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- Violência psicológica no casal
A violência psicológica no casal afeta as pessoas de forma sutil e silenciosa, porém devastadora . Compreenda os termos técnicos, como este fenômeno ocorre, como suspeitar, como combater e como tratar as sequelas . O que é violência Em 2002, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde *, definiu violência como: " uso intencional da força física ou do poder , real ou em ameaça , contra si próprio, contra outra pessoa , ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico , deficiência de desenvolvimento ou privação." Essa definição engloba o prejuízo psicológico e aponta para um reconhecimento cada vez maior sobre a necessidade de abranger a violência que não resulte necessariamente em lesão ou morte. *Se desejar conhecer na íntegra, baixe o relatório da OMS aqui: O que é violência psicológica O Ministério da Saúde do Brasil*, em 2001 definiu violência psicológica como: "toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano à autoestima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa. Inclui: insultos constantes, humilhação , desvalorização , chantagem , isolamento de amigos e familiares, ridicularização , rechaço, manipulação afetiva , exploração, negligência (atos de omissão a cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo, doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros), ameaças , privação arbitrária da liberdade (impedimento de trabalhar, estudar, cuidar da aparência pessoal, gerenciar o próprio dinheiro, etc.), confinamento doméstico, críticas pelo desempenho sexual , omissão de carinho , negar atenção e supervisão." *Baixe o arquivo e conheça o material na íntegra: Caderno de Atenção Básica, 8: Violência intrafamiliar : orientações para a prática em serviço. Normas e Manuais Técnicos. Ministério da Saúde do Brasil. Secretaria de Políticas de Saúde, 2001 Violência psicológica no casal A violência psicológica no relacionamento amoroso pode não ser detectada nem pelos parceiros e nem pelas pessoas de fora porque, muitas vezes, apresenta sinais sutis ou comportamentos naturalizados . Ameaça, chantagem, humilhação, pressão, mentira, crítica, manipulação emocional, controle, omissão, constrangimento, ofensa, punição, desconsideração, vingança, hostilidade, cobrança irracional, intimidação, depreciação, frieza emocional, opressão, perseguição, desvalorização, autoritarismo, DARVO , desinteresse, traição emocional , negligência, triângulo dramático e sarcasmo são alguns dos comportamentos entre as pessoas de um casal que podem parecer inofensivos ou ambíguos se forem observados um a um. Mas o conjunto de vários deles repetidos ao longo do tempo torna-se muito danoso à saúde emocional porque vai machucando e debilitando de forma silenciosa . É comum que pessoas vítimas de relacionamentos amorosos tóxicos adoeçam emocionalmente com mais frequência e busquem ajuda psicológica . Muitas vezes, sem saber as causas, buscam tratar as consequências, que podem ser diversas, como: depressão , distimia , ansiedade , baixa autoestima, pânico , angústia, sintomas psicossomáticos , compulsão alimentar , insônia , dentre outras. A violência psicológica em casal não se limita a um único gênero ou configuração de pares. Embora as estatísticas evidenciem uma maior incidência de violência contra mulheres por parte de homens, é fundamental reconhecer que a dinâmica de poder e abuso pode ocorrer em qualquer tipo de relacionamento . Mulheres também podem exercer violência psicológica sobre seus parceiros, e casais homoafetivos não estão imunes a esse tipo de agressão. A complexidade das relações interpessoais muitas vezes obscurece a distinção entre agressor e vítima , já que ambos os parceiros podem assumir esses papéis em diferentes momentos. Como suspeitar da violência psicológica no casal Sentimentos de menos valia A vítima manter constantes sentimentos de medo , inferioridade , culpa, angústia, vergonha, FOG , desespero, além de ter a sensação de não ser realmente amada , são sinais de que pode haver violência psicológica sutil na relação amorosa. História familiar de violência A violência de qualquer tipo na família de origem é um fator de risco. Mesmo sem querer, o jeito de amar das figuras parentais pode ter permeado desde a seleção do parceiro até a maneira de se relacionar com ele. A dinâmica violenta da família de origem, mesmo que mais sutil como em trauma bonding (vínculos traumáticos), apegos inseguros e famílias narcisistas , pode contribuir para a não percepção das agressões, justamente pela familiaridade e naturalização delas. Substâncias psicoativas ou outros vícios Outro indicador de risco de relacionamentos amorosos com violência psicológica é o uso ou abuso de substâncias psicoativas por parte do agressor. Também é importante observar outros tipos de vícios que não necessariamente envolvem substâncias, como pornografia e jogo, por exemplo. (Ver " Codependência em relacionamentos ") Personalidade Alguns Transtornos da Personalidade estão frequentemente relacionados à violência psicológica interpessoal. Os que mais podem levar a comportamentos emocionalmente destruidores são: Transtorno da Personalidade Antissocial , Transtorno da Personalidade Narcisista , Transtorno da Personalidade Borderline e Transtorno da Personalidade Histriônica . Além desses, pessoas com outros transtornos mentais podem se comportar de maneira mais agressiva, como: Transtorno Explosivo Intermitente , Transtorno de Oposição Desafiante , Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor , Transtorno Bipolar e Transtornos Psicóticos . Pobreza ou dependência Embora a violência psicológica em casais esteja presente em todas as faixas sociais, aqueles que vivem em pobreza são mais afetados . Do mesmo modo, pessoas com características de dependência, seja emocional ou financeira , também sofrem mais agressão psicológica por parceiros íntimos. O estado de vulnerabilidade de alguém nestas condições pode contribuir para a permanência em uma relação insalubre. Fatores culturais Algumas culturas podem originar níveis mais elevados de violência psicológica devido à naturalização de comportamentos abusivos. Um exemplo é o machismo que promove desigualdade entre homens e mulheres e permite noções de virilidade ligadas à dominação e à agressão de parceiras. Outro exemplo é a romantização do abuso nas relações afetivo-sexuais na arte , seja através da Música, Literatura ou Cinema. Como combater a violência psicológica no casal Apoio às vítimas É essencial proporcionar apoio psicológico e jurídico às vítimas de violência psicológica, garantindo um ambiente seguro para que revelem e se recuperem. Criminalizar a violência psicológica A criminalização do abuso emocional é um passo indispensável para desnaturalizar essa espécie de agressão. Tratamento para os perpetradores de violência A oferta de tratamento psicológico para os agressores é fundamental para a prevenção de novas ocorrências e para a construção de uniões mais saudáveis. Intervenções dos serviços de saúde Os profissionais do setor de saúde devem ser capacitados para identificar e atender as vítimas de violência emocional, oferecendo acolhimento e encaminhamento para os serviços especializados. Campanhas de prevenção Programas educativos e de conscientização são necessários para prevenir a violência psíquica, desconstruindo mitos e promovendo relações sadias. Combater a complacência É preciso contestar a cultura da normalização da violência psicológica entre pares amorosos, incentivando a quebra do silêncio e o estabelecimento de limites dignos. Como tratar as sequelas emocionais da violência psicológica no casal A violência psicológica deixa marcas profundas na vida das vítimas, inclusive levando ao TEPT de relacionamento . A recuperação da saúde mental é possível com o apoio da psicoterapia, visando tratar as sequelas e reconstruir o que foi destruído. Uma psicóloga especializada em violência entre parceiros íntimos pode oferecer as ferramentas necessárias para: Compreender o que aconteceu: A terapeuta auxilia a vítima a reconhecer os padrões de abuso e a desconstruir a culpa; Desenvolver estratégias de enfrentamento: Técnicas como a Cognitivo-Comportamental ajudam a modificar pensamentos negativos e crenças disfuncionais; Reestabelecer a autoestima: A psicoterapia envolve fortalecer a autoconfiança e o amor próprio; Reconstruir relacionamentos: Apoio no estabelecimento de limites saudáveis e no desenvolvimento de habilidades sociais; Lidar com o trauma: Técnicas psicológicas contribuem no processamento do trauma e na redução dos sintomas; Como eu posso ajudar A Terapia do Esquema , a TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental), a Terapia Focada nas Emoções (EFT) e a Psicanálise trazem excelentes contribuições no tratamento psicológico das sequelas e na prevenção da violência psicológica em relacionamentos amorosos. Outro método, consolidado e eficaz para Terapia de Casal é o Método Gottman . Costumo estudar e utilizar estas abordagens na terapia online e percebo bons resultados em questões referentes a relacionamentos amorosos ! Também é possível realizar terapia de casal para prevenir e tratar comportamentos psicologicamente violentos dentro da relação ou tratar outros problemas de relacionamento . Em 2023 escrevi um capítulo de livro chamado: " Sinais de violência psicológica sutil em relacionamentos amorosos" no livro "Intervenções Criativas na Terapia de Casal - volume 2". O intuito foi contribuir para que terapeutas de casais possam ter ferramentas para identificar e tratar casos de violência psicológica em casais. Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular ! Aqui no meu site você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico, caso precise. Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- DARVO no relacionamento
