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- Transtorno da Personalidade Evitativa: tratamento psicológico
Se você tem muita inibição social, sentimentos de inadequação e hipersensibilidade a críticas, a terapia psicológica pode trazer muitos benefícios para você! Neste artigo serão abordados sobre o Transtorno da Personalidade Evitativa: tratamento psicológico, diagnóstico e características. Qual o diagnóstico do Transtorno da Personalidade Evitativa? Tem preocupação com críticas ou rejeição em situações sociais; Evita envolver-se com pessoas, a menos que tenha certeza que será tratado de forma positiva; Percebe-se como socialmente incapaz, inferior ou sem atrativos; Mostra-se reservado em relacionamentos íntimos por medo de passar vergonha ou ser ridicularizado; Fica inibido em situações novas por se sentir inadequado; Evita assumir riscos e novas atividades que possam ser constrangedoras; Esquiva-se de atividades profissionais que envolvem contato interpessoal, por medo de críticas, desaprovação ou rejeição. O diagnóstico do Transtorno da Personalidade Evitativa, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), se refere a alguém que apresente pelo menos 4 destas características citadas. O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. É importante diferenciar de outros transtornos, como: Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Personalidade Dependente, Transtorno da Personalidade Esquizoide, Transtorno de Adaptação, Autismo, Transtorno do Jogo, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT, Transtorno da Personalidade Paranoide e Fobia Social. Características do Transtorno da Personalidade Evitativa Tende a exagerar os potenciais perigos de situações comuns; Possui baixa autoestima; O medo da exposição e do ridículo são mais fortes do que vontade de viver experiências; Mantém alta vigilância e sensibilidade a sinais sutis de deboche ou zombaria; Magoa-se profundamente ao menor sinal de rejeição ou crítica; Atribui às pessoas uma natureza crítica e desaprovadora; Prefere recusar boas propostas para prevenir críticas ou constrangimentos; Participa de grupos somente se receber muito apoio e atenção; Procura ficar “invisível” por medo que a atenção seja degradante ou rejeitadora; Necessita de muita certeza e segurança para se envolver; Fantasia relacionamentos idealizados; Comportamentos de F.O.B.O. (Fear of a Better Option) Como é o tratamento psicológico para a Personalidade Evitativa? Identificar as origens da inibição social; Investigar os principais medos que levam à postura evitativa; Construir uma autoimagem mais positiva; Reestruturar pensamentos condenatórios; Lidar melhor com a imperfeição; Construir um estilo de Apego Seguro; Melhorar a tolerância à frustração; Regular a sensibilidade à opinião alheia; Cultivar uma perspectiva mais realista sobre o convívio social; Desenvolver habilidades sociais; Aumentar o encorajamento para viver experiências e aspirações. Como o medo de passar vergonha é intenso, as pessoas com este transtorno podem perceber que precisam de ajuda psicológica quando notam que sua conduta temerosa e tensa acaba justamente chamando a atenção e levando ao deboche ou à rejeição. A baixa autoestima e a hipersensibilidade à crítica as levam a restringir o convívio social. Com isso não possuem uma rede de apoio suficiente para momentos delicados, por isso o suporte psicológico se torna ainda mais importante. Como eu posso ajudar O tratamento psicológico para o Transtorno da Personalidade Evitativa ajudará a migrar dos rótulos de ‘tímido’, ‘envergonhado’ ou ‘isolado’ para uma identidade baseada em potencialidades e traços positivos. Ao viver as experiências sociais e trazer para a terapia as emoções e os pensamentos envolvidos, gradativamente substituiremos as crenças limitantes e os comportamentos desadaptativos por opções mais construtivas e saudáveis. A terapia online traz vantagens no tratamento psicológico de pessoas inibidas por permitir um espaço terapêutico mais discreto e menos ameaçador do que em um contato cara a cara. Se você convive com alguém com Transtorno da Personalidade Evitativa e quer saber como ajudar, o tratamento psicológico também é recomendado para você! Em relacionamento amoroso onde um ou os dois apresentam Personalidade Evitativa, pode ser de grande ajuda uma terapia de casal. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Você pode realizar suas sessões por videochamada pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Se preferir, a sessão pode ocorrer sem vídeo ou por chat. Como você se sentir mais confortável! Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia online para adolescentes: como funciona?
Uma fase de transformação, por si só, gera desconforto e oscilação de emoções. A adolescência é marcada por mudanças, sendo um momento de saída da infância rumo à vida adulta, com comportamentos condizentes com as duas fases. Quais os principais motivos que levam adolescentes à terapia? Ansiedade, depressão, pânico, distimia, ideação suicida, anorexia, autolesão, isolamento social, uso de substâncias psicoativas, fobia social, TDAH, rendimento escolar, ansiedade de desempenho, compulsão alimentar, problemas com autoestima, insônia, envolvimentos amorosos, traumas, luto, Transtorno de Adaptação, questões relacionadas à sexualidade, mudança para a fase adulta e dúvidas profissionais são alguns dos principais motivos que causam preocupação nas famílias e os levam a procurar por terapia online para adolescentes. Estes e outros motivos emocionais, sejam eles grandes ou pequenos, devem ser tratados através da psicoterapia. Inclusive para evitar que problemas menores se transformem em problemas maiores! Ou que deixem sequelas ou se tornem crônicos e façam parte de toda a vida adulta futura. Qual o papel dos pais na terapia de adolescentes? Como pai ou mãe, você sem dúvida deseja o melhor para seu filho e não quer vê-lo lutando com a saúde mental para sempre. Seu papel é muito importante nesta fase, pois promover um tratamento psicológico é um cuidado e, de certa forma, é um investimento. Muitos adolescentes naturalizam o estado depressivo, ansioso, relacionamentos amorosos abusivos ou problemas de autoestima. Por isso, é fundamental que um adulto próximo perceba os sinais de sofrimento emocional e converse com o jovem sobre a necessidade de mudar a realidade de angústia para uma realidade de bem estar. Este ato de cuidado fará toda a diferença na vida do adolescente. Ele se sentindo cuidado, poderá melhorar o autocuidado e se preservar de relações abusivas ou comportamentos de risco. Jovens com a saúde emocional equilibrada costumam fazer escolhas mais acertadas na vida, como a escolha vocacional por um curso superior, por exemplo. Isto os levará a uma independência financeira mais precoce. Já, aqueles que não têm autoconhecimento suficiente ou são influenciáveis por modismos podem iniciar um curso e abandonar antes de concluir, causando um atraso na carreira e despesas para a família. Fora isso, pessoas em sofrimento emocional costumam adoecer mais e se envolver em mais acidentes pessoais e precisar de tratamentos médicos com recorrência. Como é o meu trabalho de terapia online para adolescentes: Eu tenho bastante experiência no atendimento psicológico de adolescentes e na orientação das famílias. Vou explicar como eu realizo o processo terapêutico: O paciente principal é o adolescente, mas por ser menor de idade, é necessário que os responsáveis estejam envolvidos. Por isso, na primeira sessão, é preciso que um dos responsáveis esteja presente. Mas não permanecerá na sessão inteira. O objetivo é que o adulto acompanhante esteja junto para explicar os motivos da busca por ajuda psicológica e para que o adolescente sinta confiança de que as informações estão sendo passadas para mim com transparência. Após este primeiro momento, será dada sequência na sessão com o adolescente sozinho para irmos estabelecendo o vínculo terapêutico. As demais sessões permanecem sendo somente com o jovem. Serão realizadas sessões de orientação aos responsáveis de tempos em tempos ou sempre que necessário. O objetivo é compreender as causas do sofrimento emocional e usar técnicas que ampliem a consciência psíquica e tragam alternativas mais favoráveis para a vida emocional. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É possível realizar as sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Se necessário, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo vocês na primeira sessão de terapia online! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia para brasileiros em Dubai
Terapia para brasileiros que moram em Dubai Viver nos Emirados Árabes traz desafios únicos e encontrar suporte emocional de qualidade nem sempre é simples para os expatriados. É por isso que a terapia à distância tem se tornado uma alternativa tão valiosa. Para os brasileiros que residem em Dubai, a oportunidade de realizar sessões de terapia online com uma profissional do Brasil permite resgatar a língua materna no ambiente terapêutico. Poder desabafar em português e usar nossas próprias expressões culturais faz toda a diferença para o alívio emocional, eliminando a barreira linguística e aproximando o paciente de suas raízes. Terapia para lidar com desafios diversos Mudar para Dubai é um sonho para muitos brasileiros. A cidade oferece um estilo de vida luxuoso, oportunidades de trabalho únicas e uma cultura rica. No entanto, essa transição também pode trazer desafios como a adaptação a um novo país, a distância da família e amigos, e a necessidade de lidar com diferentes costumes e clima. Outra questão relevante é que o cenário local impõe também certas pressões invisíveis, como o estresse crônico de se adaptar a costumes mais conservadores, os altos custos dos serviços de saúde locais e a constante preocupação em manter a estabilidade profissional e o visto. Migrar para o exterior não anula as outras complexidades da nossa existência. Muitas vezes, a busca por terapia por parte de brasileiros em Dubai não tem qualquer relação com o processo de adaptação. Afinal, as dores e as pressões do cotidiano continuam acontecendo em qualquer lugar do mundo. No contexto dos Emirados Árabes, por exemplo, brasileiros frequentemente buscam o ambiente clínico para lidar com o esgotamento profissional (burnout) causado pelo ritmo corporativo acelerado, sentimentos de inadequação diante do apelo ao consumo e o estresse crônico gerado pela instabilidade de depender de um visto de trabalho para permanecer no país. Somam-se a isso conflitos nos relacionamentos afetivos que se desgastam sem uma rede de apoio familiar por perto, impasses de carreira e o isolamento social. Cuidar da saúde mental é uma necessidade legítima que acompanha você onde quer que você escolha morar. Terapia online para brasileiros em Dubai Minha trajetória na Psicologia começou no formato presencial, onde consolidei minha prática clínica. No entanto, percebendo as novas necessidades de um mundo conectado, em 2017 expandi minha atuação para os atendimentos virtuais ao ingressar na plataforma de terapia online Zenklub. Desde então, venho acumulando uma década de bagagem prática e especialização no suporte psicológico a expatriados. Essa longa milhagem me permitiu compreender a fundo as dores, as burocracias e os impactos emocionais que envolvem a vida de quem escolhe morar fora, oferecendo um acompanhamento que une a maturidade da clínica tradicional à agilidade do ambiente digital. O agendamento das sessões comigo é totalmente eletrônico, no meu consultório virtual no Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar sua sessão de terapia de onde estiver, usando um computador ou celular! Aqui você encontra um passo a passo sobre o agendamento eletrônico, se precisar. Conte comigo para sessões de terapia individual ou terapia de casal! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Fim de relacionamento amoroso: as 6 etapas da perda amorosa
