top of page

Resultados da busca

126 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Traição emocional: o que é?

    Uma conexão emocional profunda e secreta com alguém que não é o parceiro amoroso é considerado uma traição emocional, mesmo que não envolva intimidade sexual. Neste artigo, vamos explorar o conceito de traição emocional, entender suas causas e como ela se diferencia de uma amizade, além de discutir como tratar a dor que ela causa. O que é traição emocional A traição emocional, também conhecida como infidelidade emocional, é a formação de um laço emocionalmente íntimo com alguém fora do relacionamento principal. Ela acontece quando um dos parceiros passa a criar um apego emocional com outra pessoa, contando com ela para apoio, conforto e validação, ignorando ou preterindo o parceiro. Embora não haja contato sexual, esse tipo de infidelidade afeta a confiança e prejudica a saúde do relacionamento. O parceiro que a comete esconde a natureza da relação ou os detalhes das interações, pois, no fundo, sabe que isso viola os limites e o contrato de exclusividade do casal. Essa infidelidade pode se manifestar de várias formas, como compartilhar segredos, pensamentos e sentimentos que seriam reservados ao parceiro, contar novidades em primeira mão, orbiting, desabafar sobre o relacionamento, passar muito tempo conversando, desenvolver piadas internas e viver experiências que excluem o parceiro. A terceira pessoa pode ser um amigo, um colega ou uma pessoa desconhecida da internet. Geralmente ela possui características que a tornam um par romântico em potencial, o que ameaça ainda mais o relacionamento principal. Dificilmente alguém trai emocionalmente com outra pessoa que não se encaixa no perfil de parceiro ideal. As interações podem ser tanto presenciais, quanto por mensagens, áudios, chamadas de voz ou vídeo. Diferença entre traição emocional e amizade As características que diferenciam uma traição emocional de um vínculo inofensivo de amizade são: o sigilo, o objetivo e a concorrência. À primeira vista, pode parecer difícil distinguir uma amizade de uma traição emocional, por isso a avaliação acaba sendo subjetiva, dependendo do tipo de acordo de fidelidade do casal. Sigilo: amizades saudáveis são transparentes e abertas. Não há necessidade de esconder as interações que acontecem com um amigo. Já a traição emocional, diferentemente, é marcada pelo segredo. O parceiro que comete a traição esconde a profundidade e a frequência do contato extraconjugal, evitando falar sobre a terceira pessoa ou mentindo, justamente por saber que viola o combinado de exclusividade do casal. Objetivo: amizades são públicas e têm como propósito apoio, diversão e interesses em comum, sem a intenção de preencher uma lacuna romântica. A traição emocional, por outro lado, foca em trocas de confidências e atenção que seriam esperadas de ocorrer somente entre entre parceiros amorosos. Concorrência: a traição emocional compete com o relacionamento amoroso, tirando tempo e energia que seriam dedicados ao parceiro. Amizades convencionais não prejudicam o relacionamento, não geram desconfiança e nem ciúme. 4 causas da traição emocional As principais causas da traição emocional são: falta de amor, intimidade e conexão; comunicação deficiente; pouco comprometimento e fatores pessoais. 1- Falta de amor, intimidade e conexão: o parceiro pode sentir que não está recebendo a atenção, carinho e valorização que precisa, buscando-os em outro lugar. 2- Comunicação deficiente: quando a comunicação se torna inexistente ou agressiva, o parceiro pode se sentir negligenciado ou não compreendido, buscando alguém que o ouça e o valide. 3- Pouco comprometimento: um dos parceiros pode não estar totalmente investido na relação, o que o torna mais propenso a trair. (Veja o artigo sobre FOBO) 4- Fatores pessoais: histórico de infidelidade pessoal e/ou familiar, instabilidade emocional, personalidade narcisista, personalidade antissocial, personalidade borderline, personalidade histriônica, autofobia (medo de ficar sozinho), ansiedade de separação, tipo de apego e codependência, podem influenciar a busca por casos emocionais extraconjugais. Como tratar uma traição emocional Descobrir uma traição, seja ela física ou emocional, é devastador. A dor, a insegurança e a quebra de confiança são sentimentos difíceis de processar. No entanto, é possível reconstruir a confiança e curar as feridas. A traição emocional pode ser um sinal de alerta de que algo no relacionamento precisa de atenção, especialmente se há outros sinais de violência psicológica além desse. Pode ser um convite para o casal olhar para a dinâmica da relação, entender os problemas e buscar ferramentas para se reconectar. Terapia de casal A terapia de casal é o tratamento mais indicado para casais que passaram pela traição emocional . Nela, o casal pode: Reconstruir a confiança de forma gradual; Desenvolver novas ferramentas de comunicação; Entender o que levou à traição e como evitar que aconteça novamente; Ressignificar a relação e criar um novo caminho. Terapia individual A terapia individual é o tratamento mais indicado para quem viveu uma traição emocional e está em dúvida sobre continuar no relacionamento, para quem optou pelo término ou quando o parceiro infiel não se dispõe a fazer terapia de casal. É fundamental a ajuda psicológica para lidar com o trauma de ter sido traído ou de viver um relacionamento abusivo. Evitar o TEPT de relacionamento é essencial, além de prevenir que futuras escolhas amorosas também resultem em desfechos dolorosos. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamentos amorosos e em traumas, estou preparada para tratar os desafios da vida amorosa através da terapia online, seja para ajudar ambos na terapia de casal ou uma das duas pessoas na terapia individual. É possível agendar uma sessão comigo diretamente na plataforma Zenklub, local onde fica hospedado o meu consultório virtual, sem a necessidade de contato prévio para combinar um horário. É tudo muito prático e moderno! Basta acessar o meu perfil e escolher na agenda o dia e o horário que ficar melhor para você(s) através do site no computador ou do app "Zenklub" no celular. Já aparecem com convertidos para o seu fuso horário local. Lá, também há o acesso ao meu vídeo de apresentação, às avaliações de pacientes e ao preço da sessão. O sistema me notificará quando for concluído o agendamento e estarei aguardando na videochamada no horário escolhido! Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Terapia após traição

    A terapia, seja de casal ou individual, é um recurso fundamental após a traição amorosa para processar os sentimentos e as questões que surgem com a descoberta da infidelidade. Terapia após traição: o luto pelo fim Após a revelação de uma traição, a experiência costuma ser comparada a um processo de luto, por isso a terapia após a traição é tão necessária. Essa dor não é apenas pelo fim do relacionamento, mas também pela perda da confiança, da autoimagem e do ideal que se tinha de uma união romântica. Nem todos os cônjuges traidores estão dispostos a assumir o seu erro ou mudar e nem todos os parceiros traídos conseguem superar a devastação de um relacionamento com infidelidade, levando a história do casal ao fim. A pessoa traída escolhe finalizar o relacionamento quando: sente que a base fundamental da relação foi destruída de forma irreparável; não conseguirá perdoar, confiar novamente e se reconciliar; reconhece que o relacionamento já tinha outros problemas crônicos; se dá conta de que o parceiro tem uma personalidade diferente do que parecia. A pessoa que traiu escolhe terminar quando: pretende manter o caso extraconjugal; admite desejar a liberdade de ser solteiro ou do FOBO; não tem vontade de mudar o comportamento infiel; reconhece que o relacionamento tinha problemas prévios que já o fazia querer terminar; Se deparar com a vida e o futuro repentinamente incertos e seguir em frente sozinho pode gerar emoções diversas e intensas em cada um. A terapia individual é fundamental para o processamento de tudo, pois se as emoções ficarem reprimidas, podem causar problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, transtorno do estresse pós-relacionamento, transtorno de adaptação, transtorno por uso de substâncias e pânico. Em alguns casos, mesmo tendo optado pelo fim, o casal precisa de terapia de casal para lidar com os desdobramentos da separação. A exposição de sentimentos de forma terapêutica para encerrar o ciclo e a conversa sobre questões, como bens e filhos são fundamentais que ocorram de forma madura e respeitosa. Terapia após traição: tentar seguir juntos Quando o casal escolhe reconstruir e salvar o relacionamento depois de uma traição, nem sempre conseguem se reconectar sem a ajuda de uma terapia individual e/ou uma terapia de casal. Além do luto, outras emoções diversas podem estar em jogo, como: raiva, tristeza, medo, vergonha, culpa, baixa autoestima, arrependimento, ansiedade, insegurança, estresse e desconfiança. Sem apoio profissional, podem ocorrer outros problemas, como: violência psicológica, abuso reativo, dificuldades sexuais, problemas de comunicação, conflitos e ciúmes. Terapia após traição: foco na recuperação do cônjuge traído A traição provoca uma dor tão profunda que é natural que desencadeie crises emocionais inesperadas na pessoa traída. Essa dor não deve ser anestesiada com substâncias, medicamentos ou ser ignorada, pois isso apenas retarda a cura, podendo ressurgir com mais força no futuro. A dor da traição precisa ser verbalizada tanto com o parceiro, quanto na terapia. A disposição de correr o risco de se conectar, seja com o parceiro ou com outras pessoas, aceitando a vulnerabilidade de se machucar novamente, é uma parte muito difícil do processo de recuperação emocional de quem foi traído. Uma infidelidade é uma violação da conexão humana, portanto perde-se toda a sensação de segurança. Diferentes memórias a respeito da traição se manifestando como se estivessem acontecendo no presente e pensamentos intrusivos que atrapalham o funcionamento normal são respostas psicológicas naturais ao trauma. Se o casal opta por seguir junto, é fundamental que o parceiro que cometeu a traição compreenda que a recuperação emocional do parceiro afetado é lenta e delicada. É necessário estar disposto a ouvir, validar as emoções expressas, priorizar as necessidades do outro, oferecer ajuda, expressar gratidão por continuarem juntos, proporcionar um ambiente de segurança psicológica e se empenhar em uma mudança pessoal para não causar mais nenhuma dor a ninguém. A pessoa traída pode precisar de muito tempo para atravessar o luto, enquanto avalia se o parceiro está, de fato, comprometido com o relacionamento e com as mudanças necessárias. Perdoar envolve um processo interno complexo e não quer dizer que tudo se apagará da memória. Inclusive, perdoar não significa confiar novamente e não representa reconciliação. Cada um é um processo separado. Terapia após traição: foco na recuperação do cônjuge traidor Para o parceiro que traiu, a reconstrução do relacionamento após a traição só será possível através de uma postura honesta e autêntica. Portanto, não é indicado seguir junto mantendo um comportamento de enganação. É fundamental estar seguro de que deseja passar por uma transformação pessoal, a qual envolve ser uma pessoa verdadeira e confiável de forma consistente. O autor John Kador escreveu sobre a importância do pedido de desculpa na restauração da confiança através dos 5R´s: Reconhecimento O primeiro passo é reconhecer e explicar com clareza o erro cometido à pessoa que foi prejudicada, sem minimizar, omitir partes ou justificar. Responsabilidade Responsabilizar-se pelas escolhas e ações, sem transferir a culpa pelo que fez. Remorso O remorso com a expressão sincera do arrependimento pela dor causada ao outro. Reparação Envolve disposição para trabalhar ativamente na correção dos comportamentos indesejados e na compensação dos danos. Repetição Novos comportamentos saudáveis devem ser repetidos e consistentes. É o compromisso firme de que a traição não se repetirá. A desculpa só é eficaz se for orientada para a vítima, focando na dor dela, e não nas intenções ou na dor do traidor. A terapia individual pode fornecer à pessoa que traiu uma maior clareza sobre os princípios que guiavam sua vida e se as motivações que levaram à traição ainda estão presentes. É necessário aprender a tomar decisões que estejam alinhadas aos acordos feitos com o parceiro, mesmo sob tentação. Analisar tendências à mentira, autossabotagem, impulsividade, vícios, bem como dificuldades com limites, com comunicação assertiva e com a empatia são aspectos a serem tratados na terapia também. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente em relacionamento amoroso e em terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar os danos da traição amorosa através da terapia online tanto individual, quanto em casal. Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada pessoa ou par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas, como: Psicanálise, Terapia Sistêmica, e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT). Como agendar É possível marcar as sessões de terapia comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual. Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. É necessário preencher um cadastro rápido antes do agendamento e pagar por PIX ou cartão de crédito. O sistema me notificará quando o agendamento for concluído e estarei aguardando na videochamada no horário marcado! Conte comigo! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com Leia também: Traição emocional: o que é Transtorno obsessivo-amoroso Terapia para codependência em relacionamento