A tática manipulatória DARVO no relacionamento consiste no parceiro abusivo negar um comportamento, atacar e inverter os papéis de vítima e abusador , visando desviar a responsabilidade para a vítima e manter o senso de inocência. O que significa DARVO? D.A.R.V.O. é uma sigla em inglês que significa: D eny (negar) A tack (atacar) R everse (inverter) V ictim and (vítima e) O ffender (infrator) O termo DARVO foi descrito pela psicóloga Jennifer Freyd em seus estudos sobre vítimas de abuso e comportamento de abusadores. Como identificar o DARVO no relacionamento amoroso Os passos da tática manipulatória DARVO seguem esta ordem: Etapa 1: O parceiro infrator nega o comportamento abusivo. Etapa 2: Quando confrontado com provas, o agressor ataca a pessoa que foi abusada ou outra pessoa que esteja questionando o abuso. Etapa 3: O abusador, então, se coloca como vítima da situação e transforma a verdadeira vítima em vilã, invertendo os papeis. Como é o DARVO no relacionamento amoroso? O DARVO costuma ocorrer em relacionamentos amorosos abusivos, onde há trauma bonding , triângulo dramático e violência psicológica com o uso de táticas de manipulação emocional . Quando a pessoa abusiva é questionada por ter tido algum comportamento considerado errado para a relação, sua primeira reação é negar ou minimizar . Falas comuns são: “Eu não fiz nada”, “Não lembro de ter acontecido, mas se aconteceu, não foi grave”, “Eu quase nunca faço isso, mas quando faço não é tão prejudicial”. Num segundo momento, o abusador faz manipulações , como ameaçar, intimidar ou fazer ataques à vítima (ou à pessoa que o está responsabilizando). Há empenho para distorcer a situação, criando a impressão de que ele é inocente e está sendo injustiçado. Como em todo gaslighting , são usadas táticas para que a outra pessoa duvide de suas percepções e fique desorientada. Por fim, se vitimizando e executando ações ofensivas, o agressor desvia o foco do seu mau comportamento, responsabilizando a outra pessoa da relação. A vítima, confusa, aceita as mentiras do manipulador como verdade, passa a acreditar que estava errada e se sente culpada por ter sido injusta e abusiva. O mais provável é que a cena termine com a verdadeira vítima pedindo desculpas ao verdadeiro ofensor. Como consequência, com o passar do tempo, quem está em um relacionamento com uma pessoa abusiva que comete DARVO se sente invalidada e impotente, com fortes sentimentos de FOG : medo, obrigação e culpa . O risco é acabar optando pelo silêncio para não se desgastar frente a outras violências futuras, perpetuando o ciclo abusivo . Exemplo de DARVO em relacionamento amoroso Imagine uma situação em que um parceiro confronta o outro sobre uma infidelidade , provando que o viu trocando mensagens com outra pessoa. O parceiro infiel nega que tenha um caso extraconjugal ou que tenha enviado mensagens, mesmo havendo provas. Em seguida, o infiel passa a insistir que as suspeitas são “coisas da sua cabeça” , que está se sentindo muito controlado e que é errado ficar monitorando celular alheio. Por fim, a pessoa traída acha que se enganou e pede desculpas por ter desconfiado e olhado o celular, prometendo não repetir o erro. Nesse caso, o parceiro abusador negou seu erro, atacou, desviou a atenção de sua própria traição e trocou os papeis , se retratando como vítima. O que fazer com DARVO no relacionamento amoroso? Reconhecer essa tática é essencial para se proteger da manipulação. Ao perceber as etapas do DARVO acontecendo, é importante que a vítima deixe de acreditar no que o abusador está dizendo e sinta confiança em sua percepção. O DARVO pode ter efeitos devastadores na saúde mental das vítimas, levando à ansiedade , pânico , depressão , Síndrome de Estocolomo e Transtorno do Estresse Pós-Traumático de Relacionamento . Algumas vítimas vieram de famílias narcisistas e vivenciavam ou presenciavam esse fenômeno em seus lares. Os praticantes de DARVO, muitas vezes, possuem Transtornos da Personalidade, como: Narcisista , Antissocial , Borderline e Histriônic a . As duas pessoas da relação precisam de ajuda psicológica para tratar as causas e consequências dos abusos psicológicos. E identificar se não há outros problemas no relacionamento . Se você não está conseguindo manter limites saudáveis em seu relacionamento amoroso, percebe que há codependência ou está com dificuldades de sair de uma relação abusiva , procure ajuda psicológica ! Você merece ser ouvido e validado em suas experiências! Leia mais sobre Violência Psicológica em Casal neste artigo que escrevi, caso tenha dúvidas se você está em um relacionamento danoso. Como eu posso ajudar Tenho experiência como psicóloga ajudando pessoas individualmente sobre questões de relacionamento ou em terapia de casal, constatando e tratando situações de DARVO. Em 2023 escrevi um capítulo de livro chamado: " Sinais de violência psicológica sutil em relacionamentos amorosos" no livro "Intervenções Criativas na Terapia de Casal - volume 2". O intuito foi contribuir para que terapeutas de casais possam ter ferramentas para identificar e tratar casos de violência psicológica em casais. Posso ajudar você, que está sendo vítima de DARVO, a tratar as sequelas psicológicas desta vivência traumática através da psicoterapia online . Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada indivíduo. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Como agendar O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular ! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti www.anacarolinamainetti.com
- Síndrome de Estocolmo no relacionamento
O que é a Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso? A Síndrome de Estocolmo é um fenômeno psicológico complexo que pode se manifestar no relacionamento amoroso, no qual a vítima, exposta a um padrão de abuso prolongado , desenvolve um vínculo emocional paradoxal com o agressor, caracterizado por sentimentos de simpatia, lealdade e até mesmo amor . Síndrome de Estocolmo: origem A Síndrome de Estocolmo é uma condição psicológica que foi descrita pelo psiquiatra Nils Bejerot, a partir de um assalto a banco que durou 6 dias na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 1973. Pessoas foram tidas como reféns pelos assaltantes e desenvolveram uma resposta emocional inesperada de afeição e até gratidão pelos criminosos. Quando as vítimas foram libertadas, nenhuma testemunhou contra os sequestradores no tribunal. Em vez disso, arrecadaram dinheiro para pagar a defesa dos assaltantes . O filme " Estocolmo " e a série " Clark " são baseadas nesse acontecimento. A Síndrome de Estocolmo, portanto, é uma sequela psicológica do trauma , levando uma vítima a se apegar emocionalmente ao seu agressor durante um relacionamento interpessoal ocorrido em situações de: sequestro, cativeiro e relações abusivas de qualquer natureza. Essa dinâmica, profundamente enraizada no instinto de sobrevivência , é alimentada por diversos fatores. A dependência total do opressor, a falta de controle sobre a própria vida e a exposição a situações extremas de estresse podem levar a vítima a interpretar qualquer gesto de bondade, por mais mínimo que seja, como um ato de compaixão. Esse apego paradoxal pode levar a vítima a defender o agressor e a resistir a qualquer tentativa de resgate. É comum que os reféns desenvolvam uma dependência emocional do agressor , vendo-o como uma figura protetora . Essa dinâmica, similar à de uma criança com sua mãe, surge da necessidade de segurança em um contexto de ameaça . Além disso, a sensação de desamparo intensifica o vínculo com o agressor, que se apresenta como a única pessoa confiável e presente na vida da vítima. Essa dinâmica é manipulada pelo agressor , que isola a vítima e a faz acreditar que ele é a única pessoa que se importa com ela. A vítima, fragilizada e dependente, acaba se submetendo ao agressor, vendo-o como um salvador . Síndrome de Estocolmo no relacionamento: características A Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso causa um profundo impacto emocional na vítima, que passa a negar a realidade da violência e a desenvolver um vínculo patológico com o agressor. Para sobreviver, a vítima passa a enxergar o mundo sob a perspectiva do abusador, adaptando seu comportamento para evitar conflitos e garantir sua segurança. A Síndrome de Estocolmo causa uma distorção da percepção, levando a vítima a culpar-se pela situação abusiva e a acreditar que não pode viver sem o agressor. A consequência é um sentimento de aprisionamento e a dificuldade em romper o ciclo de violência. Sensação de FOG: medo, obrigação e culpa , são praticamente permanentes. A Síndrome de Estocolmo no relacionamento amoroso costuma ter as seguintes características : Ciclo de abuso: Em meio a períodos de violência, o parceiro abusivo promove momentos neutros ou de atenção. A vítima tende a interpretar isso como amor ou empatia e permanece no relacionamento. Desequilíbrio de poder: O parceiro agressor exerce controle sobre a pessoa oprimida. Ela se torna refém, perdendo o poder sobre sua própria vida e submetendo-se à vontade dele. Mecanismos de defesa: Diante de uma situação tão traumática, a mente da vítima busca formas de se proteger da dor emocional. Pode desenvolver mecanismos de defesa como a negação da violência, a idealização do agressor e a racionalização das atitudes dele. Violência psicológica : O parceiro utiliza táticas manipuladoras para minar a autoestima da vítima e fazê-la questionar sua própria percepção da realidade. Práticas como gaslighting e DARVO contribuem para a confusão. Sinais da Síndrome de Estocolmo em relacionamentos Defesa do agressor: A vítima frequentemente justifica as ações do agressor ou as minimiza. Negação da violência: A vítima pode negar a existência do abuso ou culpar-se por ele. Isolamento social: A vítima tende a se isolar socialmente, dificultando a busca por ajuda. Medo de abandono: A vítima teme as consequências de deixar o relacionamento, como a solidão , insegurança e dependência. Diagnóstico da Síndrome de Estocolmo A Síndrome de Estocolmo, embora seja um fenômeno amplamente discutido, não consta como diagnóstico no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). No entanto, os profissionais de saúde mental podem oferecer tratamento para os sintomas associados a essa experiência, como os do Transtorno de Estresse Agudo e do Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT . É relativamente frequente que as vítimas apresentem quadros como Depressão , Ansiedade , Pânico , Transtorno da Personalidade Dependente , TEPT de relacionamento , Distimia , Transtorno de Ansiedade de Separação e Transtorno Psicótico . Também costumam apresentar Apego Inseguro , comportamento de Fowning e a relação pode ter características de Folie à Deux amorosa . Os agressores , geralmente, apresentam Viés da Autoconveniência acentuada e transtornos como: Transtorno da Personalidade Antissocial , Transtorno da Personalidade Narcisista , Transtorno de Oposição Desafiante TOD , Transtorno Explosivo Intermitente , Transtorno Disruptivo da Desregulação do Humor , Transtorno Psicótico e Transtorno da Personalidade Borderline . A Síndrome de Estocolmo e os crimes passionais A Síndrome de Estocolmo revela a complexidade dos relacionamentos abusivos , desvendando os mecanismos psicológicos que levam vítimas a desenvolverem vínculos emocionais com seus agressores. Desmistifica a noção comum de que pessoas em situações de violência são passivas ou cúmplices de seus próprios sofrimentos. Também demonstra que problemas no relacionamentos amorosos podem se tornar muito mais graves do que pareciam originalmente. A romantização de crimes passionais e a atribuição de parcela da culpa às vítimas perpetuam um ciclo de violência e impedem que as pessoas oprimidas busquem ajuda. A culpa pela violência no relacionamento amoroso pertence integralmente ao agressor . A lei não considera a paixão uma justificativa para o crime. É crucial compreender que a paixão não justifica a violência e que o amor verdadeiro não causa sofrimento. Tratamento da Síndrome de Estocolmo no relacionamento O tratamento da Síndrome de Estocolmo no relacionamento demanda um processo terapêutico de longo prazo, focado em ajudar a vítima a reconhecer a natureza abusiva da relação, reconstruir sua autoestima e desenvolver habilidades para lidar com as sequelas emocionais e psicológicas, como o trauma e a dependência emocional . É relativamente comum que a vítima já tenha vivido Trauma Bonding em outras relações, seja na família, nas amizades ou na vida profissional. Por isso é importante abranger os demais vínculos traumáticos durante a psicoterapia para um tratamento mais completo. Como eu posso ajudar Posso ajudar você , que se identificou com a Síndrome de Estocolmo, a tratar as sequelas psicológicas desta vivência traumática através da psicoterapia online . Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas com a perspectiva do Cuidado Informado sobre Trauma , permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! Com empatia e acolhimento , trabalharemos juntos para que você alcance uma vida mais livre, plena e feliz! Conheça mais sobre mim neste link . Acesse meu site ou meu consultório virtual para agendar ou entre em contato pelo Whats App ! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Trauma Bonding: o que é
Trauma Bonding , Traumatic Bonding, Trauma Bond ou vínculo traumático são termos para se referir à forte ligação emocional desenvolvida a partir de um padrão de relacionamento abusivo. O "Trauma Bond" ocorre quando a vítima possui uma fixação emocional prejudicial que a mantém colada à pessoa que a machuca. O que é Trauma Bonding? O Trauma Bonding é um laço emocional disfuncional e traumático , criado a partir de um ciclo repetitivo de abuso, manipulação e reconciliação . A vítima, presa nesse padrão, estabelece um vínculo intenso com o agressor, dificultando a ruptura da relação. Os dois fatores principais que constituem o Trauma Bonding são: desequilíbrio de poder; recompensa e punição intermitentes. Isto é, a vítima está desfavorecida de alguma maneira nessa relação. E as fases agradáveis e recompensadoras são intercaladas com situações de desrespeito, punição ou sofrimento . A pessoa atingida pelo trauma permanece vinculada sem reconhecer que sofre maus-tratos porque a gentileza e o carinho demonstrados eventualmente pelo agressor são interpretados como amor ou consideração e geram esperança de mudança. Isso ocorre devido ao fenômeno cognitivo do viés de confirmação . Ou seja, a mente busca interpretar informações de maneira a confirmar uma crença, mesmo com evidências contrárias. Além disso, com a manipulação psicológica , a percepção da vítima é de ser a culpada pelos problemas. E, muitas vezes, há a sensação de que as consequências de um possível afastamento podem ser mais negativas do que a permanência na relação. O Trauma Bonding se torna um vício emocional, no qual a pessoa ferida busca incansavelmente reconhecimento ou afeto da pessoa que a machuca, tornando-se dependente dessas recompensas. Esse padrão de abuso intercalado com harmonia fortalece a conexão, impedindo o descolamento e o fim do ciclo da violência. 10 Sintomas do Trauma Bonding Não se retirar de relacionamentos que fazem mal à você; Confiar repetidamente em quem provou não ser confiável ; Aceitar ou se silenciar diante do abuso para evitar conflito ou exposição; Seguir sendo leal a quem te enganou; Querer ser compreendido por quem evidentemente não se importa ; Manter interesse, curiosidade ou obsessão por alguém que te causou dor, mesmo que já tenha se afastado; Se empenhar em ajudar pessoas que foram destrutivas; Ter sensações permanente de FOG (medo, obrigação e culpa) ; Se esforçar para que gostem de você, mesmo que estejam te usando; Desculpar, minimizar, racionalizar ou acobertar as ações prejudiciais do agressor. 4 Consequências do Trauma Bonding Um vínculo traumático (Trauma Bonding) pode ter várias consequências negativas no âmbito biopsicossocial: Problemas psicológicos , como: Depressão , Distimia , Ansiedade , TEPT: Transtorno do Estresse Pós-Traumático de relacionamento , Transtorno do Pânico , Transtorno da Personalidade Dependente , Insônia , Transtorno de Ansiedade de Separação , Compulsão Alimentar , baixa libido , irritabilidade , baixa autoestima, problemas de atenção e memória. Estresse contínuo com superprodução do hormônio cortisol, desencadeando problemas de saúde, como hipertensão arterial, diabetes, aumento de peso, imunidade baixa, inflamações e doenças psicossomáticas . Dependência emocional permanente de alguma figura de apego inconstante, obsessão amorosa ou codependência . Perpetuação do abuso nas futuras gerações. Como o conceito "Trauma Bonding" surgiu? O conceito 'Traumatic Bonding' foi usado pela primeira vez pelos psicólogos canadenses Donald Dutton e Susan Painter em um artigo de 1981, no periódico Victimology. Foi o resultado de pesquisas a respeito de laços emocionais complexos produzidos traumaticamente em esposas espancadas e em outros relacionamentos de abuso intermitente . A ideia central seguiu sendo estudada e reformulada por inúmeros outros autores até os dias de hoje. Por mais que o termo tenha se originado de mulheres sofredoras de violência física por parte dos parceiros íntimos, sabe-se que o fenômeno psicológico de conexão emocional forte com o abusador também acontece em outras situações . Tipos de Trauma Bonding: violência psicológica em casais , independente dos gêneros; filhos com pais negligentes, abusadores ou violentos; funcionários com patrões assediadores; famílias narcisistas ; amizades opressoras ou exploradoras; relação abusiva entre professor e aluno; refém e sequestrador; ambientes militares tiranos; algumas seitas ; atletas com treinadores perversos; entre vítimas e criminosos sexuais; cuidadores malévolos de crianças, deficientes, doentes ou idosos; muitas vezes, em convivência com pessoas com Transtornos da Personalidade do Eixo B: Antissocial , Narcisista , Borderline e Histriônica . Se você quer saber mais sobre vínculos traumáticos , estes outros artigos meus podem te interessar: Síndrome de Estocolmo em relacionamentos amorosos Narcisismo e Conarcisismo Folie à Deux amorosa Fawning : a bajulação como resposta ao trauma DARVO no relacionamento Triângulo dramático Tratamento do Trauma Bonding O tratamento do Trauma Bonding demanda um processo terapêutico de longo prazo, focado em ajudar a vítima a reconhecer a natureza abusiva da relação, reconstruir sua autoestima e desenvolver habilidades para lidar com as sequelas emocionais. O Trauma Bonding é mais recorrente em quem sofreu os primeiros vínculos traumáticos durante a infância , não aprendendo o que é vivenciar um relacionamento saudável . Por isso, é necessário abordar traumas primitivos com o objetivo de curar a causa-raiz e prevenir outros relacionamentos danosos ou baseados em vínculos de apego inseguros . Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com o Trauma Bonding, a tratar esta vivência traumática através da psicoterapia online . Sendo uma psicóloga experiente em casos de Trauma Bonding , estou preparada para tratar as questões relacionadas aos vínculos traumáticos , sejam eles amorosos, familiares, profissionais ou de outra natureza. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas : Psicanálise, Terapia Sistêmica, Terapia do Esquema, Cuidado Informado sobre Trauma e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficaz! T rabalharemos juntos para que você alcance uma vida mais livre, plena e feliz! Conheça mais sobre mim neste link . Acesse meu site ou meu consultório virtual para conferir o valor da sessão e agendar eletronicamente! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- TEPT de relacionamento
O Transtorno de Estresse Pós-Traumático de Relacionamento, ou TEPT de Relacionamento acontece quando o relacionamento íntimo foi fonte de dor e trauma . Os efeitos psicológicos do abuso podem permanecer por muito tempo após o término do relacionamento , desencadeando os sintomas do TEPT de Relacionamento. O que é TEPT de relacionamento? O termo TEPT de relacionamento tem um paralelo com o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) clássico , uma condição de saúde mental desencadeada após experienciar ou testemunhar eventos graves e traumáticos . No caso do TEPT de relacionamento, o trauma aconteceu especificamente no campo do relacionamento amoroso . Embora o TEPT de relacionamento não seja oficialmente reconhecido como um transtorno mental específico, cada vez mais tem se percebido a recorrência dos sintomas em pessoas que estiveram expostas a comportamentos abusivos contínuos e repetidos por parte de namorados ou cônjuges. Um relacionamento abusivo é marcado por violência psicológica , física, sexual, verbal, patrimonial ou moral. Qualquer forma ou grau de violência tem o potencial de causar traumas profundos e duradouros, ocasionando os sintomas de TEPT de relacionamento após o período do encerramento da relação. Terminar o relacionamento pode parar o abuso, mas os efeitos do trauma vivido podem continuar reverberando muito depois do fim . Inclusive atrapalhando ou impedindo que a pessoa se envolva romanticamente outra vez ou confie nas pessoas novamente. Sintomas do TEPT de relacionamento Lembranças intrusivas dos abusos sofridos durante o relacionamento; Evitação de pensamentos, pessoas, conversas, coisas, situações, lugares e demais gatilhos que lembrem o abusador ou os traumas; Reações intensas a estímulos associados ao ex-parceiro ou à relação; Sensação como se as vivências dolorosas estivessem acontecendo novamente ; Amnésia de parte dos abusos; Hipervigilância , sensação de ameaça e pensamentos catastróficos; Autoimagem negativa, autoculpa e desesperança; Desinteresse por atividades significativas; Distanciamento ou desconfiança dos outros; Desregulação emocional; Problemas de concentração e memória ; Pesadelos e insônia . Gatilhos do TEPT de relacionamento Gatilhos são estímulos ou situações que evocam memórias ou emoções angustiantes ligadas ao trauma. Podem tanto ter