O fim de um relacionamento amoroso leva a uma série de emoções e acontecimentos que ocorrem antes, durante e após o término. Para ajudar a compreender esse processo, escrevi este artigo que trata das 6 etapas da perda amorosa. Fim de relacionamento amoroso: as 6 etapas da perda amorosa Um relacionamento não termina de uma hora pra outra, como um antes e depois tão demarcado. Em geral, o término de uma relação amorosa é um processo que inicia enquanto o casal ainda está unido e segue além do fim da relação. Vamos desmembrar este processo em 6 fases para compreendermos melhor as emoções envolvidas neste difícil caminho: 1- Afastamento emocional Esta é a primeira etapa, na qual, o casal ainda convive, mas algo começa a mudar, surgindo uma desconexão, seja por desinteresse de uma das partes, por alguma decepção, por falta de diálogo ou outro motivo nem sempre tão claro. O casal pode ter brigas frequentes ou pode existir um silêncio afastador. Sentimentos contraditórios são comuns, como: certeza-dúvida, amor-ódio, sufocamento-saudade, felicidade-tristeza e atração-repulsa. Começa a nascer uma sensação de solidão e medo de que esta solidão venha a se instalar definitivamente caso a união acabe e não se encontre outra pessoa para amar. É comum que haja desinvestimento por parte de um ou de ambos, não se destinando mais tanta energia e esforço na manutenção do romance. Planos de separação ou reparação passam a ser considerados. Alguns casais optam por “dar um tempo” para que cada um se conecte com seus sentimentos mais profundos a respeito do outro, a fim de tomar uma decisão após este período distanciados. Na tentativa de restaurar a aliança, pode haver esforços através de mudança de comportamento para agradar o outro, conversas, promessas, declarações de amor, surpresas, cobranças e chantagens emocionais. Em caso de suspeita de infidelidade, comportamentos de ciúme e investigação podem surgir. É na etapa de afastamento emocional que muitos buscam terapia de casal para entender o que está acontecendo para poder resolver e evitar o fim da relação. 2- Ruptura A escolha por colocar um ponto final pode ser resultado da incompatibilidade do casal, por falta de amor, pela descoberta de uma traição, pelo desgaste da relação, pelo esgotamento de viver em um relacionamento abusivo ou por desejar viver experiências que não envolvem a outra pessoa. Aqui, a tomada de decisão pelo término pode ocorrer em conjunto quando ambos concordam que é a melhor solução. Neste caso, o próprio casal pode se apoiar mutuamente e fazer o rompimento de modo menos traumático. Mas estando apenas uma das partes insatisfeita, há uma dificuldade em como dar esta notícia, receando que a outra pessoa se sinta magoada, triste, desapontada, rejeitada ou não consiga superar nunca. Hoje fala-se em responsabilidade afetiva, como um modo de ter um comportamento ético, honesto e respeitoso com aquele que compartilhou a vida por tanto tempo. A comunicação sobre a ruptura pode ser gentil e amigável, mas pode ser conflituosa e traumática. Nem sempre há tempo de preparação para este momento, provocando um choque emocional para uma das partes. Em términos indesejados ou sem um motivo claro, o momento da notícia pode trazer muita confusão e muitos questionamentos sobre o que aconteceu para resultar neste desfecho. Por parecer o fim de tudo, algumas pessoas precisam de apoio psicológico neste momento para lidarem com o abalo e não tomarem decisões impulsivas para se prejudicar, prejudicar o outro ou se vingar. Ao constatar que a união se desfez, sensação de abandono, medo a respeito do presente e do futuro, bem como tristeza, surpresa, revolta, arrependimento, culpa, indiferença, introspecção e negação podem aparecer. Se a relação estava intolerável, sentir felicidade, alívio e paz é natural. 3- Dissolução do que foi conquistado em conjunto Dependendo do tempo de convivência e da natureza da relação (união estável, casamento, noivado ou namoros longos), os casais podem ter adquirido bens, objetos, juntado dinheiro, etc. Esta fase de acerto de contas pode ser sentida como injusta e trazer sentimentos de raiva, impotência e necessitar de mediação judicial. É a fase de combinar temas muito importantes como a guarda dos filhos, mudança de casa, além de ser necessário desfazer planos futuros como negócios, viagens e outras metas do casal. Em relacionamentos onde não havia um compromisso declarado ou namoros recentes, talvez não existam bens materiais para separar, mas podem precisar decidir outras coisas, como: se devolverão presentes, se evitarão lugares, se manterão uma amizade, se devem aguardar um tempo para ficar com outras pessoas e o que mudarão nas redes sociais. É uma fase dolorosa por ser uma despedida de muitas conquistas conjuntas e de vivências que só faziam sentido a dois. O rompimento de esperanças e sonhos que estavam atrelados aos projetos comuns costuma trazer muita insegurança e uma sensação de confusão de identidade. Mesmo após a ruptura, pode ser necessário enfrentar diálogos com o(a) ex para estipular os detalhes da separação, trazendo à tona diversos pontos sensíveis. 4- Separação na vida social Um momento delicado é o de informar a família, os amigos e outros grupos sobre a separação. Nem sempre se deseja revelar a verdade sobre o motivo do fim e nem sempre existe uma causa evidente. Como não há controle sobre a versão da história que o outro vai contar, dependendo de como será relatado ou interpretado pelos outros pode-se converter em rejeição ou acolhimento no meio social. A visão que os demais tinham sobre o relacionamento pode resultar em apoio ao término ou incentivo para uma reconciliação. A notícia pode comover, causar revolta, decepção, alívio ou tristeza. Algumas famílias esperavam o próximo passo do casal, como casamento ou filhos, vivendo uma frustração desses sonhos. O ideal de amor perfeito que pode ter sido cultivado por alguns gera outra quebra de expectativas. Terceiros também podem aproveitar a ocasião para fazer a revelação de opiniões e informações que estavam guardadas em segredo para não prejudicar a união. Vergonha, solidão, sensação de fracasso social e perda de identidade podem surgir neste momento. Além da ausência do parceiro, vive-se o afastamento de várias outras pessoas, como de amigos e familiares do cônjuge. Em relacionamentos longos, pode haver uma sensação de expulsão da família do(a) ex após anos se sentindo pertencente. O corte destes laços afetivos perpetua a sensação de rejeição, abandono e solidão. Ao ter uma vida intrinsecamente entrelaçada, é natural que o(a) ex tenha tido acesso à intimidades e informações privadas, então pode nascer o receio em relação ao vazamento desses dados íntimos para outras pessoas. 5- Luto Um equívoco comum é que o luto é vivenciado somente em resposta à morte. Mas, na verdade, o luto refere-se à elaboração psíquica relacionada à perda de algo significativo. No término de um relacionamento há a perda de uma pessoa que foi importante, de uma vida partilhada, de sonhos, planos conjuntos, da vida social em comum e outras perdas subsequentes oriundas destas. No desmoronamento de uma vida conhecida, de amor, de segurança e de conforto, surge a necessidade de adaptação a um novo mundo. O luto pode ser evitado por resistência à mudança, já que a consequência do luto é a reestruturação do mundo presumido. Não é possível prever o tempo de duração do luto, pois não existe um prazo exato para melhorar a dor de um rompimento. É comum experimentar o aparecimento de ondas de tristeza, saudade, raiva ou outros sentimentos e com o tempo elas tendem a diminuir de intensidade, duração e frequência, sendo mais manejáveis e não ocupando um espaço central na vida. Se uma das partes viveu um relacionamento complicado, pode se sentir pressionada a atravessar rápido este período. Mesmo que seja verdadeira a afirmação de que o fim foi melhor, a pessoa ainda assim precisa lamentar tudo o que viveu. Quem tomou a iniciativa de terminar pode sentir que sua dor é ilegítima, inibindo a vivência do luto. Em situações como a de relacionamentos extraconjugais, paixões na pré-adolescência e amores platônicos também pode haver um luto velado. E no luto não reconhecido, a dor é silenciada, agravando a sensação de solidão e desamparo. Falar sobre a perda e contar a história do relacionamento pode ajudar o enlutado a processar o que aconteceu e continuar a vida. 6- Seguindo em frente Esta é a fase de adaptação à nova realidade, com possibilidade de redescoberta do eu individual, exploração de diferentes oportunidades na vida, novos relacionamentos e sensação de continuidade. Seguir em frente pode ser difícil para algumas pessoas, especialmente se o sofrimento permanece latente, quando há esperança de reconciliação ou ainda há contato com o(a) ex-parceiro(a). Se a pessoa perdeu a identidade ao longo do relacionamento pode ser necessário se reconstruir primeiro. Resgatar projetos individuais, criar novos planos, dar chance para outras pessoas entrarem na vida, viver experiências e buscar o autoconhecimento podem ser estratégias para nortear esta fase. Se você precisar de ajuda para entender o seu relacionamento amoroso que tem apresentado problemas ou gerenciar sua perda amorosa, conte comigo! Posso ajudar com terapia de casal e terapia individual! Como agendar comigo As sessões comigo ocorrem na modalidade online, através de videochamada. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É só clicar aqui, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Será uma satisfação destinar minha experiência em relacionamentos amorosos e meu conhecimento em saúde mental para ajudar você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com *Obs.: este artigo foi publicado pela primeira vez em 2022 no blog "Palavra de Especialista" do Zenklub. Em função do portal ter realizado alterações no texto de minha autoria, estou publicando aqui este texto, que é o original.