  • Orbiting

    Orbiting: o que é? Orbiting é quando alguém permanece na sua órbita digital, interagindo de forma mínima e silenciosa, como visualizar stories, curtir posts ou mandar mensagens curtas, sem um propósito claro. Geralmente quem pratica o orbiting não tem a intenção de ter uma comunicação significativa ou um contato direto, causando muita dúvida sobre os motivos por trás disso. A presença constante do orbiter perpetua um ciclo de ansiedade para quem está sendo orbitado. Sem uma comunicação direta, a pessoa-alvo é forçada a interpretar sinais indiretos, gerando tensão não resolvida e desconfiança. 3 tipos de Orbiting mais comuns Orbiting pós-término: O orbiting pós-término é realizado por ex-parceiro, geralmente motivado por um comportamento impulsivo, nostálgico, problemas de apego ou pela dificuldade em seguir em frente. Pode gerar uma falsa esperança de reconciliação e até medo de estar sendo perseguido. A pessoa-alvo pode se sensibilizar e tentar reatar, com o risco de se deparar com rejeição ou problemas antigos, reabrindo as feridas do passado. Orbiting pré-relacionamento: O orbiting pré-relacionamento é feito por alguém novo na sua vida ou com quem você teve alguns encontros ou que sumiu logo no início do flerte. A motivação é manter a conexão sem se envolver completamente ou manter uma opção em aberto enquanto avalia outras, sem qualquer compromisso real. (Saiba mais sobre FOBO) Esse tipo de orbiting cria uma falsa sensação de envolvimento. A pessoa-alvo gasta energia tentando entender qual é o seu lugar no mundo da outra. Orbiting em relacionamento abusivo: Em relacionamentos tóxicos, marcados por diversos problemas de relacionamento, com idas e vindas do casal, o orbiting do ex-parceiro pode ser uma tática sutil de controle, indicando uma tentativa de reaproximação, para reatar e recomeçar o ciclo de abuso. Nessas situações, a presença digital persistente é uma forma de manipulação emocional, destinada a manter a vítima engajada na dinâmica do poder, dificultando a cura e o rompimento definitivo do ciclo abusivo. *Em todos os 3 casos, a falta de comunicação direta coloca o ônus da interpretação e da responsabilidade emocional sobre quem é orbitado, impedindo a resolução emocional e prolongando a dor. O orbiting é mais doloroso que o ghosting porque a presença virtual impede o fechamento do vínculo. 5 impactos psicológicos do Orbiting Falsa esperança: cada visualização ou like funciona como uma "migalha” de atenção que ativa um ciclo de esperança ou obsessão. Dissonância cognitiva: o conflito entre a realidade de não haver nenhum relacionamento real e os sinais de que a outra pessoa sente algo ou se importa, gera confusão, ansiedade e esgotamento mental. Impacto na autoestima: a falta de clareza faz a vítima do orbiting questionar seu próprio valor e percepção da realidade. Luto ambíguo: a mente não consegue processar o luto do fim do relacionamento porque não há uma perda clara. A pessoa não está presente, mas também não está totalmente ausente. Aprisionamento: impede, inconscientemente, de ter a abertura e a disponibilidade afetiva necessárias para construir um vínculo real com um novo pretendente. Riscos do Orbiting Para quem carrega traumas de relacionamentos passados, problemas de apego inseguro ou uma tendência à codependência, a "migalha" de atenção do orbiter pode ser confundida com prova de amor ou reconhecimento. O ato de ver significado e esperança na presença silenciosa do orbitador, muitas vezes, é um sinal de que a pessoa-alvo pode não conhecer o que é um amor pleno, que exige presença, transparência e investimento mútuo. A crença de que 'qualquer coisa é melhor que nada', impulsionada pelo medo da solidão, impede que a pessoa abra espaço para um parceiro que queira, de fato, estar ali, de forma inteira e não apenas na órbita. Ajuda para lidar com o Orbiting Enfrentar o orbiting e quebrar o ciclo da esperança intermitente exige mais do que apenas um corte e um desligamento digital. Exige a reconstrução da sua autoestima e do conceito de amor, além da cura de feridas emocionais antigas. A melhor ajuda para lidar com a vivência do orbiting é a terapia com uma psicóloga especialista, a fim de receber ajuda para: Validar sua dor: reconhecer que o luto por um relacionamento sem consistência ou sem fechamento é real. Identificar padrões de apego: entender por que você se envolve com parceiros inconsistentes e como mudar essa dinâmica. Reconstruir a autoestima: aprender a basear seu valor em quem você é e não na validação superficial de alguém. Como psicóloga, utilizarei diversas abordagens terapêuticas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia Sistêmica e a Psicanálise, para te ajudar a compreender sua história, o seu modo de se relacionar e a modificar padrões de pensamento e comportamento. Tudo isso com a conveniência e o conforto de fazer terapia de onde você estiver, usando um celular ou computador com acesso à internet. Como agendar O agendamento das sessões de terapia é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. É só clicar, preencher um rápido cadastro, pagar e ter sua sessão marcada de forma prática e segura. Você pode consultar o valor da sessão e a minha agenda, que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões de terapia online (videochamadas) pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Narcisismo encoberto

