma força superior para reverter a situação. Depressão: "Não há mais esperança." A tristeza profunda e a perda de interesse pela vida são características dessa fase. Aceitação: "Eu estou pronto para o que vier." É a etapa final, onde a pessoa encontra paz e aceita a realidade da morte. Como falar sobre a morte? A morte, embora inevitável, é um tema frequentemente evitado nas conversas, o que contribui significativamente para a Tanatofobia. Quebrar esse tabu pode ser transformador. Ao falar abertamente sobre a morte, podemos construir um relacionamento mais saudável com nossa própria finitude , diminuir o medo de morrer, expressar nossos desejos e apoiar aqueles que amamos. Essa conversa é especialmente importante para quem está cuidando de entes queridos idosos ou enfrentando uma doença terminal. Cada um tem uma maneira diferente de abordar o assunto. Uns são mais diretos , enquanto outros usam uma linguagem mais suavizada como "quando você vier a faltar", "ir para um lugar melhor", "quando eu não estiver mais aqui". Falar sobre a morte com crianças pode parecer uma missão delicada, mas é fundamental para que elas desenvolvam uma visão mais saudável sobre o ciclo natural da vida desde cedo. Use uma linguagem simples e adequada à idade da criança. Evite mentiras, ouça as dúvidas e responda sem entrar em detalhes excessivos. Comparar a morte com o ciclo da natureza , como o nascer e o morrer das plantas, pode facilitar a compreensão. Mas, se você não se sentir preparado para falar sobre a morte ainda, converse com um psicólogo para explorar as causas e receber orientações. Terapia para tratar a Tanatofobia e o medo da morte Quando o medo da morte se torna excessivo e interfere na qualidade de vida ou mesmo quando se deseja aprofundar o autoconhecimento, a terapia é uma valiosa aliada . Ao proporcionar um espaço seguro e livre de julgamentos, o psicólogo oferece diversas ferramentas para lidar com esse medo: Validando e compreendendo: O terapeuta valida as emoções e preocupações, demonstrando que seus sentimentos são legítimos. Há uma busca pela compreensão das causas do medo da morte. A validação de sentimentos e a consciência das raízes são fundamentais para o processo de cura. Gerenciando emoções: Através de técnicas psicológicas, a terapia ensina estratégias eficazes para lidar com as emoções intensas relacionadas à morte, promovendo maior calma e bem-estar. Construindo significado: Ao explorar valores, crenças e objetivos de vida, é possível encontrar um propósito maior, o que ajuda a reduzir a ansiedade existencial e a dar mais sentido à vida. Acompanhando o luto: Para aqueles que lidam com perdas recentes ou com a antecipação da perda, a terapia oferece um suporte especializado para processar as emoções e encontrar formas saudáveis de lidar com a dor. Ultrapassando o medo: Com o auxílio da terapia, é possível confrontar o medo da morte de forma gradual e construtiva, desenvolvendo uma nova perspectiva sobre a mortalidade e encontrando aceitação. Ao buscar terapia, a pessoa com Tanatofobia recebe os meios necessários para transformar o medo da morte em uma experiência mais tranquila e até mesmo enriquecedora. Ao invés de ser dominado pela ansiedade, é possível viver uma vida mais plena e significativa, mesmo diante da inevitabilidade da morte. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com este artigo sobre Tanatofobia e medo da morte através da psicoterapia online . Possuo experiência neste assunto e posso ajudar você ! Aqui no meu site você pode saber mais detalhes sobre valor da sessão e agendamento; Neste link você pode conhecer mais sobre mim; No meu consultório virtual , você pode agendar sua sessão diretamente no sistema; Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG: como controlar e tratar