- Síndrome da esposa que desiste do relacionamento
Este texto vem trazer uma reflexão sobre um fenômeno descrito como a síndrome que ocorre quando a esposa se distancia emocionalmente e decide encerrar o relacionamento após anos de tentativas de salvar o casamento. Geralmente, ela desiste após uma longa e silenciosa fase de necessidades não atendidas, precedida por uma etapa de pedidos de mudanças que foram ignorados ou minimizados pelo marido. A contribuição que pretendo oferecer com este artigo é analisar a “Walkaway Wife Syndrome” (Síndrome da esposa que desiste do relacionamento), cujo termo foi cunhado pela terapeuta de casais norte-americana Michele Weiner-Davis. É importante esclarecer que essa expressão é utilizada para descrever um padrão de funcionamento em alguns relacionamentos, e não corresponde a um diagnóstico clínico formal. O que é a Síndrome da esposa que desiste do relacionamento A Síndrome da esposa que desiste do relacionamento é uma expressão utilizada para descrever o fenômeno de divórcios iniciados pelas esposas após terem tentado de tudo para salvar seus casamentos. A mulher geralmente pode assumir o papel de cuidadora emocional do relacionamento*, promovendo momentos a dois de qualidade e conversas profundas. Quando ela sente que o parceiro deixa o relacionamento em segundo plano, começa a apontar isso para ele e também a criticá-lo. Se, mesmo assim, a reconexão não acontece, ela desanima, se distancia e passa a cogitar deixar a relação assim que se sentir pronta. (*Esse padrão não é exclusivo das mulheres e não significa que elas sejam naturalmente mais responsáveis pelo cuidado emocional dos relacionamentos.) Neste processo, a esposa pode ficar mais silenciosa, gerando no parceiro a sensação de que está tudo bem, pois não há mais reclamações. Quando ela comunica a decisão de se separar, o marido entra em choque. Só então, vai atrás de mudanças de comportamento, autoconhecimento e terapia. Ele pode vir a se tornar o marido que ela tanto desejava. Mas pode ser tarde demais. Ele realmente pode passar por uma transformação sincera e começar a priorizar a relação, mas ela já está cansada e não acredita que as mudanças serão permanentes, decidindo encerrar o relacionamento mesmo assim. Importante salientar que parceiros de qualquer gênero e, inclusive, em relacionamentos homossexuais, podem se identificar com esse padrão de relacionamento. Mas é um fenômeno que afeta frequentemente mulheres em relacionamentos monogâmicos com homens. 3 estágios da Síndrome da esposa que desiste do relacionamento Estágio 1: expressão das insatisfações no relacionamento Assim que percebe que o relacionamento não está a satisfazendo, a esposa procura expor ao parceiro quais de suas necessidades não estão sendo atendidas. Pode sentir falta de conexão emocional, reconhecimento, parceria, validação de sentimentos, tempo de qualidade, divisão justa de tarefas ou outras questões. Algumas vezes, ela pode expor atitudes do marido que estão incomodando, como procrastinação, falta de romantismo, desorganização, falta de atenção, insensibilidade e problemas de comunicação. O parceiro, ao ouvir as queixas, pode se sentir criticado, desvalorizado, pressionado e agir de forma defensiva, negando, evitando o assunto ou culpando-a pelos problemas. É a fase em que pode haver problemas, conflitos, discussões, cobranças, críticas e dificuldade de encontrar harmonia. A esposa pode pedir que o marido faça terapia individual, propor terapia de casal, sugerir uma busca espiritual, compartilhar leituras e vídeos, mas o parceiro não mostra o devido interesse. Ela pode tentar abordar os mesmos assuntos de formas diferentes, pode ficar mais sensível, mais triste, mais reativa, mais irritada, reclamar mais, falar menos... Enfim, a esposa, nesta etapa, ainda está lutando pelo casamento. Estágio 2: distanciamento emocional A parceira pode parecer não se importar tanto com o que incomodava antes, deixando de fazer críticas ao marido ou de buscar conversas profundas. Isso pode dar a impressão de que ela está satisfeita, mas, na verdade, ela está se desvinculando emocionalmente dele por estar cansada de se esforçar sozinha pelo sucesso da relação. Ela ainda está presente, mas emocionalmente já está bem distante. Não está mais lutando, está apenas sobrevivendo. Deixa de investir no relacionamento, passa a colocar energia em outras coisas e a se preparar psicologicamente para uma vida diferente. Ela pode iniciar terapia individual, dividir suas dores com alguma pessoa de confiança ou buscar mais autonomia. É a etapa em que a intimidade (física e emocional) diminui e passa a existir um silêncio que não havia antes. -Saiba mais lendo sobre a Teoria Polivagal. Estágio 3: anúncio do fim do relacionamento Ela se sente pronta para seguir a vida sem o parceiro e anuncia seu desejo de separação. Para ele, a notícia vem como um choque porque ela parecia “bem”. O marido tenta desesperadamente salvar o casamento, melhorando os comportamentos que incomodavam a esposa, aceitando terapia ou qualquer outro pedido dela. Mas pode ser tarde demais, pois ela está decidida a se separar e pode não ter mais desejo de tentar restaurar o relacionamento. Como lidar com a Síndrome da esposa que desiste do relacionamento A prevenção é uma das formas mais importantes de evitar que a situação chegue ao estágio 3. Mas vamos analisar como pode ser o processo de recuperação do casamento em cada um dos estágios da Síndrome da esposa que desiste do relacionamento. Estágio 1: O relacionamento pode apresentar boas possibilidades de recuperação. Se o marido ouve verdadeiramente a parceira e reage com mudanças de comportamento consistentes, o casal pode ter melhores condições de reconstruir a conexão e melhorar a qualidade da relação. É muito importante que as melhorias não sejam temporárias e não permaneçam apenas na promessa. Se o casal não conseguir se ajustar sozinho, a terapia de casal pode ajudar a esposa a expressar suas necessidades de forma clara e gentil e o marido a reconhecer os pontos que precisam ser trabalhados e colocá-los em prática. Estágio 2: O relacionamento pode exigir um esforço maior para ser recuperado. Se o parceiro negligenciou os pedidos da parceira no estágio 1, mas nota rapidamente o distanciamento dela no estágio 2, mudanças consistentes podem contribuir para que ela volte a se sentir motivada a investir na relação. Presentes, viagens, declarações e promessas não substituem comportamentos e padrões de funcionamento saudáveis e afetuosos. Nesta etapa, a terapia de casal é essencial, bem como a terapia individual para cada um dos dois parceiros. É importante interromper os padrões que contribuíram para o distanciamento e evitar que antigas formas de funcionamento sejam retomadas, pois o relacionamento está muito sensível. Estágio 3: O relacionamento pode ser mais difícil de recuperar, mas isso não significa que uma reconciliação seja impossível. Geralmente, a esposa já tomou a decisão de se separar e já se sente animada com a vida nova que terá. Nesse momento, ela pode já ter elaborado emocionalmente parte do processo de separação, enquanto o marido ainda está começando a perceber a gravidade da situação. Ela pode olhar as tentativas de mudança desesperadas do marido com indiferença. Mas pode sentir que finalmente está tendo o marido que ela sempre quis e pode resolver dar mais uma chance. Mesmo quando existe uma transformação sincera por parte do parceiro, a decisão de permanecer ou não no relacionamento pertence aos dois. Mudanças recentes não apagam automaticamente anos de frustrações, e a parceira pode precisar de tempo para avaliar se consegue voltar a confiar na relação. Um acompanhamento psicológico individual e de casal é indicado, tanto quando existe uma possibilidade de reconciliação quanto quando o casal precisa elaborar a separação de maneira mais saudável. Posso te ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos, estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. Tenho experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal, Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas. Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia online para término de relacionamento
Como é a terapia online para término de relacionamento amoroso? A terapia online para término de relacionamento amoroso ocorre através de sessões psicológicas por chamadas de vídeo seguras e privativas. Durante as sessões online, você conversará com a psicóloga sobre seus sentimentos em relação ao término, as razões que levaram a ele e como isso impacta sua vida. A psicóloga utilizará diversas abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ou a Psicanálise, para te ajudar a compreender o fim do relacionamento e a modificar padrões de pensamento e comportamento. Tudo isso com a conveniência e o conforto de fazer terapia de onde você estiver, usando um celular ou computador com acesso à internet. Por que optar pela terapia online para término de relacionamento amoroso? Em um mundo cada vez mais conectado, a terapia online para lidar com o fim de um relacionamento amoroso se apresenta como uma solução acessível e eficaz para cuidar da sua saúde mental. Você pode se conectar com uma psicóloga experiente, moderna e qualificada no conforto da sua casa. A modalidade online oferece a flexibilidade que muitas vezes precisamos para encaixar o autocuidado em um momento delicado como este. A terapia online pode ser menos intimidadora do que a presencial, causando menos desconforto inicial ao falar sobre um assunto tão pessoal. Muitas pessoas se sentem mais à vontade para se abrir em uma interação virtual do que em um contato cara a cara. Outra vantagem da terapia online para lidar com o término é a facilidade de agendar uma sessão em caso de maior sofrimento ou necessidade de apoio imediato. Para quem mora em cidades pequenas, poder conversar com uma psicóloga que não pertence ao seu círculo social pode trazer mais segurança e privacidade para lidar com o término. E quem mora em cidades grandes se beneficia da terapia online, justamente por não precisar se preocupar com