muita semelhança com a violência sofrida, quanto parecer não ter relação nenhuma. SONS: ouvir certos sons particulares que tragam memórias de sofrimento . Ouvir uma música que lembra a relação, alguém com um timbre de voz parecido com o do abusador, uma porta batendo que lembra um costume do ex-parceiro quando estava irritado ou ouvir uma notícia na TV sobre violência doméstica são alguns exemplos. IMAGENS: visualizar certos objetos ou situações. Por exemplo: ver uma foto antiga do ex, se deparar com um carro da mesma cor e modelo que o abusador possuía e assistir a um filme com cenas de violência. LUGARES: estar em locais que o casal frequentou ou onde a violência ocorreu . Passar em frente à casa do ex-parceiro ou a um restaurante que ambos frequentavam são exemplos de gatilhos. CHEIROS: sentir aromas, perfumes ou qualquer cheiro que traga uma memória olfativa relacionada às violências sofridas, pode despertar sintomas de TEPT de relacionamento. DATAS: sejam datas especiais , como aniversários, Natal e dia dos namorados, até mesmo datas de acontecimentos traumáticos durante a relação. A proximidade com estes dias, em anos subsequentes, pode ativar uma série de sintomas pós-traumáticos. PESSOAS: conviver ou ver pessoas que lembrem os traumas . Por exemplo: avistar alguém na rua com um biotipo parecido com o do abusador ou encontrar com um parente dele. INTIMIDADE: algumas pessoas desencadeiam diversas reações físicas e emocionais desagradáveis quando estão se aproximando de outra pessoa , seja em um contexto romântico ou não. Exemplos: sentir repulsa quando um amigo se mostra interessado em ajudar, sentir pânico em um momento de intimidade sexual, ficar com medo de se apaixonar. VIVÊNCIAS ABUSIVAS: qualquer situação que seja também abusiva , mesmo fora do âmbito amoroso. Exemplos: presenciar um chefe humilhando um colega de trabalho, ser ridicularizado em uma conversa social e ser perseguido por um assaltante. SENSAÇÕES: sentir emoções similares às vividas durante os abusos, como abandono, impotência, injustiça, pressão, medo, raiva, etc. Causas do TEPT de relacionamento Violência: experiência de algum tipo de violência física, psicológica, verbal, sexual , financeira (patrimonial) ou moral dentro de um relacionamento afetivo é a principal causa de TEPT de relacionamento . Lembrando que há violências mais escancaradas como um espancamento, assim como outras não tão evidentes, como o sarcasmo e a difamação. Muitas vítimas de violência por parceiro íntimo desconhecem, não percebem ou minimizam a violência sofrida. Algumas vezes, após o fim do relacionamento é que se dão conta do quanto estavam sendo maltratadas. Traição e violação da confiança: é um tipo de violência psicológica frequente em relacionamentos abusivos. Seja a traição emocional , sexual ou outro tipo de deslealdade , como a quebra de um combinado, pode destruir a confiança e ser muito traumatizante. Manipulação: é um tipo de violência psicológica na qual o abusador procura enganar e obter vantagem para si em detrimento do bem estar da outra pessoa. Manifestações comuns são: mentir , omitir, induzir, mascarar, esconder, trapacear, ameaçar , chantagear, alimentar falsas esperanças, se aproveitar , prometer e não cumprir e DARVO . Conflitos recorrentes: viver em uma relação com estresse persistente , como problemas amorosos crônicos, discussões, hostilidade, abuso reativo , cobranças e atritos é potencialmente traumatizador. Nesses casos é comum a presença de violência verbal ou moral, como xingamentos e julgamentos morais para humilhar. Negligência: quando pensamos em trauma, imaginamos que algo ruim aconteceu. Mas um trauma pode ser gerado por algo bom que deixou de acontecer no relacionamento. Por exemplo, é suposto que em um relacionamento amoroso exista atenção, companheirismo, cuidado, prioridade e presença. A falta disso, ou seja, a negligência, também tem potencial traumático. Como tratar o TEPT de relacionamento? O tratamento do TEPT de relacionamento demanda um processo de psicoterapia , focado no tratamento das sequelas emocionais do relacionamento traumático, como os sintomas descritos neste artigo ou depressão , ansiedade e distimia . É relativamente frequente que pessoas traumatizadas por relacionamentos íntimos estiveram ligadas ao ex-parceiro através do fenômeno do trauma bonding , codependência , triângulo dramático ou estilo de apego inseguro . Por isso, faz parte do tratamento investigar traumas oriundos de vínculos traumáticos anteriores, com o objetivo de curar a causa-raiz e prevenir outros relacionamentos abusivos no futuro. Se você está tendo sintomas de TEPT de relacionamento permita-se receber o apoio profissional psicológico que você necessita para se libertar das marcas do passado. Trilhar um novo caminho envolve desenvolver ferramentas para processar os traumas, entender os padrões, reconstruir a autoestima e a confiança nas pessoas. Como eu posso ajudar Posso ajudar você , que se identificou com este artigo, a tratar os sintomas do TEPT de relacionamento através da psicoterapia online . Possuo bastante experiência e conhecimento em r elacionamento abusivo porque ao longo da minha carreira atendi muitos casos com essa temática. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal , Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas . Costumo adaptar o tratamento psicológico às necessidades de cada paciente, por isso trabalho com diferentes abordagens terapêuticas : Psicanálise, Terapia Sistêmica, Cuidado Informado sobre Trauma e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Você pode agendar a primeira sessão diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Lá é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Como psicóloga, ficarei feliz em te ajudar!
- Método Gottman na Terapia de Casal
O método desenvolvido pelo casal de psicólogos John e Julie Gottman é uma abordagem para Terapia de Casal baseada em pesquisas científicas . Seu objetivo principal é estabelecer uma base sólida para a união, otimizar a comunicação entre o casal, facilitar a resolução de conflitos e fortalecer a conexão emocional . Para que serve o método Gottman na terapia de casal? A terapia de casal através do método Gottman é estruturada para promover melhorias em três pilares cruciais do relacionamento amoroso, evitando insatisfações conjugais ou um término : Amizade: Fomentar uma ligação genuína e um conhecimento profundo do mundo interior do parceiro. Gestão de conflitos: Desenvolver habilidades eficazes para lidar com desentendimentos e outros problemas de relacionamento . Criação de objetivos em comum: Construir uma visão unificada para o futuro e trabalhar juntos para alcançá-la. Princípios essenciais do Método Gottman O cerne do Método Gottman reside na teoria da "Casa do Relacionamento Saudável" , uma estrutura que ilustra os 7 elementos fundamentais para um relacionamento próspero e duradouro. Na terapia de casal serão avaliados e trabalhados esses aspectos, sendo cada um representado em um andar da casa: Construindo mapas do amor : Significa conhecer profundamente o universo interior do seu cônjuge: seus sonhos, desejos, história, preocupações e alegrias. Estar atento aos detalhes da vida do outro é a fundação para a intimidade e uma forte amizade. Casais felizes têm um conhecimento detalhado do mundo de seu parceiro. Se esse mapa está incompleto, é crucial começar a construí-lo. Nutrindo carinho e admiração : Envolve a prática consciente de expressar apreciação e sentimentos positivos em relação ao parceiro. Além de cultivar a gentileza e boa vontade. Voltando-se um para o outro em vez de se afastar : Refere-se à maneira como os parceiros respondem às tentativas de conexão e busca por atenção um do outro. Em vez de ignorar ou rejeitar, o casal se volta para o outro , aceitando os convites de ligação emocional que surgem nos momentos cotidianos. Perspectiva positiva : Trata-se de manter uma visão otimista sobre o relacionamento e sobre o parceiro, evitando interpretar ações neutras de forma negativa. Desenvolver essa mentalidade constrói um padrão de percepção positiva da relação. Gerenciando conflitos : Implica em aprender formas saudáveis de lidar com as divergências e encontrar soluções para os problemas. Casais felizes atuam como uma equipe , levando em consideração os sentimentos e a perspectiva um do outro. É fundamental aceitar a influência do parceiro, pois a vida é compartilhada e a opinião de um não deve ser anulada. Ambos têm o direito de expressar seus pontos de vista igualmente. Se houver discordância, é necessário dedicar mais tempo à conversa para chegar a um consenso , evitando manipulação, opressão, violência psicológica , DARVO , triângulo dramático ou discussões. O diálogo e a prática do controle da raiva são essenciais. Além disso, é importante manter a comunicação aberta sobre problemas persistentes, reconhecendo que nem todos os conflitos são solucionáveis. O que deve ser evitado a todo custo são práticas comuns em relacionamentos abusivos : a crítica, a defensividade, o menosprezo e a obstrução. Tornando os sonhos da vida realidade: Consiste em apoiar e honrar os objetivos e as aspirações pessoais de cada um. É vital criar um ambiente onde ambos se sintam seguros para compartilhar suas esperanças, valores e ideias. Ao integrar esses aspectos na dinâmica do relacionamento, o casal pode alcançar seus objetivos individuais e conjuntos com o apoio mútuo . Muitas vezes, os impasses em um relacionamento têm como pano de fundo sonhos não realizados, daí a importância deste tópico. Criando significado compartilhado: Envolve o estabelecimento de rituais, valores e um senso de propósito que sejam construídos em conjunto e que sejam satisfatórios e reconfortantes para ambos . Saiba sobre a Teoria Triangular do Amor Saiba sobre a Teoria da Troca Social em relacionamentos amorosos Pilares fundamentais da relação sadia No Método Gottman para terapia de casal, dois pilares sustentam a "Casa do Relacionamento Saudável" e auxiliam os casais a percorrerem seus sete andares: Confiança: A confiança se desenvolve através de experiências positivas, comunicação honesta e demonstração de responsabilidade . Saber que se pode contar com o outro em qualquer momento de necessidade, que ambos são verdadeiros e capazes de cumprir promessas e expectativas. É um estado alcançado em que cada parceiro tem a convicção de que o outro age e pensa com o objetivo de maximizar os benefícios conjuntos e não apenas os próprios. Em outras palavras, sentir que "meu parceiro me apoia e está sempre ao meu lado" . Comprometimento: Representa a atitude de se dedicar com responsabilidade ao relacionamento e ao parceiro. Uma pessoa comprometida cumpre seus acordos , participa ativamente e se esforça para alcançar os objetivos em comum. Ser comprometido é agir com seriedade e constância e demonstrar, através de palavras e ações, que ambos estão engajados no relacionamento . Isso implica que, se as coisas se tornarem difíceis, o casal trabalhará junto para melhorar a situação. É como uma promessa mútua onde ambos honram os acordos da relação e promovem um vínculo de apego seguro . Se você se identifica com os princípios do Método Gottman e deseja fortalecer seu relacionamento amoroso, aprimorar a comunicação e aprofundar a conexão com seu parceiro, considere agendar um horário para iniciar a terapia de casal online . Sou especialista em Terapia de Casal e posso guiar vocês na aplicação prática dessas ferramentas para construir uma relação mais saudável e feliz . Saiba mais como funciona a terapia de casal Conheça a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Conheça as vantagens da terapia online Como agendar É possível marcar a sua primeira sessão de Terapia de Casal comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual . Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT): passo a passo