    O narcisismo é geralmente associado à alguém extrovertido e arrogante, que precisa de admiração. Mas há um subtipo de narcisismo mais sutil e difícil de identificar: o Narcisismo encoberto, também conhecido como Narcisismo vulnerável. O que é o Narcisismo encoberto? O narcisismo encoberto combina o egocentrismo fundamental do Transtorno da Personalidade Narcisista com uma postura mais introvertida, vitimista, modesta, melancólica e hipersensível. O psicólogo Paul Wink dividiu o narcisismo em dois tipos: grandioso e encoberto. Enquanto o narcisista grandioso exibe abertamente sua superioridade, no narcisismo encoberto a grandiosidade é mantida no mundo interior, dominado por fantasias de sucesso, reconhecimento e necessidade de ser visto como especial, mesmo não buscando ser o centro das atenções. Quando a frágil autoestima do narcisista encoberto é ameaçada ou quando ele se sente incompreendido, a reação pode ser: Retraimento emocional: ficar no isolamento, silêncio, inibição ou na defensiva; Mau humor prolongado; Desregulação emocional: não gerenciando a intensidade e a duração das próprias emoções. Características do Narcisismo encoberto Os sinais do narcisismo encoberto são mais sutis do que os traços do narcisismo grandioso, exigindo uma observação mais atenta. Egocentrismo persistente: Assim como todos os tipos de narcisistas, há um elevado senso de autoimportância. Tem dificuldade em desenvolver empatia, priorizando consistentemente suas próprias queixas, desejos e necessidades, muitas vezes deixando a outra pessoa se sentindo ignorada ou desvalorizada. Desejo intenso por validação: Apesar da baixa autoconfiança, tem fantasias de sucesso e reconhecimento. Pode se gabar sutilmente ou direcionar a conversa para suas conquistas na esperança de obter admiração. Postura introvertida: Pode parecer reservado, tímido, desfavorecido e humilde, diferentemente do narcisista grandioso. Atitudes passivo-agressivas: não comunica de forma clara a raiva ou o ressentimento, agindo de forma aparentemente passiva, mas evidentemente agressiva, com o propósito de retaliar, punir ou resistir a exigências. Por exemplo: procrastinação, FOBO, sarcasmo, teimosia, sabotagem, resistência, vitimização ou "esquecimento" conveniente. Autoestima frágil: Luta internamente contra sentimentos de inadequação. Quando a validação esperada não chega, sua autoestima pode desmoronar. Instabilidade e negatividade: Apresenta um grau mais elevado de instabilidade emocional e uma tendência a vivenciar emoções negativas, resultando em uma atitude e perspectiva mais pessimistas em geral. Vitimismo: Alega que é injustiçado, incompreendido ou pouco valorizado. Essa postura defensiva leva a esquivar-se da responsabilidade por seus atos, reforçando sua autopercepção de inocência. "As pessoas nunca percebem como sou inteligente" (em vez de "Vejam como sou inteligente!" típica do narcisista grandioso). Manipulação: Se mostra descontente ou contrariado para atrair atenção e elogios. A transferência de culpa é um mecanismo usado para evitar assumir a responsabilidade e proteger a autoimagem de perfeição. DARVO e gaslighting também são estratégias de manipulação comuns. Narcisismo encoberto e relacionamento Conviver com alguém com narcisismo encoberto lembra a ideia de "pisar em ovos". Devido à sua hipersensibilidade à crítica e à sua autoestima frágil, qualquer feedback ou tentativa de diálogo pode ser recebido com defensividade, retraimento emocional ou comportamento passivo-agressivo. A longo prazo, a relação se torna exaustiva, abusiva e desequilibrada por: Falta de reciprocidade Negatividade constante Manipulação discreta O narcisista encoberto geralmente tem medo de rejeição ou abandono devido ao estilo de apego inseguro. Assim como o narcisista grandioso, pode ter dificuldade em manter relacionamentos profundos e saudáveis, vivenciando muitos problemas de relacionamento. Quem se relaciona amorosamente com pessoas com narcisismo encoberto tem mais probabilidade de apresentar fawning, abuso reativo, trauma bonding, conarcisismo e codependência. Pode sentir desgaste emocional por estar sempre confortando, resolvendo crises e tentando "salvar" o parceiro que parece nunca se estabilizar. Ao se colocar como vulnerável, o narcisista encoberto paradoxalmente exerce controle. Se ele é frágil, você se sente obrigada a cuidar, relevar, sustentar e proteger, perdendo sua própria autonomia e projetos, deixando ele no centro de tudo. Narcisismo encoberto: será que eu tenho? Responda as perguntas a seguir para uma autoavaliação: Hipersensibilidade e Reatividade Reação à crítica: Quando você recebe um feedback ou crítica (mesmo que construtiva) no trabalho ou em casa, você costuma se sentir profundamente humilhado, envergonhado ou atacado, mesmo que a crítica tenha sido suave? Rancor: Você tem dificuldade em esquecer pequenos desrespeitos ou o que percebe como ofensa e tende a remoer esses sentimentos por muito tempo? Defensividade: Sua reação imediata a um erro ou falha é geralmente se defender ou culpar fatores externos ou outras pessoas, em vez de assumir a responsabilidade? Egocentrismo e necessidade de validação Foco da conversa: Durante as conversas, você se pega frequentemente redirecionando o tópico para suas próprias experiências, queixas ou conquistas, mesmo que o outro estivesse falando sobre algo importante para ele? Fantasia interna: Você passa muito tempo fantasiando sobre um sucesso futuro ou sobre um reconhecimento que o mundo ainda não lhe deu, sentindo que você é especial e injustiçado por não ser reconhecido? Sentimento de merecimento: Você sente que, devido à sua inteligência, sensibilidade ou sofrimento, você merece um tratamento especial, privilégios ou que as regras normais não se aplicam a você? Vitimização e comportamento passivo-agressivo Expressão da raiva: Quando você está chateado ou com raiva de alguém, você tende a se vingar por meio de ações indiretas, como procrastinar uma tarefa importante para essa pessoa, ser sarcástico ou "esquecer" algo intencionalmente? Mentalidade de vítima: Você descreve frequentemente sua vida ou seus problemas como resultado de ter sido maltratado ou incompreendido pelas circunstâncias ou por outras pessoas? Fechamento emocional: Você tende a se retrair ou se fechar emocionalmente após um conflito ou desapontamento, usando o silêncio para punir ou manipular o outro a vir atrás de você? Autoestima e instabilidade emocional Insegurança oculta: Apesar de desejar ser visto como superior ou perfeito, você luta secretamente contra sentimentos persistentes de inadequação ou inutilidade? Ansiedade social: Você se sente profundamente ansioso ou nervoso em situações sociais, mas sente que precisa esconder essa insegurança para manter uma imagem de competência? Se muitas dessas perguntas combinaram com você, pode ser útil buscar a ajuda psicológica para compreender e modificar suas tendências narcísicas encobertas. Narcisismo encoberto: possíveis causas O psiquiatra norte-americano James F. Masterson refere que a origem do Narcisismo encoberto está em falhas no desenvolvimento infantil, onde a tentativa da criança de se separar-individuar não foi apoiada pelos cuidadores, que exigiam que a criança satisfizesse suas próprias necessidades narcisistas, algo comum em famílias narcisistas. Esse histórico leva à formação de um self falso e à dor subjacente conhecida como depressão de abandono, uma intensa sensação de inadequação e inutilidade que surge quando a autonomia é buscada. O narcisista encoberto mantém seu senso de valor através da fusão com um objeto idealizado, ou seja, se definindo pela proximidade com o "outro especial" ou admirado. Tratamento para o Narcisismo encoberto Lidar com o narcisismo encoberto, seja em si mesmo ou em um relacionamento, exige compreensão profunda e ferramentas de regulação emocional. Aqui estão listadas algumas abordagens e técnicas psicológicas com bons resultados para o tratamento psicológico do Narcisismo encoberto: 1) A Abordagem Masterson tem como objetivo terapêutico central ajudar o paciente a: Confrontar a depressão de abandono. Ativar o self real capaz de tolerar frustrações e manter relações saudáveis e recíprocas, abandonando o medo de ser um self separado. 2) A Terapia Baseada na Mentalização (TBM) aprimora a capacidade de compreender e refletir sobre os próprios estados mentais e os dos outros, especialmente quando há alexitimia. Alcança-se um melhor controle comportamental, um aumento da regulação emocional e, consequentemente, relacionamentos mais íntimos e gratificantes. 3) Na Psicanálise clássica, o tratamento busca, através da associação livre e da interpretação da transferência e das resistências, desfazer a supervalorização do ego, diminuindo a necessidade de defesas como a vitimização e a agressividade passiva. 4) A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) identifica e modifica os padrões de pensamento desadaptativos (como as crenças de inferioridade, as fantasias de grandiosidade não expressas e a hipersensibilidade à crítica) e ensina habilidades concretas de regulação emocional e de comunicação assertiva. 5) A Terapia do Esquema trata o narcisismo encoberto focando na identificação e modificação dos esquemas iniciais desadaptativos (como Privação Emocional e Defeito/Vergonha) que levam à adoção do Modo Criança Solitária/Vulnerável e do Modo de Autograndecimento/Supercompensador, ensinando o paciente a satisfazer suas necessidades emocionais de forma saudável. 6) Terapia de casal: ajuda nos casos de narcisismo encoberto ao focar na restauração da reciprocidade, ensinando o parceiro narcisista a expressar vulnerabilidade sem defensividade e o parceiro não-narcisista a estabelecer limites saudáveis. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com o Narcisismo encoberto em você ou em alguém com quem você se relaciona ou convive, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você individualmente com terapia online ou você e seu parceiro com terapia de casal online. Agende uma sessão de terapia comigo para iniciar uma mudança em direção à compreensão, ao crescimento e ao equilíbrio emocional. O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão e a minha agenda. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site. Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Alfabetização emocional