deslocamentos ou horários rígidos em um momento de fragilidade emocional. Poder fazer terapia online com uma psicóloga brasileira e se expressar em português é uma das vantagens mais valorizadas por brasileiros que estão passando por um término no exterior. O conforto emocional de falar na língua materna alivia a angústia, além de que poder usar gírias e expressões que traduzem com precisão os sentimentos traz uma maior sensação de ser verdadeiramente compreendido. O papel da terapia online no processo de superação do término A terapia online para lidar com o término de um relacionamento amoroso, seja um casamento, um namoro ou caso, oferece um espaço prático, seguro e acolhedor para você: -Explorar a história do relacionamento e seu fim: O término pode trazer à tona questões passadas que precisam ser revisitadas e compreendidas para seguir em frente. A terapia oferece o suporte necessário para um entendimento mais profundo da história da relação. -Separar sua responsabilidade da responsabilidade do outro: A terapia auxilia a identificar sua parte na dinâmica do relacionamento e a reconhecer a parcela de responsabilidade do outro, evitando a autocrítica excessiva ou a culpabilização exclusiva do ex-parceiro. -Reavaliar suas expectativas e crenças sobre relacionamentos: A terapia pode ajudar a identificar possibilidade de reatar, sentimentos de arrependimento de ter terminado, saudades, necessidade de um tempo sozinho, escolha de uma nova parceria amorosa e construção de uma visão mais realista e saudável sobre relacionamentos românticos. -Identificar seus sentimentos e emoções: Descobrir as emoções predominantes após o término, como tristeza, raiva, medo, trauma ou alívio, é o primeiro passo para processá-las de forma saudável. -Aumentar a tolerância à solidão e à incerteza: Aprender a lidar com a nova realidade sem o parceiro e com as incertezas do futuro é fundamental para reconstruir sua vida. -Gerenciar a transição e os novos desafios: Aprender a lidar com as mudanças práticas e emocionais decorrentes do término, como reorganizar a rotina, lidar com amigos em comum e reconstruir sua identidade individual, evitando recaídas e orbiting. Como eu posso ajudar Posso ajudar, como psicóloga, com terapia online individual. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Será uma satisfação destinar minha experiência em relacionamentos amorosos e meu conhecimento em saúde mental para ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Como se preparar para sua sessão de terapia online 1- Escolha um espaço só seu: Busque um local tranquilo e reservado onde você se sinta à vontade para falar abertamente, sem interrupções ou preocupações com a privacidade. Se houver outras pessoas em casa, usar fones de ouvido pode ajudar a criar esse espaço seguro e confidencial. 2- Prepare seu equipamento: Certifique-se de que seu computador ou celular esteja carregado e funcionando corretamente. Tenha um carregador por perto. Um suporte para o celular pode ser útil para mantê-lo posicionado de forma confortável. Fechar outras abas ou aplicativos e desativar notificações no seu dispositivo pode te ajudar a manter o foco na sessão. 3- Verifique sua conexão: Garanta que sua internet esteja funcionando bem e estável para evitar interrupções na chamada. Se possível, tenha um plano B, como os dados móveis do seu celular, caso o Wi-Fi falhe. 4- Tenha tudo o que precisa por perto: Deixe ao seu alcance itens que podem te fazer falta durante a sessão, como um copo d'água, um caderno e caneta para anotações importantes, e lenços de papel, se você sentir que pode precisar. 5- Reflita sobre o que quer abordar: Antes da sessão, reserve um momento para pensar sobre o relacionamento que acabou, suas emoções em torno disso e outros motivos que queira tratar na terapia. Anotar alguns pontos pode te ajudar a aproveitar melhor o tempo da sessão. 6- Fale abertamente: Fique tranquilo, pois a psicóloga ajudará você a se sentir à vontade para falar. Exponha seus pensamentos e sentimentos de forma espontânea e verdadeira. Permita-se expressar suas emoções, mesmo as mais dolorosas e angustiantes. Combine com a psicóloga a frequência das sessões e compareça à terapia regularmente. 7- Disponha-se à mudança: Esteja aberto a novas perspectivas e à possibilidade de mudar padrões de pensamento ou comportamento. A angústia vai diminuindo conforme você vai expressando suas emoções e aplicando as orientações psicológicas em sua vida. 8- Aproveite os benefícios: Permita-se vivenciar um processo de autoconhecimento e crescimento. Com o apoio da terapia, você pode alcançar o bem-estar que busca, cuidando para não retornar a padrões antigos que não te servem mais.
- Transtorno de Adaptação: quando uma situação mexe demais com as emoções
Ao ocorrer uma mudança significativa na vida ou viver um evento estressante o Transtorno de Adaptação pode surgir. Seja o término de um relacionamento amoroso, a mudança de país, perda de emprego, tratamento de saúde ou outro fator desencadeante de sofrimento intenso é necessária ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Adaptação Sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um ou mais eventos estressantes nos primeiros 3 meses do ocorrido; Sofrimento intenso desproporcional à intensidade do estressor e/ou prejuízo significativo no funcionamento da vida; A perturbação não é originada de outro transtorno mental; Os sintomas não são do luto normal; Os sintomas não persistem após 6 meses do estressor ou suas consequências terem acabado. O diagnóstico do Transtorno de Adaptação, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), se refere a uma pessoa que apresente pelo menos 5 destas características citadas. O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. É necessário diferenciar o Transtorno de Adaptação de reações normais de estresse, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT, Transtorno de Estresse Agudo, Transtorno da Personalidade Borderline, Transtorno da Personalidade Dependente e Transtorno de Personalidade Histriônica. Causas do Transtorno de Adaptação Término de relacionamento amoroso Ao fim de uma relação, as mudanças que vêm a seguir podem ser muito impactantes: mudança de casa, divisão de bens, afastamento dos amigos, alteração na dinâmica do dia a dia sem a presença do parceiro, saudade, dentre outros. Há casos em que o fim da união se dá por um trauma como: violência ou descoberta de uma informação avassaladora, como traição ou atos ilegais. Conheça o meu artigo “Fim de Relacionamento: 6 etapas da perda amorosa”. Identifique se você está com sintomas de TEPT de relacionamento. Problemas no relacionamento amoroso Mesmo durante a vivência de uma fase difícil na relação, o Transtorno de Adaptação pode acontecer porque os estressores podem ser recorrentes, como brigas, desconfianças, traições, violência psicológica, problemas na comunicação, problemas sexuais e outros desgastes. Conheça o meu artigo "Problemas em relacionamentos amorosos". Mudança de país ou cidade Mesmo quando a mudança é planejada e desejada, o impacto dela pode vir acompanhado de sofrimentos intensos, como insegurança, saudade, medo, estranhamento, dificuldade com o idioma, sensação de não pertencimento, impressão de perda da identidade, dificuldade em ficar sozinho, desconforto com o clima, problemas ao dividir moradia e outros aborrecimentos. Conheça o meu artigo sobre Psicologia da imigração. Crises profissionais Seja pela vivência do desemprego, dificuldades com chefia, mudança de cargo, mudança de setor, alteração da cultura organizacional, metas inalcançáveis e outros estressores profissionais, o Transtorno de Adaptação pode ser uma consequência psíquica ao atravessar fases estressantes na carreira. Doença O transtorno pode ocorrer ao descobrir uma doença em si ou em um ente querido e ao enfrentar tratamentos de saúde. Nesses casos, pode haver intensidade de sentimentos, como angústia, medo da morte, medo de sequelas, além de alterações na rotina e no estilo de vida. Leia mais sobre o Transtorno de Ansiedade de Doença para diferenciar as duas condições. Desastres Viver experiências chocantes como enchentes, incêndios, atentados, epidemias, furacões, desabamentos, etc. pode fazer emergir o Transtorno de Adaptação. Mudança de fase da vida Entrar no Ensino Médio, ingressar na faculdade, sair da casa dos pais, casar, se tornar mãe/pai, os filhos saírem de casa, aposentadoria ou outras vivências que podem ser esperadas para o ciclo de vida, quando vêm acompanhadas de sofrimento agudo ou dificuldade para ajustar-se, levam ao Transtorno de Adaptação. Conheça o meu artigo sobre a fase de vida “Adultez emergente: nem adolescente, nem adulto". Traumas Não é possível prever se iremos viver traumas na vida e nem se uma vivência difícil será experimentada como trauma para nós. Independente se a vivência é grave o suficiente para a maioria das pessoas, sentir que uma experiência marcou muito a nossa vida, é o suficiente para entendermos que se tratou de um trauma para nós. Por isso, há inúmeros motivos que podem desencadear um Transtorno de Adaptação após a vivência de um trauma, como por exemplo: fim de uma amizade, um irmão se mudar, perder um animal de estimação, mudar de instituição de ensino, ser assaltado, saber que um ex se casou, morar em uma área perigosa, ser ridicularizado, entre tantos outros. Conheça o meu artigo “Trauma e pós-trauma”. Sintomas do Transtorno de Adaptação É comum aparecerem problemas no sono, alterações alimentares, choros, frustração, raiva, baixa na autoestima, falta de prazer, medo do futuro, dores no corpo, queda no desempenho, mudança nas relações sociais, imprudência, culpa, sensação de impotência, inquietação, perturbações na conduta, ansiedade, sintomas depressivos e ideação suicida. Pessoas com circunstâncias de vida desvantajosas vivenciam uma taxa elevada de estressores e podem sofrer de Transtorno de Adaptação sem perceber os sintomas. Como é a terapia para o Transtorno de Adaptação? Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento; Regular as emoções para lidar com a nova fase; Reestruturar os pensamentos e crenças sobre a mudança ocorrida; Explorar as possibilidades e oportunidades; Estabelecer os passos a serem dados a seguir; Como eu posso ajudar Posso ajudar você com terapia individual online nesse momento de recuperação e adaptação. Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos. Se alguém que você conhece apresenta o Transtorno de Adaptação, uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente ou se envergonhar de estar sofrendo. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Psicóloga especialista em traição amorosa