O que é a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT), Terapia Focada nas Emoções (EFT) para Casais ou Emotionally Focused Couples Therapy (EFCT) se originou da abordagem psicológica humanista EFT ( Emotionally Focused Therapy ). Baseada em evidências e estruturada principalmente na Teoria do Apego , busca facilitar a criação de conexões emocionais seguras . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) desenvolve a consciência emocional , com foco no reconhecimento e expressão eficaz de necessidades emocionais , promovendo um vínculo de apego seguro entre os parceiros amorosos. Qual o objetivo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A terapia EFT direciona o olhar para as emoções e a forma como as expressamos e comunicamos dentro do relacionamento amoroso, reconhecendo a poderosa influência dessas emoções nos padrões de interação do casal . A terapia também entende a emoção não apenas como parte do problema, mas como um motor fundamental para a mudança positiva . Embora as emoções possam fortalecer nossos laços e a maneira como reagimos aos nossos parceiros, elas também podem gerar consequências danosas quando mal gerenciadas e levar a diversos problemas de relacionamento . Quando um casal briga, as discussões podem parecer familiares porque costumam seguir um certo padrão , mesmo que o assunto seja diferente. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) oferece um caminho para identificar esse padrão e reconhecer que, por trás dele, existem necessidades emocionais importantes que precisam ser cuidadas, especialmente a de se sentir seguro e conectado com a pessoa amada. Um dos objetivos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é criar um vínculo emocional seguro entre o casal. A Dra. Sue Johnson , uma das principais idealizadoras da EFT, nos lembra que a maioria dos conflitos conjugais não se resume a questões triviais. No fundo, a pergunta que ecoa é: "Você está ao meu lado quando eu realmente preciso de você?" . A base da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) No coração da EFT reside a Teoria do Apego de John Bowlby . Essa teoria nos revela uma verdade fundamental sobre a natureza humana: desde o nascimento, somos programados para buscar e manter laços emocionais íntimos com pessoas importantes em nossas vidas. Assim como uma criança precisa de uma conexão segura com seus cuidadores para se desenvolver de forma saudável, os adultos anseiam por um vínculo emocional seguro com seus parceiros para se sentirem protegidos e completos . Quando essa conexão se sente ameaçada, experimentamos a "angústia de separação" . Em resposta a essa angústia, podemos adotar diferentes padrões de comportamento: Alguns de nós se tornam "perseguidores" ( apego ansioso ), buscando incessantemente a reconexão, muitas vezes de forma intensa ou demandante. Outros se tornam "retraídos" ( apego evitativo ), buscando se proteger de uma possível rejeição, fechando-se emocionalmente . Imagine a seguinte dinâmica: um parceiro busca conexão, mas de maneira crítica ou acusatória . O outro, sentindo-se atacado e por desencadear sentimentos de inadequação e abandono, se afasta para se autoproteger ou preservar o relacionamento. Esse afastamento, por sua vez, faz com que o primeiro parceiro busque ainda mais contato e de modo mais intenso , aumentando o distanciamento e sofrimento para ambos. Eles se encontram presos em um ciclo repetitivo onde cada um, sem intenção, acaba ferindo o outro. Tipos mais comuns de ciclos negativos em casais Perseguição-Retraimento: Este é um ciclo negativo em que um dos parceiros se torna o " perseguidor " , muitas vezes manifestando raiva , críticas ou uma necessidade constante de atenção , enquanto o outro adota uma postura de "retraidor" , r eagindo com silêncio , atitude defensiva ou tentativas de evitar confrontos . O "perseguidor" se sente abandonado e desconectado, enquanto o "retraído" se sente sob ataque e pressionado . Afastamento-Afastamento: Neste ciclo, ambos os parceiros se afastam emocionalmente , evitando interagir e conversar, levando a sensações mútuas de solidão, abandono e desesperança . Em geral, ocorre quando o "perseguidor" desiste de tentar chamar a atenção do "retraído" por estar emocionalmente esgotado . Ataque-Ataque: Os dois parceiros se tornam mais críticos e agressivos um com o outro. Geralmente um está buscando contato incansavelmente, sob efeito do apego ansioso ("perseguidor"), enquanto o outro ("retraído") pode estar atacando como reação defensiva . O padrão dominante do segundo parceiro ainda é o de retraimento e voltará a atacar quando se sentir provocado . Como funciona Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? O foco principal da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é identificar e transformar os ciclos negativos de interação do casal em um padrão mais seguro e acolhedor , promovendo a abertura emocional e uma conexão genuína entre os parceiros. Uma vez que esse ciclo destrutivo se torna claro para o casal, a terapeuta , atuando como uma guia neutra e oferecendo um espaço de aceitação incondicional, auxilia ambos os parceiros a diminuírem a intensidade dos conflitos e evitarem a escalada , mirando alcançar a saúde do relacionamento . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) acontece em três estágios distintos na jornada da terapia, cada um com passos específicos que guiam o processo terapêutico. Os 3 estágios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Desescalada de ciclos negativos O objetivo principal desta fase é ajudar o casal a identificar os padrões negativos que os aprisionam em discussões prejudiciais. Inicialmente, pode ser desafiador interromper completamente esses ciclos, mas o foco está em diminuir sua intensidade . Casais que antes se viam em constante hostilidade começam a encontrar um terreno menos combativo para se relacionar. É como se o volume da discussão fosse abaixado, permitindo que ambos se ouçam melhor . Reestruturação do vínculo O foco da terapia se desloca para a construção ativa de uma comunicação que fortalece o vínculo. O objetivo é cultivar um sistema de apego positivo , onde os parceiros se sintam sintonizados com as necessidades um do outro e capazes de responder com empatia . Nesse processo, observamos um reengajamento daquele parceiro que tendia a se retrair, e um abrandamento daquele que costumava acusar ou criticar. Consolidação e integração Na fase final da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) , o casal começa a encontrar novas soluções para os problemas antigos que antes pareciam insolúveis. Em um espaço de maior calma e segurança emocional, cada parceiro consegue estar mais presente e atento aos sentimentos e necessidades do outro. Os 9 passos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Passo 1: Avaliação inicial do relacionamento Nesta etapa introdutória, a terapeuta busca compreender a fundo os principais desafios que o casal enfrenta e os padrões negativos que se repetem em suas interações. O objetivo é que ambos se sintam compreendidos e que suas reações façam sentido dentro da sua vivência da relação. Também será avaliado se há codependência , violência psicológica e outros problemas de comunicação. Passo 2 – Identificação do ciclo negativo e os problemas de apego A terapeuta ajuda o casal a enxergar o ciclo negativo em que o casal está preso, o que causa distanciamento e sofrimento. Nesta fase, eles começam a perceber o relacionamento de uma forma mais sistêmica , compreendendo que ambos desempenham um papel , através de suas reações, na perpetuação da dor. Passo 3 – Acessando as emoções implícitas Uma vez que o casal entende o ciclo, a terapeuta os convida a explorar as emoções mais profundas e, muitas vezes, ocultas por trás da raiva ou do afastamento. O objetivo é trazer à tona as emoções primárias de vulnerabilidade, as necessidades de conexão e os medos que antes eram invisíveis ou não expressos. Ao explorar esses sentimentos que guiam seus comportamentos no ciclo, os parceiros aprendem a comunicar suas necessidades de apego de maneira mais clara e positiva, o que, por sua vez, pode evocar cuidado e compaixão no outro. Passo 4 – Reformulação Neste passo, em vez de culpar um ao outro, eles aprendem a ver o ciclo negativo em si como o inimigo a ser combatido. Ao reformular o problema em termos da experiência emocional de cada um, o casal consegue se distanciar do ciclo destrutivo, entender a origem das reações e evitar respostas automáticas e defensivas . Com essa nova perspectiva, o objetivo de desescalada do ciclo é alcançado, preparando o terreno para o próximo estágio ( Reestruturação do vínculo ). Passo 5 – Acesso às necessidades implícitas, medos e modelos do eu Agora, os parceiros são convidados a mergulhar ainda mais fundo em suas emoções de apego e a entender como elas moldam seu relacionamento. O objetivo é que ambos compreendam seus próprios desejos e necessidades como indivíduos, promovendo uma melhor autoconsciência que, por sua vez, enriquece a compreensão mútua . Cria-se um espaço seguro para expressar sentimentos, anseios e necessidades. Cada um é encorajado a explorar e identificar seus comportamentos de autoproteção , como o retraimento ou a busca crítica. Afinal, muitas pessoas entram em relacionamentos com traumas anteriores e certas ações do parceiro atual ativam defesas inconscientes . Ao suspender temporariamente essas defesas e se conectar com seus medos