Ansiedade e preocupação excessivas e constantes, com sintomas corporais e cognitivos, afetam a vida diária e causam muita angústia. Saiba como é feito o diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG, como controlar e tratar este transtorno. Diagnóstico do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG A) Ansiedade e preocupação excessivas , ocorrendo na maior parte dos dias por pelo menos 6 meses , em várias áreas da vida. B) Há dificuldade em controlar a preocupação. C) A ansiedade e a preocupação estão associadas com 3 ou mais dos sintomas abaixo: Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele; Irritabilidade ; Tensão muscular; Tendência à fadiga ; Falta de concentração ou "brancos" na mente; Perturbação do sono . D) Os sintomas causam sofrimento ou prejuízos significativos em áreas importantes da vida. E) Não se deve ao efeito de substâncias ou outra condição médica; F) Não são sintomas de Transtorno de Pânico , Fobia Social , TOC , Transtorno de Ansiedade de Separação , TEPT , Anorexia Nervosa , Transtorno de Ansiedade de Doença , Transtorno Delirante ou Esquizofrenia. Características do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG A ansiedade é generalizada e desproporcional à probabilidade real; As preocupações normalmente giram em torno de circunstâncias da vida diária , como responsabilidades no trabalho, finanças, performance , saúde dos familiares, segurança , pontualidade, medo de desgraças, etc.; Os pensamentos preocupantes do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG são involuntários e a pessoa não sabe como controlar; Alguns sentem TAG a vida toda ; Além dos sintomas descritos, pode haver tremores, dores musculares , sudorese, náusea, diarreia e sobressaltos ; Temperamentos com alto índice de evitação de danos são mais propensos ao TAG; Adversidades na infância e superproteção podem predispor ao TAG; A ansiedade não patológica se distingue do TAG por não haver sintomas físicos e por não ser tão constante. Como controlar a ansiedade do TAG? O caminho de como controlar os sintomas ansiosos do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG é: descobrir os principais medos existentes, identificar a real probabilidade deles acontecerem e aumentar a tolerância sobre as incertezas da vida; Separe os medos em dois grupos: "controláveis" e "não controláveis" ; No grupo das situações temidas que são controláveis , é importante ter organização e disciplina para que não falte tempo , energia, dinheiro ou outro tipo de ação que dependa unicamente de um comportamento seu. Ter uma visão realista sobre os limites dos recursos e, principalmente, ter sobra deles, reduz a ansiedade. É essencial separar o que são as suas atribuições das dos outros, assumir as suas e delegar a dos outros. Ao mesmo tempo, é fundamental incluir na rotina momentos suficientes de lazer, relaxamento, sono , descanso e prazer. (Este artigo que escrevi sobre Psicologia Financeira pode ajudar você) No grupo das situações ansiogênicas não controláveis , é necessário assimilar a ideia de que a experiência de viver envolve situações indesejáveis e desprazerosas . Se não há possibilidade de controlar o fator preocupante, é necessário trabalhar internamente a aceitação . Procure uma terapia para ter auxílio no processo de compreensão dos medos e dos valores que guiam sua vida, além de ajuda no gerenciamento dos recursos: tempo, energia e dinheiro. Muitas vezes a ansiedade é a parte mais superficial de uma história de vida marcada por experiências difíceis, sendo que algumas delas podem ter sido reprimidas como uma forma de defesa psíquica. Desvendar esta parte encoberta é uma das maneiras de se libertar do Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG. Como eu posso te ajudar Posso auxiliar a reduzir o sofrimento emocional causado pela ansiedade generalizada através da terapia online , que é uma modalidade de psicoterapia simples de acessar, tem vantagens e pode ser realizada de qualquer lugar. Durante a psicoterapia, utilizarei várias abordagens, mas principalmente a Terapia Sistêmica, a Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): A Terapia Sistêmica é uma abordagem que estuda a pessoa em seu meio , como na família e em outras relações significativas. Os sistemas em que alguém está inserido interferem nas emoções e comportamentos. A visão sistêmica viabiliza uma compreensão ampliada das dificuldades e soluções , considerando todo o entorno. A Psicanálise procura investigar as causas mais profundas do funcionamento emocional. Ela entende que temos conflitos psicológicos inconscientes que podem ficar reprimidos como uma maneira de proteção psíquica . Através das técnicas psicanalíticas é possível acessá-los para que venham à consciência e deixem de ter tanta força prejudicial. A Terapia Cognitivo-Comportamental TCC foca nos padrões de pensamento e comportamento atuais. A intenção dessa abordagem é substituir as crenças cognitivas disfuncionais, o viés de confirmação e os comportamentos desadaptativos por opções mais construtivas e saudáveis. Ao reestruturar os pensamentos automáticos e catastróficos do TAG, eles deixarão de causar tanta ansiedade. Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno de Ansiedade Generalizada TAG , uma das melhores maneiras de ajudar é com o encorajamento a fazer terapia . É muito provável que os medos e as preocupações sejam irracionais e tragam muitos problemas tanto para a pessoa, como para quem convive com ela. A terapia poderá mudar a forma da pessoa olhar para a vida, trazendo mais tranquilidade e bem estar. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga especialista em relacionamento abusivo
Psicóloga Ana Carolina Mainetti Psicóloga de relacionamento, de prevenção de abuso e de trauma pós-relacionamento abusivo Olá! Sou a psicóloga Ana Carolina Mainetti , psicóloga especialista em relacionamento abusivo. Com mais de 18 anos de experiência, assim como ajudei inúmeras pessoas a encontrar mais felicidade e equilíbrio em suas vidas amorosas , também ajudei pessoas a se libertarem de algum relacionamento abusivo, tratarem sintomas de TEPT de relacionamento e a reconstruírem suas vidas. Hoje sou uma psicóloga com bastante experiência e conhecimento em relacionamento abusivo porque ao longo da minha jornada, atendi muitos casos com essa temática. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal e Sexualidade, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações, raízes inconscientes do abuso, desequilíbrio de poder e intimidade. Meu objetivo é oferecer um espaço seguro e acolhedor para que você possa explorar seus sentimentos, expressar seus desafios e buscar soluções personalizadas para os problemas em seu relacionamento atual ou para as marcas psíquicas deixadas por um relacionamento abusivo antigo. Se você está enfrentando dificuldades como: Dúvida se seu relacionamento atual é abusivo; Violência física, psicológica, sexual, moral, patrimonial ou verbal; Conflitos, desconfiança e decepções frequentes com o parceiro; Transtorno do estresse pós-relacionamento traumático ; Medo de se relacionar novamente; Codependência . eu posso te ajudar! Agende uma sessão online e dê o primeiro passo para uma vida livre de abuso e/ou das sequelas do abuso. Aqui no meu site você pode ver o passo a passo de como agendar; Neste link você pode conhecer mais sobre mim; No meu consultório virtual , você pode saber o preço da sessão agendar diretamente no sistema; Um compromisso social com relacionamentos amorosos saudáveis Acredito que a construção de uma sociedade mais justa e segura passa pela conscientização e combate ao relacionamento abusivo . Por isso, além de atender meus pacientes, dedico meu tempo a criar conteúdo informativo e educativo sobre o tema. Ao compartilhar meu conhecimento, espero contribuir para que mais pessoas possam identificar e romper com ciclos de abuso , construindo relacionamentos saudáveis e seguros. Acredito que a atualização constante é fundamental para oferecer o melhor suporte aos meus pacientes. Por isso, estudo e participo regularmente de cursos e congressos sobre relacionamento abusivo , transtorno de personalidade, violência e trauma . Aqui você pode conhecer meu currículo completo . Psicóloga online: terapia de onde você estiver A terapia online permite que eu alcance pessoas em diferentes lugares, oferecendo apoio especializado para quem precisa se libertar ou se curar de um relacionamento abusivo. A flexibilidade da terapia online facilita o acesso ao tratamento, permitindo que você participe das sessões de qualquer lugar : casa, trabalho, carro, praça, etc. A plataforma Zenklub , que adotei como ferramenta de trabalho para atendimento online desde 2017 , me permite oferecer aos pacientes um consultório virtual completo. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Além disso, o pagamento é realizado de forma prática, seja através de cartão de crédito ou PIX. As sessões ocorrem dentro do Zenklub, em uma vídeochamada segura e privativa. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Sexóloga online