A terapia com uma psicóloga especialista em traição é fundamental para processar as emoções intensas que surgem com a infidelidade amorosa. Psicóloga especialista em traição amorosa Sou a Ana Carolina Mainetti, psicóloga especialista em relacionamentos amorosos e em casos de traição. Com mais de 18 anos de experiência, ajudo pessoas e casais no encontro de mais felicidade e equilíbrio em suas vidas amorosas. Neste texto, você poderá saber de que maneiras posso ajudar! Terapia para o casal Em muitos casos, a terapia de casal é o caminho, quer o objetivo seja a reconciliação ou a separação madura. A psicóloga especialista em traição irá: 1) Auxiliar na reconstrução, se o casal optar por seguir junto: Gerenciando as emoções intensas e diversas (raiva, medo, culpa, desconfiança, etc.) que podem levar a conflitos, abuso reativo, violência psicológica, dificuldades de comunicação ou sexuais e dinâmica vítima-vilão. Promovendo a reconexão e a criação de um novo senso de segurança psicológica. Garantindo um espaço seguro onde o casal possa verbalizar a dor e o arrependimento. 2) Facilitar a separação, se o casal optar pelo fim: Oferecendo um ambiente terapêutico para a exposição de sentimentos e o encerramento do ciclo de forma respeitosa. Mediando conversas sobre os desdobramentos práticos da separação para que ocorram de forma madura. Terapia para a pessoa traída A traição é uma violação da conexão humana e do senso de segurança, podendo gerar uma crise emocional profunda e reações psicológicas de trauma e Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) A psicóloga especialista em traição irá: 1) Validar e processar o luto: Ajudando a pessoa traída a verbalizar a dor e a vivenciar o luto pela perda do relacionamento ideal e da confiança. Trabalhando na prevenção de problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e TEPT de relacionamento. 2) Recuperar a autoimagem e a segurança: Auxiliando a pessoa a processar o trauma e a reconstruir a sensação de segurança. Trabalhando a vulnerabilidade e a disposição de se conectar novamente com o parceiro (se for o caso) ou com outras pessoas. 3) Avaliar o perdão e a reconciliação: Apoiando o complexo processo interno de perdão (que não significa apagar a memória, confiar imediatamente ou se reconciliar). Ajudando a avaliar se o parceiro demonstra comprometimento e mudanças consistentes que viabilizem um relacionamento saudável ou se o fim do relacionamento é o melhor caminho. Terapia para o parceiro que traiu Para a pessoa que traiu, é indicada uma transformação pessoal baseada em honestidade, autenticidade e consistência. A psicóloga especialista em traição irá: 1) Promover o reconhecimento e a responsabilidade: Trabalhando os 5 R's do pedido de desculpa (Reconhecimento, Responsabilidade, Remorso, Reparação e Repetição) para garantir que o pedido seja orientado para a dor da vítima, sem minimização ou justificativas. Enfatizando a postura ativa de se responsabilizar pelas escolhas e ações, e não transferir a culpa. 2) Analisar e modificar comportamentos: Aprofundando na descoberta dos princípios e motivações que levaram à traição. Analisando tendências como mentira, impulsividade, crenças permissivas, autossabotagem, dificuldades de limite e falta de empatia. Ajudando a desenvolver novos comportamentos saudáveis e a tomar decisões alinhadas aos acordos do casal. 3) Garantir o apoio na recuperação do parceiro traído: Conscientizando sobre a necessidade de ter uma postura de acolhimento, priorizando as necessidades do parceiro afetado. Incentivando a validação das emoções do parceiro e a criação de um ambiente de segurança psicológica durante o lento processo de recuperação. Como fazer sua sessão de terapia com a psicóloga especialista em traição Posso ajudar você, que se identificou com este artigo, a lidar com os sentimentos envolvidos na vivência da infidelidade, através da terapia após traição tanto individual, quanto em casal. Possuo bastante experiência em casos de traição porque ao longo da minha carreira atendi muitos casos com essa temática. Além disso, me especializei em Terapia Sistêmica, Psicanálise, Terapia de Casal, Sexualidade, Neuropsicologia e Psicossomática, que trazem visões complementares sobre padrões disfuncionais nas relações amorosas e suas consequências psicológicas, neuropsicológicas e físicas. Você pode agendar sua sessão de terapia (individual ou casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você precisará fazer um cadastro rápido informando nome, CPF, telefone e e-mail. As sessões acontecerão lá mesmo, na plataforma Zenklub, através de videochamadas. Se preferir, você pode baixar o app "Zenklub" no seu celular. Lá no meu consultório virtual também é possível saber o valor da sessão e acompanhar a minha agenda com todos os horários disponíveis. Como psicóloga, ficarei feliz em ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Término com ficante
O término com um ficante é o fim de um relacionamento que não foi rotulado como namoro e pode gerar muitas emoções delicadas, não reconhecidas socialmente. Um desafio de terminar, se afastar ou ser deixada por um ficante é a invalidação. Você pode escutar: “Mas vocês nem namoravam!” Essa frase apaga o luto pelo investimento emocional e pela expectativa de futuro que foi construída. Se você sente dor por esse fim, sua dor é válida e merece ser compreendida e tratada. Término com ficante: por que dói tanto? O luto pelo término com um ficante é complexo porque não é apenas a perda da pessoa, mas a perda de um potencial. 1) O luto da expectativa: o luto pelo futuro que imaginou ao lado daquela pessoa. 2) O vazio da incerteza: diferente de um namoro, muitas vezes não há uma conversa clara. O término com um ficante é frequentemente gradual, por esfriamento ou ghosting, gerando mais dúvidas do que respostas. 3) A perda de intimidade: a perda da rotina de conversas, do apoio e da conexão física que existiam. Término com ficante: como lidar com o fim Valide a sua perda: Permita-se sentir o luto. Não diminua seus sentimentos só porque a relação não tinha um título. Crie seu ritual de fechamento: Se não houve conversa, crie seu próprio fechamento, de alguma maneira que faça sentido para você e te ajude a colocar um fim na história. Desapego digital: Para o ficante, o orbiting pode ser comum, pois ele não tem responsabilidade afetiva formal. Para se proteger, afaste-se digitalmente. Isso irá te ajudar a não se distrair com migalhas ou criar falsas esperanças com curtidas ou mensagens vagas. Escolha amorosa futura: Reavalie o que você realmente quer de um relacionamento. Passe a investir apenas em quem se propõe a caminhar junto com transparência e comprometimento. Término responsável com ficante Se você é quem quer fazer o término com um ficante, opte sempre pela transparência em vez do silêncio. Terminar com responsabilidade afetiva é um ato de maturidade e respeito. Assuma a decisão: a responsabilidade é sua se você quer terminar, não da outra pessoa. Encontre uma forma gentil de manifestar sua decisão. Escolha a clareza: evite sumir ou ser frio na esperança de que a pessoa entenda a mensagem. Opte por uma conversa breve e direta. Mantenha a coerência: não alimente falsas esperanças. Seja claro que o contato será encerrado, evite o orbiting e dê à outra pessoa o espaço necessário para processar o luto pelo fim. Término com ficante: quando ainda há dúvidas ou amor Se você e seu ficante estão presos nesse limbo de ficar e não namorar, a terapia de casal é o recurso ideal para clarear o caminho e entender se é hora de colocar um ponto final mesmo ou avançar para um compromisso sério. Muitos casais procuram a terapia não para "consertar" o relacionamento, mas sim para entender se ele merece ser consertado. A terapia de casal para ficantes ajuda a: 1. Entender por que não virou namoro: investigar se o obstáculo é a falta de compatibilidade, se é uma barreira de comunicação, se é desejo de permanecer solteiro ou outro motivo. 2. Identificar padrões de evitação: um ou ambos podem estar repetindo padrões de apego inseguro, de medo de compromisso ou de sabotagem inconsciente quando a relação se aprofunda. 3. Criar clareza de intenções: se o casal tem planos de futuro parecidos e sentem amor, o objetivo é trabalhar as ferramentas para firmar um compromisso. E se o casal não tem realmente a intenção de permanecer junto, a separação consciente com a ajuda da terapia permite um fim respeitoso e com aprendizado para ambos. Como psicóloga especialista em relacionamentos, ofereço dois caminhos: Atendimento individual: -Para você que está envolvida com um ficante, criou expectativas de um futuro a dois, mas se sente abandonada ou rejeitada, a terapia individual pode ser o suporte mais apropriado. -Para você que precisa entender seus sentimentos, padrões e ganhar autonomia para tomar a decisão sobre terminar ou identificar os pontos de melhoria para poder firmar um compromisso sério, a terapia individual pode trazer maior autoconhecimento. Terapia de Casal: -Se ambos estão dispostos a tentar resolver os problemas, a terapia a dois auxilia na comunicação, no resgate da conexão e na definição de um novo futuro para a relação. -Se ambos entendem que é melhor encerrar a relação, mas não estão conseguindo se desapegar, perpetuando um ciclo de dependência e sofrimento, a terapia de casal pode proporcionar o espaço necessário para a dissolução. Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa ou cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência com métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Como agendar comigo As sessões comigo ocorrem na modalidade online, através de videochamada. O agendamento é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É só clicar aqui, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Será uma satisfação destinar minha experiência em relacionamentos amorosos e meu conhecimento em saúde mental para ajudar você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Hiperindependência emocional no relacionamento