    Identificar o que sentimos não é apenas um exercício intelectual, a alfabetização emocional é uma ferramenta de regulação psíquica. Quando alguém consegue migrar de um estado de angústia para a nomeação específica de um afeto, retoma o protagonismo sobre sua própria emoção . Alfabetização emocional e autoconhecimento A alfabetização emocional é o alicerce sobre o qual se constrói um autoconhecimento sólido e funcional. Enquanto o autoconhecimento nos permite identificar nossos padrões, valores e sombras, a alfabetização emocional nos fornece o vocabulário necessário para traduzir o que ocorre no nosso interior em palavras claras. Sem essa capacidade de nomear e distinguir nuances entre o que sentimos, ficamos presos a reações impulsivas e a um mal-estar indefinido que drena nossa energia psíquica. Para colaborar com quem busca maior autoconhecimento através de uma alfabetização emocional , será listado um glossário de emoções, das mais elementares às mais complexas. 1. Emoções primárias (Básicas) São as reações universais e biológicas, fundamentais para a sobrevivência e adaptação. Medo:  Reação instintiva a uma ameaça real ou imaginária, mobilizando o corpo para defesa ou fuga. Raiva:  Resposta à percepção de injustiça, frustração ou violação de limites pessoais. Tristeza:  Resposta à perda ou desilusão, promovendo a introspecção e o processamento do luto. Alegria / Felicidade:  Estado de bem-estar e satisfação que reforça comportamentos positivos. Repulsa:  Reação de nojo, seja a estímulos físicos ou a condutas morais que ferem os valores. Surpresa:  Reação breve a um evento inesperado, que prepara a pessoa para processar uma nova informação. 2. Estados de satisfação e bem-estar Para colaborar na Alfabetização emocional precisamos olhar também para as emoções desejáveis e satisfatórias. Elas diferenciam-se pela intensidade e pelo foco do prazer experimentado. Contentamento:  Estado de equilíbrio e ausência de agitação, onde as necessidades imediatas parecem atendidas. Satisfação:  Sentimento de realização após a conclusão de um objetivo ou o atendimento de um desejo. Prazer sensorial:  Gratificação focada nos sentidos (paladar, tato, visão e audição), desprovida de complexidade cognitiva. Alívio:  Sensação de leveza que sucede o término de uma situação de estresse, perigo ou dor. Gratidão:  Reconhecimento de um benefício recebido, estabelecendo um vínculo positivo com o outro ou com a vida. Esperança:  Orientação otimista em relação ao futuro, baseada na possibilidade de resultados favoráveis. 3. Emoções sociais e de autoavaliação Surgem a partir da interação com o outro e da percepção do "eu" perante o grupo. A alfabetização emocional nas relações é muito útil para nos compreendermos nas interações interpessoais. Amor / Romance:  Sentimento de forte afeição e apego, que pode variar entre o cuidado compassivo e a paixão romântica . Desejo sexual :  Impulso focado na atração física e na busca por intimidade erótica. Compaixão:  Capacidade de reconhecer o sofrimento alheio e sentir o impulso de mitigá-lo. Orgulho (da conquista):  Sentimento de valorização própria decorrente de um mérito ou realização pessoal. Inveja:  Desconforto perante o sucesso ou posse alheia, frequentemente associado a um sentimento de inferioridade. Ciúme:  Medo ou ansiedade de perder um vínculo afetivo ou posição de exclusividade para um terceiro. Desprezo:  Sentimento de superioridade em relação ao outro, desqualificando-o como alguém de menor valor. 4. Afetos de autocrítica e constrangimento Essenciais para a manutenção de normas sociais, mas frequentemente fontes de sofrimento clínico. Culpa:  Desconforto focado em uma ação específica que feriu um código moral ou prejudicou alguém. Vergonha:  Afeto doloroso focado na totalidade do "eu", onde a pessoa se sente exposta ou inadequada. Constrangimento:  Mal-estar social leve decorrente de uma falha de etiqueta ou exposição social indesejada. 5. Estados cognitivos e complexos Envolvem níveis elevados de processamento mental e memória. Confusão:  Incapacidade temporária de organizar pensamentos ou interpretar estímulos de forma coerente. Interesse / Excitação / Encantamento:  Estados de engajamento mental alto, onde a atenção é capturada de forma positiva por um objeto ou ideia. Tédio:  Estado de baixa estimulação e falta de interesse pelo ambiente. Nostalgia:  Sentimentalismo provocado pela lembrança de um passado idealizado ou de algo que se perdeu. Horror:  Medo intenso misturado com aversão, geralmente diante do grotesco ou do traumático. Depressão :  Diferente da tristeza passageira, é um estado persistente de anedonia (perda de prazer) e desvitalização. Schadenfreude:  Termo de origem alemã para a satisfação ou prazer secreto sentido diante do infortúnio ou fracasso de outra pessoa. Alfabetização emocional e terapia Desenvolver o autoconhecimento significa mapear as forças invisíveis que guiam nossas escolhas, desde os nossos padrões relacionais até as nossas defesas mais arcaicas. Ao compreender por que reagimos com raiva a determinadas situações ou por que a melancolia nos visita em momentos de sucesso, passamos a ter a possibilidade de escolha. Com o autoconhecimento ganhamos a liberdade de compreender nossa própria experiência e história. Muitas vezes o comer demais , o jogar em excesso , ou outros exageros , bem como a insônia , a fobia e outras manifestações são resultados de emoções não identificadas e não nomeadas. Além disso, a alfabetiação emocional aumenta nossa capacidade de interação social , pois na medida em que reconhecemos em nós mesmos as emoções, melhoramos a empatia  e o reconhecimento de emoções alheias . Algumas pessoas com alexitimia  ou baixo reconhecimento de emoções em si mesmo, costumam apresentar maior nível de conflito  interpessoal. A alfabetização emocional proporcionada pela terapia é o que nos permite aprender a diferenciar o medo da fome, a raiva da inveja, a doença psicossomática da repulsa e tantas outras inter-relações nebulosas entre corpo, relações e emoções. Isso traz uma clareza que acalma o sistema nervoso e melhora a qualidade de vida e de nossos vínculos. Ao dar nome às nossas sombras e luz às nossas emoções, não apenas diminuímos o sofrimento, mas aumentamos nossa capacidade de sentir a vida em toda a sua profundidade e complexidade . Como posso te ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para aumentar o autoconhecimento e melhorar a alfabetização emocional , sou uma psicóloga com bastante experiência no tema e posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico  no meu consultório virtual  que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão  e a minha agenda . Caso precise, há um  passo a passo de como agendar no meu site . Ficarei feliz em te ajudar nessa compreensão de si mesmo! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Terapia de casal: como funciona?

    Terapia de Casal: para que serve? A terapia de casal funciona como um ambiente acolhedor para que os parceiros investiguem as raízes dos problemas em seu relacionamento,  aprendam a se comunicar de forma mais eficaz e resolvam conflitos de maneira construtiva .  Ao explorar as necessidades individuais e as dinâmicas do casal, a terapeuta de casal ajuda a promover um maior entendimento mútuo , respeito e afeto. Através do desenvolvimento de habilidades como a comunicação não-violenta e o gerenciamento da raiva, os parceiros são capacitados a lidar com os desafios da vida a dois de forma mais saudável. A terapia de casal serve para todos os tipos de casais : heterossexuais, homoafetivos, casados, namorando ou em qualquer outra união. Para os futuros pais ou pais recentes a terapia de casal perinatal oferece um espaço para que possam compartilhar suas expectativas, medos e desafios, preparando-se para essa nova fase da vida. Embora a maioria busque ajuda para melhorar o relacionamento, a terapia de casal também pode auxiliar na separação , funcionando como um espaço seguro para fazer um encerramento respeitoso e menos traumático para todos os envolvidos. Como funciona a terapia de casal? A terapia de casal funciona como um espaço de diálogo , com a psicóloga sendo intermediadora, facilitando a expressão de sentimentos e o compartilhamento de pensamentos. A terapeuta fará perguntas sobre o histórico do relacionamento , os problemas que vêm sendo enfrentados e há quanto tempo iniciaram. Podem ser explorados temas sobre a família de origem, propósitos de vida, valores, hábitos, rotina e estilo de vida . A psicóloga pode apontar comportamentos individuais que contribuem para problemas conjuntos. Também avaliará se o casal está praticando violência psicológica e fará psicoeducação para preveni-la. Embora a terapia de casal normalmente envolva sessões conjuntas , podem ser indicadas sessões individuais como parte do tratamento. Algumas vezes são recomendadas "tarefas de casa" para serem realizadas entre os encontros. As sessões ocorrem uma vez por semana, ou mais, em caso de necessidade. Quando fazer terapia de casal? Você não precisa estar sofrendo em seu relacionamento para buscar terapia de casal. Na verdade, você pode ter um resultado melhor se não esperar até que a relação esteja insustentável ou se desintegrando. Os motivos mais frequentes para a busca de terapia de casal são: Problemas de comunicação ; Conflitos frequentes; Mágoas acumuladas ou reprimidas; Desconfiança de infidelidade ; Divergências de valores ; Problemas de intimidade; Codependência ; Fase de mudanças; Traição ; Alcançar um entendimento sobre a personalidade  do parceiro; Renegociação de combinados ; Dificuldades com as famílias de origem; Traição emocional ; Dúvidas sobre a continuidade da relação; Questões referentes à paternidade e maternidade; Divisão de tarefas ; Quando o relacionamento está morno ou entediante; Sensação de incompletude . Conheça os principais problemas em relacionamentos amorosos. Conheça a Teoria Triangular do Amor. Quando a terapia de casal não funciona? É importante ressaltar que a terapia de casal é uma ferramenta poderosa para fortalecer relacionamentos, mas nem sempre funciona para todos os problemas. Aqui você poderá saber os casos em que a terapia de casal não funciona: Falta de engajamento:  Quando um ou ambos os parceiros não estão totalmente comprometidos com o processo terapêutico, as chances de sucesso diminuem. Dificuldades em ser honesto:  A terapia exige abertura e honestidade. Se um ou ambos os parceiros não conseguem ser sinceros sobre seus comportamentos, sentimentos e pensamentos, o progresso é dificultado. Necessidade de terapia individual:  Em alguns casos, os problemas individuais de um ou de ambos os parceiros podem ser tão profundos que a terapia individual se torna prioritária. Objetivos divergentes:  Se os objetivos de cada parceiro para o relacionamento são muito diferentes ou até mesmo conflitantes, a terapia pode não ser suficiente para superar essas divergências. Falta de comunicação:  Quando a comunicação entre o casal é muito prejudicada e não há disposição para mudar essa dinâmica, a terapia fica inviabilizada. Padrões de comportamento disfuncionais:  Se um ou ambos os parceiros apresentam padrões de comportamento que dificultam o relacionamento, como manipulação ou controle, a terapia pode ser impraticável. Falta de confiança:  A confiança é fundamental para qualquer relacionamento. A terapia não tem o mesmo avanço se a confiança foi gravemente abalada. Ausência de um dos parceiros:  A presença regular de ambos os parceiros nas sessões é essencial para o sucesso da terapia. Falta de investimento:  Se o casal não investe tempo e energia na terapia, as chances de obter resultados positivos são menores. Situações de violência:  Em casos de violência doméstica, a terapia de casal não é recomendada e o foco deve ser a segurança da vítima. Qual o resultado da terapia de casal? Além de ajudar a resolver  problemas do relacionamento, a terapia de casal também contribui para o desenvolvimento pessoal de cada parceiro, promovendo o autoconhecimento, a empatia e o desenvolvimento do estilo de Apego Seguro .  Ao aprenderem a lidar com seus próprios sentimentos e a expressá-los de forma mais saudável, os casais podem construir uma comunicação mais aberta e honesta .  A terapeuta oferece ferramentas e estratégias para que casais possam aplicar no dia a dia e fortalecer o relacionamento . A terapia de casal acaba sendo um processo de aprendizado que capacita os parceiros a manterem sozinhos o relacionamento maduro e satisfatório após o final do tratamento. Como eu posso ajudar Sendo uma psicóloga experiente  em relacionamentos e terapia de casal com pós-graduação em Terapia de Casal e em Sexualidade, estou preparada para tratar as divergências e desafios da vida a dois através de terapia online . Com o apoio adequado vocês poderão construir  uma nova relação juntos! Me conheça mais clicando aqui ! Acredito na importância de personalizar o tratamento psicológico para cada par. Por isso, tenho especialização em diferentes abordagens terapêuticas , como: Psicanálise, Terapia Sistêmica e Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e experiência em métodos consolidados e eficazes como o Método Gottman e Terapia Focada nas Emoções (EFT) . É possível agendar a sessão comigo de forma totalmente  eletrônica, no meu consultório virtual , que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Como agendar Vocês podem consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local . O pagamento e a sessão por videochamada também acontecem na plataforma Zenklub, de forma prática e segura. Tudo isso usando um computador ou celular . Saiba mais sobre terapia online de casal. Em relacionamentos à distância  ou quando o casal está cada um em um local diferente também é possível receber ajuda. Após agendar a sessão no nome de um dos dois, basta que cada um entre no seu equipamento, usando o mesmo login e senha no Zenklub. Perto do horário marcado, no menu "Sessões" vocês verão um botão para clicar e entrar na videochamada . Neste caso, ficaremos em três telas e faremos a sessão com a presença de todos. Aguardo vocês! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT): passo a passo