Como é o atendimento da sexóloga online? O trabalho terapêutico da sexóloga online consiste em oferecer sessões de psicoterapia para questões sexuais através de videochamadas seguras e confidenciais . Durante as sessões online, você conversará com a sexóloga sobre suas dúvidas, dificuldades ou questões relacionadas à sexualidade , como disfunção erétil, baixa libido , discrepância do desejo sexual, insatisfação sexual, ejaculação prematura, ansiedade de desempenho , dúvidas sexuais, traumas sexuais, inseguranças sexuais, questões sobre orientação sexual, problemas de comunicação sexual no relacionamento ou outras queixas. A sexóloga online utilizará abordagens terapêuticas específicas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, a Psicanálise, Terapia Sistêmica ou a Terapia de Casal para te ajudar a compreender as causas e encontrar soluções para suas preocupações sexuais. Tudo isso com a praticidade e o conforto de ter atendimento de onde você estiver, usando um celular ou computador com acesso à internet . Por que optar por um atendimento online de uma sexóloga? Em um mundo cada vez mais conectado, o atendimento com uma sexóloga na modalidade online se apresenta como uma solução acessível e eficaz para cuidar da sua saúde sexual e dos relacionamentos. Você pode se conectar com uma profissional experiente , moderna e qualificada no conforto da sua casa. A modalidade online oferece a flexibilidade privacidade que muitas vezes precisamos para abordar temas tão íntimos. Muitas pessoas podem se sentir mais à vontade para se abrir e falar sobre suas questões sexuais em uma interação virtual do que em uma clínica presencial. Para quem mora em cidades pequenas , poder conversar com uma sexóloga que não pertence ao seu meio social se torna muito mais tranquilo e é um motivo a menos para se sentir retraído em falar da sua vida íntima. E quem mora em cidades grandes se beneficia do atendimento online, justamente por não precisar se preocupar com deslocamentos ou horários rígidos, economizando tempo e energia. Poder conversar com uma sexóloga brasileira e se expressar em português é uma das vantagens mais reconhecidas por brasileiros que moram no exterior . O conforto emocional de falar na língua materna facilita a discussão de assuntos delicados, além de que poder usar gírias e expressões que exprimem com riqueza as emoções traz uma maior sensação de estar sendo compreendido. O papel da sexóloga online no bem-estar sexual O atendimento com a sexóloga online oferece um espaço prático, privativo e acolhedor para você: -Explorar sua história sexual: Questões sexuais podem estar ligadas a vivências passadas, crenças ou traumas que precisam ser compreendidos e ressignificados. A sexóloga oferece o suporte necessário em direção a um autoconhecimento sexual mais profundo. -Descobrir seus principais desafios e desejos: Identificar as raízes das suas dificuldades sexuais e compreender seus anseios é o primeiro passo para começar a transformá-los. -Avaliar seus pensamentos e mitos sobre sexualidade: Muitas vezes, certas crenças nos fazem ter uma visão limitadora da sexualidade. A sexóloga ajuda a trazer uma perspectiva mais equilibrada e realista. -Aumentar o prazer e a satisfação sexual: Com o apoio profissional, é possível resgatar o prazer em atividades íntimas e construir uma vida sexual mais plena e satisfatória. Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga e sexóloga, com terapia online individual ou terapia de casal . O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Mesmo sendo uma psicóloga experiente em sexualidade, relacionamentos amorosos e atendimento a casais , busquei me especializar através destas pós-graduações para oferecer um atendimento mais completo: Sexualidade Terapia de Casal Terapia Cognitivo-Comportamental Terapia Sistêmica Psicanálise Psicossomática Será uma satisfação destinar minha experiência e meu conhecimento para ajudar você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Como se preparar para sua sessão de terapia online com a sexóloga 1- Escolha um espaço só seu: Busque um local tranquilo e reservado onde você se sinta à vontade para falar abertamente, sem interrupções ou preocupações com a privacidade. Se houver outras pessoas em casa, usar fones de ouvido pode ajudar a criar esse espaço seguro e confidencial. 