Muitas pessoas aprenderam a se orgulhar da sua autossuficiência absoluta. O que a psicologia contemporânea vem chamando de hiperindependência emocional (ou independência tóxica) muitas vezes não é um sinal de força ou empoderamento, mas sim uma resposta de sobrevivência, um mecanismo de defesa construído para nunca mais ter que depender ou ser ferido por ninguém. Você provavelmente já se pegou sentindo um orgulho silencioso por não precisar de ajuda. Aprendeu a resolver seus próprios problemas, a gerir suas finanças, a sustentar a casa, a cuidar da dor no silêncio e a não pedir ajuda e nem mostrar vulnerabilidade, mesmo dentro do relacionamento amoroso. Na nossa sociedade, essa postura costuma ser celebrada como força, maturidade e empoderamento. Mas quando a capacidade de se bastar deixa de ser uma escolha saudável e passa a ser uma necessidade de sobrevivência emocional, a independência deixa de ser virtude e vira uma armadura, impactando o parceiro e o relacionamento amoroso. O que é a Hiperindependência emocional no relacionamento? A independência saudável é a capacidade de fazer a gestão a própria vida mantendo as portas abertas para a reciprocidade, a vulnerabilidade e o apoio mútuo. A hiperindependência, por outro lado, é um estado de autossuficiência compulsiva. A pessoa hiperindependente sente um desconforto, ansiedade, repulsa ou desconfiança diante da ideia de precisar de alguém, pedir ajuda ou expor uma fragilidade. Dentro de um relacionamento, a hiperindependência emocional costuma se manifestar de formas sutis: Incapacidade de pedir ajuda: Preferir o esgotamento físico e mental a ter que solicitar algo ao parceiro. Dificuldade em receber: Desconforto diante de gestos de cuidado ou suporte emocional. Centralização e controle: A convicção interna de que "se eu não fizer, ninguém fará direito". Escondendo a vulnerabilidade: Vivenciar o luto, a doença, a dor ou o cansaço longe dos olhos do outro, mantendo sempre uma fachada funcional. Hiperindependência emocional: uma resposta de sobrevivência ao trauma Quando analisamos a história de vida de pessoas altamente autossuficientes, quase sempre encontramos experiências traumáticas de negligência emocional precoce, quebra de confiança ou sobrecarga precoce. Na infância ou em relacionamentos anteriores, o cérebro registrou uma lição amarga: "depender do outro é perigoso, gera decepção ou traz dor". Se os cuidadores eram imprevisíveis, frios, narcisistas ou sobrecarregados, a criança aprendeu que a única pessoa confiável no mundo era ela mesma. Na vida adulta, essa conclusão é atualizada na forma de uma redoma emocional: a pessoa se protege da dor do desamparo antecipando-se a ele e nunca permitindo que o parceiro chegue perto o suficiente. Hiperindependência emocional no relacionamento: a solidão acompanhada O ser humano não foi projetado para a autossuficiência absoluta. Somos uma espécie social cuja regulação emocional depende, em grande parte, da corregulação, ou seja, a capacidade de encontrar calma e segurança no vínculo com o outro. Quando uma pessoa atua no modo hiperindependente dentro do relacionamento: Desgasta o próprio corpo: O sistema nervoso permanece em permanente estado de hipervigilância (luta/fuga), o que frequentemente leva à insônia, doenças psicossomáticas, baixa libido, alterações de humor, excessos e esgotamento. Priva o casal de intimidade real: Ao não permitir que o parceiro cuide dela, impede-se a construção de uma vulnerabilidade compartilhada. O relacionamento transforma-se em uma sociedade logística eficiente, mas emocionalmente sem vida. Confirma a própria profecia: Ao não pedir e não abrir espaço para o suporte do outro, ela acaba se sentindo profundamente sozinha, alimentando a crença original de que "ninguém cuida de mim". Ciclo da hiperindependência emocional no relacionamento A hiperindependência emocional nem sempre permanece restrita ao parceiro que a originou. Há uma tendência de contagiar a dinâmica do casal. Quando um dos cônjuges se fecha em sua hiperindependência, recusando ajuda, centralizando decisões e escondendo suas fragilidades, o parceiro do outro lado frequentemente experimenta a sensação de ser desnecessário, indesejado ou impotente. Esse sentimento de rejeição e desamparo atua como o gatilho para que ele, por sua vez, também inicie o seu próprio ciclo de autossuficiência e defesa. O resultado é um relacionamento composto por dois "sobreviventes" de traumas, que vivem sob o mesmo teto, mas fechados cada um em sua própria armadura. Interdependência saudável Superar a hiperindependência emocional não significa tornar-se dependente ou submisso ao parceiro. O objetivo da terapia de casal ou individual é transitar da hiperindependência reativa para a interdependência consciente. A interdependência é a maturidade de reconhecer que duas pessoas autônomas podem escolher apoiar-se mutuamente. É a coragem de entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza e mostrar vulnerabilidade é um modo de ser transparente. Como posso ajudar Como psicóloga e terapeuta de casal, dedico minha trajetória a auxiliar pessoas e casais a desarmar defesas, compreender suas dinâmicas afetivas e construir laços baseados na verdade e na confiança. Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Em meu trabalho com casais, utilizo também o Método Gottman e a Terapia Focada nas Emoções (EFT). Essas metodologias permitem mapear os ciclos de afastamento, desativar posturas defensivas e criar um espaço seguro para que ambos possam expressar vulnerabilidades sem medo de rejeição. Posso ajudar você a compreender sua hiperindependência emocional ou a do seu parceiro, assim como posso atender o casal conjuntamente. E se o seu parceiro ainda não estiver pronto para a terapia de casal? Não há problema. A hiperindependência e os impasses na relação também podem ser profundamente trabalhados em sessões individuais. Muitas vezes, a transformação de um relacionamento começa quando um dos parceiros decide compreender seus próprios padrões, seus limites e o seu modo de se posicionar na relação. Seja para resgatar a parceria no casamento ou para entender o seu próprio modo de amar e se proteger, meu objetivo é oferecer um espaço analítico ético, neutro e seguro para guiar você nessa jornada. Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT): passo a passo
O que é a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT), Terapia Focada nas Emoções (EFT) para Casais ou Emotionally Focused Couples Therapy (EFCT) se originou da abordagem psicológica humanista EFT (Emotionally Focused Therapy). Baseada em evidências e estruturada principalmente na Teoria do Apego, busca facilitar a criação de conexões emocionais seguras. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) desenvolve a consciência emocional, com foco no reconhecimento e expressão eficaz de necessidades emocionais, promovendo um vínculo de apego seguro entre os parceiros amorosos. Qual o objetivo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A terapia EFT direciona o olhar para as emoções e a forma como as expressamos e comunicamos dentro do relacionamento amoroso, reconhecendo a poderosa influência dessas emoções nos padrões de interação do casal. A terapia também entende a emoção não apenas como parte do problema, mas como um motor fundamental para a mudança positiva. Embora as emoções possam fortalecer nossos laços e a maneira como reagimos aos nossos parceiros, elas também podem gerar consequências danosas quando mal gerenciadas e levar a diversos problemas de relacionamento. Quando um casal briga, as discussões podem parecer familiares porque costumam seguir um certo padrão, mesmo que o assunto seja diferente. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) oferece um caminho para identificar esse padrão e reconhecer que, por trás dele, existem necessidades emocionais importantes que precisam ser cuidadas, especialmente a de se sentir seguro e conectado com a pessoa amada. Um dos objetivos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é criar um vínculo emocional seguro entre o casal. A Dra. Sue Johnson, uma das principais idealizadoras da EFT, nos lembra que a maioria dos conflitos conjugais não se resume a questões triviais. No fundo, a pergunta que ecoa é: "Você está ao meu lado quando eu realmente preciso de você?". A base da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) No coração da EFT reside a Teoria do Apego de John Bowlby. Essa teoria nos revela uma verdade fundamental sobre a natureza humana: desde o nascimento, somos programados para buscar e manter laços emocionais íntimos com pessoas importantes em nossas vidas. Assim como uma criança precisa de uma conexão segura com seus cuidadores para se desenvolver de forma saudável, os adultos anseiam por um vínculo emocional seguro com seus parceiros para se sentirem protegidos e completos. Quando essa conexão se sente ameaçada, experimentamos a "angústia de separação". Em resposta a essa angústia, podemos adotar diferentes padrões de comportamento: Alguns de nós se tornam "perseguidores" (apego ansioso), buscando incessantemente a reconexão, muitas vezes de forma intensa ou demandante. Outros se tornam "retraídos" (apego evitativo), buscando se proteger de uma possível rejeição, fechando-se emocionalmente. Imagine a seguinte dinâmica: um parceiro busca conexão, mas de maneira crítica ou acusatória. O outro, sentindo-se atacado e por desencadear sentimentos de inadequação e abandono, se afasta para se autoproteger ou preservar o relacionamento. Esse afastamento, por sua vez, faz com que o primeiro parceiro busque ainda