    O que é a Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT), Terapia Focada nas Emoções (EFT) para Casais ou Emotionally Focused Couples Therapy (EFCT) se originou da abordagem psicológica humanista EFT ( Emotionally Focused Therapy ). Baseada em evidências e estruturada principalmente na Teoria do Apego , busca facilitar a criação de conexões emocionais seguras . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) desenvolve a consciência emocional , com foco no reconhecimento e expressão eficaz de necessidades emocionais , promovendo um vínculo de apego seguro entre os parceiros amorosos. Qual o objetivo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? A terapia EFT direciona o olhar para as emoções e a forma como as expressamos e comunicamos dentro do relacionamento amoroso, reconhecendo a poderosa influência dessas emoções nos padrões de interação do casal . A terapia também entende a emoção não apenas como parte do problema, mas como um motor fundamental para a mudança positiva . Embora as emoções possam fortalecer nossos laços e a maneira como reagimos aos nossos parceiros, elas também podem gerar consequências danosas quando mal gerenciadas e levar a diversos problemas de relacionamento . Quando um casal briga, as discussões podem parecer familiares porque costumam seguir um certo padrão , mesmo que o assunto seja diferente. A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) oferece um caminho para identificar esse padrão e reconhecer que, por trás dele, existem necessidades emocionais importantes que precisam ser cuidadas, especialmente a de se sentir seguro e conectado com a pessoa amada. Um dos objetivos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é criar um vínculo emocional seguro entre o casal. A Dra. Sue Johnson , uma das principais idealizadoras da EFT, nos lembra que a maioria dos conflitos conjugais não se resume a questões triviais. No fundo, a pergunta que ecoa é: "Você está ao meu lado quando eu realmente preciso de você?" . A base da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) No coração da EFT reside a Teoria do Apego  de John Bowlby . Essa teoria nos revela uma verdade fundamental sobre a natureza humana: desde o nascimento, somos programados para buscar e manter laços emocionais íntimos com pessoas importantes em nossas vidas. Assim como uma criança precisa de uma conexão segura com seus cuidadores para se desenvolver de forma saudável, os adultos anseiam por um vínculo emocional seguro com seus parceiros para se sentirem protegidos e completos . Quando essa conexão se sente ameaçada, experimentamos a "angústia de separação" . Em resposta a essa angústia, podemos adotar diferentes padrões de comportamento: Alguns de nós se tornam "perseguidores" ( apego ansioso ), buscando incessantemente a reconexão, muitas vezes de forma intensa ou demandante. Outros se tornam "retraídos"  ( apego evitativo ), buscando se proteger de uma possível rejeição, fechando-se emocionalmente . Imagine a seguinte dinâmica: um parceiro busca conexão, mas de maneira crítica ou acusatória . O outro, sentindo-se atacado e por desencadear sentimentos de inadequação e abandono, se afasta para se autoproteger ou preservar o relacionamento. Esse afastamento, por sua vez, faz com que o primeiro parceiro busque ainda mais contato e de modo mais intenso , aumentando o distanciamento e sofrimento para ambos. Eles se encontram presos em um ciclo repetitivo onde cada um, sem intenção, acaba ferindo o outro. Tipos mais comuns de ciclos negativos em casais Perseguição-Retraimento: Este é um ciclo negativo em que um dos parceiros se torna o " perseguidor " , muitas vezes manifestando raiva , críticas ou uma necessidade constante de atenção , enquanto o outro adota uma postura de "retraidor" , r eagindo com silêncio , atitude defensiva ou tentativas de evitar confrontos . O "perseguidor" se sente abandonado e desconectado, enquanto o "retraído" se sente sob ataque e pressionado . Afastamento-Afastamento: Neste ciclo, ambos os parceiros se afastam emocionalmente , evitando interagir e conversar, levando a sensações mútuas de solidão, abandono e desesperança . Em geral, ocorre quando o "perseguidor" desiste de tentar chamar a atenção do "retraído" por estar emocionalmente esgotado . Ataque-Ataque: Os dois parceiros se tornam mais críticos e agressivos um com o outro. Geralmente um está buscando contato incansavelmente, sob efeito do apego ansioso ("perseguidor"), enquanto o outro ("retraído") pode estar atacando como reação defensiva . O padrão dominante do segundo parceiro ainda é o de retraimento e voltará a atacar quando se sentir provocado . Como funciona Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)? O foco principal da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) é identificar e transformar os ciclos negativos de interação do casal em um padrão mais seguro e acolhedor , promovendo a abertura emocional e uma conexão genuína entre os parceiros. Uma vez que esse ciclo destrutivo se torna claro para o casal, a terapeuta , atuando como uma guia neutra e oferecendo um espaço de aceitação incondicional, auxilia ambos os parceiros a diminuírem a intensidade dos conflitos e evitarem a escalada , mirando alcançar a saúde do relacionamento . A Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) acontece em três estágios distintos na jornada da terapia, cada um com passos específicos que guiam o processo terapêutico. Os 3 estágios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Desescalada de ciclos negativos O objetivo principal desta fase é ajudar o casal a identificar os padrões negativos que os aprisionam em discussões prejudiciais. Inicialmente, pode ser desafiador interromper completamente esses ciclos, mas o foco está em diminuir sua intensidade . Casais que antes se viam em constante hostilidade começam a encontrar um terreno menos combativo para se relacionar. É como se o volume da discussão fosse abaixado, permitindo que ambos se ouçam melhor . Reestruturação do vínculo O foco da terapia se desloca para a construção ativa de uma comunicação que fortalece o vínculo. O objetivo é cultivar um sistema de apego positivo , onde os parceiros se sintam sintonizados com as necessidades um do outro e capazes de responder com empatia . Nesse processo, observamos um reengajamento daquele parceiro que tendia a se retrair, e um abrandamento daquele que costumava acusar ou criticar. Consolidação e integração Na fase final da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) , o casal começa a encontrar novas soluções para os problemas antigos  que antes pareciam insolúveis. Em um espaço de maior calma e segurança emocional, cada parceiro consegue estar mais presente e atento aos sentimentos e necessidades do outro. Os 9 passos da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Passo 1: Avaliação inicial do relacionamento Nesta etapa introdutória, a terapeuta busca compreender a fundo os principais desafios que o casal enfrenta e os padrões negativos que se repetem em suas interações. O objetivo é que ambos se sintam compreendidos e que suas reações façam sentido dentro da sua vivência da relação. Também será avaliado se há codependência , violência psicológica e outros problemas de comunicação. Passo 2 – Identificação do ciclo negativo e os problemas de apego A terapeuta ajuda o casal a enxergar o ciclo negativo em que o casal está preso, o que causa distanciamento e sofrimento. Nesta fase, eles começam a perceber o relacionamento de uma forma mais sistêmica , compreendendo que ambos desempenham um papel , através de suas reações, na perpetuação da dor. Passo 3 – Acessando as emoções implícitas Uma vez que o casal entende o ciclo, a terapeuta os convida a explorar as emoções mais profundas e, muitas vezes, ocultas por trás da raiva ou do afastamento. O objetivo é trazer à tona as emoções primárias de vulnerabilidade, as necessidades de conexão e os medos que antes eram invisíveis ou não expressos. Ao explorar esses sentimentos que guiam seus comportamentos no ciclo, os parceiros aprendem a comunicar suas necessidades de apego de maneira mais clara e positiva, o que, por sua vez, pode evocar cuidado e compaixão no outro. Passo 4 – Reformulação Neste passo, em vez de culpar um ao outro, eles aprendem a ver o ciclo negativo em si como o inimigo a ser combatido. Ao reformular o problema em termos da experiência emocional de cada um, o casal consegue se distanciar do ciclo destrutivo, entender a origem das reações e evitar respostas automáticas e defensivas . Com essa nova perspectiva, o objetivo de desescalada do ciclo é alcançado, preparando o terreno para o próximo estágio ( Reestruturação do vínculo ). Passo 5 – Acesso às necessidades implícitas, medos e modelos do eu Agora, os parceiros são convidados a mergulhar ainda mais fundo em suas emoções de apego e a entender como elas moldam seu relacionamento. O objetivo é que ambos compreendam seus próprios desejos e necessidades como indivíduos, promovendo uma melhor autoconsciência que, por sua vez, enriquece a compreensão mútua . Cria-se um espaço seguro para expressar sentimentos, anseios e necessidades. Cada um é encorajado a explorar e identificar seus comportamentos de autoproteção , como o retraimento ou a busca crítica. Afinal, muitas pessoas entram em relacionamentos com traumas anteriores e certas ações do parceiro atual ativam defesas inconscientes . Ao suspender temporariamente essas defesas e se conectar com seus medos e inseguranças, os parceiros se tornam mais conscientes de aspectos de si que tentavam silenciar ou evitar . Passo 6 – Promover a aceitação da outra pessoa O foco aqui é incentivar a aceitação da experiência emocional do parceiro . A terapeuta auxilia cada um a compreender as emoções do outro para que possam acolhê-las com mais empatia . Promove-se a aceitação das vulnerabilidades e medos do parceiro, reforçando a ideia de que expor essas fragilidades não diminui o amor ou o respeito na relação, mas, ao contrário, fortalece a intimidade . A experiência de compartilhar essas vulnerabilidades e ser recebido com empatia e compaixão, em vez de rejeição, é transformadora ! Para o parceiro que se retrai, esse é um passo fundamental para receber aquilo que sempre desejou: aceitação incondicional , reconhecimento de seus esforços e validação de seus sentimentos e opiniões. Conheça a Casa do Relacionamento Saudável do Método Gottman para terapia de casal Passo 7 – Estruturando novos padrões Neste momento, o casal começa a praticar novas formas de interagir , mais positivas, seguras e responsivas às necessidades um do outro. O objetivo é estruturar um ciclo de interação mais saudável , onde ambos se sintam à vontade para expressar seus desejos e necessidades de apego de maneira adequada . Cada parceiro é ajudado a superar seus medos de expressar suas necessidades de conexão , com a confiança de que o outro será capaz de ouvi-las e atendê-las. Isso permite um envolvimento mais pleno e autêntico no relacionamento, com a sensação de que não é preciso esconder partes de si para manter o amor e o respeito do parceiro. Em vez de se afastarem quando os medos e inseguranças surgem, eles agora podem se voltar um para o outro, buscando apoio e compreensão . Essa nova dinâmica de conexão encoraja o parceiro que buscava mais proximidade a se sentir menos sozinho e mais seguro para também se abrir sobre seus próprios medos, confiando que será recebido com cuidado e disponibilidade . Alcançando esse passo, estão prontos para seguir para o estágio seguinte: Consolidação e Integração . Passo 8 – Desenvolver novas soluções para problemas recorrentes Nesta fase, o casal começa a criar ativamente novas maneiras de lidar com os problemas que os levaram à terapia. Em vez de cair nos velhos padrões destrutivos , eles aprendem a se comunicar de forma mais eficaz, evitando que os conflitos se acumulem. A terapeuta auxilia o casal a desenvolver estratégias para expressar suas necessidades e preocupações. Passo 9 –Consolidação do novo ciclo de interação O último passo é dedicado a consolidar o novo ciclo de interação que o casal construiu ao longo da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT). Novas formas de se relacionar levam tempo e esforço para se tornarem automáticas . O objetivo é que a segurança emocional e os novos padrões de apego se tornem a base sólida para um relacionamento duradouro e feliz . SAIBA MAIS: Preparei esse material com exemplos práticos para ajudar casais na substituição do ciclo negativo por um ciclo positivo, com base na EFT para casais: Quero começar uma Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT) Se você se identificou com os princípios da Terapia de Casal Focada nas Emoções (EFT)   como abordagem de tratamento para o seu relacionamento amoroso, considere agendar um horário comigo para iniciar a terapia de casal online . Tenho bastante experiência em Terapia de Casal e posso guiar vocês na aplicação prática dessas ferramentas para construir uma relação mais saudável e estável . Saiba como funciona a terapia de casal Conheça as vantagens da terapia online Saiba qual o tipo de amor vocês têm Como agendar É possível marcar a sua primeira sessão de Terapia de Casal comigo de forma eletrônica no meu consultório virtual . Utilizo a plataforma de terapia online Zenklub  desde 2017 para atender meus pacientes em um local apropriado e seguro. Vocês podem consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Comer emocional