2- Prepare seu equipamento: Certifique-se de que seu computador ou celular esteja carregado e funcionando corretamente. Tenha um carregador por perto. Um suporte para o celular pode ser útil para mantê-lo posicionado de forma confortável. Fechar outras abas ou aplicativos e desativar notificações no seu dispositivo pode te ajudar a manter o foco na sessão. 3- Verifique sua conexão: Garanta que sua internet esteja funcionando bem e estável para evitar interrupções na chamada. Se possível, tenha um plano B, como os dados móveis do seu celular, caso o Wi-Fi falhe. 4- Reflita sobre o que quer abordar: Antes da sessão, reserve um momento para pensar sobre suas emoções em torno do tema da sexualidade e outros motivos que queira tratar na terapia. Anotar alguns pontos pode te ajudar a aproveitar melhor o tempo da sessão. 5- Fale abertamente: Fique tranquilo, pois a psicóloga ajudará você a se sentir à vontade para falar. Exponha seus pensamentos e sentimentos de forma espontânea e verdadeira. Combine com a psicóloga a frequência das sessões e compareça à terapia regularmente. 6- Aproveite os benefícios: Permita-se vivenciar um processo de autoconhecimento. Com o apoio da terapia, você pode alcançar o bem-estar sexual que busca em sua vida. Aguardo você!
- Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT: quando os sintomas do trauma não vão embora
Ao viver um evento traumático e estressante , o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT pode desencadear sintomas após o primeiro mês do trauma. Seja um sequestro, um desastre natural, acidente ou outro estressor desencadeante de sofrimento intenso ou risco de morte , é necessária a ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT A) Exposição a episódio traumático concreto ou ameaça de morte, lesão grave, ou violência sexual em 1 ou mais das seguintes formas: Vivência de um evento traumático ; Testemunho presencial de outra pessoa vivendo o trauma; Ter conhecimento de que o evento traumático ocorreu com um ente querido ; Ser exposto de forma repetida ou extrema a detalhes aversivos do trauma. (Exemplo: socorrista). B) Presença de 1 ou mais dos seguintes sintomas: Lembranças intrusivas angustiantes recorrentes e involuntárias do evento traumático; Sonhos aflitivos frequentes relacionados ao evento; Reações dissociativas, com sensação como se o trauma estivesse acontecendo novamente; Sofrimento psicológico intenso ou prolongado frente a sinais internos ou externos que se assemelhem ou simbolizem algum aspecto do trauma; Reações fisiológicas acentuadas em resposta a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem a algum aspecto do evento traumático. C) Evitação persistente de estímulos associados ao evento traumático, começando após a ocorrência dele, conforme evidenciado por um ou ambos dos seguintes aspectos: Evitação ou esforços para evitar recordações , pensamentos ou sentimentos relacionados ao evento traumático; Evitação ou esforços para evitar coisas ou situações que despertem recordações, pensamentos ou sentimentos angustiantes relacionados ao trauma. D) Alterações negativas na cognição e humor associadas ao evento traumático, começando ou piorando depois da ocorrência dele, evidenciado por 1 ou mais dos seguintes aspectos: Incapacidade de recordar um aspecto importante do trauma vivido; Crenças negativas exageradas e persistentes sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo; Cognições distorcidas persistentes a respeito da causa ou das consequências do trauma, culpando a si ou alguém; Estado emocional negativo persistente; Desinteresse ou diminuição da participação de atividades significativas; Sentimentos de distanciamento e alienação em relação aos outros; Incapacidade persistente de vivenciar emoções positivas . E) Alterações marcantes