mais contato e de modo mais intenso, aumentando o distanciamento e sofrimento para ambos. Eles se encontram presos em um ciclo repetitivo onde cada um, sem intenção, acaba ferindo o outro. Tipos mais comuns de ciclos negativos em casais Perseguição-Retraimento: Este é um ciclo negativo em que um dos parceiros se torna o "perseguidor", muitas vezes manifestando raiva, críticas ou uma necessidade constante de atenção, enquanto o outro adota uma postura de "retraidor", reagindo com silêncio, atitude defensiva ou tentativas de evitar confrontos. O "perseguidor" se sente abandonado e desconectado, enquanto o "retraído" se sente sob ataque e pressionado. Afastamento-Afastamento: Neste ciclo, ambos os parceiros se afastam emocionalmente, evitando interagir e conversar, levando a sensações mútuas de solidão, abandono e desesperança. Em geral, ocorre quando o "perseguidor" desiste de tentar chamar a atenção do "retraído" por estar emocionalmente esgotado. (Saiba mais sobre Síndrome da esposa que desiste do relacionamento) Ataque-Ataque: Os dois parceiros se tornam mais críticos e agressivos um com o outro. Geralmente um está buscando contato incansavelmente, sob efeito do apego ansioso ("perseguidor"), enquanto o outro ("retraído") pode estar atacando como reação defensiva. O padrão dominante do segundo parceiro ainda é o de retraimento e voltará a atacar quando se sentir provocado. Como funciona Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? O foco principal da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é identificar e transformar os ciclos negativos de interação do casal em um padrão mais seguro e acolhedor, promovendo a abertura emocional e uma conexão genuína entre os parceiros. Uma vez que esse ciclo destrutivo se torna claro para o casal, a terapeuta, atuando como uma guia neutra e oferecendo um espaço de aceitação incondicional, auxilia ambos os parceiros a diminuírem a intensidade dos conflitos e evitarem a escalada, mirando alcançar a saúde do relacionamento. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) acontece em três estágios distintos na jornada da terapia, cada um com passos específicos que guiam o processo terapêutico. Os 3 estágios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Desescalada de ciclos negativos O objetivo principal desta fase é ajudar o casal a identificar os padrões negativos que os aprisionam em discussões prejudiciais. Inicialmente, pode ser desafiador interromper completamente esses ciclos, mas o foco está em diminuir sua intensidade. Casais que antes se viam em constante hostilidade começam a encontrar um terreno menos combativo para se relacionar. É como se o volume da discussão fosse abaixado, permitindo que ambos se ouçam melhor. Reestruturação do vínculo O foco da terapia se desloca para a construção ativa de uma comunicação que fortalece o vínculo. O objetivo é cultivar um sistema de apego positivo, onde os parceiros se sintam sintonizados com as necessidades um do outro e capazes de responder com empatia. Nesse processo, observamos um reengajamento daquele parceiro que tendia a se retrair, e um abrandamento daquele que costumava acusar ou criticar. Consolidação e integração Na fase final da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT), o casal começa a encontrar novas soluções para os problemas antigos que antes pareciam insolúveis. Em um espaço de maior calma e segurança emocional, cada parceiro consegue estar mais presente e atento aos sentimentos e necessidades do outro. Os 9 passos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Passo 1: Avaliação inicial do relacionamento Nesta etapa introdutória, a terapeuta busca compreender a fundo os principais desafios que o casal enfrenta e os padrões negativos que se repetem em suas interações. O objetivo é que ambos se sintam compreendidos e que suas reações façam sentido dentro da sua vivência da relação. Também será avaliado se há codependência, violência psicológica e outros problemas de comunicação. Passo 2 – Identificação do ciclo negativo e os problemas de apego A terapeuta ajuda o casal a enxergar o ciclo negativo em que o casal está preso, o que causa distanciamento e sofrimento. Nesta fase, eles começam a perceber o relacionamento de uma forma mais sistêmica, compreendendo que ambos desempenham um papel, através de suas reações, na perpetuação da dor. Passo 3 – Acessando as emoções implícitas Uma vez que o casal entende o ciclo, a terapeuta os convida a explorar as emoções mais profundas e, muitas vezes, ocultas por trás da raiva ou do afastamento. O objetivo é trazer à tona as emoções primárias de vulnerabilidade, a hiperindependência emocional, as necessidades de conexão e os medos que antes eram invisíveis ou não expressos. Ao explorar esses sentimentos que guiam seus comportamentos no ciclo, os parceiros aprendem a comunicar suas necessidades de apego de maneira mais clara e positiva, o que, por sua vez, pode evocar cuidado e compaixão no outro. Passo 4 – Reformulação Neste passo, em vez de culpar um ao outro, eles aprendem a ver o ciclo negativo em si como o inimigo a ser combatido. Ao reformular o problema em termos da experiência emocional de cada um, o casal consegue se distanciar do ciclo destrutivo, entender a origem das reações e evitar respostas automáticas e defensivas. Com essa nova perspectiva, o objetivo de desescalada do ciclo é alcançado, preparando o terreno para o próximo estágio (Reestruturação do vínculo). Passo 5 – Acesso às necessidades implícitas, medos e modelos do eu Agora, os parceiros são convidados a mergulhar ainda mais fundo em suas emoções de apego e a entender como elas moldam seu relacionamento. O objetivo é que ambos compreendam seus próprios desejos e necessidades como indivíduos, promovendo uma melhor autoconsciência que, por sua vez, enriquece a compreensão mútua. Cria-se um espaço seguro para expressar sentimentos, anseios e necessidades. Cada um é encorajado a explorar e identificar seus comportamentos de autoproteção, como o retraimento ou a busca crítica. Afinal, muitas pessoas entram em relacionamentos com traumas anteriores e certas ações do parceiro atual ativam defesas inconscientes. Ao suspender temporariamente essas defesas e se conectar com seus medos e inseguranças, os parceiros se tornam mais conscientes de aspectos de si que tentavam silenciar ou evitar. Passo 6 – Promover a aceitação da outra pessoa O foco aqui é incentivar a aceitação da experiência emocional do parceiro. A terapeuta auxilia cada um a compreender as emoções do outro para que possam acolhê-las com mais empatia. Promove-se a aceitação das vulnerabilidades e medos do parceiro, reforçando a ideia de que expor essas fragilidades não diminui o amor ou o respeito na relação, mas, ao contrário, fortalece a intimidade. A experiência de compartilhar essas vulnerabilidades e ser recebido com empatia e compaixão, em vez de rejeição, é transformadora! Para o parceiro que se retrai, esse é um passo fundamental para receber aquilo que sempre desejou: aceitação incondicional, reconhecimento de seus esforços e validação de seus sentimentos e opiniões. Conheça a Casa do Relacionamento Saudável do Método Gottman para terapia de casal Passo 7 – Estruturando novos padrões Neste momento, o casal começa a praticar novas formas de interagir, mais positivas, seguras e responsivas às necessidades um do outro. O objetivo é estruturar um ciclo de interação mais saudável, onde ambos se sintam à vontade para expressar seus desejos e necessidades de apego de maneira adequada. Cada parceiro é ajudado a superar seus medos de expressar suas necessidades de conexão, com a confiança de que o outro será capaz de ouvi-las e atendê-las. Isso permite um envolvimento mais pleno e autêntico no relacionamento, com a sensação de que não é preciso esconder partes de si para manter o amor e o respeito do parceiro. Em vez de se afastarem quando os medos e inseguranças surgem, eles agora podem se voltar um para o outro, buscando apoio e compreensão. Essa nova dinâmica de conexão encoraja o parceiro que buscava mais proximidade a se sentir menos sozinho e mais seguro para também se abrir sobre seus próprios medos, confiando que será recebido com cuidado e disponibilidade. Alcançando esse passo, estão prontos para seguir para o estágio seguinte: Consolidação e Integração. Passo 8 – Desenvolver novas soluções para problemas recorrentes Nesta fase, o casal começa a criar ativamente novas maneiras de lidar com os problemas que os levaram à terapia. Em vez de cair nos velhos padrões destrutivos, eles aprendem a se comunicar de forma mais eficaz, evitando que os conflitos se acumulem. A terapeuta auxilia o casal a desenvolver estratégias para expressar suas necessidades e preocupações. Passo 9 –Consolidação do novo ciclo de interação O último passo é dedicado a consolidar o novo ciclo de interação que o casal construiu ao longo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). Novas formas de se relacionar levam tempo e esforço para se tornarem automáticas. O objetivo é que a segurança emocional e os novos padrões de apego se tornem a base sólida para um relacionamento duradouro e feliz. SAIBA MAIS: Preparei esse material com exemplos práticos para ajudar casais na substituição do ciclo negativo por um ciclo positivo, com base na EFT para casais: Quero começar uma Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Se você se identificou com os princípios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) como abordagem de tratamento para o seu relacionamento amoroso, considere agendar um horário comigo para iniciar a terapia de casal online. Tenho bastante experiência em Terapia de Casal e posso guiar vocês na aplicação prática dessas ferramentas para construir uma relação mais saudável e estável. Saiba como funciona a terapia de casal Conheça as vantagens da terapia online Saiba qual o tipo de amor vocês têm Como agendar É possível marcar a sua primeira sessão de Terapia de Casal comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual. Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Vocês podem consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com