    O que é o “comer emocional”? Em dias difíceis, ter vontade aumentada de comer certos alimentos, ficar buscando algo para comer mesmo sem fome e encontrar na comida certo alívio : isso é o comer emocional, também chamado de “fome emocional” . “Eu como por ansiedade ” é outra frase comum expressada por pessoas que apresentam o comer emocional. A questão central do comer emocional não reside nos alimentos em si, mas sim na maneira como se lida com as emoções . A comida assume o papel de um regulador emocional , uma espécie de cura de curto prazo para sentimentos e emoções desconfortáveis . Ansiedade , tristeza , angústia, raiva, frustração , tédio, depressão , vazio interior, cansaço, desesperança, solidão e estresse podem levar a comer por impulso, consciente ou inconscientemente. Mas essas emoções retornam com o fardo adicional da culpa por ter comido demais, criando um ciclo vicioso de comer ainda mais para atenuar esse mal-estar. 5 causas do Comer Emocional Associação da comida com conforto:   associar a comida não apenas à nutrição, mas também a momentos de alegria, celebração e, principalmente, como um consolo em tempos de dificuldade. Recompensa:   após um período difícil, de esforço, privação ou sacrifício, buscar por comida como um "presente", pensando: "Eu mereço". Distração:  comer pode se tornar uma maneira de desviar a atenção dos problemas, oferecendo um escape temporário da realidade emocional. Prazer químico: certos alimentos estimulam a liberação de neurotransmissores no cérebro que estão associados à sensação de prazer e bem-estar. Alexitimia : Algumas pessoas possuem dificuldade em identificar sentimentos e podem, de fato, confundir emoções com a sensação de fome. Comer emocional: muito além da fome É comum que nos momentos do comer emocional a preferência recaia sobre a comida reconfortante, comida afetiva  ou " comfort food ”, pois não é a fome que está sendo saciada. São alimentos buscados pela sensação de  bem-estar psicológico e prazer que proporcionam. Fortemente ligados ao passado, alimentos nostálgicos  evocam memórias de momentos significativos da vida, como a infância, o cuidado de alguém querido, a terra natal, reuniões familiares , e a sensação de proteção . As características físicas e químicas de certos alimentos, como sua composição, aroma, temperatura e textura , proporcionam bem-estar físico e emocional. Incluem alimentos mornos , macios, crocantes, doces , cremosos, gelados, gordurosos e até mesmo psicoativos. O prazer de comer  é priorizado em relação aos aspectos nutricionais. São alimentos altamente  palatáveis  que proporcionam uma experiência de consumo intensa e prazerosa. Também podem ser preferidos alimentos práticos e fáceis de preparar ou consumir, geralmente industrializados, amplamente disponíveis ou entregues por delivery , para alcance rápido  da sensação de aconchego. Infelizmente, não é a fome física que se busca saciar nessas horas, mas a fome emocional . Mas como o apaziguamento das emoções é temporário , cria-se uma distância do autoconhecimento e da regulação emocional. A falta de ferramentas saudáveis para lidar com os aspectos emocionais intensifica a dependência do alimento, perpetuando o ciclo do comer emocional . Consequências do Comer Emocional Culpa: Arrependimento e pensamentos autodepreciativos. Vergonha: Constrangimento pelo comer emocional e dificuldade em admitir o problema alimentar. Sobrepeso ou obesidade: O comer emocional é um fator de risco direto para o ganho de peso e doenças desencadeadas por ele. Baixa autoestima: Sentimentos negativos em relação à imagem corporal podem afetar a confiança e as interações sociais. Desconforto físico e letargia:  O desconforto físico após comer em excesso pode gerar enjoo, inchaço e falta de energia. Compulsão alimentar: Comer grandes quantidades de alimento de uma vez sem controle leva ao transtorno de compulsão alimentar. Bulimia:  O comer emocional pode desencadear comportamentos compensatórios inadequados. Depressão : A dificuldade em lidar com as emoções e a frustração pelas consequências do comer emocional podem deprimir. Fatorexia : Ocorre quando a pessoa com excesso de peso nega sua condição devido a uma distorção da autoimagem corporal. Vício em comida: O comportamento alimentar modificado para satisfazer os desejos intensos por comida, pode levar a comportamentos compulsivos e mecanismos de recompensa viciantes. Transtorno Dismórfico Corporal : O excesso de peso do comer emocional pode desencadear uma preocupação excessiva com a aparência. Comer emocional: como tratar A maneira mais efetiva de tratar o comer emocional é a psicoterapia , recebendo ajuda para compreender as emoções desconfortáveis e para construir uma relação mais saudável com a comida . Objetivos da terapia para o comer emocional podem incluir: Desvendar a raiz psicológica do comer emocional; Reconhecer e validar as emoções angustiantes; Desenvolver uma relação psicologicamente saudável com a comida; Aprimorar habilidades de enfrentamento dos fatores estressores; Fazer uma reestruturação cognitiva sobre o nutrir-se; Desmanchar crenças permissivas ; Identificar traumas ; Explorar o histórico familiar e social; Compreender os obstáculos para uma alimentação saudável; Abordar questões de saúde mental ou problemas de relacionamento que possam estar contribuindo para o comer emocional. O Instituto Federal do Espírito Santo desenvolveu uma cartilha para orientar as pessoas sobre alimentação consciente para evitar o comer emocional, com recomendações elaboradas por nutricionista. Como eu posso ajudar Através da psicoterapia individual,  vou propiciar um espaço de escuta para que o seu comer emocional possa ser compreendido. E xpressar  suas emoções te ajudará a identificar as causas e você poderá adquirir maneiras novas  mais apropriadas para lidar com elas em vez de recorrer à comida. Se você se identificou com este artigo e precisa de ajuda  para lidar com o comer emocional, eu posso te ajudar com terapia online . Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual  que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um  passo a passo de como agendar no meu site . Psicóloga Ana Carolina Mainetti www.anacarolinamainetti.com   Agendar