e inseguranças, os parceiros se tornam mais conscientes de aspectos de si que tentavam silenciar ou evitar . Passo 6 – Promover a aceitação da outra pessoa O foco aqui é incentivar a aceitação da experiência emocional do parceiro . A terapeuta auxilia cada um a compreender as emoções do outro para que possam acolhê-las com mais empatia . Promove-se a aceitação das vulnerabilidades e medos do parceiro, reforçando a ideia de que expor essas fragilidades não diminui o amor ou o respeito na relação, mas, ao contrário, fortalece a intimidade . A experiência de compartilhar essas vulnerabilidades e ser recebido com empatia e compaixão, em vez de rejeição, é transformadora ! Para o parceiro que se retrai, esse é um passo fundamental para receber aquilo que sempre desejou: aceitação incondicional , reconhecimento de seus esforços e validação de seus sentimentos e opiniões. Conheça a Casa do Relacionamento Saudável do Método Gottman para terapia de casal Passo 7 – Estruturando novos padrões Neste momento, o casal começa a praticar novas formas de interagir , mais positivas, seguras e responsivas às necessidades um do outro. O objetivo é estruturar um ciclo de interação mais saudável , onde ambos se sintam à vontade para expressar seus desejos e necessidades de apego de maneira adequada . Cada parceiro é ajudado a superar seus medos de expressar suas necessidades de conexão , com a confiança de que o outro será capaz de ouvi-las e atendê-las. Isso permite um envolvimento mais pleno e autêntico no relacionamento, com a sensação de que não é preciso esconder partes de si para manter o amor e o respeito do parceiro. Em vez de se afastarem quando os medos e inseguranças surgem, eles agora podem se voltar um para o outro, buscando apoio e compreensão . Essa nova dinâmica de conexão encoraja o parceiro que buscava mais proximidade a se sentir menos sozinho e mais seguro para também se abrir sobre seus próprios medos, confiando que será recebido com cuidado e disponibilidade . Alcançando esse passo, estão prontos para seguir para o estágio seguinte: Consolidação e Integração . Passo 8 – Desenvolver novas soluções para problemas recorrentes Nesta fase, o casal começa a criar ativamente novas maneiras de lidar com os problemas que os levaram à terapia. Em vez de cair nos velhos padrões destrutivos , eles aprendem a se comunicar de forma mais eficaz, evitando que os conflitos se acumulem. A terapeuta auxilia o casal a desenvolver estratégias para expressar suas necessidades e preocupações. Passo 9 –Consolidação do novo ciclo de interação O último passo é dedicado a consolidar o novo ciclo de interação que o casal construiu ao longo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). Novas formas de se relacionar levam tempo e esforço para se tornarem automáticas . O objetivo é que a segurança emocional e os novos padrões de apego se tornem a base sólida para um relacionamento duradouro e feliz . SAIBA MAIS: Preparei esse material com exemplos práticos para ajudar casais na substituição do ciclo negativo por um ciclo positivo, com base na EFT para casais: Quero começar uma Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Se você se identificou com os princípios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) como abordagem de tratamento para o seu relacionamento amoroso, considere agendar um horário comigo para iniciar a terapia de casal online . Tenho bastante experiência em Terapia de Casal e posso guiar vocês na aplicação prática dessas ferramentas para construir uma relação mais saudável e estável . Saiba como funciona a terapia de casal Conheça as vantagens da terapia online Saiba qual o tipo de amor vocês têm Como agendar É possível marcar a sua primeira sessão de Terapia de Casal comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual . Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Vocês podem consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga online para trauma
Ana Carolina Mainetti, psicóloga online especialista em trauma Olá! Sou a psicóloga Ana Carolina Mainetti , psicóloga online especialista em traumas. Com mais de 18 anos de experiência, ajudei milhares de pessoas a compreender os efeitos dos traumas e alcançar uma vida mais significativa apesar das coisas difíceis que aconteceram. Como me tornei psicóloga online especializada em trauma Ao longo da minha jornada como psicóloga, me especializei em 3 abordagens: Psicanálise , Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia Sistêmica. Os traumas deixam marcas profundas conscientes e inconscientes, por isso gosto muito de usar a teoria psicanalítica para compreender meus pacientes. A TCC é muito útil para ajudar a lidar com os efeitos dos traumas através de ferramentas práticas para mudanças cognitivas e de comportamento. Como muitos traumas se originam da vida familiar ou amorosa, a abordagem Sistêmica consegue correlacionar as vivências interpessoais com o psiquismo. Além dessas, fiz também outras duas especializações: em Neuropsicologia e em Psicossomática . Sabemos que pessoas traumatizadas têm modificações neuropsicológicas que afetam o dia a dia. E é relativamente frequente que pessoas que passaram por traumas desenvolvam doenças psicossomáticas, por isso meu olhar terapêutico considera esses efeitos. Acredito que a evolução profissional é um compromisso que tenho com meus pacientes. Por isso, dedico parte do meu tempo ao estudo e à participação em cursos e congressos . Ao me manter atualizada, consigo oferecer um atendimento mais completo e abrangente. Essa busca incessante por conhecimento me permite retribuir a confiança que meus pacientes depositam em mim. Aqui você pode conhecer meu currículo completo . Escrevendo sobre trauma Acredito que a construção de uma sociedade mais justa e feliz passa pela saúde mental . Por isso, além de atender meus pacientes individualmente e em casal, dedico meu tempo a compartilhar meu conhecimento escrevendo artigos, textos e capítulos de livros sobre psicologia. O tema do trauma me interessa tanto, que escrevi um capítulo de um livro sobre as consequências neuropsicológicas nas pessoas com Transtorno do Estresse Pós-Traumático. O livro é open acess , então você pode baixar clicando abaixo e procurar pelo o capítulo 12. Também escrevi sete artigos sobre trauma que você pode ler online, basta clicar: O que é trauma psicológico, sintomas e como lidar Transtorno de Estresse Pós-Traumático TEPT: quando os sintomas do trauma não vão embora Trauma e Pós-Trauma: é importante conhecer e tratar Cuidado Informado sobre Trauma TEPT de relacionamento Fawning: a bajulação como resposta ao trauma Trauma Bonding: o que é Psicóloga Ana Carolina Mainetti Como eu posso te ajudar Em cada sessão de terapia online , busco proporcionar um momento terapêutico acolhedor e confidencial para você trabalhar as feridas emocionais e os desafios decorrentes dos traumas. Se você passou por situações difíceis, como: traumas na infância; violência; abandono ou negligência; acidentes ou tragédias; perdas; traumas em relacionamentos; traição emocional ; ou outras experiências dolorosas Eu posso te ajudar! Agende sua sessão online comigo. Através de um tratamento psicológico personalizado, podemos construir um caminho de resiliência e transformação. Aqui no meu site você pode saber mais detalhes sobre valor da sessão e agendamento; No meu consultório virtual , você pode agendar sua sessão diretamente no sistema; Psicóloga online: terapia de onde você estiver São mais de 18 anos de experiência em Psicologia , com tantos atendimentos presenciais individuais, de casal e de grupos, que perdi as contas de quantas pessoas já ajudei! No entanto, a plataforma Zenklub , que adotei como ferramenta de trabalho para atendimento online desde 2017 , me permitiu registrar mais de 11 mil atendimentos virtuais ! É um marco que demonstra a eficácia e a praticidade da terapia online para a saúde mental. A terapia online me permite construir pontes e promover a inclusão, oferecendo um cuidado psicológico de qualidade para brasileiros e lusófonos de todas as partes do mundo . Uma das grandes vantagens da terapia online é a flexibilidade para os pacientes. Com apenas um computador ou celular conectados à internet , você pode realizar sessões a qualquer hora e lugar, sem a necessidade de se deslocar. Será uma satisfação destinar minha experiência e meu conhecimento em trauma para te ajudar ! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Como se preparar para sua sessão de terapia online para tratar traumas 1- Escolha um espaço só seu: Busque um local tranquilo e reservado onde você se sinta à vontade para falar abertamente, sem interrupções ou preocupações com a privacidade. Se houver outras pessoas em casa, usar fones de ouvido pode ajudar a criar esse espaço seguro e confidencial. 2- Prepare seu equipamento: Certifique-se de que seu computador ou celular esteja carregado e funcionando corretamente. Tenha um carregador por perto. Um suporte para o celular pode ser útil para mantê-lo posicionado de forma confortável. Fechar outras abas ou aplicativos e desativar notificações no seu dispositivo pode te ajudar a manter o foco na sessão. 3- Verifique sua conexão: Garanta que sua internet esteja funcionando bem e estável para evitar interrupções na chamada. Se possível, tenha um plano B, como os dados móveis do seu celular, caso o Wi-Fi falhe. 4- Tenha tudo o que precisa por perto: Deixe ao seu alcance itens que podem te fazer falta durante a sessão, como um copo d'água, um caderno e caneta para anotações importantes, e lenços de papel, se você sentir que pode precisar ao tocar nos assuntos mais delicados. 5- Reflita sobre o que quer abordar: Antes da sessão, reserve um momento para pensar sobre como os efeitos dos traumas se manifestam em você e outros motivos que queira tratar na terapia . Anotar alguns pontos pode te ajudar a aproveitar melhor o tempo da sessão. 6- Fale abertamente: Fique tranquilo, pois ajudarei você a se sentir à vontade para falar. Exponha seus pensamentos e sentimentos de forma espontânea e verdadeira. Permita-se expressar suas emoções, mesmo as mais dolorosas e angustiantes. Combine comigo a frequência das sessões e compareça à terapia regularmente. 7- Disponha-se à mudança: Esteja aberto a novas perspectivas e à possibilidade de mudar padrões de pensamento ou comportamento. As sequelas dos traumas vão diminuindo conforme você vai expressando suas dores e aplicando as orientações psicológicas em sua vida. 8- Aproveite os benefícios: Permita-se vivenciar um processo de autoconhecimento e crescimento pós-traumático. Com o apoio da terapia, você pode alcançar o bem-estar que merece. Aguardo você!