na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, começando ou piorando após o evento, conforme evidenciado por 2 ou mais destes aspectos: Comportamento irritadiço e surtos de raiva; Imprudência ou comportamento autodestrutivo ; Hipervigilância ; Resposta de sobressalto exagerada; Problemas de concentração ; Perturbação do sono . F) A duração dos sintomas é de mais de 1 mês . G) Há sofrimento significativo e prejuízo em áreas importantes da vida. H) Não se deve aos efeitos fisiológicos de uma substância ou à outra condição médica. Sintomas do TEPT Lembranças vívidas do trauma; Pesadelos frequentes; Pensamentos intrusivos e perturbadores; Sensação de ameaça constante ; Evitação de lugares, objetos ou pessoas associados ao trauma; Reações intensas a estímulos que lembrem o trauma; Amnésia de parte do trauma; Negatividade; Isolamento social; Irritabilidade; Hipervigilância ; Problemas de concentração e sono ; Prejuízos neuropsicológicos .* *No artigo que escrevi " Prejuízos Neuropsicológicos em Pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático" publicado no livro " Ensaios de Psicologia - Escritas Científicas" da Arco Editores , é possível conhecer em detalhes os déficits neuropsicológicos que ocorrem como consequência do TEPT em pessoas que sofreram traumas psicológicos. Você pode baixar o livro clicando abaixo e procurar pelo capítulo 12. O livro é Open Access , ou seja, acesso à produção científica de forma livre e pública na internet. Causas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT Os eventos mais prováveis para o desenvolvimento de situações traumáticas podem ser divididos em três grupos: Eventos intencionais provocados pelo homem . Exemplos: guerra, ameaça de morte, violência sexual, tortura, assalto, crime violento, terrorismo, homicídio, sequestro, etc. Eventos não intencionais provocados pelo homem . Exemplos: incêndio, explosão, acidente de trânsito, desastre aéreo, etc. Eventos provocados pela natureza . Exemplos: enchente, terremoto, epidemia, avalanche, desmoronamento, erupção vulcânica, ataque de animais, furacão, etc. Como controlar os sintomas do TEPT? Poder se expressar sobre a vivência traumática; Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Regular as emoções para lidar com o trauma; Reconstruir a sensação de estabilidade e segurança ; Estabelecer os passos a serem dados a seguir. Outros transtornos que podem ser parecidos com o TEPT Transtorno de Adaptação : a principal diferença entre eles é a gravidade do trauma. O Transtorno de Adaptação geralmente ocorre após eventos estressantes ou que exigem muitas mudanças como separações, perda de emprego e mudança de país, mas não têm necessariamente o caráter de lesão grave ou risco de morte como no Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT. Transtorno de Estresse Agudo : o que distingue os dois transtornos é o tempo de duração dos sintomas. No Transtorno de Estresse Agudo, o padrão sintomático está restrito ao período de 3 a 30 dias após o trauma. Transtorno Obsessivo-Compulsivo : os pensamentos intrusivos recorrentes do TOC se referem a uma obsessão e não estão relacionados a um evento grave vivido, como no caso do TEPT. Transtornos de Ansiedade : os sintomas dissociativos ou excitatórios do Transtorno de Pânico não estão associados a um evento traumático específico. Da mesma forma, a ansiedade, irritabilidade e evitação do Transtorno de Ansiedade Generalizada , também não. No caso do Transtorno de Ansiedade de Separação , os sintomas estão claramente relacionados à separação do lar ou da família, em vez de um evento traumático. Transtorno Depressivo Maior : a depressão pode ou não ser precedida por um evento traumático. O que diferencia os dois transtornos são os critérios B e C do TEPT que não estão presentes no Transtorno Depressivo Maior. Transtornos da Personalidade : quando há mudanças e dificuldades nas relações interpessoais após um evento traumático, pode ser um indicativo de TEPT. Nos transtornos de personalidade, essas dificuldades seriam esperadas independentemente de qualquer exposição traumática. Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais : quando sintomas somáticos novos surgem após um evento traumático, é mais indicativo de TEPT, pois para o diagnóstico do Transtorno de Sintomas Neuroló gicos Funcionais não há o critério de vivência de trauma grave. Transtornos Dissociativos : Amnésia Dissociativa , Transtorno Dissociativo de Identidade e Transtorno de Despersonalização/Desrealização não são necessariamente precedidos pela exposição a um trauma. Transtornos Psicóticos : também podem apresentar delírios e alucinações, mas geralmente não estão relacionados a um evento traumático agudo e não possuem as demais características do TEPT. Síndrome de Estocolmo no relacionamento : a vítima tem um vínculo emocional paradoxal com o agressor, criando um laço de lealdade e afeto, mesmo diante do abuso. Também é fruto de experiência traumática, mas pode não ter todos os critérios para o diagnóstico de TEPT. TEPT de relacionamento : como um sub tipo do TEPT comum, este aparece após a vivência traumática de um relacionamento com parceiro íntimo abusivo. Como eu posso ajudar Por se tratar de uma vivência muito intensa , é importante que quem viveu um trauma grave que desencadeou o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT, possa externar todos os pensamentos e emoções para esvaziar o conteúdo perturbador. Posso ajudar com terapia individual online nesse momento de choque e recuperação . Utilizo diversas abordagens psicológicas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Cuidado Informado sobre Trauma . Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos, como a depressão . Se alguém que você conhece está apresentando o Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT , uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Transtorno de Sintomas Somáticos: o que é e como tratar
Um sofrimento intenso ao perceber ou conviver com sintomas somáticos específicos, marcado por ansiedade elevada, pensamentos catastróficos ou muito tempo dedicado às preocupações com a saúde: este é o Transtorno de Sintomas Somáticos. Saiba como diferenciar de outros transtornos e como tratar . Diagnóstico do Transtorno de Sintomas Somáticos A) Presença de um ou mais sintomas somáticos que causam aflição ou perturbação significativa da vida diária; B) Pensamentos, sentimentos ou comportamentos excessivos relacionados ao sintoma ou com a saúde , manifestados por um (ou mais) destes itens: Pensamentos desproporcionais e persistentes acerca da gravidade dos próprios sintomas; Nível de ansiedade persistentemente elevado sobre a saúde e os sintomas; Tempo e energia excessivos dedicados aos sintomas ou preocupações com a saúde. C) A duração é de pelo menos 6 meses , mesmo que algum dos sintomas possa não estar continuamente presente. Nível de Gravidade : Leve: se apenas 1 dos sintomas do critério B está presente; Moderada: Se há 2 ou mais sintomas do critério B; Grave: Se além de haver 2 ou mais sintomas do critério B, há múltiplas queixas somáticas ou um sintoma somático muito grave. Tipos : Com dor predominante: quando os sintomas somáticos envolvem predominantemente alguma dor ; Persistente: quanto dura mais de 6 meses e é caracterizado por sintomas graves ou prejuízos marcantes. Características do Transtorno de Sintomas Somáticos Avalia os sintomas corporais como muito ameaçadores porque costuma pensar no pior ; O estado alarmado com a saúde pode assumir um papel central na vida; Pode ter tido uma doença grave, de fato, e o transtorno surgiu em resposta ao medo de recorrência ; Tende a negar a ligação entre sofrimento psicológico e sintomas corporais; Utiliza serviços de saúde frequentemente, o que raramente alivia as preocupações; Pode haver verificações repetidas no corpo em busca de anormalidades ou sinais de doenças potencialmente fatais; As somatizações muitas vezes estão relacionadas a algum sofrimento emocional ou a um histórico de traumas . A descrição do diagnóstico do Transtorno de Sintomas Somáticos neste artigo foi baseada no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria . Diferenças do Sintomas Somáticos de outros transtornos Há vários outros transtornos mentais que podem se parecer com o Transtorno de Sintomas Somáticos, mas há detalhes que os diferenciam: - Transtorno de Ansiedade de Doença : difere do quadro somático porque na ansiedade