- Teoria do Apego em relacionamentos amorosos
A Teoria do Apego em relacionamentos amorosos explora como as experiências de vínculo com nossos primeiros cuidadores moldam a maneira como nos conectamos e nos comportamos em nossos relacionamentos íntimos na vida adulta. Esses padrões iniciais de apego influenciam a busca por proximidade, a confiança e a forma como lidamos com a intimidade e a dependência em nossos relacionamentos amorosos. O que é a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos? A Teoria do Apego, muito útil para compreender os relacionamentos amorosos, foi inicialmente desenvolvida pelo psicólogo britânico John Bowlby para descrever a importância dos laços emocionais iniciais entre bebês e seus cuidadores primários para a sobrevivência e o desenvolvimento saudável. Esses laços, baseados na necessidade infantil de segurança e proteção, são formados através da sensibilidade e da resposta consistente do cuidador às necessidades da criança. A qualidade da interação é mais crucial que a quantidade de tempo, permitindo que qualquer cuidador principal (mãe, pai ou outro responsável) que seja adequado e engajado desenvolva um vínculo de Apego Seguro, promovendo conforto e proteção para a criança em momentos de necessidade. As interações com os cuidadores moldam padrões de apego que internalizados, influenciam a forma como as pessoas se relacionam ao longo da vida, incluindo nos relacionamentos amorosos. 4 tipos de apego Há 4 tipos de apego segundo a Teoria do Apego em relacionamentos amorosos, sendo um deles o: Apego Seguro e os outros três são Apegos Inseguros: Apego Ansioso-Preocupado Apego Evitativo-Desdenhoso Apego Evitativo-Medroso Apego Seguro Um Apego Seguro é desenvolvido em um adulto a partir de ter sido criado por um cuidador que demonstrou disponibilidade emocional e respondeu de forma apropriada às necessidades de conexão do filho, regulando suas emoções, tanto positivas quanto negativas. Torna-se um adulto que sente facilidade em se aproximar emocionalmente em relacionamentos românticos. Também lida bem com estar sozinho ou não se sentir aceito por alguém. Em relacionamentos amorosos, um adulto com estilo de Apego Seguro costuma apresentar estas características: Comunicação assertiva; Não tem receio de intimidade ou compromisso; Visão positiva sobre relacionamentos; Cuida do parceiro da maneira que gostaria de ser cuidado; Flexibilidade para negociar e compreender o parceiro; Capacidade de resolver conflitos de forma respeitosa; Encerra um relacionamento insatisfatório sem temer a solidão. Apego Ansioso-Preocupado Experiências passadas com cuidadores inconsistentes na infância podem gerar uma sensação de não ser digno de amor e afeto, contribuindo para se tornar um adulto com baixa autoestima e tendência de se sacrificar para manter o outro feliz e presente. Segundo a Teoria do Apego em relacionamentos, no amor, esse tipo de Apego Inseguro se traduz em uma busca intensa por proximidade, aprovação e atenção constante do parceiro, com alto risco para dependência emocional, codependência e ansiedade de separação. A ideia de ficar sozinho pode gerar desespero e um medo intenso de ser abandonado ou ser esquecido, levando a um estado de alerta, procurando por sinais de que a segurança da relação possa estar ameaçada. Algumas outras características comuns de adultos com estilo de Apego Ansioso-Preocupado em relacionamentos incluem: Ansiedade e preocupação excessiva com o relacionamento; Priorizar as necessidades do parceiro acima das suas próprias; Buscar aprovação, provas de amor e certeza da presença do parceiro; Medo intenso de afastamento ou término; Ciúme, desconfiança e cobrança; Dificuldade em estabelecer limites saudáveis na relação; Desregulação emocional: explosões de raiva, alterações de humor, crises de ansiedade ou depressivas. Longa permanência em uma relação abusiva. Alguns comportamentos do parceiro amoroso podem servir de gatilho emocional para alguém com Apego Ansioso-Preocupado: Atrasos, esquecimentos, demora para responder mensagens; Silêncio ou necessidade de tempo sozinho; Não compartilhar sentimentos; Não demonstrar comprometimento no relacionamento; Pouca demonstração de afeto; Destinar atenção a outras pessoas. O parceiro com estilo de Apego Ansioso-Preocupado, hipersensível a algum indício de rejeição, pode interpretar esses comportamentos como um sinal de que o relacionamento está ameaçado e que o abandono é iminente. Ao procurar restabelecer a conexão de forma intensa, ansiosa ou raivosa, pode afastar o parceiro, piorando ainda mais o medo de solidão. Saiba mais sobre esse ciclo negativo em casais, lendo outro artigo meu: Terapia de Casal Focada nas Emoções. Infelizmente, toda essa vulnerabilidade da pessoa com Apego Ansioso-Preocupado pode atrair pessoas que se aproveitam de tanta dedicação, gerando relacionamentos com violência psicológica, traição, TEPT de relacionamento, triângulo dramático, Síndrome de Estocolmo, Trauma Bonding, Folie a Deux e conarcisismo. Apego Evitativo-Desdenhoso Na infância, aprendeu que não podia contar com as pessoas mais próximas para apoio emocional e afeto. Como adulto, internalizou a crença de que não precisa de intimidade ou afeição, desativando seu sistema de apego. A formação de relacionamentos íntimos não é prioridade. Tende a valorizar a independência e a autonomia, preferindo não depender dos outros ou que outros dependam de si. Embora se envolva em relações, evita e desvaloriza a proximidade emocional, construindo barreiras para impedir conexões profundas ou sabotando a relação para que acabe. Algumas outras características do padrão de Apego Evitativo-Desdenhoso nos relacionamentos amorosos incluem: Evitação da proximidade emocional; Dificuldade em expressar pensamentos e sentimentos (ver: Alexitimia); Parecer distante, indiferente ou frio; Agir com desdém em relação a um parceiro que expressa emoções; Preferir resolver conflitos sozinho (ver: Hiperindependência emocional) Demorar para fazer escolhas amorosas (ver FOBO); Lidar com a rejeição se distanciando. Gatilhos em relacionamentos amorosos que causam desconforto ou afastamento para alguém com um estilo de Apego Evitativo-Desdenhoso: Quando o parceiro expressa muita necessidade de apoio emocional, atenção, toque ou se torna excessivamente dependente; Conversas muito profundas e emocionais; Situações em que se sinta vulnerável a críticas ou a ser enganado; Quando o parceiro pressiona por um relacionamento mais sério muito cedo; Perda de espaço pessoal, liberdade ou autonomia. Apego Evitativo-Medroso O estilo de Apego Evitativo-Medroso se manifesta em alguém com uma visão instável ou confusa sobre si mesma e sobre os outros. Frequentemente associado a perdas ou traumas, experiências negativas e persistentes com familiares e abusos na infância, esse tipo de Apego Inseguro leva a sentimentos ambivalentes em relação à intimidade. Um adulto com Apego Evitativo-Medroso deseja ter relacionamentos próximos, mas sente dificuldade em confiar plenamente nos outros ou em depender deles, por medo de se machucar. Essa dualidade entre o desejo de conexão e o medo da intimidade gera uma instabilidade mental, que se traduz em desconfiança nos relacionamentos e em uma visão de si mesmo como não merecedor da receptividade dos outros. Alguém com Apego Evitativo-Medroso mescla características dos dois estilos de Apego Inseguro descritos anteriormente: Apego Ansioso-Preocupado e Apego Evitativo-Desdenhoso. Mudança de Estilo de Apego Embora os padrões de apego possam parecer permanentes, é importante saber que existe esperança para mudar e construir relacionamentos saudáveis, mesmo que você se identifique com algum dos Apegos Inseguros, pois é possível desenvolver o chamado Apego Seguro Adquirido. Pessoas com Apego Inseguro podem alcançar uma segurança aprendida ao se tornarem conscientes de seus pensamentos disfuncionais sobre si mesmos e seus relacionamentos amorosos. Ao questionar e modificar esses padrões de pensamento negativos, eles podem gradualmente transformar seu estilo de apego. Esse processo envolve reconhecer as próprias inseguranças, aprender a regular as emoções de forma mais eficaz e desenvolver maneiras mais saudáveis de se conectar com os outros. Buscar o apoio de uma psicóloga experiente em Teoria do Apego e em relacionamentos amorosos é a maneira mais eficaz de iniciar essa transformação. Em um espaço seguro para compreender a raiz de seus padrões de apego, será possível aprender estratégias concretas para alcançar o Apego Seguro Adquirido e construir relacionamentos mais seguros e gratificantes. -Saiba mais lendo sobre a Teoria Polivagal. Como eu posso ajudar Posso ajudar você, que se identificou com os efeitos dos estilos de apego da Teoria do Apego nos relacionamentos amorosos, através de terapia individual ou terapia de casal na modalidade online. Sendo uma psicóloga especialista em relacionamentos amorosos, traumas e terapia de casal estou preparada para tratar os problemas de relacionamento desencadeados pelos tipos de apego. Acredito na importância de adaptar o tratamento às necessidades de cada paciente ou casal. Por isso, como psicóloga, trabalho com diferentes abordagens terapêuticas: Psicanálise, Terapia Sistêmica, Cuidado Informado sobre Trauma, Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). A combinação dessas ferramentas permite oferecer um atendimento mais completo e eficiente! Trabalharemos juntos para que você (ou vocês) alcancem um relacionamento romântico mais equilibrado e saudável! Como agendar comigo Você pode agendar a sessão de terapia (individual ou de casal) diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. Você pode fazer sua sessão de terapia pelo site no computador ou pelo app "Zenklub" no celular. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido e o pagamento pode ser por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando você agendar e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Será uma satisfação poder ajudar! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com