- Abuso reativo
O que é Abuso Reativo? Ser chamado de abusivo por reagir a um abuso, envolver-se em discussões intensas após ser constantemente provocado , explodir emocionalmente depois de repetidas humilhações, defender-se de forma enérgica contra acusações injustas e ser rotulado como o agressor : esse é um cenário que representa o chamado " abuso reativo ". Pessoas que vivenciam abuso contínuo, seja ele emocional, psicológico ou físico, podem chegar a um ponto onde reagem às agressões de maneiras que também são abusivas. Frequentemente, a pessoa que comete o abuso primário utiliza essas reações como " prova " de que a vítima é quem está sendo abusiva, invertendo os papéis e perpetuando um ciclo de manipulação, gaslighting e triângulo dramático . 4 características do Abuso Reativo: 1- Explosão emocional após intensa provocação; 2- Reação de defesa perante acusações ou ataques; 3- Sentimento de culpa ou confusão por ter "perdido o controle"; 4- Utilização da reação pela pessoa abusiva primária para manipular a situação. Em relações abusivas , a pessoa que abusa pode intencionalmente provocar a vítima até que ela reaja, muitas vezes de forma explosiva. Esse momento de reação é então usado pelo opressor para distorcer a realidade , fazendo com que a vítima se sinta culpada e os outros ao redor acreditem que ela é a pessoa problemática ou agressiva na relação. Como identificar o Abuso Reativo? É fundamental analisar o contexto e o histórico da situação para identificar o abuso reativo. O abuso reativo geralmente é precedido por um período de abuso ou provocação contínua. É importante observar se existe um padrão de manipulação por parte da pessoa que inicialmente comete o abuso, utilizando a reação da vítima para se vitimizar e desviar a atenção de seu próprio comportamento, invertendo os papéis de vítima e agressor . É necessário diferenciar o abuso reativo do abuso primário , onde a agressão é iniciada sem provocação e com o objetivo de controlar, intimidar, enganar ou prejudicar a outra pessoa. Consequências do Abuso Reativo O abuso reativo pode trazer diversas consequências negativas para a vítima. Além do sofrimento emocional de estar em uma situação abusiva, a pessoa pode desenvolver sentimentos de culpa, vergonha e confusão por suas próprias reações. A manipulação sofrida pode levar à perda de autoconfiança e à dificuldade em confiar no próprio julgamento. Podem surgir quadros depressivos , ansiosos , problemas alimentares, no sono, baixa autoestima, doenças psicossomáticas e outras questões de ordem emocional. Em relacionamentos românticos , o abuso reativo pode intensificar os conflitos e levar a uma naturalização da violência psicológica , inclusive prejudicando o desenvolvimento infantil quando têm filhos. Quando o casal está unido por um vínculo traumático , apego inseguro ou codependência cria-se um ciclo vicioso negativo difícil de quebrar. No caso do término do relacionamento, é comum o desencadeamento do TEPT de relacionamento ou o ingresso em outro relacionamento com uma dinâmica violenta similar. O ciclo do Abuso Reativo O ciclo do abuso reativo geralmente começa com a pessoa abusiva exercendo algum tipo de poder ou controle sobre a vítima, seja através de palavras, ações ou manipulação emocional. Essa conduta provoca uma reação na vítima, que pode variar de um afastamento a uma explosão emocional . A pessoa abusiva, então, se aproveita dessa reação para reafirmar seu papel de vítima ou para justificar seu comportamento abusivo, perpetuando o ciclo . A pessoa abusiva primária geralmente apresenta questões psicológicas prévias e não tratadas, como transtorno disruptivo de humor , transtorno explosivo , transtorno por uso de substância, vícios e transtornos da personalidade: narcisista , antissocial ou borderline . A busca por apoio psicológico é fundamental para as duas partes. A psicóloga pode ajudar a identificar os padrões abusivos, a compreender as próprias reações e a desenvolver estratégias para lidar com a situação de forma segura e saudável. Um alerta importante : se você está sendo vítima de violência por parte de um parceiro íntimo , conheça seus direitos e como a lei pode te proteger! Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga e terapeuta de casal, com terapia online individual ou de casal . O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá é possível verificar o preço da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Será uma satisfação destinar minha experiência em relacionamentos amorosos e meu conhecimento em saúde mental para ajudar ! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga especialista em traição amorosa
A terapia com uma psicóloga especialista em traição é fundamental para processar as emoções intensas que surgem com a infidelidade amorosa . Psicóloga especialista em traição amorosa Sou a Ana Carolina Mainetti , psicóloga especialista em relacionamentos amorosos e em casos de traição . Com mais de 18 anos de experiência, ajudo pessoas e casais no encontro de mais felicidade e equilíbrio em suas vidas amorosas . Neste texto, você poderá saber de que maneiras posso ajudar! Terapia para o casal Em muitos casos, a terapia de casal é o caminho, quer o objetivo seja a reconciliação ou a separação madura . A psicóloga especialista em traição irá: 1) Auxiliar na reconstrução, se o casal optar por seguir junto: Gerenciando as emoções intensas e diversas (raiva, medo, culpa, desconfiança, etc.) que podem levar a conflitos, abuso reativo , violência psicológica , dificuldades de comunicação ou sexuais e dinâmica vítima-vilão . Promovendo a reconexão e a criação de um novo senso de segurança psicológica . Garantindo um espaço seguro onde o casal possa verbalizar a dor e o arrependimento. 2) Facilitar a separação, se o casal optar pelo fim : Oferecendo um ambiente terapêutico para a exposição de sentimentos e o encerramento do ciclo de forma respeitosa. Mediando conversas sobre os desdobramentos práticos da separação para que ocorram de forma madura. Terapia para a pessoa traída A traição é uma violação da conexão humana e do senso de segurança, podendo gerar uma crise emocional profunda e reações psicológicas de trauma e Transtorno do Estresse Pós-Traumático ( TEPT ) A psicóloga especialista em traição irá: 1) Validar e processar o luto: Ajudando a pessoa traída a verbalizar a dor e a vivenciar o luto pela perda do relacionamento ideal e da confiança. Trabalhando na prevenção de problemas de saúde mental, como ansiedade , depressão e TEPT de relacionamento . 2) Recuperar a autoimagem e a segurança: Auxiliando a pessoa a processar o trauma e a reconstruir a sensação de segurança . Trabalhando a vulnerabilidade e a disposição de se conectar novamente com o parceiro (se for o caso) ou com outras pessoas. 3) Avaliar o perdão e a reconciliação: Apoiando o complexo processo interno de perdão (que não significa apagar a memória, confiar imediatamente ou se reconciliar). Ajudando a avaliar se o parceiro demonstra comprometimento e mudanças consistentes que viabilizem um relacionamento saudável ou se o fim do relacionamento é o melhor caminho. Terapia para o parceiro que traiu Para a pessoa que traiu, é indicada uma transformação pessoal baseada em honestidade, autenticidade e consistência . A psicóloga especialista em traição irá: 1) Promover o reconhecimento e a responsabilidade: Trabalhando os 5 R's do pedido de desculpa (Reconhecimento, Responsabilidade, Remorso, Reparação e Repetição) para garantir que o pedido seja orientado para a dor da vítima , sem minimização ou justificativas. Enfatizando a postura ativa de se responsabilizar pelas escolhas e ações, e não transferir a culpa. 2) Analisar e modificar comportamentos : Aprofundando na descoberta dos princípios e motivações que levaram à traição. Analisando tendências como mentira, impulsividade, crenças permissivas , autossabotagem, dificuldades de limite e falta de empatia . Ajudando a desenvolver novos comportamentos saudáveis e a tomar decisões alinhadas aos acordos do casal. 3) Garantir o apoio na recuperação do parceiro traído: Conscientizando sobre a necessidade de ter uma postura de acolhimento , priorizando as necessidades do parceiro afetado. Incentivando a validação das emoções do parceiro e a criação de um ambiente de segurança psicológica durante o lento processo de recuperação. Como fazer sua sessão de terapia com a psicóloga especialista em traição Posso ajudar você , que se identificou com este artigo, a lidar com os sentimentos envolvidos na vivência da infidelidade, através da terapia após traição tanto individual, quanto em casal . Possuo bastante experiência em casos de traição porque ao longo da minha carreira atendi muitos casos com essa temática. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal , Sexualidade , Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas . Você pode agendar sua sessão de terapia (individual ou casal) diretamente na plataforma Zenklub , local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você precisará fazer um cadastro rápido informando nome, CPF, telefone e e-mail. As sessões acontecerão lá mesmo, na plataforma Zenklub , através de videochamadas . Se preferir, você pode baixar o app "Zenklub" no seu celular. Lá no meu consultório virtual também é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Como psicóloga, ficarei feliz em ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Mudança de comportamento
Este texto pretende esclarecer como são as fases da motivação para a mudança de um comportamento indesejado . O ciclo de estágios de mudança pode ser útil para entender melhor cada etapa e como são os pensamentos e atitudes sobre a mudança de algum comportamento prejudicial. Embora uma mudança seja possível, ela não é simples porque envolve altos e baixos cognitivos , comportamentais e emocionais. Modelo de mudança de comportamento Os autores DiClemente e Prochaska criaram o Modelo Transteórico de Fases da Mudança de Comportamento para avaliar a prontidão de um indivíduo para agir em um novo comportamento mais saudável, descrevendo 5 estágios : pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção . Foi usado para ajudar as pessoas na superação de vícios e comportamentos problemáticos , como abuso e dependência de álcool ou drogas , alimentação excessiva e tabagismo. No entanto, é útil para qualquer comportamento prejudicial que precise ser substituído por outro mais apropriado , como em casos de: procrastinação, infidelidade , bullying, atividade física, ruminação mental, TOC , jogo , gastos excessivos, abuso de medicamentos , cleptomania , bulimia, anorexia , acumulação , vício em telas, comportamento explosivo ou qualquer comportamento exagerado . As 5 fases da mudança de comportamento 1.Pré-contemplação Na fase de pré-contemplação, a pessoa não reconhece a existência de um problema ou não tem consciência dele. Tende a negar os impactos negativos de suas ações e, por isso, não vê motivos para mudar seu comportamento. Supervaloriza as desvantagens (contras) da mudança e subestima seus benefícios (prós), muitas vezes sem se dar conta desse viés cognitivo . Por essa razão, não há intenção de mudar o comportamento em breve. Alguns indicadores de que alguém está neste estágio incluem: defender-se quando o assunto é mencionado; responsabilizar terceiros por suas atitudes ; acreditar que os aspectos positivos do comportamento em questão são maiores que os negativos. Tanto familiares quanto profissionais podem encontrar dificuldade em fazer com que a pessoa admita o problema e se engaje em um tratamento ou em um processo de mudança, causando frustração e desesperança. As abordagens de intervenção recomendadas neste estágio envolvem: fazer escuta ativa ; demonstrar empatia ; aceitar a resistência em vez de confrontá-la; auxiliar na análise dos riscos de suas ações atuais; identificar as vantagens da mudança. 