  • Alexitimia: o que é, sintomas e como tratar

    Alexitimia é a dificuldade em reconhecer e expressar emoções , também chamada de "cegueira emocional". Este traço de personalidade leva o alexitímico a enfrentar dificuldades nas relações interpessoais por também apresentar falta de compreensão dos sentimentos dos outros. Tende a um pensamento mais lógico e a doenças psicossomáticas. O que significa alexitimia Com origem no idioma grego, ao pé da letra, alexitimia significa “falta de palavras para sentimentos” . Peter Sifneos, um psiquiatra grego interessado em Medicina Psicossomática, criou o termo “alexitimia” para explicar características de pacientes psicossomáticos com dificuldade em expressar emoções . 6 características da alexitimia: Inabilidade em reconhecer emoções em si e nos outros; Problemas para comunicar sentimentos através da linguagem; Dificuldade para diferenciar um estado emocional de uma sensação corporal ; Pouca vida imaginativa , como: fantasias, sonhos e devaneios; Tendência a processos mentais racionais, lógicos , instrumentais e concretos; Vulnerabilidade a doenças psicossomáticas . Qual a causa da alexitimia? Sifneos subdividiu a alexitimia em dois tipos : •          Alexitimia primária: cuja origem estaria na neuroanatomia ou fisiologia, dificultado a associação entre a imaginação, o pensamento e a linguagem com as emoções. •          Alexitimia secundária: originada de traumas psicossociais, especialmente no período da infância, levando a um uso excessivo de mecanismos de defesa como a repressão e a negação. Uma outra razão que pode contribuir para a alexitimia é ter crescido em um ambiente com pouca expressão ou validação emocional. Quais as consequências na vida de uma pessoa com alexitimia? A maioria das culturas incentiva e espera que as pessoas compatilhem emoções , seja pela expressão corporal ou pela comunicação. Portanto, é comum que os relacionamentos sociais sejam baseados em trocas afetivas. Como o alexitímico tem falta de auto-expressão , prejudica que as pessoas se aproximem e criem vínculos com ele. A superficialidade nas relações pessoais, como consequência, pode levar a problemas na construção e manutenção de laços de amizade ou ligações românticas durante a vida. Este enfraquecimento da vida social pode ocasionar isolamento , conflitos ou dependência de outras pessoas. Quando convivem socialmente, podem ser mal compreendidos por causarem uma impressão de não terem empatia ou altruísmo. As pessoas podem se magoar ou se ofender porque o alexitímico, assim com não percebe suas próprias emoções, também não tem facilidade em reconhecer as emoções alheias . Devido à dificuldade em se conectar com seu mundo interior e a identificar desejos, os alexitímicos podem ter problemas para fazer escolhas porque não sabem exatamente o que querem. É mais provável que suas decisões sejam baseadas em fatos concretos e racionais do que em fatores emocionais e em vontades. Outra consequência apontada pelos pesquisadores da psicossomática, é a grande propensão ao adoecimento . Justamente por não se conectarem com suas emoções, desenvolvem doenças de fundo emocional, como a depressão , o comer emocional e outras. É como se o corpo verbalizasse as angústias que não são reconhecidas e nem expressas. Como ajudar alguém com alexitimia? A identificação insuficiente das emoções básicas como tristeza, raiva, alegria, medo, etc. pode levar o alexitímico a se concentrar apenas nas sensações corporais que elas provocam. Por exemplo, ele pode reconhecer que está com calor, mas não perceber que está “quente” de raiva ou com vergonha . Uma ansiedade pode ser mais bem entendida como um desconforto no estômago (frio na barriga) e uma situação de medo pode ser vivenciada apenas através da palpitação. Quem convive com um alexitímico pode procurar entender estas confusões, sem desrespeitar com comentários debochados ou impacientes. Compreender que este funcionamento indica uma dificuldade muito profunda em se conectar com seu mundo interno pode auxiliar o alexitímico a se sentir menos julgado . Apesar da alexitimia ter sido descrita a partir dos pacientes com queixas psicossomáticas, atualmente entende-se que este traço também é encontrado no Transtorno do Espectro Autista , em Transtornos de Personalidade (como o Antissocial , Narcisista , Narcisista encoberto , Esquizoide , Evitativa e Dependente ), no Transtorno do Estresse Pós-Traumático , Depressão , Síndrome do Pânico , Anorexia , Bulimia, Ansiedade Social e em pessoas com comportamentos viciantes e compulsivos. Portanto, a melhor forma de ajudar é incentivar a pessoa com alexitimia a procurar ajuda especializada , prevenindo o desenvolvimento de doenças mais graves e promovendo melhor qualidade de vida. Qual é o tratamento para alexitimia? A alexitimia não é considerada uma doença , é vista como um funcionamento, portanto não há uma cura através de medicamentos. Há como tratar a alexitimia através dos recursos terapêuticos da Psicologia ou da Psicanálise. Por mais que um alexitímico não consiga expressar sentimentos em uma primeira sessão de terapia ou não veja sentido em receber ajuda de um profissional que lida com emoções, é através deste tratamento que ele poderá aprender a se “alfabetizar” emocionalmente . Mesmo que as primeiras expressões se deem através de uma comunicação lógica ou de somatizações, um profissional bem preparado irá identificar as deficiências na gestão emocional do paciente e promoverá a integração das emoções com capacidades comunicativas . Este processo terapêutico aposta na neuroplasticidade e na reeducação emocional. Numa fase mais avançada da psicoterapia ou análise, será possível adentrar nos fenômenos mais inconscientes para alcançar os traumas mais primevos, justamente aqueles que podem ter causado o bloqueio emocional .   Como eu posso ajudar Posso ajudar você que se identificou com traços de Alexitimia através da terapia individual online . Lembre que você não precisa permanecer sozinho na busca por compreender por que se sente diferente ou é criticado. Ter acompanhamento psicológico pode transformar a dificuldade em reconhecer emoções para um autoconhecimento considerável sobre seus sentimentos e os dos outros. Se quiser conhecer mais sobre minha trajetória profissional, clique aqui . A Psicanálise e a Terapia Cognitivo-Comportamental TCC são muito eficientes na compreensão e no tratamento da Alexitimia. A Psicanálise se concentra em desvendar melhor os aspectos inconscientes e as origens dos sintomas, enquanto a TCC vai ajudar através de mudanças na forma de pensar e agir. Se alguém com quem você se relaciona amorosamente apresenta Alexitimia , a terapia pode ajudar e também é indicada para você! Posso auxiliar, tanto em sessões de terapia online  individual, como em terapia de casal . A Alexitimia pode afetar o relacionamento amoroso por dificultar uma conexão mais profunda. Ambas as pessoas do casal podem não conseguir alcançar uma satisfação afetiva e sexual , pela dificuldade do alexitímico em identificar o que quer e em compreender as necessidades de seu par. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você(s)! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtorno de Adaptação: quando uma situação mexe demais com as emoções

    Ao ocorrer uma mudança significativa na vida ou viver um evento estressante o Transtorno de Adaptação pode surgir. Seja o término de um relacionamento amoroso, a mudança de país , perda de emprego, tratamento de saúde ou outro fator desencadeante de sofrimento intenso é necessária ajuda psicológica para lidar com as emoções. Diagnóstico do Transtorno de Adaptação Sintomas emocionais ou comportamentais em resposta a um ou mais eventos estressantes nos primeiros 3 meses do ocorrido; Sofrimento intenso desproporcional à intensidade do estressor e/ou prejuízo significativo no funcionamento da vida; A perturbação não é originada de outro transtorno mental; Os sintomas não são do luto normal; Os sintomas não persistem após 6 meses do estressor ou suas consequências terem acabado. O diagnóstico do Transtorno de Adaptação, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais ( DSM-5 ), se refere a uma pessoa que apresente pelo menos 5 destas características citadas . O DSM-5 é o mais utilizado manual de diagnósticos de saúde mental no mundo, desenvolvido pela Associação Americana de Psiquiatria e baseia o trabalho de psicólogos e psiquiatras do Brasil. É necessário diferenciar o Transtorno de Adaptação de reações normais de estresse, Transtorno do Estresse Pós-Traumático TEPT , Transtorno de Estresse Agudo , Transtorno da Personalidade Borderline , Transtorno da Personalidade Dependente e Transtorno de Personalidade Histriônica . Causas do Transtorno de Adaptação Término de relacionamento amoroso Ao fim de uma relação , as mudanças que vêm a seguir podem ser muito impactantes: mudança de casa, divisão de bens, afastamento dos amigos, alteração na dinâmica do dia a dia sem a presença do parceiro, saudade, dentre outros. Há casos em que o fim da união se dá por um trauma como: violência ou descoberta de uma informação avassaladora, como traição ou atos ilegais. Conheça o meu artigo “Fim de Relacionamento: 6 etapas da perda amorosa” . Identifique se você está com sintomas de TEPT de relacionamento . Problemas no relacionamento amoroso Mesmo durante a vivência de uma fase difícil na relação, o Transtorno de Adaptação pode acontecer porque os estressores podem ser recorrentes , como brigas, desconfianças, traições, violência psicológica , problemas na comunicação, problemas sexuais e outros desgastes. Conheça o meu artigo "Problemas em relacionamentos amorosos ". Mudança de país ou cidade Mesmo quando a mudança é planejada e desejada, o impacto dela pode vir acompanhado de sofrimentos intensos , como insegurança, saudade , medo, estranhamento, dificuldade com o idioma, sensação de não pertencimento , impressão de perda da identidade , dificuldade em ficar sozinho , desconforto com o clima, problemas ao dividir moradia e outros aborrecimentos. Conheça o meu artigo sobre Psicologia da imigração . Crises profissionais Seja pela vivência do desemprego , dificuldades com chefia , mudança de cargo, mudança de setor, alteração da cultura organizacional , metas inalcançáveis e outros estressores profissionais, o Transtorno de Adaptação pode ser uma consequência psíquica ao atravessar fases estressantes na carreira. Doença O transtorno pode ocorrer ao descobrir uma doença em si ou em um ente querido e ao enfrentar tratamentos de saúde . Nesses casos, pode haver intensidade de sentimentos, como angústia, medo da morte , medo de sequelas, além de alterações na rotina e no estilo de vida. Leia mais sobre o Transtorno de Ansiedade de Doença para diferenciar as duas condições. Desastres Viver experiências chocantes como enchentes , incêndios, atentados, epidemias, furacões , desabamentos, etc. pode fazer emergir o Transtorno de Adaptação. Mudança de fase da vida Entrar no Ensino Médio, ingressar na faculdade, sair da casa dos pais , casar, se tornar mãe/pai, os filhos saírem de casa, aposentadoria ou outras vivências que podem ser esperadas para o ciclo de vida , quando vêm acompanhadas de sofrimento agudo ou dificuldade para ajustar-se, levam ao Transtorno de Adaptação. Conheça o meu artigo sobre a fase de vida “Adultez emergente: nem adolescente, nem adulto" . Traumas Não é possível prever se iremos viver traumas na vida e nem se uma vivência difícil será experimentada como trauma para nós. Independente se a vivência é grave o suficiente para a maioria das pessoas, sentir que uma experiência marcou muito a nossa vida, é o suficiente para entendermos que se tratou de um trauma para nós. Por isso, há inúmeros motivos que podem desencadear um Transtorno de Adaptação após a vivência de um trauma, como por exemplo: fim de uma amizade , um irmão se mudar, perder um animal de estimação , mudar de instituição de ensino, ser assaltado, saber que um ex se casou, morar em uma área perigosa, ser ridicularizado , entre tantos outros. Conheça o meu artigo “Trauma e pós-trauma” . Sintomas do Transtorno de Adaptação É comum aparecerem problemas no sono , alterações alimentares, choros , frustração, raiva, baixa na autoestima, falta de prazer, medo do futuro, dores no corpo, queda no desempenho, mudança nas relações sociais, imprudência, culpa, sensação de impotência, inquietação , perturbações na conduta, ansiedade , sintomas depressivos e ideação suicida. Pessoas com circunstâncias de vida desvantajosas vivenciam uma taxa elevada de estressores e podem sofrer de Transtorno de Adaptação sem perceber os sintomas. Como é a terapia para o Transtorno de Adaptação? Reconhecer e validar os sentimentos envolvidos; Desenvolver habilidades de enfrentamento ; Regular as emoções para lidar com a nova fase; Reestruturar os pensamentos e crenças sobre a mudança ocorrida; Explorar as possibilidades e oportunidades; Estabelecer os passos a serem dados a seguir; Como eu posso ajudar Posso ajudar você com terapia individual online nesse momento de recuperação e adaptação. Lembre-se que você não precisa atravessar esta fase sozinho! Ter acompanhamento psicológico pode encurtar a fase crítica e prevenir outros problemas psicológicos. Se alguém que você conhece apresenta o Transtorno de Adaptação , uma das melhores maneiras de ajudar é com o incentivo à terapia, pois a pessoa que está sofrendo pode não tomar esta iniciativa por não estar com energia suficiente ou se envergonhar de estar sofrendo. Como agendar O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Você pode consultar o valor da sessão  e a minha agenda , que aparece com todos os horários disponíveis e já convertidos para o seu fuso horário local. Você pode realizar suas sessões pelo site no computador ou pelo app no seu celular. Caso precise, há um passo a passo de como agendar no meu site . Aguardo você! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito

    Qual é o tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito? O tratamento para atelofobia, o medo de ser imperfeito, é através da psicoterapia focada em reestruturar pensamentos e comportamentos disfuncionais. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)  é frequentemente utilizada, ajudando a identificar e modificar as crenças sobre a necessidade de perfeição e o medo de falhar . Através de técnicas como a exposição gradual , é realizado o encorajamento para enfrentar situações onde a imperfeição é possível, aprendendo a tolerar o desconforto e a perceber que os erros não são catastróficos. Além disso, o tratamento psicológico pode focar no desenvolvimento da autoestima , do autoconhecimento , da autocompaixão  e da aceitação de si mesmo, mesmo com falhas e limitações, promovendo uma relação mais saudável com o desempenho e a validação pessoal. Como é a atelofobia, o medo de ser imperfeito? Sentir pânico ao não atingir a perfeição , evitar qualquer situação que possa revelar falhas, questionar incessantemente a própria capacidade e mérito, não conseguir tolerar os próprios erros e planejar meticulosamente como evitar qualquer deslize: este é um perfil representativo de uma pessoa com atelofobia, o medo de ser imperfeito. Aqueles que não buscaram tratamento ou não identificaram a atelofobia (medo de ser imperfeito) podem se sentir constantemente ansiosos e com um senso de inadequação , pois raramente se fala abertamente sobre a fobia da imperfeição. Muitas vezes, pensam que seu comportamento é motivado pela ansiedade . E podem acreditar que não ser perfeito é perigoso ou insuportável, culpando a si mesmos por cada erro ou falha percebida. Consequências da atelofobia, o medo de ser imperfeito O medo desproporcional da imperfeição torna difícil para pessoas com atelofobia desenvolverem autonomia e autoestima, já que a validação externa e o desempenho impecável se tornam os principais pilares de sua identidade . Por buscarem a perfeição de forma exaustiva, podem apresentar dificuldades em manter relacionamentos saudáveis, exercendo pressão excessiva sobre si mesmos e sobre os outros, manifestando frustração, insegurança, procrastinação por medo de errar e uma constante insatisfação. 7 características da atelofobia, o medo de ser imperfeito Sentir pânico ao cometer erros ou ao não atingir padrões elevados. Ser excessivamente autocrítico e buscar aprovação constante. Se sentir facilmente vulnerável ou inadequado diante de falhas. Evitar situações onde a imperfeição possa ser exposta, como apresentações ou contextos novos. Temer ser julgado ou rejeitado por seus erros. Exigir de si mesmo e dos outros a perfeição e a ausência de falhas. Sentir medo de não ser bem-sucedido, de não alcançar metas e de ser um fracasso. Preciso de tratamento para o medo de ser imperfeito (atelofobia)? É importante observar se a intensidade e a frequência do medo de ser imperfeito causam sofrimento significativo e interferem na sua vida. Os sintomas devem fazer parte de um padrão de evitação persistente de situações onde a perfeição não é garantida e podem se manifestar de diversas formas, como ansiedade , ataques de pânico, sudorese, taquicardia e pensamentos catastróficos relacionados a falhas. Analise se há um prejuízo significativo no ajustamento emocional, social e profissional, com dificuldade em realizar atividades por medo de não as fazer perfeitamente. A procrastinação , um desejo de excelência, necessidade de controle absoluto, o medo de ser julgado e a permanência em ciclos de autoexigência podem estar presentes e precisam de tratamento. Em minha prática clínica, tenho observado como o medo de ser imperfeito pode levar a outros problemas , como o uso excessivo de tempo em tarefas simples para garantir que sejam impecáveis, ou o desenvolvimento de transtornos alimentares por busca do "corpo perfeito", TOC , burnout, narcisismo , narcisismo encoberto , ansiedade social , transtorno dismórfico corporal , ansiedade de desempenho e estresse . Recomendo o tratamento psicológico se você apresenta essas características para identificar as causas da autocobrança para ser perfeito , modificar esses padrões exigentes e poder viver de forma mais leve. Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com o medo de ser imperfeito, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual  que fica na plataforma de terapia online Zenklub. Lá você pode conferir o valor da sessão  e a minha agenda . Caso precise, há um  passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

  • Transtornos do exagero

    O que são os Transtornos do exagero? Transtornos do exagero  descrevem padrões de comportamento  nos quais o uso excessivo e descontrolado  de substâncias ou a realização de certas atividades se torna prejudicial . Este é um termo abrangente para condições caracterizadas pela repetição de um comportamento que oferece uma gratificação imediata , muitas vezes servindo como um alívio rápido  para momentos de tensão psíquica . A não realização  do comportamento exagerado desencadeia sentimentos intensos de angústia e ansiedade . Um ponto central nesses transtornos é o conflito interno : a pessoa deseja mudar, mas outra parte dela permanece apegada ao comportamento devido ao alívio ou prazer  que ele proporciona. Embora a pessoa sinta alívio ou prazer imediato, a persistência do comportamento acarreta prejuízos significativos a longo prazo , como problemas financeiros , isolamento, conflitos interpessoais, abandono de responsabilidades, doenças físicas e impactos psicológicos. Quais são os Transtornos do exagero mais comuns? Os Transtornos do Exagero  reúnem diversas condições que possuem o comportamento exagerado e compulsivo como característica, sendo que nas mais comuns, aparece o exagero em: álcool fumo drogas medicamentos jogo comer telas pornografia compras masturbação sexo tricotilomania ou escoriação exercício físico trabalho Origem da expressão "Transtornos do exagero" A psicóloga brasileira doutora Renata Brasil Araújo criou a expressão " Transtornos do exagero " ao perceber que havia semelhanças no tratamento entre dependentes químicos e pessoas com comportamentos envolvendo algum outro excesso , como compras, uso de internet, comer e jogar, por exemplo. Tratamento para os Transtornos do exagero A psicoterapia é o tratamento que proporciona um espaço seguro para a expressão de sentimentos, crenças e dificuldades , promovendo a compreensão dos fatores que contribuem para o desenvolvimento e manutenção dos comportamentos exagerados. O tratamento realizado pela psicóloga procura trabalhar os seguintes aspectos: Frustrações, medos e traumas ; Motivação para a permanência do comportamento exagerado; Prefiguração (vantagens de mudar); Motivação para a mudança ; Confiança em si para a mudança; Objetivos de vida que podem ser alcançados com a mudança; O que pode ser perdido sem a mudança; Pensamentos automáticos; Crenças permissivas ; Crenças de controle; Conscientização sobre a fissura ; Estratégias de enfrentamento; Prevenção de recaídas e lapsos; Alfabetização emocional ; Mudanças definitivas no estilo de vida. Fases do tratamento para o Transtorno do exagero O Modelo Transteórico de Prochaska e DiClemente descreve os estágios sequenciais pelos quais as pessoas passam para mudar um comportamento : 1. Pré-contemplação Neste ponto, a pessoa não admite  ou ignora a existência de um problema , não demonstrando interesse em mudar. 2. Contemplação Há o reconhecimento do problema, mas ainda está hesitante  em tomar uma atitude. Avalia os lados positivos e negativos  da mudança, mas falta o comprometimento para iniciar a ação. 3. Preparação Ocorre uma clara intenção de mudar , acompanhada de pequenos esforços  iniciais e planos de mudança de comportamento. 4. Ação Esta é a fase em que a pessoa implementa as modificações  planejadas, engajada ativamente  na busca do seu objetivo de mudança. 5. Manutenção O foco principal é solidificar as transformações  alcançadas, prevenindo recaídas  e garantindo que o novo comportamento seja sustentado no longo prazo . Como eu posso ajudar Se você se identificou com esse artigo e precisa de ajuda para lidar com algum transtorno do exagero, sou uma psicóloga com bastante experiência no tema. Posso ajudar você com terapia online . O agendamento das sessões é eletrônico no meu consultório virtual  que fica na plataforma de terapia online Zenklub . Lá você pode conferir o valor da sessão  e a minha agenda . Caso precise, há um  passo a passo de como agendar no meu site . Até breve! Psicóloga Ana Carolina Mainetti CRP 08/17342 www.anacarolinamainetti.com

Ana Carolina Mainetti - CRP 08/17342
bottom of page