de doença não há a presença de sintomas no corpo ou eles são mínimos. - Transtorno Delirante : quando o Transtorno Delirante é do tipo Somático, geralmente os delírios são mais fortes ou de conteúdo bizarro em comparação ao Transtorno de Sintomas Somáticos. - Transtorno de Pânico : os sintomas no corpo ocorrem em episódios agudos durante a crise de pânico, enquanto no Transtorno de Sintomas Somáticos, são mais persistentes. - Transtorno Dismórfico Corporal : a preocupação é mais voltada a um defeito relacionado à aparência física, sendo que no Transtorno de Sintomas Somáticos a aflição gira em torno da saúde. - Transtorno de Ansiedade Generalizada : neste caso, a pessoa apresenta ansiedade em diversos outros temas e não especialmente com sintomas corporais ou medo de doença. - Distimia : é comum que seja acompanhada de sintomas somáticos, entretanto se diferencia do Transtorno de Sintomas Somáticos devido ao humor deprimido persistente e anedonia. -Transtorno de Sintomas Neurológicos Funcionais TSNF: neste, o sintoma inicial é a perda ou alteração de função motora ou sensorial, enquanto no Transtorno de Sintomas Somáticos o foco é o sofrimento que os sintomas corporais causam. - Transtorno Obsessivo-Compulsivo : há presença de comportamentos repetitivos para redução da ansiedade, o que não é uma característica do Transtorno de Sintomas Somáticos. - Tanatofobia : é uma fobia específica relacionada ao medo de morrer que pode desencadear preocupações com dores e doenças. É comum haver comorbidade com o Transtorno de Sintomas Somáticos. Como é a terapia para o Transtorno de Sintomas Somáticos? Explorar os pensamentos automáticos e catastróficos sobre o adoecer; Adaptar expectativas sobre saúde para uma perspectiva mais realista ; Melhorar o autocontrole em relação à hipervigilância do corpo; Identificar os gatilhos que amplificam os sintomas físicos; Aumentar a tolerância sobre o desconforto de certas sensações corporais; Analisar o histórico de vida para compreender as origens dos sintomas somáticos; Ampliar a consciência da correlação entre emoções e sintomas físicos; Explorar novos interesses e temas mais positivos para se concentrar. É mais frequente que pessoas com Transtorno de Sintomas Somáticos procurem ajuda médica do que ajuda psicológica , por não perceberem que suas preocupações são excessivas. Mas quando decidem encarar o lado psicológico dos seus sintomas ou quando passam a conhecer sobre a “ psicossomática ” , escolhem olhar não apenas para o corpo, mas para as emoções . Como eu posso ajudar você A elevada ansiedade com os sintomas do corpo e com a saúde pode abalar significativamente sua qualidade de vida , mas estou aqui para auxiliar através da terapia online ! Como o Transtorno de Sintomas Somáticos é um problema de percepção corporal e de cognição , a Terapia Cognitivo Comportamental TCC será usada durante o processo terapêutico para a reestruturação das crenças cognitivas disfuncionais . Também utilizarei os conceitos da Psicanálise para investigarmos as causas mais profundas do seu funcionamento psíquico. Assim, teremos um clareamento sobre as raízes do medo de sentir desconforto, sentir dor, adoecer, ficar com sequelas ou morrer. Ao poder expressar suas emoções verbalmente , possivelmente você passará a expressá-las menos fisicamente . A relação entre a Psicanálise e o Transtorno de Sintomas Somáticos é explicada neste vídeo pelos profissionais do IPQ Soma - Ambulatório de Transtornos Somáticos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP . Se você conhece uma pessoa que apresenta o Transtorno de Sintomas Somáticos , uma das melhores maneiras de ajudar é com o encorajamento a fazer terapia . É indicado tocar no assunto com muita empatia e respeito, pois quando alguém supõe que a somatização pode ter uma explicação psicológica , as pessoas com o Transtorno de Sintomas Somáticos podem entender como uma rejeição ou desconfiança de sua dor. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar as sessões de terapia online pelo site no computador ou pelo app do Zenklub no celular. Caso precise, no meu site , há um passo a passo de como agendar. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