2.Contemplação Nesta etapa de contemplação, a pessoa já reconhece a existência do problema e considera a mudança de comportamento. O foco está na análise dos custos e benefícios (prós e contras) da mudança, sem ainda ter efetivado nenhuma mudança prática. Embora esteja mais consciente das vantagens de mudar, as desvantagens percebidas ainda se equilibram com esses benefícios. Portanto essa ambivalência pode levar a um adiamento da tomada de medidas necessárias para a mudança de comportamento de fato. Indícios de que a pessoa está na contemplação incluem: sentimentos conflitantes em relação à mudança; incerteza ; indecisão ; dificuldade em dar passos em direção ao novo comportamento. Estratégias de intervenção que se mostram eficazes incluem questionar as crenças da pessoa para aprofundar sua compreensão sobre o comportamento prejudicial e investigar as potenciais barreiras à mudança. É importante lembrar que abandonar um hábito antigo , que em muitos casos oferecia alguma forma de conforto ou utilidade, pode ser intimidador . Portanto, o auxílio pode ser direcionado para reforçar o senso de propósito da pessoa. 3.Preparação A fase de preparação é marcada pela prontidão para agir , onde a pessoa começa a dar os primeiros passos rumo à mudança de comportamento. Inicia com pequenas ações que considera úteis para incorporar o novo comportamento saudável em seu dia a dia, como: comunicar as pessoas sobre a mudança, fazer pesquisas, estabelecer objetivos, providenciar recursos, agendar profissionais de ajuda, etc. Uma estratégia importante é a definição de metas pequenas e atingíveis , acompanhada da elaboração de um plano para alcançá-las. É o momento de fazer os seguintes preparativos : Identificar os recursos necessários (materiais, apoio, dinheiro, habilidades); Avaliar de forma realista o nível de dificuldade da mudança; Antecipar potenciais obstáculos ou "armadilhas". Essa clareza sobre os pontos que requerem atenção , as habilidades a serem desenvolvidas e as possíveis soluções para problemas futuros permite uma preparação eficaz e aumenta as chances de sucesso. 4.Ação Na fase de ação, a pessoa já realizou a mudança de comportamento, e seu foco passa a ser o esforço contínuo para manter esse novo padrão. Manter essas alterações pode ser desafiador e gerar pensamentos ou emoções angustiantes . Por isso, é fundamental reforçar o compromisso com a mudança e resistir à tentação de retroceder . O progresso neste estágio é alcançado através do aprendizado de técnicas de manutenção , como: Substituir atividades ligadas ao comportamento prejudicial por opções positivas ; Recompensar-se pelas ações tomadas em direção à mudança; Identificar e combater crenças permissivas ; Evitar pessoas e contextos que possam levar à recaída. À medida que a pessoa se torna mais ativa no processo de mudança, o papel de profissionais e familiares torna-se menos ativo . As intervenções nesta fase incluem revisões regulares das motivações, dos recursos disponíveis e do progresso alcançado, além de reconhecer e celebrar os avanços . 5.Manutenção Na fase de manutenção, a pessoa consolidou a mudança de comportamento e está agora empenhada em integrar a nova atitude ao seu estilo de vida. É necessário que a pessoa mantenha a consciência sobre as circunstâncias que podem levá-la à recaída, como momentos de estresse , contratempos , gatilhos e tentações . Um bom desempenho nesta fase é evidenciado por um compromisso consistente com a mudança, a ação proativa para evitar tentações e o desenvolvimento de sólidas habilidades de enfrentamento . As intervenções recomendadas incluem: Incentivar a autorreflexão e a autoconsciência de forma contínua; Alertar sobre o risco de recaída que pode decorrer do excesso de confiança; Promover a mentalidade de que uma eventual recaída deve ser vista apenas como um pequeno contratempo , e não como um fracasso total. Terapia para mudança de comportamento Inicialmente, o foco terapêutico percorre desde a expressão de empatia e a escuta ativa na fase de pré-contemplação até o trabalho com a ambivalência e a indecisão na contemplação , ajudando a pesar prós e contras e a questionar crenças limitantes. A compreensão a respeito das raízes psicológicas do comportamento prejudicial, bem como de aspectos mais profundos da psique , são fundamentais para evitar o deslocamento do comportamento danoso para outro também prejudicial. À medida que a terapia avança, migra para um papel mais prático e de estratégia e apoio. Na preparação , o foco se torna a definição de metas pequenas e a criação de um plano de ação realista , identificando recursos e antecipando obstáculos. Nas fases de ação e manutenção , a terapia serve como um recurso de reforço do compromisso , prevenção de recaídas e espaço para autoconhecimento contínuo . O objetivo final da terapia é ajudar o paciente a integrar o novo comportamento em sua identidade e estilo de vida, alcançando um estado de mais clareza sobre seus valores e propósitos . Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para mudar algum comportamento que está sendo prejudicial, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda . Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Ficarei feliz em te ajudar nessa mudança! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- TDAH em adultos: tratamento psicológico
Diagnóstico de TDAH em adultos O TDAH é caracterizado por níveis prejudiciais de desatenção , desorganização e/ou hiperatividade-impulsividade . A desatenção e desorganização envolvem a divagação em tarefas, falta de persistência, aparência de não ouvir e perda de objetos. A hiperatividade refere-se à atividade motora ou verbal excessiva e não apropriada, inquietação, intromissão social, incapacidade de permanecer sentado e de aguardar. A impulsividade aparece em ações precipitadas sem premeditação e com alto potencial para dano, podendo ser reflexo de um desejo de recompensa imediata e ou incapacidade de adiar gratificações . Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ), o TDAH é um dos transtornos do neurodesenvolvimento, ou seja, é uma condição com início na infância e que provoca danos no funcionamento pessoal, social, acadêmico ou profissional. O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. Características do TDAH em adultos baixa tolerância à frustração ; irritabilidade; distratibilidade; falta de foco ; agitação; intolerância à monotonia ; instabilidade do humor; falta de planejamento; procrastinação ; problemas para organizar atividades; dificuldade na autorregulação; falta de perseverança; pensamento acelerado ; falhas em conservar-se no esforço; ineficiência no controle do tempo ; desorganização ; dificuldade em seguir rotinas ; desconcentração; impulsividade. Outra particularidade do transtorno é a ausência dos sintomas quando o indivíduo está recebendo recompensas recorrentes por comportamento apropriado, está sob supervisão, está em uma situação inédita, está envolvido em atividades de seu interesse , está interagindo em situações individualizadas e recebendo estímulos externos consistentes, como os de telas eletrônicas. Problemas do TDAH em adultos Problemas no trabalho Como a rotina da maioria dos trabalhos envolve permanecer em uma mesma tarefa não tão satisfatória , os adultos com TDAH são pessoas que costumam apresentar procrastinação e inquietude. Problemas na família Na vida familiar, o TDAH em adultos leva-os a enfrentar problemas para seguir rotinas, lembrar dos afazeres domésticos e tomar decisões em conjunto, gerando conflitos familiares . Problemas no relacionamento amoroso No campo amoroso, o adulto com TDAH tende a não cumprir o que foi prometido , agir por impulso , esquecer datas importantes, não prestar atenção no parceiro, se atrasar para encontros, não perceber necessidades emocionais do outro e descumprir combinados. Por que não fui diagnosticado com TDAH na infância? Porque antes da década de 80 o transtorno não era amplamente reconhecido . Não ter sido diagnosticado quando criança, não significa que o adulto com os sintomas não tenha TDAH. Mas caso o indivíduo não tenha tido nenhum sintoma quando criança ou adolescente provavelmente significa que as queixas não se referem ao transtorno e estão sendo causadas por outro motivo. É difícil qualificar o diagnóstico no adulto porque depende de um julgamento clínico sobre a intensidade dos sintomas , ficando em uma zona nebulosa entre o normal e o anormal. Os sintomas além de serem típicos do comportamento médio, também são comuns em outros quadros psicológicos , como: Ansiedade , Transtornos de Humor, Transtorno Explosivo Intermitente , uso de substâncias psicoativas, Transtorno de Insônia , Transtorno de Oposição Desafiante (TOD) , Estresse, Autismo , Transtorno de Personalidade Narcisista e Transtorno de Insônia . Reflexões sobre o TDAH na atualidade Apesar de ser citado na literatura médica há pelo menos um século, o TDAH em adultos ainda é alvo de controvérsias . Sua validade como diagnóstico médico é frequentemente questionada, já que os sintomas são bastante similares às características habituais das pessoas. Os conceitos de “ medicalização ”, “ psiquiatrização ” e “ psicologização ”, na área da psicopatologia, referem-se à transformação de comportamentos divergentes em doenças ou transtornos mentais. Os termos têm um sentido de crítica sobre o poder médico e o processo de rotular atitudes moralmente repreensíveis ou desviantes como doença . A classificação dos comportamentos como normal, anormal, transtorno mental ou transgressão legal tem implicações na economia, política, sistema judicial e na vida das pessoas. As bioidentidades em conjunto com a lógica neurocêntrica , no caso do TDAH em adultos, estariam retirando as noções de responsabilidade, vontade ou culpa, colocando a causa dos sintomas de desatenção e hiperatividade em certos neurotransmissores . Apesar do TDAH envolver polêmicas quanto a sua validade, não é possível ignorar a incidência de manifestações de seus sintomas em adultos . Publicação em livro sobre TDAH Em março de 2023, colaborei na composição do livro "TDAH: Análises, compreensões e intervenções clínicas e pedagógicas" . Este é um livro técnico, que tem por finalidade disponibilizar para a comunidade científica, contribuições recentes e relevantes acerca do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. A editora Científica Digital contou com pesquisadores de diferentes áreas do saber para a construção deste livro. No capítulo "REFLEXÕES SOBRE SINTOMAS DE TDAH NA ADULTEZ EMERGENTE" , eu convido o leitor a um pensamento abrangente sobre os sintomas de TDAH em adultos jovens. Como eu posso ajudar A maneira que eu eu conduzo o tratamento psicológico do TDAH em adultos é através dos meus conhecimentos em Psicologia , Neuropsicologia e Psicanálise . As sessões de terapia online comigo possuem foco no tratamento psicológico e melhora dos sintomas. Cada pessoa tem uma história única e iremos revisar alguns fatores que podem ter desencadeado ou contribuído para os sintomas. Em paralelo, iremos buscar alternativas neuropsicológicas e cognitivas mais eficientes para mudar comportamentos . Pela minha experiência, não convém realizar apenas a avaliação psicológica para o diagnostico de TDAH porque diagnosticar não muda a vida da pessoa que sofre com os sintomas. O que vai trazer melhora é o tratamento psicológico . Portanto, meu trabalho envolve o diagnóstico, mas é mais focado no tratamento psicológico, com compreensão dos gatilhos, hábitos e foco nas mudanças necessárias ! Saiba mais como tratar TDAH em adulto Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











